Projetos APTA no Instituto Agronômico

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Seleção de genótipos de café Bourbon para o desenvolvimento de cultivares visando a produção de cafés especiais

n° SGP 1601

     Após o lançamento da cultivar Mundo Novo na década de 50 os programas de melhoramento genético de café arábica priorizaram o desenvolvimento de genótipos voltados para o mercado de café commoditie, isto é, cultivares altamente produtivas e com boas características agronômicas, sobretudo resistentes à ferrugem-da-folha, principal doença do café. Nesse sentido, a cultivar Bourbon, até então a mais plantada no país naquela época, não foi mais priorizada pelos cafeicultores e pelos programas de melhoramento devido a sua baixa produção e ser suscetível a doenças e exigente em nutrição, ao contrário do Mundo Novo que apesar de ser altamente suscetível à ferrugem é uma planta bem rústica, produtiva e adaptada aos mais diversos ambientes de cultivo. Essas duas cultivares são de porte alto.

     Com o advento do mercado de cafés especiais o germoplasma Bourbon retomou o interesse tanto por parte do consumidor quanto dos melhoristas. Apesar de seus problemas agronômicos esse material possui uma qualidade sensorial diferenciada tais como doçura, sabor achocolatado, aroma frutado intenso e agradável acidez cítrica, sendo, portanto, um material genético específico para a produção de cafés especiais.

     A seleção de linhagens/progênies de Bourbon do Banco de Germoplasma do IAC introduzidas na década de 50 é uma frente de trabalho para desenvolver novas cultivares; outra frente seria realizar hibridações entre o germoplasma Bourbon com cultivares elites, tais como Obatã, Tupi, IAC 125 (são produtivas, porte baixo e resistentes/tolerantes à ferrugem-da-folha) entre outros.

     O objetivo desse trabalho é selecionar linhagens e desenvolver progênies de café arábica com o perfil sensorial do Bourbon e que apresentem características agronômicas desejáveis, tais como produção/vigor, menor porte e tolerância à ferrugem-da-folha esperando-se que num futuro próximo uma nova cultivar com essas características e perfil sensorial diferenciado agregará valor ao cafeicultor brasileiro.

     Serão realizadas avaliações agronômicas de genótipos de café Bourbon das coleções do IAC para a seleção de plantas promissoras, as quais serão utilizadas no processo convencional de melhoramento (sucessivos ciclos seletivos e avanços de gerações) e no programa de hibridações. Serão realizadas avaliações agronômicas visando a melhoria da produção, do vigor, porte e arquitetura da planta, tolerância a doenças (principalmente a ferrugem-da-folha), diferentes estágios de maturação e tamanho dos frutos. As plantas selecionadas serão então estudadas em novos experimentos, instalados em pelo menos dois locais no estado de São Paulo, seguindo o delineamento de blocos ao acaso, contendo entre 15 e 25 genótipos derivados de Bourbon e entre duas e quatro testemunhas comuns a todos os experimentos, quatro ou seis repetições e com no mínimo cinco plantas por parcela. Concomitantemente, serão realizadas hibridações entre genótipos de café Bourbon (do banco de germoplasma) e materiais genéticos elite (cultivares comerciais) e genótipos introduzidos de outros países do banco de germoplasma do IAC afim de desenvolver populações-base. As sementes híbridas serão então plantadas em delineamento experimental para as avaliações agronômicas, tecnológicas e sensoriais para o avanço de gerações em cada Estado.

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  Júlio César Mistro      IAC

Desenvolvimento e avaliação de cultivares e progênies de café arábica apropriadas para a cafeicultura de montanha do Estado de São Paulo

n° SGP 1596

     O estado de São Paulo é o segundo  produtor nacional de café arábica, sendo que o seu cultivo ocorre também em áreas montanhosas, acidentadas caracterizadas por temperaturas amenas e altitudes elevadas, tais como as regiões da Alta, Média e Baixa Mogiana (maior produtora) e o Centro-Sul. Essa condição climática potencializa a qualidade sensorial do café, atributo atualmente de grande valor econômico, porém a declividade acentuada dificulta o cultivo do café, onde os tratos culturais são de difíceis execuções. Nesse sentido, o desenvolvimento de cultivares que se adaptem melhor a essa condições e concomitantemente apresentem características que dispensem, ou utilizem menos, defensivos agrícolas e facilitem a colheita manual são de grande valia a esses cafeicultores. Atualmente, o IAC possui em seu programa de melhoramento genético vários genótipos, em diferentes gerações, que poderão no futuro ser indicados para esse tipo de cafeicultura, pois aliam porte baixo (o que facilita a colheita), resistência à ferrugem-da-folha (principal doença e que ocorre com maior severidade nessas regiões) e qualidade diferenciada de bebida, o que agregaria maior valor econômico ao produto.

     A finalidade do projeto é verificar o comportamento agronômico e a adaptação de genótipos de café arábica em áreas de montanhas no estado de São Paulo, para tanto serão instalados experimentos em locais a serem definidos no transcorrer da vigência dessa proposta. Tais experimentos serão alocados em delineamento de blocos ao acaso, com no mínimo três repetições. O número de plantas por parcela será de acordo com a geração filial em que os genótipos se encontrem.

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  Júlio César Mistro      IAC

Avaliação do desempenho agronômico e tecnológico de germoplasma de Coffea arabica

n° SGP 1593

A qualidade da bebida do café arábica  é influenciada por inúmeros fatores e suas interações, destacando-se especialmente aqueles relacionados à constituição genética das  plantas, à complexa composição química dos grãos crus e às etapas de pós-colheita, sendo finalizada pelo processo de torra dos grãos. Também é amplamente reconhecido que o cafeeiro arábica apresenta estreita base genética, fato decorrente, em parte, da forma como foi disseminado entre os países que adotaram seu plantio, assim como de aspectos biológicos peculiares à espécie, ou seja, a autogamia e a tetraploidia. Os procedimentos do melhoramento genético clássico adotados para a geração de novas cultivares de café arábica têm início em hibridações planejadas entre parentais selecionados em função da complementariedade entre suas contribuições genéticas.Para tanto é necessário um processo anterior de caracterização ,e  de manutenção, bem como de estudos visando ao conhecimento das características dos genótipos presentes em coleções de germoplasma, de forma a permitir sua utilização proveitosa no melhoramento genético. O programa de melhoramento do café do IAC realizou ao longo dos anos muitos cruzamentos entre cultivares comerciais e acessos do seu banco de germoplasma (BAG), muitos dos quais   encontrando-se instalados no campo. O objetivo deste projeto é avaliar o desempenho agronômico e tecnológico de progênies de acessos individuais originários da Etiópia e de  progênies híbridas entre acessos etíopes e de outras origens com cultivares elite. Pretende-se também obter   novos híbridos F1 entre cultivares elite e acessos selecionados por seu valor agronômico e/ou tecnológico para posterior avaliação agronômica.

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  Maria Bernadete Silvarolla      IAC

Desenvolvimento e avaliação de cultivares de café tipo arábica com resistência múltipla a agentes bióticos da cultura

n° SGP 1585

O projeto tem como objetivo geral desenvolver e avaliar cultivares de café tipo arábica com resistência múltipla à ferrugem, bicho mineiro e nematoides. Como objetivos específicos pretende-se identificar no programa de melhoramento genético do cafeeiro do IAC fontes de resistência aos principais agentes bióticos e que possuam outros atributos de interesse agronômico e obter cafeeiros com resistência múltipla por meio de piramidação de genes. Os cafeeiros resistentes obtidos poderão ser propagados vegetativamente ou por sementes. Uma avaliação do desempenho agronômico das seleções resistentes obtidas será também efetuando em vários locais
do Brasil. Finalmente hibridações entre plantas selecionadas com diferentes tipos de resistência à ferrugem, aos nematoides e ao bicho mineiro serão também efetuadas. 

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  Oliveiro Guerreiro Filho      IAC

Avanços tecnológicos na conservação pós-colheita de flores

n° SGP 1578

A floricultura brasileira constitui-se em um dos segmentos mais dinâmicos do agronegócio brasileiro contemporâneo, exibindo indicadores de crescimento significativos, tanto em termos de número de produtores quanto em área cultivada. Este fato fica evidente ao se analisar o comércio de flores e plantas ornamentais no Brasil, o qual movimenta, anualmente, o valor global médio de R$ 5 bilhões (JUNQUEIRA e PEETZ, 2014; NEVES e PINTO, 2015).

Para que a comercialização seja bem sucedida, é importante a manutenção da qualidade pós-colheita de flores de corte, de modo que todo o esforço empregado durante a produção seja compensado no momento da venda do produto. Neste cenário, destaca-se o manejo pós-colheita, principalmente na utilização da cadeia do frio, que auxilia a manutenção da qualidade das hastes florais, por reduzir os processos metabólicos, principalmente taxa respiratória, produção de etileno, transpiração e infestação por microrganismos (Dias et al., 2016)

Muitos são os fatores que contribuem para a deterioração e desperdício de produtos de origem vegetal. As principais razões compreendem a falta de conhecimento e do uso correto das práticas de produção e principalmente falta de pessoal qualificado em técnicas adequadas de manuseio na colheita e na pós-colheita (Castro, 1998 ).

As alterações sofridas pelas flores podem ser decorrentes de danos mecânicos, fisiológicos e microbiológicos.

O aumento da taxa respiratória, geralmente associada a fatores ambientais, como aumento da temperatura e redução da umidade relativa, juntamente a fatores fisiológicos associados ao aumento da transpiração e da produção de etileno, reduz a vida útil dos vegetais em decorrência da perda de qualidade e da rápida deterioração (Finger et al., 1995).

Outra causa fisiológica de deterioração dos produtos vegetais é a perda de água, que provoca amarelecimento, enrugamento dos tecidos e, consequentemente, perda de valor comercial. A maioria dos vegetais possui entre 80 a 90% de umidade em relação ao peso, sendo a umidade intercelular da ordem de 100%. Portanto, o vapor de água tende a escapar pelos espaços intercelulares pelo processo de transpiração levando a deterioração prematura dos produtos (Hardenburg et al., 1990).

A presença de doenças pós-colheita é de extrema importância, em termos da sanidade do consumidor e no tempo de vida útil de produtos colhidos. Dentre as causas promotoras de perdas fitopatológicas destacam-se as doenças (Chitarra e Chitarra, 2005), principalmente as de natureza fúngicas, que ocorrem com maior frequência e intensidade, sendo responsáveis por cerca de 80 a 90% do total de perdas causadas por fitopatógenos (Gullino, 1994).As doenças que ocorrem na pós-colheita, geralmente originam podridões, sendo que os principais agentes causadores são fungos (Benato, 1999).

A senescência e a murcha das flores de corte podem estar associadas à redução da absorção de água pelas hastes. A absorção de água, reduzida pelo bloqueio físico dos vasos xilemáticos das hastes, proporciona a perda de turgidez precoce das inflorescências limitando a vida útil pós-colheita.

As soluções de manutenção, também conhecidas como soluções de vaso, contribuem para aumentar a longevidade e a qualidade das flores cortadas, podendo ser utilizadas substâncias isoladamente ou em conjunto (Mattiuz et al., 2005). O grupo de componentes mais comuns usados em soluções conservantes são os carboidratos (principalmente a sacarose), germicidas e inibidores da produção ou da ação do etileno (íons de prata e outros), além de alguns reguladores vegetais como giberelina e citocinina, tendo varias formas de aplicação, que podem ser divididas em: solução condicionamento, solução para ‘pulsing’ e solução de manutenção (Dias Tagliacozzo & Castro, 2002). No preparo da solução faz-se uso da sacarose, em concentrações que variam de 0,5 a 2%, de acordo com a espécie utilizada (Castro, 1985), podendo conter ainda nitrato de prata, 8-HQC e 8-HQS (Tjia et al., 1987).

O calor está entre os principais fatores que influenciam a qualidade pós-colheita de flores de corte.  Na planta intacta a manutenção da temperatura é feita com a ajuda dos processos fisiológicos. Quando se colhe parte da planta, esta tende ao equilíbrio térmico e hídrico com o ambiente ao qual está exposta. Desse modo, ambiente com maior carga térmica que o produto transferirá calor para este e vice-versa. Tendo em vista que flor, de modo geral, tem pouca massa, e que a transferência de calor é dependente da massa, calor específico dessa massa e da diferença de temperatura à qual está exposta, espera-se que ganho ou perda de calor seja relativamente rápido. Sabendo-se que existe uma relação direta entre aumento do conteúdo de calor e da atividade metabólica do produto, dentro da faixa de tolerância térmica do vegetal, busca-se sempre a retirada rápida do calor para reduzir ao máximo a atividade metabólica. Desse modo, o primeiro passo após a colheita é remover esse calor de campo e só após esse procedimento o produto deve ser armazenado (KAYS, 2006).

Tendo em vista que também há tendência ao equilíbrio higroscópico e que na maioria das vezes a flor tem mais água do que o ambiente manter a flor em ambiente com umidade relativa de 90±5% é crucial para a manutenção da sua qualidade.

A distância entre o produtor e consumidor, aliado ao fato das flores serem altamente perecíveis, fez com essas sempre devam ser armazenadas e transportadas refrigeradas. Temperatura baixa é sem dúvida o fator mais importante para o armazenamento de flores de corte e a atmosfera controlada, é sempre usada como um complemento à refrigeração, capaz de aumentar à eficiência do armazenamento refrigerado (AKBUDAK & ERIS,2005) No entanto a  característica de cada flor deve ser estudada e a temperatura de armazenamento deve ser a menor possível para cada espécie. A temperatura ótima para armazenamento de flores produzidas em regiões tropicais é de 7 °C a 15 °C, visto que estas são sensíveis a injúrias pelo frio (Nowak Rudnick, 1990), no entanto as flores de clima temperado com as rosas  devem ser armazenadas em a 1 °C  (Reid e Jiang, 2012)

O objetivo principal do projeto é rever e redefinir de métodos eficientes e seguros de conservação pós-colheita de flores, em função da demanda oriunda da cooperativa COOPERFLORA de forma a disponibilizar ao produtores tecnologias de fácil apropriação e que asseguram a manutenção da qualidade floral.

 Como objetivos específicos ou decorrentes têm-se:

• Agregar valor à produção dos produtores de flores e plantas ornamentais;

• Ofertar tecnologias e/ou atividades que ampliem a eficiência dos sistemas de produção e comercialização dos produtores rurais;

• Documentar resultados de etapas do processo e deste como um todo para fundamentar novas e posteriores iniciativas;

• Apoiar o desenvolvimento de metodologias que concorram para a inovação;

• Contribuir para o avanço do conhecimento científico pela implementação de estudos sobre etileno, respiração e incidência de doenças pós-colheita em flores.

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  Gláucia Moraes Dias      IAC

Manutenção, ampliação e avaliação de impacto da Rede Social do Café.

n° SGP 1570

O sistema agroindustrial do café brasileiro vem alterando seus padrões de vida, de consumo e porque não dizer da forma de se comunicar. Surge a necessidade de articulação e integração de esforços entre os distintos setores de ciência, tecnologia e inovação (C&T&I), da assistência técnica e extensão rural (ATER) e da comunicação rural com objetivo fim de melhor a comunicação do setor cafeeiro. Modernas tecnologias de comunicação vêm se incorporando ao dia a dia de um número cada vez maior de cafeicultores e seus familiares.

É incontestável a importância da internet no cotidiano das pessoas neste século XXI, sobretudo a partir da mobilidade possibilitada pelos smartfones. Nesse contexto, as redes sociais surgiram como estruturas sociais compostas por pessoas ou organizações, conectadas por um ou vários tipos de relações, que partilham valores e objetivos comuns. O conceito de mídias sociais (social media) trata a produção de conteúdos de forma descentralizada, representando a produção de muitos para muitos.

O sistema agroindustrial do café, no ano de 2006, inovou ao criar uma rede de colaboração, conhecimento e negócios denominada “Rede Cafés do Brasil”, na Plataforma Peabirus.  Nesta rede, uma das comunidades, hoje denominada Rede Social do Café (www.redesocialdocafe.com.br) destacou-se, passando a ser considerada uma das grandes inovações em comunicação e articulação para o setor cafeeiro.

O presente projeto é composto de uma série de planos de ação, ações e atividades aprovados na Chamada 02/2013 - Programa Café, coordenada pelo Consorcio Pesquisa Café / Embrapa Café. Conta com a participação de diferentes instituições consorciadas como  IAC; UFLA; EPAMIG; PROCAFÉ; IAPAR; INCAPER; UESB e EMBRAPA e prevê atuação nacional e ações regionais nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Espirito Santo, Bahia e Distrito Federal.

Os procedimentos metodológicos para ampliação da Rede e do seu uso serão a apresentação e inserção de novos usuários, aumento da prospecção e incorporação de conteúdo,  geração de conteúdo próprio, ampliação do uso de ferramentas WEB 2.0 (FaceBook; Twitter; WhatsApp), dentre outros. Para avaliação dos impactos da Rede, serão empregados procedimentos adaptados de métodos consagrados e recomendados para utilização em estudos conduzidos com objetivo semelhante. Esta metodologia vem sendo construída colaborativamente  e terá por base uma análise ex-post dos impactos da utilização da Rede e a coleta de dados será realizada junto aos seus usuários por meio de questionário estruturado, e por meio de entrevistas em profundidade com informantes-chave.

Por meio de uma articulação de diferentes entidades de C & T no âmbito do Consórcio Pesquisa Café, o presente projeto tem por objetivo estimular e ampliar a comunicação dialógica via Rede Social do Café por pesquisadores, extensionistas, cafeicultores e demais atores do sistema agroindustrial do café. O presente projeto pretende avaliar os impactos da Rede Social do Café na disseminação de informações, conhecimento e sobre a capacitação de cafeicultores, técnicos e estudantes.

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  Sérgio Parreiras Pereira      IAC

Seleção de genótipos de café arábica, robusta, Coffea dewevrei e derivados de híbridos interespecíficos com tolerância à seca no IAC.

n° SGP 1560

O déficit hídrico é um dos fatores de ambiente que pode limitar o crescimento e a produção de cafeeiros. Atualmente, com previsão de mudanças climáticas e aquecimento global em nosso planeta, a identificação de genótipos de cafeeiros com tolerância à seca é de fundamental importância para a sobrevivência e sustentabilidade da cafeicultura brasileira. No Instituto Agronômico existem materiais genéticos de diferentes origens que se constituem em fontes de tolerância à seca. Este Plano de Ação visa selecionar cafeeiros com tolerância à seca em condições de campo e em casa de vegetação (condições controladas). Em condições de campo pretende-se avaliar genótipos de Coffea arabica procedentes da Etiópia, híbridos F1 dessas seleções com cultivares elites, clones e progênies de C. dewevrei, C. canephora e cafeeiros derivados de híbridos interespecíficos, que serão conduzidos na Fazenda Santa Eliza e também Pólo do Nordeste Paulista de mococa, SP. Em condições controladas de casa de vegetação serão avaliados dez genótipos de cafeeiros que foram previamente identificados como tolerantes à seca no campo A atividade de experimento em casa de vegetação será realizada na Fazenda Santa Eliza do IAC. Nos experimentos em condição de campo, os cafeeiros serão avaliados subjetivamente por meio do índice de turgescência (IT), em época de seca acentuada, e também em relação a determinação do Potencial hídrico foliar, com auxílio da Bomba de Scholander, Conteúdo Relativo de Água (CRA) e teor de umidade do solo.  Nos experimentos em condições controladas, de casa de vegetação, serão realizadas avaliações para determinar o potencial hídrico foliar,CRA, teor de umidade do solo, biometria das plantas, massas fresca e seca da parte aérea e do sistema radicular.

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  Julieta Andrea Silva de Almeida      IAC

Monitoramento Agrometeorológico, Fenológico e Fitossanitário para o café no Estado de SP e relação com variações ou mudanças climáticas locais.

n° SGP 1558

Será conduzido um sistema de monitoramento agrometeorológico e fenológico para a cultura do café arábica no Estado de São Paulo. Para o monitoramento agrometeorológico serão utilizados dados meteorológicos da rede de estações meteorológicas convencionais e automáticas que fazem parte do CIIAGRO/IAC (Centro Integrado de Informações Agrometeorológicas/IAC), os quais darão suporte para simulação de modelo de balanço hídrico seqüencial decendial para monitoramento das regiões produtoras de café no estado (THORNTHWAITE; MATHER, 1955). Para o monitoramento climático serão acompanhados outros  locais produtores de café no estado de SP. O monitoramento fenológico será realizado por meio de levantamentos de campo quinzenais/mensais de acordo com incidência de pragas e doenças, em lavouras cafeeiras localizadas em Mococa, Franca, Caconde e Campinas, devido a disponibilidade de áreas sem controle quiímico. Os dados coletados de clima e fenologia serão utilizados em modelos agrometeorológicos e fenológicos de estimativa de épocas de floração e de maturação e estimativa de quebra relativa de produtividade do cafeeiro (Camargo et al. (2003), Zacharias et al. (2008), Nunes et. al. (2010) e Bardin-Camparotto et al. (2012). Durante a execução do projeto, os produtos gerados serão constantemente reavaliados e aprimorados, tanto no aspecto do conteúdo (nível de detalhamento das informações), como nos aspectos e qualidade da divulgação (programas computacionais, interface de geração de mapas e boletins). As informações geradas no monitoramento agrometeorológico e fenológico do café no Estado de São Paulo, alimentarão a página do Ciiagro/IAC e posteriormente do SIMAFF-Café, disponibilizando aos usuários.Outra forma de se obter as informações do monitoramento é por meio da página do SIMAFF-Café, hospedadas nos servidores das instituições parceiras (IAC, DaTerra Coffee,Cooxupé e Embrapa). Os dados coletados de clima,serão comparados com dados armazenados no banco de dados do Ciiagro, para posterior averiguação de mudanças ou variabilidade climática ao logo do tempo (de acordo com periodo anterior e dados armazenados). Com esses dados ainda será aplicado modelos de estimativas de produtividade e comparado com dados reais (IEA) sendo assim possível validar os modelos existentes para cada localidade dentro do estado de SP. O mesmo ocorrerá para as doenças e pragas avaliadas, podendo obter-se um parâmetro de ocorrência de determinada praga/doença e sua evoluação ao longo do ciclo e sua infuência na qualidade do fruto. Ainda será analisada a ocorrência de pragas e doenças correlacionadas com as condições de clima da safra atual.

Esse projeto (SGP) abrange dois planos de ação, que estão envolvidos em projetos distintos. O Projeto referente a ampliação do monitoramento agrometerológico tem duração de 4 anos e é continuidade de um projeto que se encerrou em dezembro de 2016, no qual os dados de clima, fenologia e fitossanidade serão encaminhados para abastecimento de uma plataforma on line (SIMAFE- sistema integrado de monitoramento agrometeorológico, fenológico e fitossanitário para a cultura do café), plataforma esta em fase final de desenvolvimento que estará alojada na página da Embrapa, com links diretos disponiveis em outros sites de instituições como IAC, Procafé, IAPAR, de acordo com interesse e necessidade de cada órgão.

O segundo projeto, abrangerá 2 anos (minimo de 2 ciclos) se refere ao monitoramento climático e fenológico de 4 localidades (Caconde, Campinas, Franca e Mococa). Esse projeto está ligado a outros projetos onde após a colheita os grãos cereja serão encaminhados a laboratórios específicos para outros estudos que deverão ser correlacionados com as condições climáticas de cultivo (Avaliações: presença de fungos, danos causados por pragas e doenças, classificação do grão e qualidade da bebida, indicadores ambientais observados durante o ciclo em cada localidade e influência das condições de clima nos sólidos solúveis em resíduos de cascas utilizadas em sub produtos). Essas outras etapas serão realizadas por pesquisadores alocados no Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital).

A pesquisadora em questão é coordenadora geral do projeto: Mudanças climáticas e sua influência no Monitoramento Agrometeorológico, na produtividade, na Sanidade do grão pós-colheita, qualidade da bebida e utilização de subproduto na alimentação humana e impactos ambientais. Para tanto é repsonsável pelo Plano Gerencial, ou seja, deverá promover reuniões periódicas e outros eventos necessários para acompanhamento do andamento e evolução de todos os demais projetos envolvidos, denominados Planos de ação, com verba orçamentária específica para tal.

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  Angelica Prela Pantano      IAC

Caracterização de propriedades cafeeiras com relação às boas práticas agrícolas

n° SGP 1545

O sistema agroindustrial do café vem ao longo dos anos passando por significativas alterações, existindo por parte das grandes redes varejistas e dos consumidores uma crescente preocupação com a forma de produção em relação aos critérios socioambientais na cultura do café. Como consequência, existe uma demanda crescente por cafés sustentáveis certificados e o Brasil está entre os países produtores capazes de atender a esse segmento do mercado, sendo atualmente o maior fornecedor de cafés sustentáveis do mercado mundial. Para que se mantenha e possa expandir essa posição, faz-se necessária a implantação de políticas públicas e privadas no sentido de inserir novos cafeicultores nesse mercado de cafés diferenciados, exigindo ações que visem à adequação das propriedades agrícolas às Boas Práticas Agrícolas (BPAs). Essa adequação passa por programas de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), que devem ser realizados de acordo com o perfil ou desempenho dos cafeicultores, em dada região produtora. Nesse sentido, a separação em “clusters” surge como uma estratégia para viabilizar a certificação em grupos. 
O projeto possui quatro (4) Planos de Ação, com a participação de três (3) diferentes instituições consorciadas: IAC; UFLA e INCAPER.  O projeto prevê ações regionais nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Espirito Santo. Sob coordenação do IAC são dois planos de ação sendo um o Plano Gerencial e o outro "Caracterização de grupos de cafeicultores no Estado de São Paulo"
O objetivo do presente estudo é validar o procedimento metodológico de separação por cluster levando em consideração o desempenho de grupos de propriedades rurais em relação às BPAs no cultivo de café, visando à identificação de políticas de ATER, focadas nas necessidades desses agricultores.

 

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  Sérgio Parreiras Pereira      IAC

Diversidade genética de fitopatógenos da cultura da cana-de-açúcar

n° SGP 1363

Alguns fitopatógenos da cana-de-açúcar são bem conhecidos quanto a sua forma de ocorrência e dispersão. Mais conhecidos ainda são os problemas que eles causam e a perda de produtividade a estes relacionados. Contudo, as mudanças contínuas no modo de produção de cana-de-açúcar (mecanização, mudanças em leis ambientais, alterações climáticas e outras) criam novos cenários e ambientes mais ou menos propícios a este ou a aquele patógeno.
Estas alterações no meio de produção, proporciona o aparecimento de “novas doenças” ou mudanças comportamentais nas doenças já conhecidas.
Para a grande maioria destes casos, não se sabe se o fitopatógeno presente é o mesmo de anos anteriores ou se houve alguma mudança em sua diversidade.
É neste contexto, que procuramos atuar. Identificando e caracterizando o fitopatógeno quanto a sua diversidade genética para fornecer subsídios para o controle da doença.
Para tanto serão utilizados tanto os métodos clássicos de isolamento e diagnóstico laboratorial, quanto os métodos moleculares.
 

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  Luciana Oliveira Souza Anjos      IAC

Seleção de "seedlings" e de clones de cana-de-açúcar na região de Jaú

n° SGP 1303

 A  hibridação de cana-de-açúcar possibilita a obtenção de famílias em alto grau de heterose e ampla variabilidade. Como cultura propagada vegetativamente, a cana-de-açúcar possibilita a fixação do componente genético e as variações fenotípicas serão muito influenciadas pelo ambiente.  Cabe ao melhorista, selecionar os indivíduos superiores, tarefa muitas vezes dificultada quando se trabalha em diferentes ambientes indistintamente, sem a preocupação de caracteriza-los em relação ao seu potencial  edafoclimático.  Nesse projeto propõem-se estudar populações de “seedling”, famílias e clones de cana-de-açúcar para a região de Jaú, estado de São Paulo. Para tanto serão utilizandos critérios conceituais, biométricos, avaliações fitopatológicas e agrotecnológicas para a caracterização e mensuração do potencial  agroindustrial do conjunto de progênies e indivíduos.   A acumulação de dados resultantes  de  observações  em  anos  sucessivos será usada como principal ferramenta para a identificação de variedades regionais. 

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  Mauro Alexandre Xavier      IAC

Agropolo Campinas-Brazil: roadmap of the strategic areas of research aiming at creating a world-class bioeconomy ecosystem

n° SGP 1294

In this research project will be developed scientific and technological knowledge to structure the Agropolo Campinas-Brasil initiative based on detailed studies about the research already carried out in the Bioeconomy areas (Agriculture, Food, Health, Green Chemistry, and Bioenergy). From this project, it is also expected that Agropolo will create a greater connection between higher education and research institutions and private sector in Campinas city and its region, resulting in differentiated technological research to provide better opportunities to employment and income for Bioeconomy activities in Campinas region. Agropolo Campinas-Brazil is an interinstitutional platform, created on June 26th, 2015. It is based on the concept of "collaborative innovation", inspired on Montpellier, France Agropolis International model. The objective of the Agropolo Campinas-Brazil is to develop Technical Cooperation Projects (TCP) in agriculture, food, biodiversity, bioenergy, chemical green and sustainable areas aiming at the research, development and technological innovation, with extension to other research institutions and companies based in Campinas region, working in selected segments for this cooperation. The Public Policies Project in Bioeconomy (PPPBio) aims:
? to help making this transition from a fossil-based economy to a new sustainable bio-based economy;
? to help on the creation of a series of sustainable bio-based value added products that will all together, combined with the existing present bioeconomy in Brazil, compose the new bioeconomy;
? to integrate the existing knowledge from the Brazilian research institutes and universities with the interests of the private sector, making an economic revolution in Brazil;
? to offer a significant contribution to reduction of GHG. Brazil has already come a long way in this direction but can create wealth, reduce GHG and become a model for other countries.

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  Sérgio Augusto Morais Carbonell      IAC

Interação Xylella fastidiosa-inseto vetor-planta hospedeira e abordagens para o controle da clorose variegada dos citros e cancro cítrico

n° SGP 1285

A clorose variegada dos citros (CVC) causada pela bactéria Xylella fastidiosa subsp. pauca é uma das doenças mais preocupantes da citricultura brasileira, acarretando danos econômicos na ordem de 100 milhões de dólares por ano com erradicação de plantas doentes, replantio e controle químico dos vetores. A CVC é um problema principalmente brasileiro, pois outros países da América do Sul ou Central onde a doença já foi descrita a atividade citrícola não tem a dimensão da citricultura brasileira. Dessa forma cabe à pesquisa no Brasil estudar e propor alternativas para o controle e/ou manejo mais eficiente, sustentável e com menores custos de produção. Nestes 15 anos do sequenciamento do genoma da X. fastidiosa causadora da CVC, muitos conhecimentos básicos sobre a bactéria foram gerados, posicionando-a entre os dez fitopatógenos bacterianos mais importantes do mundo. Porém, poucos desses estudos focalizaram a interação entre os componentes desse patossistema, bactéria-planta-vetor. Este projeto visa integrar os trabalhos com X. fastidiosa para ampliar e associar as informações sobre os mecanismos genéticos que contribuem para a eficiência adaptativa dessa bactéria, a relação entre sua colonização no hospedeiro e expressão da doença, a interação molecular com o inseto vetor e as respostas genéticas da planta que podem ser usadas, a médio e longo prazo, para controlar de forma mais sustentável e com menor custo de produção os danos causados pela CVC. Ainda, além da X. fastidiosa, o projeto propõe ampliar os estudos com Xanthomonas citri subsp. citri, causadora do Cancro Cítrico, um outro problema fitossanitário que vem tomando proporções cada vez maiores nos pomares paulistas, devido às mudanças recentes de legislação em relação ao controle dessa doença. Assim, devido às similaridades entre os dois fitopatógenos e hospedeiro em comum, algumas abordagens de estudo e estratégias de controle serão usadas para os fitopatógenos X. fastidiosa e X. citri.A clorose variegada dos citros (CVC) causada pela bactéria Xylella fastidiosa subsp. pauca é uma das doenças mais preocupantes da citricultura brasileira, acarretando danos econômicos na ordem de 100 milhões de dólares por ano com erradicação de plantas doentes, replantio e controle químico dos vetores. A CVC é um problema principalmente brasileiro, pois outros países da América do Sul ou Central onde a doença já foi descrita a atividade citrícola não tem a dimensão da citricultura brasileira. Dessa forma cabe à pesquisa no Brasil estudar e propor alternativas para o controle e/ou manejo mais eficiente, sustentável e com menores custos de produção. Nestes 15 anos do sequenciamento do genoma da X. fastidiosa causadora da CVC, muitos conhecimentos básicos sobre a bactéria foram gerados, posicionando-a entre os dez fitopatógenos bacterianos mais importantes do mundo. Porém, poucos desses estudos focalizaram a interação entre os componentes desse patossistema, bactéria-planta-vetor. Este projeto visa integrar os trabalhos com X. fastidiosa para ampliar e associar as informações sobre os mecanismos genéticos que contribuem para a eficiência adaptativa dessa bactéria, a relação entre sua colonização no hospedeiro e expressão da doença, a interação molecular com o inseto vetor e as respostas genéticas da planta que podem ser usadas, a médio e longo prazo, para controlar de forma mais sustentável e com menor custo de produção os danos causados pela CVC. Ainda, além da X. fastidiosa, o projeto propõe ampliar os estudos com Xanthomonas citri subsp. citri, causadora do Cancro Cítrico, um outro problema fitossanitário que vem tomando proporções cada vez maiores nos pomares paulistas, devido às mudanças recentes de legislação em relação ao controle dessa doença. Assim, devido às similaridades entre os dois fitopatógenos e hospedeiro em comum, algumas abordagens de estudo e estratégias de controle serão usadas para os fitopatógenos X. fastidiosa e X. citri.

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  Alessandra Alves de Souza      IAC

Zoneamento edáfo-topoclimático para o cultivo de uvas viníferas no município de Louveira - SP

n° SGP 1265

Assim como todas as atividades agrícolas, o cultivo de uvas finas precisa aperfeiçoar seu sistema de produção para a melhoria e incremento da sua produção.  No mundo inteiro verifica-se um incremento nos estudos de zoneamento vitivinícola, notadamente aqueles que busquem a delimitação de ambientes de produção mais detalhados, com a indicação de áreas com maior potencial para produção de vinhos, contemplando desde a escolha do solo e clima, topografia, porta-enxerto e variedades. O município de Louveira é um dos dez integrantes do Projeto Circuito das Frutas, instituído pelo Decreto Estadual n. 47.180, de 2 de outubro de 2002. Tem grande destaque no cultivo da videira, notadamente de uvas de mesa,  que cobre aproximadamente uma área de 47 hectares, são cerca de 50 produtores que fazem da atividade parte de sua renda. Entretanto é crescente a demanda para o cultivo de uvas finas, destinada a produção de vinhos de melhor qualidade. Nesse sentido, é necessário que o estudo seja subsidiado pela existência de informações detalhadas sobre o solo, relevo, clima e adaptação de porta-enxertos e variedades, o que é o caso do município de Louveira, que recentemente concluiu um detalhado diagnóstico agroambiental do seu território. Os resultados desse estudo, subsidiarão a extrapolação ou não dos resultados para os demais municípios do Estado de São Paulo que fazem parte do  Programa Paulista de Desenvolvimento Vitivinícola - ProVinho

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  Jener Fernando Leite de Moraes      IAC

DESENVOLVIMENTO E AVALIAÇÃO DE EQUIPAMENTO PORTATIL PARA TESTE DE MOLAS AGRÍCOLAS

n° SGP 1259

Molas são componentes importantes para o bom funcionamento de máquinas agrícolas, em semeadoras exercem pressão sobre os mecanismos sulcadores permitindo, com isso, maior regularidade na profundidade de deposição da semente no solo. Em função da robustez é difícil para o agricultor detectar sinais de fadiga ou perda funcional de molas, dificultando assim a tomada de decisão a respeito da substituição. Propõem-se desenvolver um testador simples, portátil, para realizar em campo avaliação das condições de molas em máquinas e equipamentos agrícolas diversos. O principio básico de funcionamento é a comparação de deformações entre uma mola calibre com a mola em uso na máquina. A construção do protótipo envolve uso de material reciclado de baixo custo e calibrador do laboratório de Semeadoras Adubadoras do CEA . A avaliação e validação do equipamento serão realizadas em máquinas utilizadas por agricultores de Jundiaí e as pertencentes ao CEA/IAC.

CARACTERIZAÇÃO DO PROBLEMA:

Semeadoras e outras máquinas agrícolas operando com molas fadigadas perdem a capacidade funcional comprometendo a competitividade tecnológica

Não há no mercado brasileiro nenhum equipamento portátil para teste rápido de molas no campo.

OBJETIVOS: 

Desenvolver equipamento portátil, simples, robusto e de baixo custo para realizar teste molas.

Disponibilizar tecnologia para teste rápido no campo.

Elaborar roteiro de construção do equipamento.

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  Afonso Peche Filho      IAC

DESEMPENHO DE CULTIVARES DE BATATAS NACIONAIS EM SISTEMA ORGÂNICO EM MUNICÍPIOS DO ESTADO DE SÃO PAULO

n° SGP 1237

A demanda por produtos orgânicos tem aumentado muito nos últimos anos e a batata é uma excelente oportunidade de negócio, porém ainda um desafio para os produtores, que dispõem de poucas informações relativas a cultivares adaptadas ao sistema de cultivo, bem como às técnicas de manejo cultural e de controle fitossanitário. O presente projeto de pesquisa tem como objetivo avaliar a adaptação e produtividade de cultivares de batata, sendo quatro brasileiras e uma padrão líder de mercado holandesa, em sistema orgânico, em municípios da região de Ribeirão Preto - SP. A pesquisa visa também, introduzir a cultura da batata em agricultores familiares da região.Os experimentos serão conduzidos a campo em cinco produtores rurais localizados na região de Ribeirão Preto-SP, sendo quatro produtores orgânicos e um convencional. Serão avaliadas quatro cultivares do banco de germoplasma do IAC/APTA desenvolvidas para sistema orgânico de produção (Aracy, Aracy ruiva, Itararé, Ibituaçu) e a cultivar Ágata, que é líder de mercado como testemunha. Os experimentos serão conduzidos concomitantemente, iniciando-se a semeadura no mês de abril de 2016 e dispostos da mesma forma em todas as localidades. Os tratos culturais serão feitos da mesma forma nos produtores orgânicos, diferindo do convencional em adubação e controle de pragas e doenças que nesse último será com fórmulas químicas. O plantio será feito através de mini-tubérculos.Cada parcela será composta por quatro linhas de 2,5 m com espaçamento de 0,80 entre linhas e 0,25m entre tubérculos, perfazendo um total de 40 plantas por parcela. A colheita será realizada 10 dias após a seca total das ramas da batata, avaliando-se os seguintes parâmetros:Porcentagem de emergência de plantas, porcentagem de cobertura do solo, porcentagem de doenças, ciclo, produtividade total, produtividade comercial, classificação, distúrbios fisiológicos e pesquisa comercial. 

Para analisar os parâmetros a serem avaliados nas cultivares de batata serão conduzidos cinco experimentos. Experimento I – sistema orgânico em Santa Rosa de Viterbo, Experimento 2 - sistema orgânico em São Simão, Experimento 3 - sistema orgânico em Ribeirão Preto, Experimento 4 - sistema orgânico em Cajurú e Experimento 5 - sistema convencional em Cássia dos Coqueiros. Para cada experimento, o delineamento adotado será em blocos casualizados, com três repetições e cinco tratamentos sendo as cultivares Aracy, Aracy Ruiva, Itararé, Ibituaçu e Ágata. Para avaliar o efeito dos locais em cada cultivar de batata, será realizada uma análise conjunta dos experimentos de 1 à 5.Os resultados obtidos serão analisados estatisticamente pelo teste F e as médias serão comparadas pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade.

 

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  Sally Blat      Apta Regional / IAC

Caracterização varietal de cana-de-açúcar

n° SGP 1235

Atualmente sabe-se que no decorrer dos anos, a medida que se avança no número de cortes dos canaviais a produtividade é diminuída. Em média a partir do 5º corte costuma-se fazer a reforma nos canaviais, salvo se a produtividade dos talhões ainda trouxer retorno econômico ao produtor (ADRIANO, 2013). Nos novos plantios há necessidade de substituir os cultivares anteriormente cultivados devido ao processo natural de degenerescência. Com isso, o sucesso do setor sucroenergético, no que tange cana-de-açúcar, é totalmente dependente da liberação de novas cultivares no mercado. Assim, ao considerar a dimensão do setor na economia nacional e a necessidade de sua continuidade produtiva, justifica-se que caracterizar as novas cultivares e alocá-las em ambientes de produção. Caracterizar cultivares de cana-de-açúcar quanto ao potencial produtivo (produtividade, perfilhamento, altura e diâmetro) e qualitativo (Brix e Pol) para diferentes condições edafo climáticas e posteriormente alocá-las em ambientes de produção. Os experimentos são instalados em blocos casualizados, mas aqueles em fase mais inicial de seleção são formados por muitos tratamentos (clones) e devido a escassez de material as repetições são no máximo 2.  Na fase intermediária e final o número de tratamentos (clones) permanece ao redor de 3 repetições porque já se possui mais material vegetativo (colmos) para ser propagado. Numa segunda fase, as cultivares comerciais serão acompanhadas nas usinas parceiras e os dados de produtividade computados no software Caiana, que calcados no banco de dados poder-se-á fazer a alocação das cultivares de acordo com os ambientes de produção. As variáveis analisadas são calcadas no padrão fitotécnico (altura, diâmetro e perfilhamento) e na qualidade tecnológica (Pol e Brix do caldo). O processo avaliação ocorre no plantio e nas soqueiras subsequentes. Espera-se alocar em ambientes de produção as cultivares novas de cana-de-açúcar selecionadas no programa de melhoramento. 

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  Marcos Guimarães de Andrade Landell      IAC

Seleção varietal de cana-de-açúcar

n° SGP 1234

Atualmente sabe-se que no decorrer dos anos, a medida que se avança no número de cortes dos canaviais a produtividade é diminuída. Em média a partir do 5º corte costuma-se fazer a reforma nos canaviais, salvo se a produtividade dos talhões ainda trouxer retorno econômico ao produtor (ADRIANO, 2013). Nos novos plantios há necessidade de substituir os cultivares anteriormente cultivados devido ao processo natural de degenerescência. Com isso, o sucesso do setor sucroenergético, no que tange cana-de-açúcar, é totalmente dependente da liberação de novas cultivares no mercado. Assim, ao considerar a dimensão do setor na economia nacional e a necessidade de sua continuidade produtiva, justifica-se que selecionar novas cultivares seja importante. Nesse sentido,  a pesquisa almeja selecionar clones de cana-de-açúcar com potencial produtivo (t/ha, perfilhamento, altura e diâmetro), qualitativo (Brix e Pol) e sanitário (resistentes a pragas e doenças) superiores as cultivares comerciais existentes.Os experimentos são instalados em blocos casualizados, mas aqueles em fase mais inicial de seleção são formados por muitos tratamentos (clones) e devido a escassez de material as repetições são no máximo 2.  Na fase intermediária e final o número de tratamentos (clones) permanece ao redor de 3 repetições porque já se possui mais material vegetativo (colmos) para ser propagado.As variáveis analisadas são calcadas na ausência de doenças (carvão, escaldadura, raquitismo), aqueles não contaminados são avaliados pelos padrão fitotécnico (altura, diâmetro e perfilhamento) e finalmente pela qualidade tecnológica (Pol e Brix do caldo). O processo avaliação ocorre no plantio e nas soqueiras subsequentes.Os resultados são inseridos no software CAIANA e entre 10 a 12 anos de avaliação aponta-se os clones que tem características de cultivares comerciais.Espera-se lançar constantemente novas cultivares IAC de cana-de-açúcar.  

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  Marcos Guimarães de Andrade Landell      IAC

Desenvolvimento de um perfilômetro laser para avaliação da distribuição de fertilizantes por semeadoras-adubadoras

n° SGP 1232

A correta dosagem e a distribuição uniforme e eficiente dos mesmos estão diretamente relacionadas à rentabilidade da agricultura. Várias metodologias s têm sido usadas para avaliar a distribuição longitudinal de mecanismos dosadores de semeadoras-adubadoras. A perfilometria a laser, baseada na triangulação, é um método para a medição de profundidade de pontos no espaço em que se utiliza a um feixe de laser para sondar o objeto. A imagem de uma linha laser projetada sobre uma superfície de um objeto é capturada e tratada em software de análise de imagens, que calcula o seu perfil.  O objetivo deste trabalho é construir e testar um perfilômetro a um perfilômetro a laser que será acoplado a um carro de testes de semeadoras-adubadoras. Este ao se deslocar depositará o fertilizante sobre uma calha em forma de "V". Para determinar o volume aplicado o sistema calculará a área de cada perfil separados de 5 cm. Com a média da área de dois perfis subsequentes multiplicados pela distancia entre eles se obtêm o volume parcial. A soma de todos eles proverá ao volume total aplicado. 

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  Antonio Carlos Loureiro Lino      IAC

Censo de variedades de cana-de-açúcar no Brasil

n° SGP 1225

O Instituto Agronômico de Campinas, através de seu Programa Cana IAC, está criando o Censo Varietal IAC, juntamente com o consultor Rubens Braga Jr. O Censo Varietal IAC tem como objetivo atender a crescente necessidade de informação do setor sucroenergético, possibilitando aos participantes o acesso a importantes informações de todas as regiões produtoras de cana-de-açúcar do país. O Censo Varietal do IAC tem o compromisso de retornar aos participantes relatórios mensais de consolidação da informação coletada e, ao final da safra, publicar um caderno contendo as principais informações, índices e resultados, sempre resguardando a confidencialidade da informação individual enviada por cada uma das unidades produtoras (ver termo de confidencialidade).

 O censo deverá conter as áreas em cultivo na Safra 2016/2017, e os dados deverão ser preenchidos com informações sobre todas as variedades (SP, RB, IAC, CV, CTC, etc.) com mais de 1 ha por estágio de corte. O levantamento da Previsão de Plantio, o que dará a cada participante uma visão geral das variedades mais plantadas, provendo uma análise comparativa da usina com os dados regionais de plantio.

O Instituto Agronômico de Campinas, através de seu Programa Cana IAC, está criando o Censo Varietal IAC, juntamente com o consultor Rubens Braga Jr. O Censo Varietal IAC tem como objetivo atender a crescente necessidade de informação do setor sucroenergético, possibilitando aos participantes o acesso a importantes informações de todas as regiões produtoras de cana-de-açúcar do país. O Censo Varietal do IAC tem o compromisso de retornar aos participantes relatórios mensais de consolidação da informação coletada e, ao final da safra, publicar um caderno contendo as principais informações, índices e resultados, sempre resguardando a confidencialidade da informação individual enviada por cada uma das unidades produtoras (ver termo de confidencialidade).

 O censo deverá conter as áreas em cultivo na Safra 2016/2017, e os dados deverão ser preenchidos com informações sobre todas as variedades (SP, RB, IAC, CV, CTC, etc.) com mais de 1 ha por estágio de corte. O levantamento da Previsão de Plantio, o que dará a cada participante uma visão geral das variedades mais plantadas, provendo uma análise comparativa da usina com os dados regionais de plantio.

Assim, tem-se como objetivo levantar informações sobre o censo de variedades do maior número possível de unidades produtoras (usinas, destilarias, associações de fornecedores, etc.) de cana-de-açúcar no Brasil, visando à utilização de indicadores que permitam mapear a adoção de inovações tecnológicas varietais, e também o índice de concentração varietal por regiões canavieiras.

 

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  Marcos Guimarães de Andrade Landell      IAC

Xylella fastidiosa infecting Olive oil trees in Brazil: knowing the players (bacteria and the vectors) for the sustainable management

n° SGP 1219

Anteriormente restrito as Américas, a bactéria multi-hospedeiro transmistida por vetores, Xylella fastidiosa foi relatada na Europa (sul da Itália e França) e Ásia (Irã e Taiwan). O impacto devastador causado pelo surto conhecido como síndrome do declínio rápido da Oliveira (OQD) associado a X. fastidiosa subsp. pauca sul da Itália, os relatos de X. fastidiosa subsp. multiplex em plantas ornamentais no sul da França, e a interceptação de outras subespécies e cepas de X. fastidiosa na Europa levaram uma grande preocupação para a comunidade europeia envolvida na protecção de plantas. Enquanto isso, aqui no Brasil, há uma emergente indústria azeite (http://assoolive.blogspot.com.br/) representado por pequenos produtores de cerca de 70 municípios localizados em regiões montanhosas de São Paulo e Minas Gerais. Infelizmente a X. fastidiosa subsp. pauca também foi encontrada infectando plantas de oliveira, em alguns dos olivais de ambos os Estados. As estirpes de X. fastidiosa associada à DOQ na Itália e no Brasil não são a mesma estirpe. Desde 2014 estamos trabalhando  em colaboração com pesquisadores italianos (Dr. Maria Saponari e Dr. Donato Boscia - Instituto de Defesa Sustentável - CNR, Bari, Itália) em relação a X. fastidiosa. Agora, com a proposta XF-ACTORS (Xylella fastidiosa -Active Containment Through a Multidisciplinary-Oriented Research Strategy) apresentada a chamada Horizonte 2020 na União Europeia e com Chamadaa FAPESP-H2020 de propostas conjuntas, surje uma oportunidade de se  estreitar a colaboração com os parceiros da UE, mas estudando o problema DOQ emergente no Brasil. Esta proposta tem como objetivo estudar: 1) o patógeno, abordando questões como 'quais as estirpes que estão presentes em plantas doentes'?  e qual a fonte de origem?; 2) as plantas hospedeiras, tanto as plantas hospedeiras alternativas, como fontes de resistência genética no Banco de Germoplasma de Oliveira da EPAMIG - MG; 3) os vetores, dissecando a diversidade de espécies, a prevalência e dinâmica populacional de sugadores de seiva de xilema da família Auchenorrhyncha e seu potencial como vetores de X. fastidiosa para oliveiras na regiões do sudeste do Brasil; e 4. o manejo, através da utilização de compostos bactericida  e antioxidantes. Acreditamos que a nossa experiência adquirida com a Clorose Variegada dos Citros - patossistema X. fastidiosa no Brasil, e a riqueza de isolados da bactéria e vetores nos trópicos, será útil em colaboração com os parceiros europeus, bem como para os estudos destes bactérias em Oliveira. Além disso, os europeus pesquisadores têm intensamente trabalhado com o X. fastidiosa em oliveiras, o que nos permitiria avançar mais rapidamente a investigação sobre X. fastidiosa infectando oliveiras no Brasil. Por último, a proposta XF-ACTORS envolve 26 grupos de pesquisa (UE, Taiwan, Costa Rica e EUA) aumentando o significado do nosso esforço colaborativo.

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  Helvecio Della Coletta Filho      IAC

Manejo Nutricional para cultura do Café: Programa Nutriplant®

n° SGP 1214

Resumo da Proposta

 

  1. Justificativa e relevância do tema

 

O Brasil, maior produtor e exportador mundial de café, e segundo maior consumidor do produto, apresenta, no ano de 2014, um parque cafeeiro estimado em 2,256 milhões de hectares, com produção de 45,34 milhões de sacas de 60 kg de café beneficiado, em 15 Estados, com destaque para Minas Gerais, que respondeu por 49,93% da produção nacional, seguido do Espírito Santo, São Paulo, Bahia, Rondônia e Paraná. (BRASIL, 2015).

A adubação é um dos fatores que mais está ligado ao custo de produção, mas oferece um retorno satisfatório quando realizada de maneira correta. Portanto, é necessário reduzir o custo de produção para elevar a lucratividade, entretanto, sem diminuir a produtividade das lavouras. A utilização eficiente dos adubos é possível a partir de um diagnóstico nutricional com identificação do nutriente a ser aplicado, em quantidade, época e forma de aplicação correta.

A adubação foliar é uma prática bastante difundida, uma vez que a folha tem a capacidade de absorver nutrientes e com muita eficiência que a adubação via solo. O zinco, boro, cobre; manganês são os nutrientes que mais frequentemente apresentam deficiências, porém a correção deve ser realizada com base na análise química das folhas e de critérios estabelecidos pela pesquisa.

O programa nutricional Nutriplant é composto por produtos de alta solubilidade que complementa a adubação radicular das plantas e suplementa sua nutrição com segurança e qualidade. Assim o objetivo do ensaio é avaliar  a produtividade e qualidade de bebida do cafeeiro submetido a diferentes programas nutricionais via foliar.

 

 

 

  1. Material e Métodos

 

O experimento será instalado no Sítio Favarin, localizado no Bairro Venda Branca, município de Osvaldo Cruz-SP. O período experimental corresponderão aos meses de maio de 2016 à agosto de 2018. Será selecionado uma área de cafezal “C. arábica”, variedade Catuaí Vermelho (IAC-144), na qual será estaqueada, demarcando todas parcelas experimentais. Cada parcela será composta de 200 plantas numa mesma linha, sendo que as linhas laterais serão consideradas bordaduras. A lavoura encontra-se com 5 anos de idade, com espaçamento de 0,6m entre plantas e 3,5m entre linhas, totalizando 4762 plantas por ha. Utilizar-se-á para aplicação dos nutrientes um pulverizador/atomizador tratorizado equipado com turbina marca Jacto mod. ARBUS 400. O delineamento experimental será em blocos casualizados, com 4 repetições, 5 tratamentos, conforme descritos na tabela 1.

 

  1. Descrição dos Tratamentos

Tabela 1 – Descrição dos Tratamentos, Cultura do Café, 2015

 * vide em arquivos anexos

 
 

 

            Durante o período experimental serão realizadas avaliações de bimetria, bem como crescimento e contagem de “par de folhas” dos ramos plagiotrópicos. Será efetuada a colheita para avaliação da produtividade e posteriormente análises de qualidade de peneira e qualidade de bebida.

 

            Os resultados serão submetidos à análise estatística através da análise de variância ANOVA e o contraste entre médias de tratamentos pelo teste de Tukey a 5%, com o auxilio de pacote computacional ASSISTAT 7.7 beta (SILVA F.A.S, 2015).

 

  1. Material necessário para a execução da pesquisa:

 

Todo material necessário à realização desta pesquisa serão fornecidos pelo contratante.

 

  1. Infraestrutura e Mão de obra:

 

O PRDTA Alta Paulista disponibilizará infraestrutura e mão de obra necessárias ao desenvolvimento do presente trabalho.

 

  1. Responsáveis:

 

Coordenador:

Fernando Takayuki Nakayama – Pesquisador Científico do PRDTA Alta Paulista

 

Colaborador:

Danilo Marcelo Aires dos Santos – Eng. Agr. Dr. – Nutriplant Indústria e Comercio S.A.

 

  1. Cronograma de execução

 

Atividades

Período

Preparo das instalações

maio de 2016

 

 

Condução experimental: Instalação e aplicação dos tratamentos

maio a Setembro de 2016

 

 

Avaliações de biometria

Janeiro a março de 2017

 

 

Colheita do experimento

Maio a julho de 2017

 

 

Tabulação dos dados

Julho a Agosto de 2017

 

 

Análise estatística dos resultados

Agosto de 2017

 

 

Elaboração do Relatório final

Setembro de 2017

 

 

 

  1. Orçamento

 

  1. A Empresa deverá doar todo material necessário à execução da pesquisa (produtos, estacas, instrumentos de medidas e colheita);
  2. A Empresa arcará ainda com uma contribuição total de R$4000,00  referente à combustível, alimentação, pagamento de Mao de obra de terceiros, custo de análises dentre outros, sendo desembolsado de acordo com as necessidades do projeto durante o período de execução.

 

  1. Condições para a realização do projeto

 

O presente trabalho deverá ainda ser oficializado junto à Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa do Agronegócio – FUNDEPAG. Para tal deverá ser elaborado um contrato segundo as normas da Fundação e adequado à empresa participante. O cronograma de desembolso é apenas sugerido, podendo ser adaptado conforme disponibilidade da Empresa. A empresa poderá a qualquer momento visitar o experimento, bem como participar das diversas etapas e sugerir correções e alterações de comum acordo.

      O pesquisador responsável e a APTA/DDD reservam-se o direito de divulgar a qualquer momento a pesquisa e seus resultados. Da mesma forma a Empresa reserva-se no direito de divulgar comercialmente os resultados ou parte deles, conforme melhor lhe convier.

 

  1. Referências

 

BRASIL, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento: Café, disponível em:  http://www.agricultura.gov.br/vegetal/culturas/cafe/saiba-mais. Acesso em: 25 de junho de 2015.

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  Fernando Takayuki Nakayama      Apta Regional / IAC

Estudos de densidade, sistema de produção e adubação nas culturas da cebola e beterraba

n° SGP 1213

A cultura da cebola constitui importante atividade socioeconômica no país, se destacando entre as hortaliças de maior área plantada e volume produzido.  A região Nordeste Paulista pode ser considerada uma das principais regiões produtoras de hortaliças, especialmente a cebola, onde concentra aproximadamente 40% do total produzido no Estado de São Paulo, sendo em sua maioria praticada em  pequenas propriedades e por pequenos produtores. Dentre os fatores que influenciam o crescimento e a produtividade da cultura da cebola estão a densidade populacional e a nutrição da planta. No primeiro caso, com o aumento do número de plantas por área, há modificação no crescimento em razão da maior competição pelos fatores do meio e consequente alteração no tamanho do bulbo e produtividade. Com relação à nutrição, o nitrogênio é um nutriente componente básico de proteínas, aminoácidos, vitaminas, ácidos nucléicos e da clorofila, contribuindo notadamente para a melhoria da produção e qualidade dos bulbos de cebola, sendo absorvido em grandes quantidades, apenas superado pelo potássio. No entanto, a maioria das recomendações oficiais de adubação nitrogenada baseiam-se em populações de no máximo 500.000 plantas por hectare, sendo que atualmente com o uso de híbridos de alta performance é comum áreas de produção com mais de 1.000.000 plantas por hectare. Assim, há necessidade de se adequar as recomendações de adubação nitrogenada em função do genótipo e da densidade de plantas, em condições edafoclimáticas locais e regionais, visando sustenatibilidade da cultura e melhor eficiência no uso do fertilizante.Na área da Fundação de Pesquisa e Difusão de Tecnologia Agrícola “Luciano Ribeiro da Silva”, em São José do Rio Pardo, experimentos irão avaliar o desenvolvimento da cultura de Cebola em função de diferentes densidades de plantio e doses de nitrogênio. Serão cinco doses de nitrogenio e quatro densidades de plantio a serem. As doses de nitrogenio serão obtidas em função da absorção da cebola Aquarius obtida em experimento anterior de marcha de absorção de nutrientes (SGP 358). O delineamento estatístico será em blocos ao acaso, no esquema de parcelas subdivididas. O objetivo principal dos experimentos é calibrar a adubação nitrogenada em cebola, em função de diferentes densidades de plantio.

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  Luis Felipe Villani Purquerio      IAC

ESTABELECIMENTO E CARACTERIZAÇÃO DE BANCO DE GERMOPLASMA PARA MELHORAMENTO GENETICO DE CANA-ENERGIA COM ENFASE EM TRANSGENIA

n° SGP 1210

A pesquisa tem como objetivo constituir e caracterizar acessos genéticos do banco de germoplasma de cana-de-açúcar, realizar cruzamentos genéticos, constituir programa de melhoramento e selecionar três cultivares de cana-energia, bem como a geração de duas cultivares transgênicas e prospectar genes envolvidos com mecanismos de resistência a pragas. As pesquisas serão desenvolvidas em laboratório e campo e englobarão diferentes áreas do conhecimento. em condições de laboratório será realizada a caracterização morfológica, molecular e citogenética dos acessos, prospecção de genes relacionados ao mecanismo de resistênica a pragas, transformação genética de cultivares de cana-de-açúcar e cana-energia com genes envolvidos com o processo de resistencia a herbicida, Bt e tolerância a seca. No campo, o melhoramento genético para a seleção de 3 cultivares de cana-energia, além da identificação de genótipos de cana-de-açúcar resistentes à Diatraea saccharalis, Sphenophorus levis e Mahanarva sp.

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  Marcos Guimarães de Andrade Landell      IAC

Genômica populacional e caracterização fenotípica para elucidar aspectos da origem, domesticação e dispersão do urucum (Bixa orellana) e milho (Zea mays) nas terras baixas da América do Sul

n° SGP 1206

O processo de domesticação e dispersão que ocorreu nas plantas cultivadas ao longo dos últimos
12.000 anos, envolvendo fortes pressões seletivas ocasionadas tanto pelos seres humanos como
pela própria seleção natural, levou a modificações genéticas para melhor adaptação às condições
ecológicas, agronômicas e aspectos culturais das populações humanas que as cultivaram.
Utilizando ferramentas de genética molecular e genômica populacional, bem como avaliações
fenotípicas, este projeto tem como objetivos: a) determinar o centro de domesticação e entender
como se deu o processo de dispersão do urucum no Brasil, determinando também o sistema
reprodutivo de populações silvestres; b) determinar o processo de dispersão do milho nas terras
baixas da América do Sul, e identificar raças de milho do Brasil, visando atualizar as
informações a respeito da diversidade conservada in situ-on farm. Para tanto, serão utilizados os
marcadores moleculares microssatélites, SNPs, e seqüenciamento de regiões de DNA de
cloroplasto. Serão realizadas também avaliações fenotípicas de milho visando a identificação das
raças de milho presentes atualmente no Brasil.

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  Eliane Gomes Fabri      IAC

Biologia de plantas daninhas nas culturas em sucessão a cana-de-açúcar

n° SGP 1178

A cana-de-açúcar é uma das principais culturas brasileiras e a interferência proporcionada pelas plantas daninhas acarreta redução significativa no rendimento da cultura. O objetivo deste trabalho será avaliar a influência de três sistemas de manejo do solo e três importantes culturas comerciais como culturas de sucessão na supressão de plantas daninhas e na composição da comunidade infestante em áreas de reforma de cana crua. O experimento será instalado sobre ARGISSOLO Vermelho-Amarelo eutroférrico, em canavial colhido sem queima prévia nos últimos cinco cortes. Será utilizado delineamento experimental em blocos casualizados, com os tratamentos arranjados em parcelas sub-divididas e dispostos em quatro repetições, sendo os tratamentos principais três sistemas de cultivo; convencional, cultivo mínimo e plantio direto e os tratamentos secundários de três opções de culturas comerciais (amendoim, girassol e soja) e uma parcela em pousio. Após 180 dias da colheita da cana-de-açúcar será contado o número de plantas daninhas.m-² e determinada a massa seca da parte aérea, calculando assim seus índices fitossociológicos. 

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  Maria Beatriz Bernardes Soares      Apta Regional / IAC

Caracterização pós-colheita e conservação de tangerinas ?Freemont? e ?Maria?

n° SGP 1169

O estudo será conduzido com os seguintes objetivos:

- Caracterizar as alterações fisiológicas e físico-químicas na pós-colheita das tangerinas ‘Freemont’ e ‘Maria’.

- Estudar a fisiologia do amadurecimento em tangerinas ‘Freemont’ e ‘Maria’ expostas a diferentes temperaturas.

- Proposição e avaliação de técnicas de conservação.

Primeiro ano

- Alterações fisiológicas e físico-químicas na pós-colheita-

Na caracterização das alterações fisiológicas e físico-químicas na pós-colheita das tangerinas ‘Freemont’ e ‘Maria’, algumas perguntas deverão ser investigadas como:

-Quais são as mudanças na qualidade dessas tangerinas no período pós-colheita?

-O ponto de colheita interfere na qualidade e conservação pós-colheita dessas tangerinas?

Para tanto, serão colhidas tangerinas em 3 estádios de maturação ( a princípio pensamos em maio, junho e julho), e durante a pós-colheita serão avaliadas características fisiológicas, fisico-quimicas, fitopatológicas e sensoriais.

Serão avaliados frutos com 0, 3, 6, 9, 12 e 15 dias após a colheita. Serão usados, por data de análise, 20 frutos para análises físico-químicas, 15 frutos para análise sensorial e 30 frutos para as análises fitopatológicas. Total de frutos por estádios de maturação= 240 de cada variedade.

Segundo ano

- Fisiologia do amadurecimento em frutos expostos a diferentes temperaturas-

Nesse tipo de estudo, algumas perguntas deverão ser respondidas como:

- Como a respiração e a produção de etileno são influenciadas pela temperatura de armazenamento?

- Como a qualidade é influenciada pela temperatura de armazenamento?

- As tangerinas apresentam danos de frio?

- Qual a temperatura de armazenamento ideal?

Para tanto, serão colhidas tangerinas em 3 estádios de maturação (talvez 1), armazenadas a 5, 10, 15, 25, 35 e 45ºC,  e durante a pós-colheita serão avaliadas características fisiológicas, fisico-quimicas, fitopatológicas e sensoriais.

Terceiro ano

- Proposição e avaliação de técnicas de conservação-

Baseado nas informações dos dois primeiros anos, quais seriam as técnicas de conservação mais adequadas para essas tangerinas?

- Ceras...quais?

- Ceras associadas com refrigeração?

- Uso de reguladores?

- Tratamentos preventivos de danos por frio?

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  Ilana Urbano Bron      IAC

Avaliação de genótipos de batata-doce: 1- características agronômicas e qualidade de raízes

n° SGP 1155

O Instituto Agronômico iniciou os estudos com a cultura da batata-doce em 1930 com a formação de um banco de germoplasma. Após a criação da Seção de Raízes e Tubérculos, em 1935, foram ampliados os estudos com a cultura, sendo feitos vários experimentos regionais, enfatizando a produtividade de raízes e a sua qualidade, em termos de fibrosidade, textura, sabor, odor e coloração (INSTITUTO AGRONÔMICO, 1939 a 1978). Como resultados destes trabalhos foram disponibilizada aos agricultores as cultivares IAC 3-4 (Irani), IAC 2-71 e a IAC 66-118 (Monalisa) e as introduções SRT 278 (Centenial) e SRT 299 (Rio de Janeiro II) (MONTEIRO & PERESSIN, 1998), as quais rapidamente se tornaram padrão tanto no mercado de mesa como no industrial e atingiram área expressiva em produção no Estado de São Paulo. A batata-doce está presente em quase todo o Estado, sendo cultivada predominantemente por pequenos agricultores atingindo em 2015, área cultivada de 6,9 mil ha e produção de aproximadamente 120 mil toneladas de raízes, tendo a produtividade média de 17,3 t/ha (INSTITUTO DE ECONOMIA AGRÍCOLA, 2016). Atualamente dentre a cultivaves plantadas destacam-se a Uruguiana e a Canadense, introduções de genótipos desconhecidos que têm se difundido rapidamente, não sendo necessariamente cultivares de produção estável e não apresentando características qualitativas superiorescomo sabor e presença de fatores nutricionais como betacatrotenos, Fe e Zn. Assim, o presente projeto de pesquisa tem por objetivo avaliar o potencial produtivo e a qualidade das raízes de genótipos de batata-doce do banco de germoplasma do Instituto Agronômico, bem como a seleção de materiais promissores visando recomendação desses na agricultura familiar.

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  JOSÉ CARLOS FELTRAN      IAC

Avaliação e caracterização da resistência de germoplasma silvestres de Arachis spp. a Enneothrips flavens (Thysanoptera: Thripidae) e Stegasta bosquella (Lepidoptera: Gelechiidae) e cruzamentos visando a introgressão de genes de resistência no amendoim cu

n° SGP 1146

A cultura do amendoim vem ganhando importância no Brasil. A atual cadeia de produção abastece o mercado interno e está ganhando competitividade no mercado internacional. A expansão e sustentabilidade desse agronegócio passam pela sua evolução tecnológica. Um dos principais gargalos da cultura é a sua dependência de agroquímicos para o controle de pragas e doenças. O tripes (Enneothrips flavens) e a lagarta do pescoço vermelho (Stegasta bosquella) são pragas-chave da cultura na região Centro-Sul do país. Assim, a resistência a esses agentes bióticos é um dos principais objetivos dos programas de melhoramento genético. O gênero Arachis é nativo da América do Sul, inclusive do Brasil, e compreende mais de 80 espécies já identificadas e conservadas em coleções. Trabalhos têm mostrado que diversas dessas espécies possuem alta resistência às pragas, mas as tentativas de cruzamentos entre essas espécies (diploides, na grande maioria) e o amendoim cultivado (alotetraploide) têm sido prejudicadas por essa incompatibilidade devida à diferença de ploidia. Pesquisas realizadas em passado recente mostram a viabilidade de sucesso nesses cruzamentos através de anfidiploides. Estes são produtos do cruzamento de duas espécies diploides de genomas diferentes (A e B) gerando um híbrido AB que, após tratamento com colchicina, torna-se um alotetraploide (AABB) semelhante ao genoma da espécie cultivada. Assim, com esta estratégia, este projeto propõe realizar a experimentação para avaliação fenotípica e identificação do germoplasma resistente (as espécies avaliadas e os anfidiploides gerados pelo programa). Inclui também a realização de retrocruzamentos dos parentais silvestres resistentes com genitores hypogaea recorrentes (cultivares e linhagem de alto desempenho agronômico) visando à recuperação das características agronômicas do material comercial. O desenvolvimento de linhagens intermediárias de melhoramento (germoplasma melhorado), portadoras de alta resistência a esses agentes bióticos, é o resultado que se espera deste projeto, durante sua vigência.

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  Marcos Doniseti Michelotto      Apta Regional / IAC

Caracterização fenotípica de acessos de pimenta Capsicum chinense Jacq.

n° SGP 1121

1 Introdução

O cultivo das pimentas no Brasil vem ganhando importância devido à capacidade de agregação de valor com o processamento dos frutos e à geração de empregos pela necessidade de mão-de-obra. Além disso, as diferentes possibilidades de uso das pimentas (culinário, industrial, medicinal e ornamental) ampliam as perspectivas de crescimento da cultura no país (Moreira et al. 2006, Rufino & Penteado 2006, Costa & Henz 2007).

As pimentas do gênero Capsicum pertencem à família Solanaceae e apresentam cinco espécies domesticadas (Pickersgill 1997), das quais quatro são cultivadas no Brasil: Capsicum annuum L., Capsicum baccatum L., Capsicum chinense Jacq. e Capsicum frutescens L. (Costa & Henz 2007). De modo geral, as pimentas apresentam grande variabilidade genética, que se expressa em variações de diversas partes da planta, desde a morfologia e coloração das flores e frutos até o teor de pungência (Moreira et al. 2006, Pino et al. 2007, van Zonneveld et al. 2015). Plantas com diferentes combinações dessas características podem atender a diferentes demandas dependendo do tipo de produto final exigido pelo mercado. Assim, o conhecimento dessa variabilidade é essencial para identificar os genótipos de interesse e orientar os programas de melhoramento genético (Moreira et al. 2006).

O desenvolvimento de novas cultivares de plantas para uso agrícola depende fortemente de uma base genética ampla disponível para pesquisa (Lopes & Mello 2016). Grande parte desse pool de genes está nas coleções ex-situ, que constituem os chamados Bancos de Germoplasma (BAGs). A manutenção dos BAGs e a conservação e o manejo adequados de seu acervo são cruciais para o progresso dos programas de melhoramento. Além disso, é necessário que os BAGs sejam corretamente organizados e que os acessos nele depositados estejam descritos com o maior detalhamento possível (Lopes & Mello 2016). Do ponto de vista do melhoramento, a caracterização dos acessos é fundamental para permitir ao melhorista identificar genótipos com características de interesse, a partir dos quais serão feitos cruzamentos e seleções para gerar plantas mais adaptadas, produtivas e resistentes a doenças (Carvalho 2014).

O BAG do Instituto Agronômico de Campinas - IAC conta, atualmente, com cerca de 1000 acessos de pimenta correspondentes às cinco espécies cultivadas e uma espécie silvestre. Essa coleção pode ser considerada bastante expressiva, especialmente se comparada a outras coleções de grande relevância ao redor do país e do mundo, como a coleção da Embrapa, com 1841 acessos (Embrapa 2016), do Peru, com 712 acessos (van Zonneveld et al. 2015), e da Bolívia, com 487 acessos (van Zonneveld et al. 2015). Contudo, grande parte do material que integra a coleção de pimentas do IAC ainda não dispõe de descrição detalhada.

Os caracteres morfológicos de uma planta são importantes para o reconhecimento das espécies e cultivares, sendo parte integrante do conjunto de descritores usados para distinguir e registrar cultivares de interesse agronômico (Brasil, 2003). Vários trabalhos de caracterização agronômica de acessos de Capsicum spp. já foram realizados (Wagner 2003; Monteiro 2008; Santos 2009; Sudre et al., 2010; Ferrão et al. 2011; Dias et al. 2013; Carvalho et al. 2014). Alguns desses trabalhos analisaram especificamente coleções de C. chinense (Schuelter 1996; Souza & Maluf, 2003; Souza et al. 2006; Luz 2007; Pereira 2007; Lannes et al. 2007; Jarret & Berke 2008; Fonseca et al. 2008). No entanto, considerando a imensa variabilidade de Capsicum existente no Brasil, muitos estudos de caracterização ainda se fazem necessários. No caso do BAG de pimentas do IAC, a maior parte dos acessos ainda necessita de caracterização detalhada, inclusive os de C. chinense, visto que pequena parte apenas foi estudada por Domenico et al. (2012). Assim, o objetivo deste estudo é caracterizar fenotipicamente acessos de C. chinense do BAG do IAC. As informações geradas constituirão parte importante do registro dos acessos da coleção, sendo fundamentais para a identificação do material e sua utilização em programas de melhoramento genético.

 

2 Material e Métodos

2.1 Local, produção de mudas e plantio

                O estudo será desenvolvido no Centro Experimental Central do IAC (CEC), em Campinas, SP, em condições de campo. Serão utilizados 10 acessos da pimenta C. chinense que integram o BAG de pimenteiras do IAC.

                As mudas serão produzidas a partir das sementes armazenadas em câmara fria e seca (15oC e 40% de umidade relativa). As sementes serão colocadas para germinar em bandejas plásticas com 128 células preenchidas com substrato comercial e cobertas com vermiculita para manter a umidade. Até o transplantio, as bandejas serão mantidas em estufa localizada no Parque tecnológico do CEC. Para a formação das mudas, será instalado um sistema de irrigação automatizado, com regas duas vezes ao dia. Assim que o terceiro ou quarto par de folhas verdadeiras estiverem formados, as mudas serão plantadas em condição de campo. Uma área de aproximadamente 600 m2 localizada no Parque tecnológico do CEC será destinada ao plantio das mudas, onde será instalado sistema de irrigação por gotejamento.

                O preparo do solo envolverá aração, gradagem e posterior levantamento de canteiros. A adubação e calagem serão feitas com base na análise do solo e recomendações de Trani et al. (1996). Em seguida, os canteiros serão cobertos com plástico para minimizar a proliferação de plantas daninhas e, consequentemente, a competição com as plantas do experimento. O uso de coberturas desse tipo também auxilia na manutenção da umidade do solo, proporciona uma melhor eficiência da utilização de nutrientes pela planta e reduz a incidência de pragas e doenças (Kasirajan & Ngouajio 2012).

                O delineamento experimental será em blocos ao acaso, com 10 tratamentos, três repetições e 16 plantas por parcela, totalizando 480 plantas. Para fins de avaliação das características fenótípicas, serão consideradas as 10 plantas centrais de cada parcela. Os canteiros serão preparados com 1,0 m de largura e 0,20 m de altura com espaçamento de 1 m entre canteiros. Em cada canteiro, serão colocadas duas linhas de plantas, separadas 1,20 m entre si e com espaçamento de 0,90 m entre plantas na linha. As mudas serão irrigadas regularmente por meio de sistema de irrigação por gotejamento, de modo a manter o solo sempre úmido, mas não encharcado. Não será feita a aplicação de defensivos agrícolas (fungicidas e inseticidas), uma vez que se pretende avaliar também a resistência dos acessos a pragas e doenças.

                Considerando que taxa de cruzamento natural intraespecífico é alta, para a obtenção de sementes, será necessário promover a autofecundação das flores por meio do seguinte procedimento que deverá ser feito diariamente: na véspera da antese, uma gota de cola plástica será aplicada no ponto de abertura de cada botão floral para evitar a antese e, assim, promover a autofecundação.

 

2.2 Avaliação dos Descritores

A caracterização fenotípica será feita com base no protocolo já estabelecido para Capsicum spp. (IPGRI, 1995). Serão analisados oito descritores fenotípicos, englobando atributos quantitativos e qualitativos da planta, flor e fruto (Tabela 1). As medidas de tamanho serão feitas com paquímetro digital. Será apresentada a estatística descritiva das variáveis quantitativas (média, moda, valores mínimos, máximos e erro padrão) utilizando-se o programa Statistica 8.0. As plantas inteiras e suas estruturas vegetativas e reprodutivas serão fotografadas de maneira padronizada em todas as etapas do estudo para compor um banco de imagens do BAG.

                Os frutos serão colhidos no ponto de maturação completa, seguindo-se a avaliação dos caracteres em laboratório. Em seguida, será feita a extração manual das sementes, colocando-as em pratos de barro para secagem completa. Depois de secas, serão embaladas, identificadas e armazenadas em câmara fria e seca. A obtenção das sementes tem o objetivo de renovar os acessos do BAG. 

 

Tabela 1 – Descritores fenotípicos a serem avaliados nos acessos de Capsicum chinense.

Descritor -  Forma de avaliação

Hábito de crescimento - Avaliado conforme classificação do IPGRI (1995)

Altura da planta - Medida a partir do nível do solo até o ápice do meristema apical

Antese da primeira flor - Registro da data de abertura da primeira flor, obtendo-se o número de dias entre a semeadura e a abertura da flo

Comprimento do fruto - Medição dos cinco primeiros frutos de cada planta

Largura do fruto - Medição da parte mais larga dos cinco primeiros frutos de cada planta

Formato do fruto - Avaliado nos cinco primeiros frutos de cada planta de acordo com a classificação do IPGRI (1995)

Cor do fruto maduro - Avaliada nos cinco primeiros frutos de cada planta de acordo com a classificação do IPGRI (1995)

Superfície do fruto - Avaliada nos cinco primeiros frutos de cada planta de acordo com a classificação do IPGRI (1995)

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  Flaviana Maluf de Souza      IAC
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