Projetos APTA no Instituto Biológico

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Estudo das encefalites e encefalopatias dos equídeos

n° SGP 1686

O estudo de enfermidades que afetam o sistema nervoso central de equídeos tem o objetivo dar suporte laboratorial aos estudos epidemiológicos executados sistematicamente para diagnóstico de situação sanitária e vigilância epidemiológica das encefalites e encefalopatias visando sua profilaxia e controle. E também apoio laboratorial aos programas sanitários federais e fornecer subsídios aos órgãos competentes e propor as diretrizes para ações sanitárias relacionadas à prevenção destas doenças, além de divulgar e disponibilizar o diagnóstico e informações sobre as enfermidades estudadas. As análises serão realizadas a partir de sistema nervoso central e LCR (líquido cefalorraquidiano) encaminhados para diagnóstico laboratorial. Os métodos serão utilizados conforme a suspeita clínica.

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  Maria do Carmo Custodio de Souza Hunold Lara      IB

"Preparação de alto rendimento automatizada de amostras para determinação de contaminantes multiressíduos em carne bovina"

n° SGP 1676

Em julho de 2016 o Brasil e Estados Unidos assinaram um acordo bilateral para venda da carne bovina in natura. Um contrato desse tipo define regras sanitárias e comerciais para ambos países envolvidos, que inclui temperatura de armazenamento e transporte, forma de armazenamento e outros aspectos relacionados a garantia da qualidade e segurança alimentar de produtos destinados ao consumidor final. A determinação de contaminantes na carne é parte do processo de certificação da segurança alimentar do produto, auxiliando no processo de exportação ou importação, além de auxiliar em políticas públicas em casos positivos. Neste contexto o treinamento pleiteado junto ao Residue Chemistry and Predictive Microbiology Research (RCPMR) do United State Department of Agriculture (USDA) visa contribuir para a cadeia de proteína animal do agronegócio paulista e brasileiro. Este projeto tem como objetivo o desenvolvimento de uma metodologia para determinação de resíduos de 149 contaminantes orgânicos (pesticidas, drogas veterinárias e PCBs) em carne bovina utilizando um novo sistema de automação de clean-up de alta capacidade (ITSP) com Mini cartuchos de extração em fase sólida (Mini-SPE), acoplados on-line a um sistema de cromatografia gasosa de baixa pressão (LPGC-MS/MS) e por cromatografia liquida de ultra alta pressão (UHPLC-MS/MS) acoplados a espectrômetros de massas. Os produtos serão extraídos da carne utilizando o método QuEChERS modificado e o método validado será aplicado em amostras de carne oriundas do Brasil e USA. Este treinamento trará benefícios não só a mim e ao Laboratório de Resíduos de Pesticidas do Instituto Biológico (LRP-IB) mas também a toda comunidade científica brasileira afim, pois pretendo disseminar os conhecimentos adquiridos através de apresentação de trabalhos e treinamentos e modernização da capacitação do Brasil em determinação de resíduos de contaminantes em carne, principalmente para exportação, trazendo divisas ao nosso país.

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  Sergio Henrique Monteiro      IB

Levantamento da ocorrência do Banana streak virus (BSV) e do Cucumber mosaic virus (CMV) em cultivo convencional e orgânico de Musa spp no Vale do Ribeira, SP

n° SGP 1633

A ocorrência do Banana streak virus (BSV) e Cucumber mosaic virus (CMV), cujos sintomas em bananeiras são conhecidos, respectivamente, como estria e mosaico, pode ser considerada um fator limitante na produção e qualidade dos frutos e um entrave para a movimentação de germoplasma no país e no exterior. O presente trabalho teve como objetivo estudar a incidência destes vírus em dois sistemas de cultivo, um convencional no município de Registro e um orgânico no município de Sete Barras, Vale do Ribeira. No cultivo orgânico foram avaliadas dez mudas de bananeiras ‘Galil 7’ introduzidas aleatoriamente e dez bananeiras ‘Prata’ jovens. No cultivo convencional foram avaliadas dez mudas de bananeiras ‘Galil 7’ introduzidas, cinco bananeiras ‘Nanica’ e cinco ‘Prata’ jovens. A ocorrência do CMV foi detectada em 58,7% das bananeiras ‘Prata’ jovens e 35,9% das mudas de ‘Galil 7’ introduzidas e o BSV foi detectado em 87,5% das bananeiras ‘Prata’ jovens e 75% das mudas de ‘Galil 7’ introduzidas, no cultivo orgânico. Enquanto, no cultivo convencional, a ocorrência do CMV foi detectada em 42,50% das amostras de bananeiras ‘Nanica’ jovens, 44,4% das bananeiras ‘Prata’ jovens e 23% das mudas de ‘Galil 7’ introduzidas e o BSV foi detectado em 50% das bananeiras ‘Nanica’ jovens, 57,1% das bananeiras ‘Prata’ jovens e 62,5% das mudas de ‘Galil 7’ introduzidas.  Pelo monitoramento realizado nos dois municípios do Vale do Ribeira constatou-se que o BSV e o CMV ocorrem com alta incidência nas, cultivares comerciais de bananeiras mais cultivadas e foi possível detectar a presença dos vírus nas amostras coletadas, antes da manifestação dos sintomas nas folhas. 

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  Addolorata Colariccio      IB

Seletividade de Altacor e Verimark na cultura da cana-de-açúcar

n° SGP 1618

Os ensaios serão em blocos ao acaso, constando de oito tratamentos e quatro repetições e tratamentos conforme protocolos em anexo. As aplicações serão realizadas “em esguicho” no colo da planta ou convencional, realizadas com pulverizador costal CO2 à pressão constante. A cultura será examinada quanto à presença de sintomas de fitotoxicidade em relação às parcelas não tratadas (testemunhas) e estimando um percentual de injúria usando escala de 0 (sem injúria) a 100% (completa injúria) de fitotoxicidade, descrevendo onde observa-se fitoxicidade detalhadamente (clorose, deformação, etc.). Serão avaliados o número de entrenós com danos de larvas da broca da cana dos entrenós quantificados em 15 colmos aos 120 e 180 dias após a emergência, bem como quantificados o numero total de entre-nós, número de lagartas presentes e número de colmos com danos.

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  José Roberto Scarpellini      Apta Regional / IB

MORMO: AVALIAÇÃO CLÍNICA, EPIDEMIOLÓGICA, ANATOMOPATOLÓGICA E MICROBIOLÓGICA

n° SGP 1591

O mormo é uma doença infectocontagiosa, de caráter agudo ou crônico, que acomete os equídeos. Pode também acometer o homem, os carnívoros e eventualmente pequenos ruminantes. É causada pela bactéria Burkholderia mallei, que desencadeia formação de nódulos e úlceras principalmente no trato respiratório ou na pele dos animais. Essa enfermidade é de notificação obrigatória, contudo não há disponível no mercado kits validados para sua análise laboratorial, gerando problemas na confirmação de focos da doença e na condução do programa de controle e erradicação do mormo. Com o aumento da ocorrência de casos clínicos na região sudeste e questionamento de resultados de exames laboratoriais, houve demanda do Ministério da Agricultura e Abastecimento para estudar equídeos com resultados diferente de negativo (inconclusivo, anticomplementar e positivo) para B. mallei visando levantar dados e esclarecer aspectos quanto à patogenia, imunidade, diagnóstico e epidemiologia da doença. Coordenado pelo Instituto Biológico e em parceria com MAPA, Coordenadoria de Defesa Agropecuária de São Paulo e Agência de Inspeção Alimentar Canadense, este estudo tem por objetivos o monitoramento de animais provenientes de focos; desenvolver, padronizar e validar métodos sorológicos e moleculares para identificação da B. mallei; buscar uma definição de caso de mormo a partir da análise dos métodos avaliados (clínicos, epidemiológicos e detecção direta e indireta do agente);  e desenvolver material técnico e didático para auxiliar no diagnóstico precoce da  doença. Serão analisados 26 equinos provenientes de focos em saneamento nos Estados de São Paulo, Espírito Santo e Rio de Janeiro, mantidos na Estação Quarentenária do MAPA localizada em Cananéia, SP. Amostras de sangue e suabe nasal estão sendo coletadas a cada quinze dias, havendo previsão de acompanhamento por 2 anos, com a finalidade de desenvolver, padronizar e validar ensaios de imunodiagnóstico (Fixação de Complemento a quente e a frio, Western-blotting, ELISA) e biologia molecular. Quando houver linfoadenomegalia, o conteúdo será analisado para detecção da B. mallei. Em caso de óbito dos equinos será realizada necropsia para avaliação anatomo-patológica e diagnóstico diferencial com doenças confundíveis. Com os resultados, o presente trabalho contribuirá para geração do conhecimento sobre a epidemiologia do mormo e no estabelecimento de métodos laboratoriais, mais sensíveis e específicos. Ainda, serão disponibilizadas às autoridades sanitárias melhores escolhas de métodos confirmatórios desta doença, que poderão ser incluídos na legislação para conduzir as ações de controle e erradicação. Destaca-se que o Brasil acumulou experiências e poderá auxiliar outros países com essas informações inéditas adquiridas.O mormo é uma doença infectocontagiosa, de caráter agudo ou crônico, que acomete os equídeos. Pode também acometer o homem, os carnívoros e eventualmente pequenos ruminantes. É causada pela bactéria Burkholderia mallei, que desencadeia formação de nódulos e úlceras principalmente no trato respiratório ou na pele dos animais. Essa enfermidade é de notificação obrigatória, contudo não há disponível no mercado kits validados para sua análise laboratorial, gerando problemas na confirmação de focos da doença e na condução do programa de controle e erradicação do mormo. Com o aumento da ocorrência de casos clínicos na região sudeste e questionamento de resultados de exames laboratoriais, houve demanda do Ministério da Agricultura e Abastecimento para estudar equídeos com resultados diferente de negativo (inconclusivo, anticomplementar e positivo) para B. mallei visando levantar dados e esclarecer aspectos quanto à patogenia, imunidade, diagnóstico e epidemiologia da doença. Coordenado pelo Instituto Biológico e em parceria com MAPA, Coordenadoria de Defesa Agropecuária de São Paulo e Agência de Inspeção Alimentar Canadense, este estudo tem por objetivos o monitoramento de animais provenientes de focos; desenvolver, padronizar e validar métodos sorológicos e moleculares para identificação da B. mallei; buscar uma definição de caso de mormo a partir da análise dos métodos avaliados (clínicos, epidemiológicos e detecção direta e indireta do agente);  e desenvolver material técnico e didático para auxiliar no diagnóstico precoce da  doença. Serão analisados 26 equinos provenientes de focos em saneamento nos Estados de São Paulo, Espírito Santo e Rio de Janeiro, mantidos na Estação Quarentenária do MAPA localizada em Cananéia, SP. Amostras de sangue e suabe nasal estão sendo coletadas a cada quinze dias, havendo previsão de acompanhamento por 2 anos, com a finalidade de desenvolver, padronizar e validar ensaios de imunodiagnóstico (Fixação de Complemento a quente e a frio, Western-blotting, ELISA) e biologia molecular. Quando houver linfoadenomegalia, o conteúdo será analisado para detecção da B. mallei. Em caso de óbito dos equinos será realizada necropsia para avaliação anatomo-patológica e diagnóstico diferencial com doenças confundíveis. Com os resultados, o presente trabalho contribuirá para geração do conhecimento sobre a epidemiologia do mormo e no estabelecimento de métodos laboratoriais, mais sensíveis e específicos. Ainda, serão disponibilizadas às autoridades sanitárias melhores escolhas de métodos confirmatórios desta doença, que poderão ser incluídos na legislação para conduzir as ações de controle e erradicação. Destaca-se que o Brasil acumulou experiências e poderá auxiliar outros países com essas informações inéditas adquiridas.

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  Edviges Maristela Pituco      IB

FORMIGAS CORTADEIRAS, UMA VELHA PRAGA EM UMA NOVA CULTURA EM EXPANSÃO NO BRASIL: A OLIVEIRA

n° SGP 1581

Uma nova cultura vem tentando se firmar no Estado de São Paulo. A cultura da oliveira. Dentre o pouco que se sabe sobre as doenças e pragas que a acometem, as formigas cortadeiras parecem ser limitantes para a sua implantação e manutenção. Assim, este projeto visa entender o que o agricultor sabe sobre elas e o que tem feito para controlá-las. Ainda, poderá fornecer subsídios para um manejo adequado, entendendo quais espécies causam danos e a densidade e distribuição dos ninhos, de forma a organizar protocolos para estimar o problema em cada situação. O conhecimento sobre o efeito da desfolha nas plantas e quais as variedades são mais atrativas para as formigas também auxiliará o agricultor. Finalmente, para iniciar um plano alternativo, quem sabe com menor impacto ao ambiente, será analisada a comunidade de fungos  e bactérias endofíticos que a planta mantém nas diferentes áreas cultivadas no Estado de São Paulo. Espera-se que tais microrganismos possam sinalizar um plano anti-herbivoria para esta cultura. 

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  Ana Eugênia de Carvalho Campos      IB

APLICAÇÃO DE ÓLEOS ESSENCIAIS POR VOLATILIZAÇÃO PARA CONSERVAÇÃO DA SANIDADE DE UVAS PÓS-COLHEITA.

n° SGP 1571

A cultura da videira reveste-se de especial importância econômica e social no Brasil, na medida em que envolve um grande volume de negócios voltados para os mercados interno e externo. Podridões, perda de massa e degrana das bagas de uva são responsáveis por significativas perdas na pós-colheita. Tratamentos alternativos aos fungicidas, para controle de doenças em frutos pós-colheita, vêm sendo estudados como óleos essenciais e extratos vegetais com propriedades antimicrobianas. Este projeto tem por objetivo avaliar o efeito de constituintes voláteis de diferentes óleos essenciais, puros e blends, sobre o controle de mofo cinzento (Botrytis cinerea) em uvas pós-colheita. Para tanto, serão realizados ensaios in vitro, com cinco óleos essenciais  por volatilização sobre o crescimento micelial do patógeno. Os óleos também serão testados em bagas de uva individualizadas e inoculadas, acondicionadas em caixas plásticas e seladas. Posteriormente, o óleo essencial de melhor performance será testado em cachos de uva inoculados, dispostos individualmente em bandejas de poliestireno, acrescidas de óleo essencial e envolvidos por filme PVC, com armazenamento sob condições ambiente (25°C). Os resultados serão avaliados estatisticamente (Tukey, p<0,05). 

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  ELIANE APARECIDA BENATO RODRIGUES DA SILVA      IB

Investigação epidemiológica de Coxiella burnetii em propriedades rurais na região noroeste paulista após surto de febre Q em trabalhadores de um frigorífico

n° SGP 1567

A febre Q é uma zoonose mundial, causada pela bactéria intracelular obrigatória Coxiella burnetii. As principais fontes de infecção para humanos são bovinos, ovinos e caprinos, que eliminam o agente em grande quantidade nos fluidos do parto ou abortamento e em menor quantidade no leite, fezes e urina. A bactéria é eliminada no ambiente em uma forma altamente resistente, que permanece infecciosa por muito tempo. O principal modo de transmissão é a inalação de aerossóis ou poeiras contendo o agente. Em humanos, a fase aguda da doença tem como manifestação clínica mais comum a síndrome gripal autolimitante, enquanto a forma crônica desencadeia mais frequentemente endocardite. Em ruminantes domésticos, a bactéria provoca abortamentos e outros problemas reprodutivos. Apesar da doença provavelmente ser subnotificada, eventualmente surtos em humanos são relatados, caracterizados por alta morbidade e baixa letalidade, porém com possibilidade de infecções persistentes e formas crônicas da doença. Em 2015, um surto de febre Q foi detectado em trabalhadores de um frigorífico no município de Barbosa, localizado no noroeste do estado de São Paulo. Pretende-se, no presente trabalho, pesquisar, em propriedades rurais que enviaram bovinos para abate ao frigorífico de Barbosa 7 a 30 dias antes do início do surto, a presença de anticorpos IgG contra C. burnetii em animais e humanos, os possíveis fatores de risco associados com a soropositividade e a presença de DNA da bactéria em amostras de sangue, leite, swab vaginal e carrapatos dos animais, além de tentar o isolamento de C. burnetii a partir dos carrapatos coletados dos animais. 

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  Tatiana Evelyn Hayama Ueno      Apta Regional / IB

Manejo de Cosmopolites sordidus (Germ., 1824) com o fungo Beauveria bassiana (Bals.) Vuill., na cultura da banana

n° SGP 1564

A banana tem importância econômica para o Brasil, destacando-se como a segunda fruta em área colhida, quantidade produzida, valor da produção e consumo. A produção nacional de banana está distribuída nas 27 unidades da Federação, com área colhida de 485 mil hectares, produção de 6,9 milhões de toneladas e rendimento médio de 14,2 kg ha-1.

A broca-do-rizoma Cosmopolites sordidus (Germar, 1824) (Coleoptera: Curculionidae) é um inseto disseminado por todas as regiões do Brasil e constitui-se a principal praga da bananicultura. As larvas de C. sordidus abrem galerias no rizoma e na base do pseudocaule e, os sintomas manifestam-se como amarelecimento, com posterior seca das folhas e morte da gema apical. Verifica-se também diminuição no tamanho e peso dos frutos, com perdas de 20 a 50% na produção. Indiretamente, os prejuízos são devidos ao tombamento de plantas, por falta de um sistema radicular vivo e, por propiciar a entrada de micro-organismos fitopatogênicos, entre os quais se destaca o fungo Fusarium oxysporum f. sp. cubense, causador da doença conhecida como “Mal do Panamá”. Em variedades suscetíveis como a banana “Maçã”, as perdas devido ao “Mal do Panamá”, podem chegar a 100% na produção.

Dentre os métodos de controle para a broca-do-rizoma, se destaca o controle biológico com o fungo Beauveria bassiana (Bals.) Vuill. (Deuteromycotina: Hyphomycetes). A aplicação de B. bassiana é recomendada pela utilização do fungo em grãos de arroz inteiros ou moídos, ou pincelamento de suspensão do inóculo (pasta) sobre a superfície de iscas tipo “telha” ou “queijo”, na proporção de 100 a 150 iscas ha-1.

Entretanto, o objetivo do presente estudo será de validar a tecnologia de aplicação de B. bassiana em formulação granulada (arroz + fungo), em iscas tipo “telha”, bem como de avaliar a aplicabilidade do microrganismo na formulação pó molhável, em sistema de “fertirrigação” (quimigação), junto a produtor de banana, na região Noroeste do Estado de São Paulo.

Para tanto, será conduzido um ensaio de campo em cultura de banana, cultivada sob espaçamento de 2,0 x 2,0m, com dez meses de idade, na Estância Vidal, do Produtor Márcio de Paula Vidal, no Município de Aparecida D’Oeste, SP, no período de fevereiro a maio de 2017.

O modelo experimental será em três setores de aproximadamente 3.333m2, totalizando 10.000m2, considerando a divisão da área cultivada em função do sistema de irrigação por micro aspersão. Os tratamentos aplicados nos respectivos setores serão: 1 – B. bassiana em iscas tipo “telha” + quimigação; 2 – B. bassiana em iscas tipo “telha” e; 3 – quimigação + convencional (método de controle utilizado pelo produtor).

As aplicações do bioinseticida serão efetuadas em iscas tipo “telha” (0,40 a 0,50m de comprimento), na dose de 20g. isca-1 de fungo + arroz (formulação granulada), distribuindo o equivalente a 100 iscas ha-1 (setores 1 e 2). As iscas serão colocadas com a parte seccionada voltada para o solo, ao lado das touceiras. No sistema de quimigação - via irrigação por micro aspersão (setores 1 e 3) o produto microbiano, na formulação pó molhável, será diluído em caixa d’água de 300L (exclusiva para a finalidade), na dose equivalente a 5,0 kg p.c. ha-1.

As aplicações dos métodos de controle descritos deverão ser conduzidas de janeiro a maio de 2017, em intervalos quinzenais, levando em consideração a infestação de C. sordidus na cultura da banana e condições climáticas favoráveis a fungos entomopatogênicos.

Amostragens da broca-do-rizoma serão efetuadas quinzenalmente, nas próprias iscas tratadas com B. bassiana, contando os insetos vivos e infectados pelo fungo. Ainda, ao término das aplicações, serão distribuídas iscas sem o fungo no setor com aplicação apenas em quimigação (setor 3) para quantificação do inseto-praga.

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  Marcelo Francisco Arantes Pereira / APTA      Apta Regional / IB

Metarhizium anisopliae (Metsch.) Sorokin formulado em microescleródios e pó molhável, no manejo da cigarrinha-das-raízes (Hemiptera: Cercopidae) em pastagem

n° SGP 1547

As cigarrinhas das raízes (Hemiptera: Cercopidae) são consideradas as principais pragas das pastagens, causando danos em cerca de 10 milhões de hectares de gramíneas, com prejuízos de até 90% nas pastagens. As principais espécies de cigarrinhas que atacam as pastagens são: Deois flavopicta, D. schach, Zulia entreriana e Mahanarva fimbriolata, sendo as três primeiras as mais importantes para o Centro-Sul, especialmente em pastagens de Urochloa (syn. Brachiaria) decumbens.

O controle biológico, com o fungo Metarhizium anisopliae é uma alternativa cada vez mais recomendada para o manejo da população de cigarrinhas, reduzindo-a a níveis de danos não econômicos. A recomendação de dosagem de M. anisopliae pode variar de 50 a 500g de conídios puros ha-1, sendo aplicado no início da estação chuvosa, devendo-se reaplicar visando melhores condições para atuação do fungo sobre as ninfas e adultos do inseto. Ainda, fungo entomopatogênico deve ser aplicado em pastagens com 25 a 40 cm de altura, com o objetivo de evitar a ação indesejável da radiação ultravioleta. A condição climática também é indispensável, com umidade relativa do ar acima de 60% e temperaturas de 25 a 27oC.

Entretanto, propõe-se o desenvolvimento desta pesquisa com o objetivo de avaliar a eficiência agronômica de bioinseticida a base do fungo M. anisopliae formulado em microescleródios e pó molhável, nas doses de 1,0 e 2,0 kg p.c. ha-1, no controle de ninfas de cigarrinhas das raízes.

Para tanto, será conduzido um experimento em pastagem de U. decumbens com histórico de ocorrência da cigarrinha-das-raízes, na região Noroeste do Estado de São Paulo, no período de dezembro de 2016 a abril de 2017.

O delineamento experimental será em blocos casualizados com seis tratamentos e quatro repetições. As unidades experimentais serão constituídas por área de oito metros de largura e dez metros de comprimento, totalizando 80m2.

Previamente, será efetuada amostragem para detecção de infestação e distribuição populacional da cigarrinha-das-raízes na pastagem. Posteriormente, ponderando a infestação de ninfas de cigarrinhas na área experimental, será realizada a aplicação dos produtos. Para o bioinseticida formulado em microescleródios, a aplicação deverá ser efetuada por atomizador costal motorizado, enquanto que para o bioinseticida na formulação pó molhável e o inseticida padrão tiametoxam + lambdacialotrina será utilizado pulverizador pressurizado a CO2, com barra equipada com quatro pontas de pulverização do tipo leque (XR 11003), espaçadas de 0,50m, sob pressão constante de 2,0 bar e volume de calda de 300 L ha-1.

A aplicação será conduzida no período da tarde (anoitecer), evitando radiação solar, ou seja, considerando condições climáticas (umidade relativa e temperatura) favoráveis à aplicabilidade de fungos entomopatogênicos, as quais deverão ser registradas na ocasião da aplicação.

O produto tiametoxam + lambdacialotrina (Engeo Pleno®), devidamente registrado para o controle de cigarrinha-das-pastagens, será utilizado como padrão de controle, ponderando recomendação técnica.

Em caso de reinfestação do inseto-praga na área experimental, poderá ser efetuada a reaplicação dos defensivos.

Para avaliação populacional da cigarrinha-das-raízes serão realizadas contagens quinzenais de ninfas em ponto amostral de 0,25 x 0,25m (0,0625m2) por parcela, aos 0, 15, 30, 45, 60, 75 e 90 dias após a primeira aplicação.

Os dados obtidos serão extrapolados para população de ninfas m2-1 e, submetidos à análise de variância pelo teste F e comparação de médias pelo teste de Duncan (P ≤ 0,05), utilizando o programa AgroEstat.

A porcentagem de eficiência dos defensivos no controle da cigarrinha das raízes em pastagem de U. decumbens, em relação à área sem aplicação de defensivo (testemunha), será calculada pela fórmula de Abbott (1925).

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  Marcelo Francisco Arantes Pereira / APTA      Apta Regional / IB

Título do Projeto: Levantamento e caracterização de espécies e raças de Xanthomonas spp em tomate de mesa nas principais regiões produtoras do Estado de São Paulo e avaliação da sensibilidade à casugamicina isolada e em associação com fertilizantes foliar

n° SGP 1544

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Poucos trabalhos foram feitos para caracterização de espécies de Xanthomonas spp em tomate para mesa.  A própria recomendação de produtos registrados para cultura e doença é genérica.  Consultando a base de dados do MAPA (Ministério da Agricultura  Pecuária e Abastecimento) para mancha-bacteriana o agente causal é citado como Xanthomonas vesicatoria sendo que 4 espécies estão envolvidas como causadoras de mancha-bacteriana e não se conhece para a região produtora de tomate in natura do Estado de São Paulo, que representa 25% da produção nacional, como  estas populações estão distribuídas e a sensibilidade ao tratamento químico.   Pereira (2010) faz uma ampla avaliação de isolados, para tomate de mesa, mas dos 81 isolados avaliados, somente 1 (CNPH 2008-35) é de São Paulo. Diversos autores estudaram a sensibilidade destes isolados à estreptomicina e cúpricos, mas uma nova busca de ativos, quer utilizados isoladamente ou em associação com outras linhas de produtos, tais como indutores de resistência, bioestimulantes ou fertilizantes abre uma nova frente de possibilidades,  paralelamente aos trabalhos de melhoramento genético e métodos culturais.  Dada a pouca disponibilidade de produtos registrados no mercado, a avaliação mais criteriosa da casugamicina, em associação com fertilizantes e indutores de resistência por ser uma alternativa, uma vez que, esta molécula encontra-se registrada para várias culturas no Brasil, entre elas o tomate, tem ação fungicida e bactericida e não se conhece as possíveis interações com fertilizantes foliares e indutores de resistência, que afetam vários processos fisiológicos e morfológicos nas plantas.  Um ponto que deve ser considerado é que este levantamento deve ser especifico para as macro-regiões produtoras de São Paulo aonde poderemos saber, em cada macro-região, quais são as espécies e raças envolvidas.
 

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  LUIS OTÁVIO SAGGION BERIAM      IB

IDENTIFICAÇÃO DE BACTÉRIAS DO GÊNERO Dickeya CAUSADORAS DE QUADROS DE PODRIDÃO MOLE EM NÍVEIS ESPECÍFICOS E INFRA-SUBESPECIFICOS

n° SGP 1541

~~Há várias ocorrências da antiga E. chrysanthemi, num grande número de plantas hospedeiras, sem que se tenha feito a identificação em nível de patovar  ou então de biovar. Praticamente, todas as referências bibliográficas de ocorrências de Dickeya spp. em nosso país são anteriores a 2005, quando foi proposto o gêneroDickeya em substituição à antiga Erwinia chrysanthemi, subdividindo-o em seis novas espécies (chrysanthemi, dianthicola, dieffenbacheae, paradisíaca, parthenii e zeae),. Além disso, em 2014 também foi proposta a criação de uma nova espécie -  D solani. Da mesma maneira, as linhagens incorporadas à Coleção de Culturas do Instituto Biológico também apresentaram o mesmo problema e deverão ter sua identificação refeita, à luz das novas regras de identificação para o gênero. Todas essas linhagens tiveram a patogenicidade confirmada em seus respectivos hospedeiros homólogos. Essas linhagens deverão ser submetidas a testes bioquímicos com o objetivo de enquadrá-las dentro das novas espécies descritas (D. chrysanthemi, D. dadantii, D. dianthicola, D. dieffenbachiae, D. paradisíaca e D. zeae). Juntamente com a caracterização fenotípica, essas linhagens também serão estudadas pela técnica de análise de multilocus, baseada nos genes gyrB, recA, rpoD e dnaX, utilizando-se como padrões as linhagens tipo de cada uma das novas espécies de Dickeya, que estão incorporadas na Coleção de Culturas IBSBF. Além disso, também serão conduzidos testes biológicos, através de inoculações nos hospedeiros homólogos e enfoque especial deverá ser dado para as inoculações cruzadas entres as linhagens originárias de plantas ornamentais, com o objetivo de se determinar se há ou não especificidade entre linhagens/hospedeiros.

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  LUIS OTÁVIO SAGGION BERIAM      IB

ESTUDO DO EFEITO DE DE NITROGENIO POR HIDROPONIA EM CAFEEIROS COM MANCHA AUREOLADA

n° SGP 1540

A mancha aureolada do cafeeiro, descrita no Brasil pela primeira vez em 1956, era doença de importância secundária, causando problemas principalmente em viveiros, na produção de mudas, porém sem ter importância econômica. Nos últimos dez anos, essa bacteriose vem se tornando importante problema fitossanitário para a cultura, principalmente nos Estados de São Paulo e de Minas Gerais. Por se tratar de um problema relativamente novo, em cultura de interesse econômico para São Paulo, Minas Gerais e para o Brasil, ampliar os conhecimentos sobre a interação deste patógeno com o cafeeiro e com fatores que o favorecem ou desfavorecem é de suma importância.Observações prévias indicam que o excesso de nitrogênio pode aumentar a incidência da mancha aureolada em cafeeiros, e, embora este fenômeno seja conhecido em outras espécies, ainda não foi estudado para este patossistema.Já existem materiais genéticos de café com resistência total ou parcial à mancha aureolada, no entanto estes materiais ainda não foram estudados com relação ao seu comportamento quando submetidos à deficiência ou excesso de N.Há diferenças significativas de virulência entre linhagens, contudo é de grande importância relacionar estes dados e avaliar os efeitos da variação nutricional na severidade das linhagens.Estudos para avaliar o efeito de aumento ou redução do nitrogênio sobre a incidência da mancha aureolada, bem como sobre o comportamento de cultivares resistentes e suscetíveis em condições de falta ou excesso de nitrogênio poderão auxiliar o desenvolvimento de um manejo adequado para o controle desta moléstia, visando à sustentabilidade da cafeicultura brasileira.

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  LUIS OTÁVIO SAGGION BERIAM      IB

Identificação, isolamento e caracterização bioquímica e estrutural de toxinas protéicas e/ou peptídicas com atividades antimicrobianas ou inibidoras de proteases na busca de possíveis ferramentas biotecnológicas de uso veterinário

n° SGP 1526

Diversas toxinas protéicas ou peptídicas de interesse veterinário têm sido identificadas em plantas consideradas tóxicas ou ervas daninhas. O presente projeto visa à prospecção desses compostos nos extratos aquosos e/ou metanólicos derivados de materiais vegetais e animais pela realização de: 1) extração, fracionamento e quantificação de proteínas; 2) análises e purificações por cromatografia líquida de alta eficiência de proteínas e/ou peptídeos potencialmente tóxicos ou bioativos presentes nesses extratos; 3) ensaios biológicos in vitro específicos para a detecção, monitoramento da purificação e caracterização biológica e estrutural dos componentes ativos.

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  Sumika Kiyota      IB

ISOLAMENTO, IDENTIFICAÇÃO MOLECULAR E DETECÇÃO DE GENES DE VIRULÊNCIA DE Yersinia enterocolitica EM AMOSTRAS DE LEITE DE TANQUES DE EXPANSÃO DE PROPRIEDADES DO CENTRO-OESTE PAULISTA

n° SGP 1519

Ainda existe a crença, por grande parte da população, de que o leite cru além de mais saboroso é mais saudável, nutritivo e ainda possui menor preço, bem como de que o leite industrializado possui conservantes e produtos químicos que podem afetar a saúde de quem o consome. Esses argumentos são utilizados por pessoas que consomem leite cru em diversos estados do Brasil. Porém, o leite e seus derivados são ótimos meios para o desenvolvimento de microrganismos patogênicos e deteriorantes, havendo a necessidade de cuidados rigorosos com a ordenha, beneficiamento e estocagem. Dentre os diversos grupos de bactérias que podem se desenvolver no leite cru refrigerado, destacam-se as psicrotróficas, já que multiplicam-se em temperaturas abaixo de 7°C, e assim representam um alto risco para os consumidores de leite cru resfriado. Entre essas bactérias psicrotróficas, Yersinia enterocolitica, que é um enteropatógeno invasivo de humanos, provoca uma série de sintomas clínicos intestinais e extra-intestinais, variando desde uma gastroenterite branda a uma linfadenite mesentérica, podendo mimetizar quadro de apendicite e, em casos raros, com evolução para septicemia, além de poder levar a sequelas imunológicas, incluindo glomerulonefrite, artrite e eritema nodoso. Yersinia enterocolitica já foi identificada no Brasil em material fecal de humanos doentes e de animais, no meio ambiente, em carne e industrializados de suínos, assim como em gelo utilizado para alimentação humana; porém é desconhecida sua real prevalência em leite cru refrigerado. O presente trabalho tem como objetivos detectar e identificar a presença de Yersinia enterocolitica em 101 amostras de leite bovino procedente de tanques de expansão de propriedades localizadas na região Centro-Oeste Paulista, pela inoculação em três diferentes meios de cultura, seguido de provas bioquímicas e utilização do sistema de identificação API 20E, identificação dos biotipos e sorogrupos, além da realização do teste de Reação em Cadeia da Polimerase convencional (cPCR), tanto das amostras de leite do tanque quanto das colônias isoladas suspeitas, bem como detectar a presença dos genes de virulência de espécies patogênicas de Yersinia enterocolitica:  inv, ail , YadA,  virF, ystA e ystB. Será realizado também o perfil de sensibilidade microbiana das amostras isoladas e a comparação dos diferentes métodos diagnósticos para identificação de Y. enterocolitica.      

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  Simone Baldini Lucheis      Apta Regional / IB

Investigação e análise espacial da ocorrência de leishmaniose visceral e tegumentar em bovinos (Bos taurus) e equídeos (Equus spp.) capturados em vias públicas do município de Bauru-SP.

n° SGP 1515

A leishmaniose é uma zoonose causada por protozoários pertencentes à ordem Kinetoplastida, família Trypanosomatidae e gênero Leishmania, tendo como vetores insetos dípteros, pertencentes ao gênero Lutzomyia. A doença encontra-se amplamente distribuída pelo mundo, afetando principalmente regiões tropicais e subtropicais, onde está entre as seis doenças infecto-parasitárias de maior importância. Entre as doenças causadas por protozoários, ocuparia o segundo lugar em gravidade superada apenas pela malária. Dentre as formas de apresentação, as leishmanioses podem manifestar-se como visceral e tegumentar, tendo como agentes Leishmania infantum e Leishmania braziliensis, respectivamente. Apesar do cão ser considerado o principal reservatório da leishmaniose, estudos têm mostrado que diversos animais domésticos e silvestres também podem atuar como reservatórios. Animais de grande porte como bovinos e equídeos tem sua participação na epidemiologia da doença, sem no entanto estar esclarecido esse envolvimento. Sendo assim serão avaliados bovinos e equídeos capturados na área urbana do município de Bauru pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), a fim de verificar-se o papel destes animais na epidemiologia das leishmanioses. Será coletado sangue para realização de hemocultura em meio de Liver Infusion Tryptose (LIT), provas sorológicas de Reação de Imunoflorescência Indireta (RIFI) e Ensaio Imunoenzimático – Enzyme-Linked Immunosorbent Assay (ELISA), e também a Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) para Leishmania infantum e Leishmania braziliensis a partir do sangue e hemocultura. Serão realizados exames citológicos para pesquisa de amastigotas a partir de suabes conjuntivais e posterior realização da PCR. Ectoparasitas serão coletados destes animais para pesquisa de Leishmania infantum e Leishmania braziliensis pela PCR. Com base nos resultados obtidos, a partir dos bairros de procedência destes animais será realizado o georreferenciamento, analisando-se a relação dos casos caninos e humanos de leishmaniose visceral e tegumentar que ocorrem  no município de Bauru-SP com os casos da doença encontrado nos animais estudados.

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  Simone Baldini Lucheis      Apta Regional / IB

CARACTERIZAÇÃO DA RESISTÊNCIA VARIETAL DE Solanum tuberosum AOS PRINCIPAIS VETORES DE VÍRUS: Bemisia tabaci - MEAM 1 e Myzus persicae UTILIZANDO-SE A TÉCNICA DE ELECTRICAL PENETRATION GRAPH (EPG)

n° SGP 1509

Os fitovírus na cultura de batata são muitas vezes limitantes, reduzindo a produção e elevando seu custo de produção. Entre os principais insetos-vetores envolvidos no processo de transmissão e disseminação dos fitovírus, atualmente destacam-se dois: i) Mosca-branca Bemisia tabaci biótipo B – MEAM1 (Hemiptera: Aleyrodidae) um problema emergente na produção desta hortaliça, principalmente por estar associado na transmissão de Begomovirus e Crinivirus, de forma persistente circulativa e semi-persistente respectivamente, provocando perdas de até 100% da produção e, ii) afídeo: Myzus persicae (Hemiptera : Aphididae), o “pulgão verde do pessegueiro” responsável pela disseminação de um grande número de vírus, destacando-se os Polerovirus de transmissão persistente circulativa e os Potyvirus de maneira não-peristente. A utilização excessiva de agroquímicos visando o controle de insetos vetores na cultura de batata, seleciona indivíduos resistentes aos principais princípios ativos em uso. No entanto, um dos métodos de controle utilizados é o emprego de variedades resistentes, visando o controle do inseto-vetor ou dos fitovírus envolvidos. Esta é uma forma de controle preventiva que pode ser incluída em programas de manejo integrado de pragas. Este trabalho tem como objetivo analisar o grau de resistência a estes insetos em cinco variedades/clones de batata: Agata, Atlantic, Asterix, Clones CH1-A e CH1-B empregando a técnica de monitoramento eletrônico (EPG), caracterizando o comportamento alimentar do inseto no interior do tecido vegetal, até a sua chegada ao floema, local de aquisição e transmissão de vírus. Além disto serão realizados estudos de antixenose (não preferência), antibiose (desenvolvimento) e teste livre escolha, avaliando a preferência do inseto entre os tratamentos na presença e ausência de luz, em resposta aos voláteis emitidos. Para a realização do monitoramento eletrônico será utilizado o equipamento EPG Giga8, acoplado a um computador, onde a aquisição e análise dos dados serão realizadas através do software Stylet’d Dataq. Os demais experimentos serão realizados em gaiolas entomológicas no Laboratório de Estudo de Vetores, IB (LEV/IB). Os testes contarão com 20 repetições/variedades (EPG) e os demais ensaios contarão com três blocos de 10 repetições/variedades. Posterior a isto se realizará ensaios de múltipla escolha avaliando a resposta a voláteis, tentando determinar o princípio da resistência varietal. Após a apreciação dos registros de EPG, dos testes de antixenose e antibiose e do ensaio de livre escolha se realizará análise estatística empregando-se o programa Statview 4.01. Se dará uma escala de notas quanto a resistência e suscetibilidade às pragas em questão para poderem ser empregadas inicialmente em um programa de Manejo Integrado de Pragas nas Regiões produtoras.

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  FERNANDO JAVIER SANHUEZA SALAS      IB

Implantação de Manejo Integrado de Pragas na cultura de batata/MANEJO E CARACTERIZAÇÃO DE INSETOS VETORES E FITOVÍRUS EM ÁREAS DE PRODUÇÃO DE BATATA-SEMENTE E DE CONSUMO

n° SGP 1508

O Brasil cultiva anualmente cerca de 130 mil hectares de batata, com uma produção média de 3,5 milhões de toneladas do tubérculo/ano. Em geral, como em todas as culturas, a lavoura de batata é atacada por uma razoável quantidade de espécies de ácaros e insetos-praga. Tanto a parte aérea como a parte subterrânea da batata são hospedeiras de diversas espécies, as quais podem causar expressivos danos, que podem ser diretos (redução de área fotossintética, danos e deformações a tubérculos) ou indiretos (alterações fisiológicas, depauperamento de plantas, produção de fumagina e principalmente transmissão de fitopatógenos, com destaque para os fitovírus) dependendo das condições climáticas e da variedade cultivada.

Nas últimas décadas o aumento da área de produção de batatas está relacionado diretamente às pragas que causam danos consideráveis e reduzem a produtividade. Segundo Salas, a batata é uma das culturas em que mais se utiliza agroquímicos, se comparado com outras grandes culturas e hortaliças, como o tomate. Na opinião do pesquisador, o Manejo Integrado de Pragas (MIP) pode ser a solução, pois o aumento contínuo da produção pode intensificar ainda mais o uso de agroquímicos, e por isso, a busca por alternativas é essencial e a implantação do MIP é uma das mais promissoras.

De acordo com a ABBA (Associação Brasileira da Batata) e o Pesquisador do IB/SP, as principais pragas que atingem a bataticultura são:  mosca branca (Bemisia tabaci) Biotipo B, mosca-minadora (Liriomyza huidobrensis), pulgões (Machrosiphum euprorbiae eMyzus persicae), tripes (Thrips palmi e Thrips tabaci), lagarta mede palmo (Pseudoplusia includens) na parte aérea e a larva alfinete (D. speciosa) e traça (Phthorimaea operculella) na parte subterrânea, ou seja, que atingem diretamente o tubérculo.

ABBA é uma associação composta por produtores, empresas parceiras e instituições de pesquisa e ensino que atuam em atividades relacionadas à Cadeia Brasileira da Batata, são cerca de 120 produtores que representam 50% de toda a produção nacional do tubérculo. O IB/SP em conjunto com outros centros de pesquisa e produtores, têm desenvolvido trabalhos para a implantação do MIP em batatas em busca da consolidação da prática. No entanto, a resistência dos produtores na adesão de novas tecnologias no controle de pragas ainda é a maior dificuldade encontrada no setor. Algumas áreas carentes para desenvolver trabalhos  com estas parcerias, são: identificar as plantas hospedeiras de vírus e insetos quando não se encontra a cultura em campo; a flutuação populacional de insetos vetores; caracterização de diversos fitovírus, inclusive a sua transmissão por semente; novas formas de transmissão em laboratório; principais pragas, neste último caso destacando a mosca branca Bemisia tabaci Biotipo B e demais insetos vetores, mas já de prontidão para a chegada do Biotipo Q, detectado em 2014 no Sul do Brasil e importante praga na Europa atuamente pois atualmente está deslocando o Biótipo B graças a sua grande resistência aos neonicotinóides , o que causa grande preocupação”.

A ABBA aponta que a baixa adesão dos produtores ao Manejo Integrado de Pragas se dá pela falta de informações e resultados concretos. Segundo Shimoyama a ABBA tem como uma de suas principais atividades proporcionar informações, porém, em se tratando de MIP, a quantidade de informações é pequena. Sem dúvida é fundamental desenvolver e introduzir o MIP em batata devido a necessidade de controle de diversas pragas. Em geral, a técnica não tem sido praticada na produção de batata devido a falta de pesquisas e de resultados práticos que sejam convincentes.

O MIP deve ser apresentado como uma alternativa ao uso indiscriminado de agroquímicos, aliando novas metodologias e técnicas no controle de pragas e doenças, pois, além dos inconvenientes já conhecidos causados pelos agroquímicos, o grande número de aplicações também acarreta no aumento do custo da produção. Para tal é necessário um salto tecnológico e a quebra de paradigmas  para se dar início a sua implantação (MIP). Temos muitos trabalhos realizados e produzidos por escolas de agronomia e institutos de pesquisa, mas de nada servem se não são divulgados em linguagem clara e direta aos produtores, por isto cabe aos especialistas a árdua tarefa de conciliar estes resultados divulgá-los e tentar aplicá-los em campo, era a antiga extensão, muito esquecida hoje em dia, graças a necessidade por produtividade dos pesquisadores para desta maneira poder pleitear a auxílios junto a agências de fomento”.

Segundo estudo publicado por pesquisadores da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), um programa de MIP bem estruturado pode diminuir o custo com defensivos em até US$ 30,00 por hectare. “A implantação do MIP, além dos custos, os impactos ambientais, reduzindo a contaminação do meio ambiente e também os riscos à saúde humana, por isto, é de suma importância realizar este salto tecnológico”, recomenda Salas. O controle biológico aplicado é uma das estratégias que pode contribuir para o sucesso de programas de MIP na cultura da batata. A PROMIP tem desenvolvido, em seus laboratórios de entomologia, produtos biológicos tais como o Trichogramma pretiosum (Trichomip-P), microvespa utilizada para o controle de ovos da traça-da-batatinha, P. operculella, e outras mariposas, como a falsa-medideira,Chrysodeixis includens, cujas lagartas causam perdas significativas nesta cultura. 

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  FERNANDO JAVIER SANHUEZA SALAS      IB

Caracterização de Phaeomoniella de videira no Brasil

n° SGP 1506

A viticultura brasileira tem se tornado uma atividade importante na sustentabilidade da pequena propriedade. A produção de videira no país está concentrada nas regiões Sul, Nordeste e Sudeste, com destaque para os Estados do Rio Grande do Sul, Pernambuco e São Paulo. Fitopatógenos têm prejudicado seriamente as vinhas com doenças, dentre essas, as de tronco causadas por fungos agridem o tecido vascular ameaçando a viticultura. Recentemente, a doença de Petri, que além de complexa e de difícil controle, tem causado sérios problemas fitossanitários, reduzindo a produtividade e a longevidade e, consequentemente, causando a morte de vinhas. A doença de Petri é causada pela combinação de vários fungos, sendo os mais importantes o fungo Phaeomoniella e espécies de Phaeoacremonium. Há poucos estudos com os agentes causais da doença de Petri, principalmente com o fungo Phaeomoniella. A recente detecção deste fungo no Brasil mostra a necessidade de novas pesquisas focando conhecer melhor a sua população. Assim, o objetivo do presente projeto será efetuar uma caracterização dos isolados brasileiros deste fungo.

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  César Júnior Bueno      IB

Detecção convencional e molecular de Phaeomoniella chlamydospora em plantas daninhas presentes em campos experimental, de produção de porta-enxertos e de mudas de videira

n° SGP 1505

No Brasil, a viticultura tem se tornado um importante ramo da fruticultura, cuja produção encontra-se concentrada nas regiões Sul, Nordeste e Sudeste, com destaque para os Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Pernambuco, São Paulo e Minas Gerais. A uva é cultivada, principalmente, com as seguintes finalidades: produção de sucos, fermentados (vinho), consumo “in natura” ou como uva passa. O estado de São Paulo está entre os maiores produtores brasileiro de uva de mesa, com 9.750 hectares de área plantada e produção de 184.571 toneladas de uva no ano de 2012. A produção, basicamente com a variedade Niagara Rosada, destina-se ao consumo in natura. Essa produção está concentrada nas regiões leste e sudoeste do estado, abrangendo os municípios de Jundiaí, Vinhedo, Louveira, Indaiatuba, Sorocaba, Porto Feliz e São Miguel do Arcanjo, e, também, em Jales, região norte do estado. A doença de Petri é considerada grave, complexa e de difícil controle em videira. Ela é causada por uma combinação de vários fungos, sendo os mais importantes o fungo Phaeomoniella chlamydospora e várias espécies de Phaeoacremonium. No entanto, o fungo P. chlamydospora tem sido muito mais frequentemente associado aos sintomas típicos da doença do que as espécies de Phaeoacremonium. No Brasil há relato desta doença. Há relato na literatura de uma única espécie de planta daninha que hospeda o principal fitopatógeno da doença de Petri, o fungo P. chlamydospora.  Assim, os objetivos do presente projeto serão efetuar um estudo sobre plantas daninhas em vinhedos e, também, verificar nestas plantas quais possam estar hospedando o fungo P. chlamydospora.

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  César Júnior Bueno      IB

VERIDIANA VICTÓRIA ROSSETTI: A PIONEIRA NA AGRICULTURA PAULISTA ? UMA CONTRIBUIÇÃO À CIÊNCIA AGRÍCOLA. 1941?2000.

n° SGP 1502

O presente projeto tem como objetivo a produção de uma ampla pesquisa sobre a vida científica da Pesquisadora Científica Veridiana Victória  Rossetti, a partir de documentos pertencentes ao acervo do Museu/Centro de Memória do Instituto Biológico (IB) e de outros documentos e objetos de vária ordem, doados pela família  e outros já existentes por doação da própria pesquisadora. O acervo institucional conta com cerca de 3.500 documentos textuais e iconográficos. Do material doado, constam slides, fotografias, documentos textuais, medalhas e troféus, que recebeu por seu trabalho na agricultura do Estado de São Paulo. Junto da sua história, permanece a história da fitopatologia, que agrega a trajetória científica de vários pesquisadores como Agesilau Antonio Bitancourt, Álvaro dos Santos Costa e tantos outros que atuaram incansavelmente na área da fitopatologia. Assim, pretende-se, a partir do material já discriminado anteriormente, e mais a pesquisa a ser feita em outras fontes, documentar a trajetória de Veridiana Victória Rossetti, Pesquisadora Científica do Instituto Biológico, formada em agronomia pela ESALQ. Victória Rossetti foi uma das maiores autoridades em fitopatologia no Brasil e no exterior, deixando, como legado, uma enorme bagagem de trabalhos nessa área do conhecimento

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  Nayte Vitiello      IB

Estudo citológico, anatomopatológico e molecular do papiloma vírus bovino (BPV) no trato reprodutivo de vacas.

n° SGP 1496

Os papilomavírus (PV) compõem um grupo altamente diverso de vírus que infectam os epitélios cutâneos e da mucosa, sendo capaz de induzir a lesão hiperplásica na maioria dos mamíferos e aves. No entanto, tem sido relatado que os PV podem ser detectados na pele saudável de seres humanos e animais como agentes comensais. 

O papiloma vírus bovino (BPV) é um agente etiológico associado com diversas formas de papilomas cutâneos e de mucosas. Há seis diferentes tipos de BPV que têm sido distinguidos com base na sequência de DNA. Cada BPV é associado a lesões de tipos específicos: BPV-1 e BPV-2 são classificados como genes Deltapapillomavirus e infectam o epitélio e a derme, dando origem a fibropapilomas; BPV-3, BPV-4, BPV-6 e BPV12 são classificados no gênero Xipapillomavirus e são estritamente epiteliotrópicos, induzindo verdadeiros papilomas epiteliais. O BPV-5 é classificado no gênero Epsilonpapillomavirus e infecta o epitélio e derme, ambos induzindo fibropapilomas e papilomas da pele.

Em bovinos, a citologia oncótica e a histopatologia são pouco empregadas em estudo de lesões pré-cancerígenas.  O que se tem comprovado até o momento é a infecção do BPV no útero de bovinos (PCR), porem não foi comprovada a associação do patógeno às lesões uterinas, por técnicas citológicas e de IHQ.

O conhecimento do impacto reprodutivo do BPV é uma etapa fundamental para justificar o diagnóstico e implantação de ações preventivas contra este agente. 

O projeto objetiva realizar o estudo citológico, anatomopatológico e molecular do BPV no trato reprodutivo de fêmeas bovinas. Será avaliado o  trato reprodutor feminino de bovinos abatidos em frigoríficos, a fim de identificar lesões macroscópicas, realizar as técnicas de Hematoxilina e Eosina (H.E.), Imunohistoquímica através de marcadores anticorpo anti-proteína para identificar o BPV em tecidos, análise de esfregaço de colo uterino para diagnóstico citomorfológico utilizando a coloração de Papanicolaou, utilizar a técnica de PCR para analisar a presença de BPV nas regiões do aparelho reprodutor e sangue, e sequenciamento genômico das amostras positivas de BPV.

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  Claudia Del Fava      IB

Pesquisa da toxina ?2 de Clostridium perfringens isolados de animais domésticos e silvestres

n° SGP 1493

O C. perfringens é uma bactéria anaeróbia que faz parte da microbiota intestinal, porém quando em situações de desequilíbrio desta microbiota o C. perfringens se multiplica rapidamente e se difunde via sanguínea, produzindo toxinas rápidas e letais (Popoff, 1989). Nos animais, o quadro de enterotoxemia é caracterizado por uma alta taxa de fatalidade provocando mortes súbitas, lesões de enterite hemorrágica do intestino delgado e, quase sempre, uma ausência de outros sinais clínicos (Songer, 1996).

O C. perfringens é classificado em 5 tipos (A,B,C,D e E) com base na produção de 4 toxinas principais (α, β, ε e ι). Recentemente descobriu-se uma nova toxina  β2 cujo papel na patogenicidade do microrganismo ainda é desconhecido, portanto  o presente estudo propõe caracterizar a presença e quantidade de C. perfringens em amostras de intestino dos animais cuja morte suspeita-se de enterotoxemia, e a presença do gene da toxina β2. 

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  Simone Miyashiro      IB

Pesquisa de anticorpos contra o vírus da peste suína clássica em matadouros do Estado de São Paulo.

n° SGP 1288

~~Em 26 de maio de 2016, São Paulo e outros 15 Estados do Brasil foram certificados pela Organização Mundial de Sanidade Animal (OIE), como livres de PSC tendo o MAPA publicado em DOU de 20/07/2016.
Atualmente no Brasil têm ocorrido focos em alguns estados da região Nordeste e Norte, entretanto, esforços estão sendo empregado para tornar todo o território área livre da doença. (OLIVEIRA,2014)
Foi incontestável a atuação do Instituto Biológico de São Paulo em todas as etapas deste processo, tanto no respaldo laboratorial para um diagnóstico preciso, quanto na recomendação de adoção de medidas de controle dos surtos da doença, ao nível das criações, bem como na tomada de importantes decisões junto ao Comitê Estadual de Sanidade Suína.
Atualmente, o status de área livre é garantido neste Estado através de monitoramento sorológico em granjas de suínos certificadas pelo MAPA, monitoramento sorológico de reprodutores em matadouros, controle de trânsito de animais através de barreiras sanitárias e demais ações de vigilância sanitária. Com esta pesquisa estariam sendo também monitorados suínos de granjas comerciais e de criações familiares cujos resultados dariam importantes subsídios ao Serviço de Defesa Animal do Estado.Assim estaremos realizando a vigilância ativa do vírus da PSC, através de pesquisa de anticorpos, em suínos encaminhados à matadouros do Estado de São Paulo.

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  Josete Garcia Bersano      IB

Avaliação da praticabilidade de uso e eficiência agronômica do herbicida ethoxysulfuron no controle da tiririca Cyperus rotundus L

n° SGP 1277

Os ensaios com o herbicida ethoxysulfuron, avaliarão o controle deste aplicado de forma isolada ou em mistura com outros herbicidas,  em função do estádio de desenvolvimento da Cyperus rotundus, com o objetivo de alcançar índices mínimos de controle desta planta daninha ≥ 90%.

 

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  Flavio Martins Garcia Blanco      IB

Determinação da persistência do ethoxysulfuron no solo, em condições de campo

n° SGP 1276

Em condições de campo será instalado um ensaio, com os seguintes tratamentos: testemunha e doses do ethoxysulfuron aplicado na forma comercial Gladium (produto comercial) g.ha-1; 125, 250, 500 g.ha-1.

Neste ensaio as amostragens serão realizadas: 0; 15; 30; 45; 60; 75; 90; 120 DAT, continuamente durante 30 dias até o final da persistência do herbicida ethoxysulfuron.

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  Flavio Martins Garcia Blanco      IB

Verificar a ação do herbicida ethoxysulfuron sobre a cultura do alho

n° SGP 1275

Verificar a ação do herbicida ethoxysulfuron sobre a cultura do alho, comparando visualmente se os sintomas são compatíveis com aqueles fornecidos por agricultor que acusa este herbicida como causador de injúria em sua área comercial.

Em área comercial em que foi aplicado o herbicida ethoxysulfuron um ano após o plantio da cultura do alho, este apresentou sintomas de injúria no período inicial da cultura, nas folhas e no final do ciclo, na colheita, com os bulbos com aparência menor.

Assim é proposto o seguinte um ensaio, onde x é a dose máxima de campo indicada do etoxysulfuron com dois fatores:

Fator um, tratamentos: Testemunha 0x, x/100, x/25, x/50, x/25 e x.

Fator dois, tamanho dos bulbilhos: grande e pequeno

Desta forma o ensaio terá 6 x 2 = 12 tratamentos, utilizando o delineamento em fatorial 6 x 2, em blocos ao acaso com três repetições, conduzido em casa de vegetação do Instituto Biológico durante 4 meses.

Na comparação visual dos sintomas no ciclo inicial da cultura do ensaio, correlacionando com as fotos enviadas pelo produtor, além do aspecto dos bulbilhos por ocasião da colheita, será possível correlacionar se o herbicida ethoxysulfuron pode causar a fitotoxicidade na cultura do alho na área do agricultor.

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  Flavio Martins Garcia Blanco      IB

Determinar a persistência do ethoxysulfuron em condições tropicais

n° SGP 1274

As culturas hortícolas de modo geral apresentam ciclo curto, quando se utilizam herbicidas nestas culturas, isto pode ser um problema de fitotoxicidade para as culturas utilizadas em sucessão, desta forma, o conhecimento do comportamento no solo do herbicida utilizado em hortícolas, notoriamente a sua persistência com ação biológica é importante para a indicação de uso segura dos herbicidas nestas culturas.

Desta forma para atingir este objetivo, em relação ao herbicida ethoxysulfuron será determinada uma planta-teste específica para este, assim avaliar-se-á a sensibilidade de plantas, com obtenção de um modelo matemático que comprove a sensibilidade biológica destas plantas ao herbicida. Para a construção deste modelo serão realizados bioensaios em condições controladas, fitotron, onde quatro candidatas a planta-teste serão submetidas a doses decrescentes do herbicida ethoxysulfuron, determinando-se assim, qual a mais sensível, e desta forma, indicada como planta-teste para determinação da persistência do herbicida ethoxysulfuron no solo.

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  Flavio Martins Garcia Blanco      IB

Avaliar a planta mostarda como planta-teste para o nicosulfuron

n° SGP 1273

Avaliar a planta mostarda como planta-teste para o nicosulfuron, contribuindo assim, como argumento para a defesa judicial que isenta a possibilidade que a injúria causada na cultura da batata, acusação de um produtor, tenha sido causada pelo herbicida tembotrione, aplicado na cultura de milho, anterior a Batata.

Em ensaio prévio, realizado pelo autor desta proposta, foi determinado no solo coletado na área de suspeita de fitotoxicidade com o herbicida tembotrione, que este herbicida não mais persistia com ação biológica, e sim o nicosulfuron, pois afetou a planta de mostarda, planta teste específica para a classe deste herbicida.

Assim, será realizado um ensaio em condições controladas (Fitotron), qualificando e quantificando a sensibilidade da mostarda para o herbicida nicosulfuron, para tal, será obtido um modelo de regressão apropriado para explicar a correlação de doses crescentes de nicosulfuron com a massa fresca epígea de planta de mostarda crescendo em fitotron. Número de tratamentos a serem avaliados, 10 com em delineamento inteiramente casualizados com sete repetições.

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  Flavio Martins Garcia Blanco      IB

Avaliar em condições de campo a seletividade do herbicida indaziflam sobre a cultura da cana-se-açúcar para manejo convencional e toletes pré-germinados

n° SGP 1272

Avaliar a ação de herbicidas (seletividade) comparando as duas formas de plantio da cana-de-açúcar, convenvional e com uso de mudas pré-brotadas (MPB) é relevante, pois atualmente este tipo de plantio é uma tendência e há poucos estudos nesta área.

Em função do plantio na forma de MPB ser menos profundo (20 cm), que o convencional (30 cm), isto pode influenciar o caráter de seletividade do herbicida na cultura da cana-de-açúcar.

Desta forma é proposta a avaliação dos tratamentos do indaziflam g.ha-1: 0 (testemunha); 6,25; 12,5; 25; 50; 100; 200; 300; 400 e 500, nestes dois tipos de manejos de plantio

Será avaliada a seletividade do herbicida Indaziflam no crescimento inicial da cultura da cana-de-açúcar.

Épocas avaliadas: 15, 30, 45 e 60 dias após o plantio:

Parâmetros avaliados: número de perfilhos e folhas, altura da última folha com lígula visível, diâmetro dos perfilhos e aos 60 DAT, uma avaliação destrutiva, retirando em 0,5 m linear a planta como um todo, parte epígea (aérea) e hipógea (toletes e raízes), mensurando a massa fresca e seca total, individualizando, epígea, toletes e raízes, além de área foliar total e avaliações específicas sobre as raízes, utilizando programa computacional específico, avaliando volume, comprimento e área específica.

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  Flavio Martins Garcia Blanco      IB
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