Projetos APTA no Instituto Agronômico

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Avaliação multidimensional de resultados e impactos da P&D em melhoramento genético do feijoeiro

n° SGP 2195

O objetivo deste projeto é desenvolver um método de avaliação de resultados e impactos de tecnologias agrícolas resultantes da P&D em melhoramento genético do feijoeiro e aplicadas à cadeia produtiva do feijão. O método proposto orientará os programas de pesquisa do Instituto Agronômico (IAC) e de organizações parceiras, tais como o Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR) e a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG), bem como suas estratégias de transferência de tecnologias, de fomento à inovação e a prestação contas à sociedade. Esta pesquisa será fundamentada pelas diretrizes que devem nortear a proposição de métodos de avaliação de resultados e impactos de P&D agrícola, a saber: a natureza das atividades de C,T&I; o modelo de P&D; a multifuncionalidade da agricultura e as especificidades dos estudos de caso. Por fim, o projeto apresentará como resultado principal uma sistemática multidimensional de avaliação de resultados e impactos de tecnologias agrícolas.

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  Luiza Maria Capanema Bezerra      IAC

Avaliação do comportamento da cultivar Tempranillo sobre diferentes porta-enxertos em cultivo protegido e poda extemporânea

n° SGP 2122

A demanda por informações sobre o comportamento de cultivares de uvas Vitis vinifera vem aumentando nos últimos anos em virtude do interesse pela produção de vinhos finos no estado de São Paulo e no Brasil. Foi instalado no Centro APTA Frutas do IAC, em Jundiaí, experimento com a cultivar Tempranillo, enxertada sobre os porta-enxertos IAC 766 'Campinas', 571-6 'Jundiaí', Paulsen 1103 e SO4. As plantas foram conduzidas em espaldeira alta, com cordão esporonado bilateral e sob cultivo protegido com cobertura plástica impermeável. O vinhedo é submetido a regime de dupla poda sequencial, sendo a poda convencional realizada no mês de setembro e a poda extemporânea em fevereiro/março. São avaliados parâmetros da produção (número de ramos e de cachos por planta, massa dos cachos, produção por planta e estimativa de produtividade por hectare) e de qualidade na pré-colheita e na colheita (curva de maturação, teor de sólidos solúveis e, graus Brix, pH e acidez titulável toatal) e na pós colheita(teores de Antocianinas, taninos e polifenóis totais).  

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  José Luiz Hernandes      IAC

Caracterização química e agronômica de Lippia alba

n° SGP 2120

Entre as plantas utilizadas como medicinais da flora aromática nacional com potencial para aplicação na indústria farmacêutica, alimentícia e afins, destaca-se Lippia alba (Mill) N.E. Brown,  família Verbenaceae , ordem Lamiales. A espécie, conhecida popularmente como erva-cidreira, falsa-melissa, dentre outros nomes, possui aspecto chamativo no período da floração, com aroma forte e agradável, devido à presença de óleo essencial nas suas folhas e flores.

Diante do potencial agroindustrial de L.alba,  a espécie foi objeto de melhoramento genético no Instituto Agronômico a partir do cruzamento de diferentes quimiotipos (linalol, mirceno/cânfora, limoneno/carvona, citral).  Os resultados dos cruzamentos entre os quimiotipos e as autofecundações geraram  plantas de quimiotipos diversos de L. alba, os quais foram clonados compondo uma coleção da espécie no Instituto Agronômico (IAC), Campinas- SP.

Não há, até o momento, estudos envolvendo a caracterização química dos óleos essenciais dos  clones de Lippia alba da coleção do IAC, assim como a respeito do desenvolvimento agronômico destes.

Visando avaliar o potencial uso industrial da coleção de Lippia alba do IAC, este projeto tem por objetivos:  caracterizar a composição química dos óleos essenciais dos diferentes quimiotipos,  avaliar a influência da sazonalidade e de diferentes laminas de irrigação  na produção de biomassa, rendimento e composição química do óleo essencial dos clones da espécie.

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  Marcia Ortiz Mayo Marques      IAC

Monitoramento das Condições Climáticas do Estado de São Paulo

n° SGP 2107

Atualmente o Instituto Agronômico conta com uma rede de estações meteorológicas automáticas, isntaladas em diversas localidades do estado de São Paulo, nas quais são registradas condições climáticas locais como: temperatura do ar, precipitação, umidade relativa do ar, direção e velocidade do vento, dentre outros parâmetros. 

Os dados coletados, em escala horaria e diária, são armazenados em um model e transferidos via sistema (chip de celular) ao Centro de Informações Agrometeorológicas (Ciiagro), lotado no Centro de Ecoisiologia e Biofisica, do IAC. Esses dados são armazenados em um banco de dados e estão disponiveis para diferentes finalidades: monitoramento climático do estado e/ou determinada região, identificação de eventos extremos, análises de previsão de safra, auxilio à defesa civil em casos de precipitação extrema, ocorrência de vendavais e etc. 

No entanto, sem o acompanhamento efetivo e regular, as informações que eventualmente possam sofrer alterações durante a transferência (caminho entre estação meteorológica e o banco de dados), correm o risco de serem disponibilizadas aos usuários erradas. Diversos são os fatores que intereferem e possibilitam esses erros como por exemplo: descalibração, falhas, defeitos e quebra de sensores, problemas na rede ou sistema de transferência dos dados. 

O uso de dados errados, acarreta problemas diretamente nas informações cedidas à imprensa, defesa civil, população em geral e na interepretação de pesquisas realizadas a campo que necessitam das condições climáticas para serem analisadas.

Sendo assim, o objetivo desse projeto é proporcionar um acompanhamento frequente e constante dos dados armazenados no banco de dados, para que sejam corrigidos quando possivel ou elimandos, de forma que essas informações disponíveis sejam sempre confiáveis, diminuindo assim o máximo possível de erros.

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  Angelica Prela Pantano      IAC

Caracterização de compostos bioativos e potencial de armazenamento de fruteiras temperadas adaptadas a clima quente

n° SGP 2103

A procura no mercado por alimentos funcionais cresce muito a cada ano; o consumidor espera reduzir despesas com saúde, causadas por várias doenças que afetam a população. As propriedades antioxidantes estão muito relacionadas ao tipo de fruta, ou seja, espécie ou cultivares dentro da mesma espécie, às condições de cultivo das plantas, como ambiente e técnicas de manejo, locais de cultivo, além do grau de maturidade na colheita, sendo que, quanto mais maduras as frutas, menor o teor de compostos fenólicos totais e a atividade antioxidante. Variação nos teores de compostos fenólicos em amora-preta, framboesas e uvas são comumente observadas em trabalhos científicos, sendo que o tipo de extração e o solvente podem influenciar bastante nos resultados.

Diferentemente da maioria das culturas anuais, no processo de produção de frutas, a produtividade representa apenas um fator, complementando que de nada adianta obter-se altos rendimentos se a qualidade dos frutos não é satisfatória. Vale ressaltar que o estado nutricional das plantas é um dos fatores que mais influem no volume da produção e na qualidade das frutas. A exigência em qualidade, somada à concentrada produção de frutas em um curto período do ano, faz necessária o uso do armazenamento para fornecer ao mercado consumidor um produto de qualidade por um maior período de tempo. O armazenamento refrigerado e a embalagem em atmosfera modificada podem ser indicados entre as técnicas usadas para atrasar a senescência e para promover a extensão da vida útil das frutas. A estocagem frigorificada além de diminuir o processo da respiração, pode reduzir a ação das enzimas, diminuir a perda de água e a ação dos microrganismos que provocam deterioração e aumentar a vida útil de comercialização.

Dentro deste contexto, o foco principal do presente projeto é a caracterização de compostos bioativos e desenvolvimento de metodologias capazes de aumentar a vida útil pós-colheita de amoras-pretas, framboesas e uvas.

As diferentes cultivares de pequenas frutas (amoras-pretas e framboesas) e de seleções e cultivares de uva estão localizadas no Centro de Frutas do IAC.

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  Juliana Sanches de Laurentiz      IAC

Mancha alvo do pepineiro (Cucumis sativus L.): aspectos epidemiológicos e controle

n° SGP 2097

Corynespora cassicola é o agente causal da mancha alvo em folhas de várias espécies cultivadas, destacando-se a cultura do pepino, onde relatos de danos em condições de cultivo em estufa têm sido muito frequentes. Devido à dificuldade no manejo da doença, relacionado à falta de informações sobre a resistência de cultivares e a ausência de defensivos registrados para a doença em pepino no Brasil, os objetivos deste trabalho serão avaliar a agressividade de isolados de C. cassiicola em genótipos de pepino; a reação de diferentes genótipos de pepino a isolados de C. cassiicola, por parâmetros epidemiológicos da doença (período de incubação, período latente, frequência de infecção, diâmetro de lesão, severidade e produção de conídios por área de lesão) e respostas bioquímicas dos genótipos em função da doença (enzimas quitinases, polifenoloxidases e peroxidases e concentração dos compostos fenólicos solúveis totais); verificar o efeito de fungicidas in vitro sobre C. cassiicola e in vivo no controle da mancha alvo do pepino e avaliar o efeito de produtos alternativos a base de quitosana, fosfito e silício no controle da doença. Os experimentos de detecção do agente causal e de sensibilidade in vitro a fungicidas serão realizados em laboratório e os experimentos de patogenicidade dos isolados de C. cassiicola em pepino, de reação de genótipos de pepino a mancha alvo e de controle in vivo da doença serão realizados em casa-de-vegetação.

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  Ivan Herman Fischer      Apta Regional / IAC

APLICAÇÃO DE AGRI-K E SUPABOR NA ADUBAÇÃO FOLIAR DA CULTURA DO ABACAXI HAVAIANO

n° SGP 2075

Dentre os principais estados produtores do país, São Paulo se apresentava na quarta colocação, atrás da Paraíba, do Pará e de Minas Gerais. Especializados na produção da variedade de abacaxi Havaí desde 1956, os municípios de Guaraçaí (1º) e Mirandópolis (2º) destacam-se respectivamente como os maiores produtores do estado de São Paulo na atualidade.

O abacaxi é uma planta exigente, demandando grandes quantidades de nutrientes. Dependendo das condições ambientais somente as adubações via solo não conseguem suprir integralmente as demandas da cultura, nestes casos, as adubações via foliar podem auxiliar em eventuais deficiências. A adubação foliar nos últimos tempos vem se tornando bastante expressiva, devido ao suprimento, principalmente na cultura do abacaxi. Há vários outros fatores que contribuem para o interesse no uso da prática da adubação foliar. O cultivo continuado de certas áreas tornou freqüente o aparecimento de deficiências minerais que muitas vezes são corrigidas eficientemente mediante pulverizações foliares, enquanto, as aplicações de nutrientes no solo nem sempre dão resultados satisfatórios.

Adubação foliar em abacaxizeiro requer cuidados especiais, entre eles a concentração de adubos nas soluções, que não deve passar de 10,0%; a uréia não deve ultrapassar 5,0%, cloreto de potássio deve estar entre 1,0 e 3,0%, o sulfato de zinco entre 0,5 e 2,5% (SOUZA, 1999).

O sabor do abacaxi é devido principalmente ao conteúdo de açúcares e ácidos orgânicos, os quais dependem muito da temperatura do ar e da insolação na época da maturação, tendo a temperatura efeitos, sobretudo na acidez (que é menor no verão que no inverno), enquanto o teor de açúcar aumenta com o aumento da insolação (maior atividade fisiológica da planta). Uma das formas de se minimizar estes efeitos é a aplicação de adubos potássicos. O potássio (K) é vital para a fotossíntese, em situações de deficiência provoca redução da taxa fotossintética e aumento na respiração, resultando na diminuição do acúmulo de carboidratos (NOVAIS et al., 2007). Este nutriente também é responsável pela translocação de açúcares e síntese de amido (KUMAR et al., 2007). O K afeta atributos como cor, tamanho, acidez, valor nutritivo e resistência ao transporte, manuseio e armazenamento, sendo considerado um nutriente muito relacionado com a qualidade (RAIJ, 1990). Por estas razões, estudos relacionando doses a qualidade são necessárias, pois são complementares aos trabalhos voltados à produção e desenvolvimento vegetativo. São escassos estudos dessa natureza via aplicação foliar.

No cultivo de abacaxi havaiano na época de inverno é comum encontrar o aparecimento de frutos irregulares e com deformações principalmente na parte apical do fruto próximo a coroa. Estas deformações podem estar relacionadas a translocação de nutrientes que apresentam baixa mobilidade na planta como o cálcio (Ca)  e o boro (B).

 A disponibilidade de B para as plantas varia com a textura do solo. Em solos arenosos, essa disponibilidade é muito baixa devido à baixa capacidade de adsorção desses solos, à lixiviação do boro e ao pH ácido do solo (DANTAS, 1991). Em abacaxizeiro, a deficiência de B acarreta uma deterioração do sistema vascular da planta, que pode levar à morte do meristema apical. As folhas das plantas deficientes ficam mais espessas, apresentam aspecto coriáceo e as mais novas podem ser retorcidas. O fruto é anormal, em forma e tamanho, com a presença de tecidos corticosos entre os frutos e com rachaduras na superfície externa (SIEBENEICHLER, 2002). Assim o presente estudo visa investigar a contribuição da adubação foliar, a fim de amenizar estes problemas de ordem fisiológica de frutos de abacaxi havaiano no inverno.

 Este trabalho tem por objetivo avaliar o efeito da aplicação de diferentes doses de potássio e boro via foliar sobre a produção e a qualidade do abacaxi havaiano

Os tratamentos consistiram da combinação entre doses de boro e potássio via foliar sendo cinco doses de K (0; 1,5; 3,0; 4,5 e 6 L ha-1 de Agri-K) e cinco doses de B (0; 1,5; 3,0; 4,5 e 6 L ha-1 de Supabor) aplicação será feita , conforme a Tabela 1. Assim, o delineamento experimental utilizado será de blocos casualizados, em esquema fatorial 6 x 6, com quatro repetições. Cada parcela experimental será constituída por 1,6 metros de comprimento (2 linhas duplas de 0,8 m) e 5,2 m de comprimento, perfazendo uma área total de 8,3 m2 (Figura 1), no total o experimento terá 100 parcelas (25 tratamentos e 4 repetições). Toda mistura dos produtos será adicionando Supra Sílica na proporção 2 L ha-1. O volume da calda de aplicação será de 500 L ha-1. Serão feitas três aplicações durante a frutificação.

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  Humberto Sampaio de Araújo      Apta Regional / IAC

Segmento Pós-Colheita de Frutas de Cultivo Orgânico e Convencional - BPA/APPCC, novas tecnologias e produtos alternativos para manejo de doenças, conservação da qualidade e segurança do alimento.

n° SGP 2057

O Brasil é o terceiro maior produtor de frutas no ranking mundial, perdendo para a China e India. Em 2015, a produção nacional atingiu aproximadamente 41 milhões t, destacando-se laranja, banana, abacaxi, uva, mamão e maçã, entre outras. O estado de São Paulo é o maior produtor de frutas do país. As exportações brasileiras de frutas frescas, em 2016, apresentaram um volume de 790 mil t, principalmente, com manga, melão, limões e limas, uva e mamão. Apesar dos esforços, vários fatores acarretam perdas significativas na produção, estimadas em torno de 40%, entre os quais estão alterações climáticas, manuseio e tecnologia inadequados, falta de uso na cadeia do frio, problemas de embalagem, logística e transporte. O mercado de produtos orgânicos cresce a cada ano no Brasil, em 2016 teve um crescimento de 20%. O mercado de orgânicos dos Estados Unidos e de países da Comunidade Europeia representam 80% do mercado global. No Brasil, as frutas de cultivo orgânico representam 25% do total de produtos vegetais consumidos. O objetivo deste trabalho é avaliar as etapas de beneficiamento dos frutos, quanto aos pontos críticos de contaminação por fitopatógenos; bem como, estudar novos produtos e processos para manejo de doenças e conservação da qualidade. Pretende-se realizar este estudo com frutos de cultivo orgânico e convencional. Para tanto, serão tomadas amostras, de um mesmo lote de frutos, de cada etapa de manuseio entre a colheita/recepção e a embalagem. As amostras serão armazenadas sob refrigeração e condições ambiente. Periodicamente, os frutos serão avaliados para verificar a incidência de doenças e/ou distúrbios fisiológicos. Deve-se realizar também análises físico-químicas: cor, perda de massa, firmeza, sólidos solúveis e acidez titulável. Após a identificação de pontos críticos de contaminação no beneficiamento, com base no sistema BPA/APPCC (Boas Práticas Agrícolas / Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle), serão testados métodos de controle de doenças pós-colheita, através da variação do processo e/ou inclusão de processos físicos (radiação UV-C; embalagens especiais) e químicos (produtos alternativos, fungicidas, biofilmes e/ou óleos essenciais). Frutos inoculados com os principais patógenos serão submetidos a diferentes tratamentos e armazenados sob refrigeração e condições ambiente. Periodicamente, os frutos serão avaliados para verificar o controle de podridões e a possível influência sob atributos de qualidade. As médias dos resultados serão submetidas à análise de variância, teste de Tukey ou Duncan (p≤0,05). Quando conveniente, deve-se aplicar regressão polinomial. Com os resultados da pesquisa, pretende-se elaborar protocolos de manuseio e fazer transferência de informações para as cadeias produtivas das frutas.

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  ELIANE APARECIDA BENATO RODRIGUES DA SILVA      IAC

AVALIAÇÃO DE VARIEDADES DE CAFÉ (Coffea arabica L.) NA REGIÃO CENTRO OESTE PAULISTA

n° SGP 2002

O café é uma bebida apreciada no mundo todo, com elevada demanda. Apesar de existirem inúmeras cultivares plantadas comercialmente, é fundamental o estudo do comportamento destes genótipos para aumentar a lista de recomendações para os cafeicultores regionais. Para que este processo seja efetivo, os campos de avaliações regionais são imprescindíveis, pois demonstra a adaptabilidade do material genético às condições de clima, solo e manejo do local. Este projeto propõe o estudo de 21 cultivares (Obatã IAC 1669-20, Ouro Verde, Ouro Verde H5010-5, IAC 125 RN, Ouro Verde IAC Ourama, Catuaí Vermelho IAC 144, Catuaí IAC 62, Tupi IAC 4093, Topázio MG 1190, Paraíso MG H419-1, Pau Brasil MG 1, Araponga MG 1, IAPAR 59, IPR 98, IPR 99, IPR 100, IPR 102, IPR 103, IPR 106, IPR 107 e IAPAR 77028-33-8-11-3), todas enxertadas. As cultivares Obatã IAC 1669-20, IPR 100 e IAC 125 RN também serão avaliadas não enxertadas, na tentativa de monitoramento da incidência de nematóides na área. Desse modo, o experimento é formado por 24 tratamentos, e será instalado na Fazenda Recreio, Vera Cruz, São Paulo. Serão avaliadas por um período de 6 anos características de desenvolvimento de plantas, produção e fenologia. Outras características, como incidência de pragas/doenças e aspectos relacionados à colheita, também serão observadas nas cultivares. Também será realizado um estudo de rentabilidade para as cultivares avaliadas. O projeto tem como objetivo analisar adaptabilidade, características agronômicas e produtividade de cultivares de porte baixo, em sistema de cultivo irrigado (gotejamento), na região Centro Oeste do Estado de São Paulo.

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  Adriana Novais Martins      Apta Regional / IAC

SELEÇÃO DE GENÓTIPOS DE BATATA-DOCE ORIUNDOS DE SEMENTES BOTÂNICAS

n° SGP 1979

Com bom conteúdo nutricional, principalmente como fonte de energia, proteínas e vitaminas, a batata-doce tem grande importância na alimentação humana e animal, podendo ser utilizada também na produção industrial de farinha, amido e álcool. É considerada uma cultura rústica, pois apresenta grande resistência a pragas, pouca resposta à aplicação de fertilizantes, e cresce em solos pobres e degradados.

Apesar de serem cultivadas muitas variedades autóctones no Brasil, a batata-doce é a quarta hortaliça mais importante e o Estado de São Paulo seu 2º maior produtor. Além da baixa produtividade no Brasil, ou seja, 500.000 toneladas em aproximadamente 48.000 hectares, suas variedades são de polpas predominantemente brancas. A batata-doce de polpa alaranjada tem benefícios nutricionais a alimentação humana. A cor laranja representa uma fonte de Betacaroteno que no organismo humano se converte em vitamina A.

Desta forma, as características a serem melhoradas serão: produtividade; cor da casca e polpa; formato das raízes; incidência de danos causados por insetos e teor de matéria seca. Tais avaliações serão realizadas em sementes botânicas resultantes da coleta em um campo de multiplicação envolvendo as variedades cultivadas: IAC 2-71; IAC Monalisa; Beauregard (polpa alaranjada); Centenial (polpa alaranjada); Rio II e; Canadense.

A colheita do ensaio será realizada aos 130 dias após o plantio sendo avaliado as seguintes características: - A) Produtividade, avaliada pelo peso das raízes obtidas em cada parcela, convertendo-se os valores para t/ha; - B) Cor da casca, avaliada segundo uma escala de notas, em: branca, rosada, salmão e roxa; - C) Cor da polpa que seria definida após um corte transversal das raízes; - D) Formato das raízes, definido conforme escala de notas em que: 1 - Atribuída para raízes com formato fusiforme, regular; 2 - Raízes com formato considerado bom; 3 - Raízes com formato desuniforme; 4 - Raízes muito grandes, com veias e rachaduras; 5 - Raízes totalmente fora dos padrões comerciais, muito irregulares e deformadas; - E) Incidência de danos causados por insetos, segundo uma escala de notas, em que: 1 - Atribuída para raízes livres de danos; 2 - Raízes com poucos danos; 3 - Raízes com danos verificados sem muito esforço visual; 4 - Raízes com muitos danos; 5 - Raízes totalmente imprestáveis para fins comerciais; - F) Determinação do teor de matéria seca dos clones que será feito através da equação: Matéria seca (%) = (1 – (peso da amostra fresca – peso da amostra seca) / (peso da amostra fresca)) x 100; G) E por fim a quantificação exata dos teores de carotenoides totais e pro vitamina A, segundo metodologia de CARVALHO et al. (1990), será feita apenas nos genótipos.

Parte do trabalho de avaliação da qualidade dos matérias será feita: - 1) Em conjunto com a ESALQ – USP, onde serão avaliados teores de beta-caroteno; Carboidratos; Proteínas; Gordura total; Fibra dietética; e Minerais (Cálcio; Ferro; Magnésio; Manganês; Fósforo; Zinco); 2) Em conjunto com UNESP – Botucatu, onde serão avaliados os teores de antioxidantes; pigmentos e vitaminas.

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  Valdemir Antonio Peressin      IAC

Biofortificação agronômica de hortaliças folhosas

n° SGP 1978

Fase 1 - Biofortificação com zinco em alface (novas fases serão acrescentadas oportunamente, como a biofortificação de rúcula com ferro)

A baixa ingestão de zinco causa severos problemas de saúde, estima-se 800.000 mortes de crianças por ano relacionadas à deficiência de zinco. Uma estratégia simples e rápida para combater este problema seria a biofortificação agronômica com zinco nas partes comestíveis das plantas. A alface é a hortaliça folhosa mais produzida e consumida no Brasil e tem potencial para absorver grandes quantidades de zinco. O objetivo deste trabalho será verificar o efeito de diferentes doses de zinco (0, 5, 10, 20, 30 e 40 mg dm-3) na produtividade, nos teores de zinco nas folhas e no metabolismo antioxidante de duas cultivares de alface (grupo crespa cv. Vanda e grupo crocante cv. Saladela), visando a biofortificação agronômica. Serão realizados dois experimentos independentes, um durante o verão e outro durante o inverno. O delineamento experimental será o de blocos casualizados, em esquema fatorial 6 x 2, com quatro repetições. Os dados obtidos em cada experimento serão analisados estatisticamente através da análise de variância e por meio do teste F. Caso haja significância para as doses de Zn, será feita análise de regressão, definindo o melhor ajuste segundo combinação de significância e maior coeficiente de determinação. Caso haja significância para as cultivares, será aplicado o teste de Tukey (5%) para comparar as médias dos tratamentos. Se houver efeito da interação, o efeito de um tratamento será estudado dentro de outro. Existe a possibilidade de análise conjunta entre épocas experimentais.

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  Luis Felipe Villani Purquerio      IAC

HORTIFRUTÍCOLAS - PADRÕES DE QUALIDADE, BOAS PRÁTICAS DE PÓS-COLHEITA E MANUSEIO E REDUÇÃO DO DESPERDÍCIO na CEASA CAMPINAS

n° SGP 1970

A Ceasa Campinas é o 4º maior entreposto de frutas e hortaliças do Brasil segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab/MAPA), contando com aproximadamente 920 permissionários (comerciantes) que, em 2016, movimentaram 610.983 toneladas de frutas e hortaliças que correspondem a R$1.677 bilhão/ano (CEASA CAMPINAS, 2016).

Mesmo dispondo de infraestrutura adequada para a comercialização de perecíveis, verifica-se a heterogeneidade quanto aos padrões de qualidade e de classificação dos hortifrutícolas. No caso específico do tomate, produto que será avaliado nesse projeto, observa-se também o manuseio intensivo – na forma de “retrabalho” – e o baixo índice de aplicação de Boas Práticas de Pós-Colheita. A conjunção desses fatores resulta em baixa valoração dos produtos ao longo da cadeia de comercialização e altos índices de desperdício.

O projeto tem por objetivos:

  • Levantamento e diagnóstico, de forma qualitativa, dos principais gargalos tecnológicos e pontos críticos no segmento pós-colheita de hortifruticolas, desde a produção/campo,manuseio, classificação, transporte, ponto de comercialização no CEASA-Campinas até pontos de venda, por meio de questionários e entrevistas.

  • Auxiliar na definição de padrões de qualidade e de classificação para os principais hortifrutícolas comercializados na CEASA-Campinas, visando a valoração dos produtos ao longo da cadeia de comercialização, maior credibilidade dos clientes e consumidores, com rastreabilidade e redução dos índices de desperdício.
  • Elaborar um Plano de Boas Práticas de Manuseio e logística para os hortifrútis comercializados no CEASA e auxiliar na implementação por meio de treinamento.
  • Buscar alternativas para o manuseio-mínimo dos produtos hortifrútis no segmento pós-colheita, com padronização eficiente no campo, de modo a evitar o “retrabalho” no CEASA Campinas
  • Analisar possibilidades de uso comercial e valoração para frutos aparentemente imperfeitos ou desconsiderados na classificação, porém com qualidade, seguros para consumo humano e viável para comercialização por nichos especiais de mercado.
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  Silvia Regina de Toledo Valentini      IAC

Leprose dos citros e seu vetor: Aspectos moleculares e biológicos

n° SGP 1969

A leprose dos citros, comumente causada pelo Citrus leprosis virus C (Cilevirus), é atualmente a doença viral de maior de impacto à citricultura, devido ao alto custo com uso de acaricidas para o manejo e controle do vetor. A doença está associada a ácaros pertencentes ao gênero Brevipalpus (Acari: Tenuipalpidae), os quais são polífagos, cosmopolitas, e têm tido maior atenção dada à sua capacidade de transmitir outros fitovírus para diferentes espécies de plantas. Faz-se necessário entender cada vez mais este ácaro dentro do patossistema leprose, com vistas a redução de sua ocorrência e a consequente dispersão do inóculo CiLV-C no campo, refletindo em um menor impacto ambiental e financeiro aos produtores. Nos últimos anos, diversos estudos possibilitaram ampliar o conhecimento sobre a leprose e seu vetor, destacando-se a recente revisão taxonômica para a espécie B. phoenicis, a qual teve algumas sinonímias recuperadas e novas espécies descritas para o grupo. Este reposicionamento teve implicação direta nesta interação vírus-vetor, voltando-se a investigação aos estudos de diversidade e de uma possível especificidade na aquisição e inoculação do vírus da leprose, por essas espécies revisadas e as recém descritas. Resultados preliminares de pesquisas no Centro de Citricultura Sylvio Moreira-IAC (CCSM-IAC), em parceria com outras instituições, indicaram fortemente a possibilidade do uso dos marcadores moleculares no contexto taxonômico integrativo, e de utilizar a genômica e transcriptômica como estratégias para avançar no conhecimento e controle do vetor. Espera-se com a continuidade destes trabalhos, com foco na interação vírus-vetor, explorando a genômica funcional e os dados de expressão gênica, agregar ainda mais informações sobre o patossistema leprose. A expectativa é fornecer subsídios para que, em um futuro próximo, possam ser disponibilizadas ferramentas inovadoras ao manejo sustentável da doença nos pomares.A leprose dos citros, comumente causada pelo Citrus leprosis virus C (Cilevirus), é atualmente a doença viral de maior de impacto à citricultura, devido ao alto custo com uso de acaricidas para o manejo e controle do vetor. A doença está associada a ácaros pertencentes ao gênero Brevipalpus (Acari: Tenuipalpidae), os quais são polífagos, cosmopolitas, e têm tido maior atenção dada à sua capacidade de transmitir outros fitovírus para diferentes espécies de plantas. Faz-se necessário entender cada vez mais este ácaro dentro do patossistema leprose, com vistas a redução de sua ocorrência e a consequente dispersão do inóculo CiLV-C no campo, refletindo em um menor impacto ambiental e financeiro aos produtores. Nos últimos anos, diversos estudos possibilitaram ampliar o conhecimento sobre a leprose e seu vetor, destacando-se a recente revisão taxonômica para a espécie B. phoenicis, a qual teve algumas sinonímias recuperadas e novas espécies descritas para o grupo. Este reposicionamento teve implicação direta nesta interação vírus-vetor, voltando-se a investigação aos estudos de diversidade e de uma possível especificidade na aquisição e inoculação do vírus da leprose, por essas espécies revisadas e as recém descritas. Resultados preliminares de pesquisas no Centro de Citricultura Sylvio Moreira-IAC (CCSM-IAC), em parceria com outras instituições, indicaram fortemente a possibilidade do uso dos marcadores moleculares no contexto taxonômico integrativo, e de utilizar a genômica e transcriptômica como estratégias para avançar no conhecimento e controle do vetor. Espera-se com a continuidade destes trabalhos, com foco na interação vírus-vetor, explorando a genômica funcional e os dados de expressão gênica, agregar ainda mais informações sobre o patossistema leprose. A expectativa é fornecer subsídios para que, em um futuro próximo, possam ser disponibilizadas ferramentas inovadoras ao manejo sustentável da doença nos pomares.

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  Valdenice Moreira Novelli      IAC

Adubação nitrogenada e espaçamento na produtividade e qualidade de maracujá azedo, implantado com mudas avançadas

n° SGP 1894

O Cowpea aphid borne mosaic vírus (CABMV), causador da doença conhecida como endurecimento dos frutos do maracujazeiro, tem causado perdas extremamente significativas à produção paulista, reduzindo a área cultivada em 48,6% nas principais regiões produtoras, nos últimos cinco anos. Diante da morosidade dos programas de melhoramento convencional para obtenção de resistência genética, mais o atual sistema de produção de mudas que favorece a infecção, opções de manejo estão sendo adotadas para a convivência com o vírus. A utilização de mudas avançadas produzidas em ambiente protegido associada ao cultivo anual reduzem o período de exposição da planta à ação do vírus, permitindo recuperar a produtividade.  A produção de mudas altas está se iniciando, como recomendação importante para a recuperação da produtividade dos pomares, mas é necessário avaliar a melhor forma de obte-las, nas estfas teladas. Essa tecnologia necessita de informações técnicas mais precisas, de forma a ser adotada em larga escala. Estudos como a avaliação de substratos orgânicos e doses de NPK mais adequados para as mudas,  adubação e espaçamento mais adequados em campo poderão fornecer informações para viabilizar a técnica recomendada.Assim, o objetivo desta pesquisa éavaliar o efeito de diferentes substratos orgânicos e doses de NPK no crescimento de "mudas altas" e  identificar a dose de nitrogênio e o espaçamento mais recomendados para  a produção anual do maracujazeiro em campo, instalado com mudas avançadas.O delineamento experimental será o de blocos casualizados em parcelas subdivididas com quatro repetições.

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  Laura Maria Molina Meletti      IAC

Eficiencia agronômica de fontes alternativas de nutrientes de plantas

n° SGP 1876

Em um mundo preocupado com indicadores ambinetais a reutilização de materiais como fonte de nutrientes de planta é uma alternativa de reciclagem e otimização dos sistemas de produção agrícola. Esta prática devolve ao solo nutrientes de plantas exportados pelas culturas e produzindo biomassa e outros produtos. Ampla variedade de materiais organicos e inorgânicos podem conter quantidades consideráveis de nutrientes de planta que podem ser utilizados para suprir parte da demanda das culturas. Seu uso entretanto precisa ser estudado para evitar que haja depauperamento da qualidade do solo com a adição de elementos potencialmente tóxicos no agroecossistema. Devem ser monitorados os atributos do solo e da planta para verificar a viabilidade de uso dessas fontes alternativas de nutrientes e comparar os resultados de produção com uma fonte conhecida do(s) nutriente(es) fornecido(s) o que viabiliza também a estimativa da eficiencia agronômica da fonte alternativa de nutrientes.

Com relação ao solo, serão quantiifcados os teores de carbono orgânico, CTC, pH, Condutividade elétrica, metais pesados (Cu, Fe, Mn, Zn, Ni, Cd, Pb, Cr) , fosforo disponível, potássio e formas de nitrogênio (nitrato e amonio).

Nas plantas serão quantificados os teores de nutrientes nas folhas, produção de biomassa, produção de grãos e relação entre produto colhido/biomassa produzida - indice de colheita. Outros parametros de planta relativos especificamente a determinadas culturas também podem ser quantificados.

Os dados obtidos serão analisados por estatisica descritiva, analise de variância (ANOVA) ou por estatistica não-paramétrica (se necessário) com uso de comparação multipla de médias, contrastes ortogonais ou regressão. Adicionalmente poderão ser utilizados testes multivariados, p.ex. componentes principais para seleção de variáveis de maior signficancia na composição da variância total dos dados.

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  Marcio Koiti Chiba      IAC

AVALIAÇÃO DA QUALIDADE PÓS-COLHEITA DE UVA NIAGARA ROSADA DA REGIÃO DE JUNDIAHY PARA OBTENÇÃO DO CERTIFICADO DE INDICAÇÃO DE PROCEDÊNCIA

n° SGP 1862

 

1. Justificativa

A uva Niagara Branca é uma variedade originária dos Estados Unidos da América (EUA), pertencente à espécie Vitis labrusca. Teve origem em 1868 a partir do cruzamento das variedades Labrusca concord x cassady e continua sendo cultivada nos EUA, Canadá, Nova Zelândia e Brasil (Rocha et al., 2006).

No Brasil, a variedade Niagara Branca foi introduzida em 1894, disseminando-se na região de Jundiahy. Em 1933 surge em Jundiahy, no então bairro de Louveira, por mutação somática em um pé de Niagara Branca, a Niagara Rosada que, em menos de dez anos, conduziu radical transformação na estrutura vitícola paulista. Houve então declínio da produção de Niagara Branca, substituída aceleradamente pela sua mutação Rosada e foi estabelecido, em conseqüência, o perfil do vinhedo paulista, o maior centro produtor de uva de mesa do Brasil. O desenvolvimento da produção de uva no Estado de São Paulo contou com a influência da colonização italiana, dos seus costumes, seus conhecimentos técnicos tradicionais sobre o manejo das videiras e do trabalho em família.

Já em 1940, a região de Jundiahy foi denominada “como a mais importante região vitícola do Estado de São Paulo, por possuir a maior área plantada de uva do Estado e ser a principal fornecedora do produto para os mercados de São Paulo, Rio de Janeiro e interior do Estado de São Paulo”. A área cultivada com uva Niagara Rosada representava 42,3% do total do Estado, sendo o então distrito de Louveira o mais importante (Homem de Melo, 1945). Após mais de 70 anos, a região continua sendo a maior produtora de uva Niagara Rosada, comercializada em todo o Brasil (Rocha et al., 2006).A região histórica de Jundiahy reúne os municípios de Jundiaí, Louveira, Vinhedo, Itatiba, Jarinu, Morungaba, Itupeva, Varzea Paulista e Campo Limpo Paulista.

Nessa região a Niagara Rosada é cultivada por agricultores familiares em pequenas propriedades, onde residem e trabalham, tendo no cultivo da uva sua principal fonte de renda.

No município de Jundiaí, a grande maioria do produtores possuem pequenas propriedades, em 90% dos casos as áreas são de até 20 ha, com a particularidade da metade ser de apenas até 5 ha. O cultivo da uva está concentrado nesses menores estratos, em 73,30% dos casos. No município de Louveira, 320 hectares são cultivados com frutas, sendo 210 hectares de uva Niagara Rosada. São 98 produtores de frutas, sendo que 77 desses cultivam Niagara Rosada exclusivamente ou em consórcio com outras frutas. A produção estimada de uva Niagara Rosada é de 3.950.000Kg/ano, que corresponde a um faturamento de R$ 13.825.000,00 (dados de 2016, Informações da Prefeitura Municipal de Louveira).

A partir da década de 90, houve redução da área cultivada com uva Niagara Rosada e outras frutas na região em função da expansão imobiliária, que tem gerado aumento do preço da terra e dos conflitos nas áreas rurais e periurbanas em função da emergência de outros usos do espaço rural; expansão industrial, que tem contribuído para a escassez de mão de obra especializada no desenvolvimento dos tratos culturais da videira e, consequentemente, aumento dos custos de produção; ausência de estratégias de mercado, fator que contribui para perdas de oportunidades; falta assistência técnica pública, aspecto que favorece o uso indiscriminado de defensivos agrícolas e fertilizantes, contribuindo para a realização de gastos desnecessários e aumento dos custos de produção (Verdi et al., 2012).

Em 2016, a Prefeitura Municipal de Louveira relata que “o município de Louveira já teve mais de 1.000 ha cultivados com uvas. Em 2004 o número oficial era de 670 ha. Em 2014 caiu drasticamente para 360 ha e hoje Louveira não chega aos 300 ha de uvas e temos a certeza que na região de Campinas esses números tem a mesma proporção, sendo até maior em alguns municípios.” (informação da Prefeitura Municipal de Louveira referente a 2016.)

Frente a esse cenário, o Instituto Agronômico de Campinas, a EMBRAPA Monitoramento por Satélte, além Câmara Setorial da Uva e do Vinho do Estado de São Paulo; da ETEC Benedito Storani; do SEBRAE; das Prefeituras e das Associações de Produtores Rurais dos municípios de Jundiaí e de Louveira mobilizaram-se para obter a Indicação de Procedência para a Uva Niagara Rosada. Por meio dessa ação, “o setor vitícola espera obter um diferencial para esse tradicional produto, que aliado a uma eficiente promoção comercial, deverá agregar valor a fruta, incentivando a expansão de seu cultivo sustentável em pequenas unidades de produção agrícola, gerando empregos, renda, incrementando a atividade turística no meio rural e contribuindo para manutenção e para recuperação da paisagem vitícola em torno dos centros urbanos característicos da região, fatos que resultarão em melhor qualidade de vida para toda população.”( Ofício 02-2016 – CSUV/SP, anexo).

“O certificado de Indicação Geográfica (IG) é conferido a produtos ou serviços que são característicos do seu local de origem, tem reputação e identidade própria e se diferenciam de outros similares disponíveis no mercado. Apresentam qualidades únicas que guardam uma relação direta com o local onde é produzido. São produtos que apresentam uma qualidade única em função de recursos naturais como solo, vegetação, clima e saber fazer (know-how ou savoir-faire). O Instituto Nacional de Propriedade Industrial - INPI é a instituição que concede o registro e emite o certificado”(http://www.agricultura.gov.br/desenvolvimento-sustentavel/indicacao-geografica). 

2.      OBJETIVOS:

Contribuir com conhecimento científico em pós-colheita para que os produtores de Uva Niagara Rosada de Jundiahy obtenham o certificado de Indicação de Procedência junto ao INPI e MAPA.

Avaliar a qualidade pós-colheita de uva Niagara Rosada produzida por produtores vinculados ao Programa de Indicação de Procedência da Uva Niagara Rosada de Jundiahy.

 

3.      MATERIAL E METODOS:

 

3.1   MATERIAL:  cachos de uva Niagara Rosada produzidas por produtores que integram o Programa de Indicação Geográfica da Uva Niagara Rosada de Jundiahy.

 

3.2   MÉTODOS:

As análises serão realizadas de acordo com a INSTRUÇÃO NORMATIVA/SARC Nº 001, DE 01 DE FEVEREIRO DE 2002/ MAPA.

As uvas serão analisadas quanto a:

1. Massa do cacho

2. Formação do cacho

3. Coloração das bagas

4. Ausência de pruína

5. Coloração do engaço

6. Degrana

7. Incidência de podridões

8. Limpeza do cacho

9. Danos profundos e superficiais

10. Teor de sólidos solúveis (o Brix)

11. Acidez Titulável

 

A partir dos resultados será feita a avaliação das uvas analisadas quanto ao atendimento dos requisitos de qualidade definidos pelo Regulamento de Uso do Programa de Indicação Geográfica da Uva Niagara Rosada de Jundihay. 

O Laboratório de pós-colheita do IAC/ Centro de Ecofisiologia e Biofísica tem como atribuições:

·        Definir o cronograma de análises

·        Realizar as análises descritas no presente plano de trabalho

·        Emitir relatórios com os resultados das análises e avaliações segundo os requisitos do Regulamento de Uso do Programa de Indicação Geográfica da Uva Niagara Rosada de Jundiahy. 

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  Silvia Regina de Toledo Valentini      IAC

PRODUTIVIDADE DE RAÍZES E TUBÉRCULOS EM PRESIDENTE PRUDENTE/SP

n° SGP 1854

O projeto contempla dois trabalhos: com batata-doce e com mandioca

A batata-doce é uma planta originária da América Latina e suas raízes tuberosas ocupam o sexto lugar entre os alimentos mais produzidos no mundo.

A cultura apresenta elevado potencial de produção de raízes tuberosas, podendo atingir mais de 40 t ha-1. No entanto, em 2012, a produtividade média no Brasil foi de 12,2 t ha-1. Diversos fatores são responsáveis pela produtividade aquém da potencialidade da cultura, como, por exemplo, baixo investimento tecnológico, utilização de variedades pouco adequadas à região de cultivo e utilização de material vegetativo proveniente de lavouras comerciais com baixa sanidade e inadequada nutrição.

Na região de Presidente Prudente/SP, a exploração da cultura da batata-doce é uma expressiva fonte de renda para muitos produtores. Na região, são cultivadas principalmente as variedades Londrina e Uruguaiana, mas pode-se inserir novas variedades a fim de maior produtividade e/ou redução de custos.

Assim, esse trabalho tem por objetivo avaliar o desempenho agronômico de clones de batata-doce desenvolvidos pelo IAC com as variedades já amplamente cultivadas na região de Presidente Prudente/SP.

A mandioca (Manihot esculenta Crantz) é uma espécie nativa do Brasil e está distribuída em todo o território nacional, sendo cultivada em todos os estados brasileiros. A cultura extrai grande quantidade de nutrientes do solo e, em função disso, a presença de nutrientes em quantidades adequadas favorece o aumento da produtividade da cultura. 

Neste trabalho ter-se-á como objetivo avaliar a influência do uso de fertilizante orgânico - esterco de galinha poedeira - sobre a produtividade e características morfológicas de raízes de mandioca, bem como seus efeitos sobre propriedades químicas e físicas do solo.

 

 

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  Amarílis Beraldo Rós      Apta Regional / IAC

APLICAÇÃO DE CALCÁRIO, GESSO AGRÍCOLA E CAL HIDRATADA AGRÍCOLA EM SISTEMA AGROPASTORIL

n° SGP 1851

A incorporação de calcário a grandes profundidades é prática excessivamente onerosa, não sendo viável do ponto de vista econômico, e há dúvidas quanto às dosagens de gesso agrícola em função da classificação textural do solo. O trabalho terá como objetivo avaliar os aspectos agronômicos da cultura da soja e do milho, a massa de matéria seca da forrageira, e as alterações químicas de um Latossolo cultivado em sistema agropastoril sob o uso de calcário, gesso agrícola e cal hidratada agrícola. O delineamento experimental será em blocos casualizados, com quatro repetições. Os resultados serão submetidos à análise de variância e as médias comparadas pelo teste de Tukey (p < 0,05).

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  Wander Luis Barbosa Borges      IAC

Desenvolvimento de variedades transgênicas de cana-energia

n° SGP 1850

A cana-energia surgiu como uma alternativa para a produção de etanol. A biomassa lignocelulósica da cana-energia fornece matéria prima para a produção de etanol de segunda geração (2G), ou etanol celulósico, e cogeração de energia. Desta forma vem sendo desenvolvidas, em programas de melhoramento genético tradicional, cultivares de cana com características específicas para a produção de biomassa. Atualmente a transgenia é considerada uma ferramenta de grande valia para o melhoramento de cana. Dentre as características do processo de transgenia, podemos destacar principalmente a inserção direta de genes de interesse, permitindo assim a aquisição de uma característica desejada sem que haja a cotransferência de características indesejadas a partir dos parentais, como ocorre no processo de melhoramento tradicional. Dentre as principais características de interesse econômico a serem inseridas na cana, destacam-se o aumento na qualidade e na produtividade da biomassa, a resistência/tolerância a herbicidas, a resistência a estresses bióticos (insetos, pragas e fungos) e abióticos (salinidade, frio e seca). O objetivo do presente projeto é o desenvolvimento de cultivares de cana-energia transgênicas que apresentam genes envolvidos com o aumento e qualidade da biomassa. Os genes de interesse são relacionados a síntese de componentes da parede celular e foram previamente identificados em projetos anteriores. Este projeto contribuirá para a capacitação de recursos humanos e o desenvolvimento de uma plataforma de produção em grande escala de plantas de cana transgênica que poderão ser utilizados no Programa Cana do Centro de Cana/IAC.

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  Silvana Aparecida Creste Dias de Souza      IAC

Sustentabilidade:do campo à mesa

n° SGP 1840

A presença de agricultores familiares é bastante significativa na região de Bauru/SP, principalmente na produção de olerícolas. Dentre os principais entraves encontrados na etapa de comercialização da produção destacam-se as dificuldades de obter volume, variedade, frequência e qualidade dos produtos. Em 2016 foi inaugurada uma cozinha comunitária, pela prefeitura de Bauru/SP, que visa oferecer refeições adequadas, saudáveis, nutricionalmente balanceadas, para atender prioritariamente pessoas em vulnerabilidade social. A rede de cooperação da equipe do projeto será responsável em buscar melhorias nas condições de produção agrícola, minimizar o problema de comercialização e desenvolver pesquisa para a segurança alimentar. O objetivo geral do projeto é auxiliar na sustentabilidade da cozinha comunitária, instalada em Bauru, através do desenvolvimento de metodologia de políticas públicas para aquisição de alimentos de produtores rurais da agricultura familiar local.

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  Maria Cecília de Arruda      Apta Regional / IAC

Aceleração da fase de decomposição de processo de compostagem de lodos de esgoto e agroindustriais visando o uso dos compostos na agricultura

n° SGP 1822

Após longo e custoso processo de tratamento de efluentes sanitários, agroindustriais e das atividades pecuárias como a bovinocultura e suinocultura, o lodo gerado é invariavelmente destinado a aterros, pois normalmente não atende normas para uso direto em solos agrícolas, necessitando de pós-tratamento para sua melhoria. Há tecnologias importadas como a secagem térmica e incineração que utilizam altas temperaturas, elevados gastos energéticos, e geram gases tóxicos que necessitam de tratamentos. Há perdas de matéria orgânica, carbono, nitrogênio e enxofre que empobrecem o resíduo para uso agrícola. O lodo seco/incinerado é encaminhado a aterros sanitários. Alternativa para o pós-tratamento seria o processo de compostagem tradicional, que é muito eficiente, produzindo compostos de alta qualidade para agricultura. Contudo, o processo demanda enormes áreas de pátio, especialmente na fase de decomposição que consome metade do prazo para produção do composto, que é de 120 dias. Há custos operacionais com máquinas/operadores para condução do processo, e exposição de funcionários a riscos de contaminação. Neste cenário, foi desenvolvida e está sendo comercializada a máquina recicladora de lixo 5Ecos, aceleradora de compostagem. Restos de alimentos e hortifrutis processados em 24h resultam em produto cuja caracterização física assemelha-se a composto orgânico, com teores de água de 5-15%, eliminando vetores como insetos e facilitando seu manuseio e transporte. Contudo, a caracterização química dos compostos e testes de germinação mostra a impossibilidade de seu uso como substrato de planta, composto ou condicionador de solos. O desafio desta proposta é preencher essa lacuna no mercado brasileiro, no que concerne ao pós-tratamento de resíduos sólidos, desenvolvendo um protocolo para realizar a fase de decomposição de resíduos inteiramente dentro do equipamento, cujas características de construção assemelhasse a reator aeróbio, e gerar compostos orgânicos, reciclando nutrientes e reduzindo custos com fertilizantes químicos na produção agrícola. A fase de humificação da compostagem poderá ser conduzida no equipamento e/ou em pilhas no campo, demandando áreas menores de pátio e baixos custos operacionais. Para tanto serão confrontados 03 cenários de compostagem: (i) máquina recicladora 5Ecos; (ii) pilhas no campo; (iii) ensaio de respirometria no laboratório. Os ensaios serão conduzidos concomitantemente, utilizando 03 lodos (esgoto, agroindustrial e suinocultura) e 02 materiais estruturantes (poda de árvore de cidade triturada e bagacilho/maravalha), que serão balanceados com relação C/N em torno de 30/1 e teor de água de 50%, totalizando 36 tratamentos. Dados de temperatura e umidade serão coletados diariamente norteando o revolvimento e irrigação dos materiais, além do monitoramento constante dos teores de matéria orgânica, C, N-total, N-NO3-, N-NH4+, e demais nutrientes de plantas, metais pesados, coliformes termotolerantes, Salmonella sp, ovos de helmintos e cistos de protozoários, e grau de humificação. Vencidos os desafios tecnológicos e científicos da proposta, tais parâmetros diários compilados servirão como banco de dados para Fase II da proposta, que visará automação total da máquina e reformulação do processo, por meio de software que coordene a detecção de temperatura e umidade por meio de sensores, a coleta instantânea de amostras, e determinações automáticas dos elementos que balizam a compostagem por meio de técnicas fotônicas.

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  Edna Ivani Bertoncini      Apta Regional / IAC

Semeadura Direta de Leguminosas Adubos Verdes na Entrelinha da Soqueira de Cana Crua

n° SGP 1791

Técnica conhecida e praticada há muitas décadas fora do Brasil, o cultivo intercalar é uma possibilidade de otimizar o uso da terra, dentre outras vantagens. No Brasil foi objeto de estudo no início da década de 80, porém não alcançou expressão em escala comercial. Atualmente, em virtude dos impactos da colheita mecanizada (pisoteio de soqueiras, compactação e surgimento de novas pragas), a longevidade das soqueiras vem diminuindo em muitas regiões demandando a reforma antes do tempo, prática de alto custo e que atrasa o fluxo de matéria-prima nas unidades industriais. O cultivo intercalar de leguminosas adubos verdes em soqueira pode ser uma alternativa para atenuar os impactos da colheita mecanizada. Nesse sentido, pesquisas em campo serão instaladas em delineamento experimental blocos casualizados com os tratamentos arranjados em faixas, tendo como tratamentos cinco espécies (Crotalaria spectabilis, Crotalaria ochroleuca, Crotalaria breviflora, Lupinus albus, Cajanus cajan) com e sem nitrogênio em cobertura, além da testemunha. Estão previstos dois experimentos, sendo um em Latossolo Vermelho distrófico (Usina São Martinho) e um sobre Argissolo Vermelho Amarelo (COFCO Agri, Catanduva). Estão previstas avaliações dos atributos do solo (física e fertildade), crescimento do sistema radicular da cana-de-açúcar, acúmulo de biomassa e nutrientes na cana e nas espécies de leguminosas, bem como as características agronômicas e tecnológicas da cana-de-açúcar. Preferencialmente serão utilizadas soqueiras com mais de três cortes.

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  Denizart Bolonhezi      IAC

Estudo da infestação de percevejo-preto em campos comerciais de amendoim, caracterização de danos e testes iniciais de controle químico do inseto

n° SGP 1758

No Brasil são citadas como pragas da cultura do amendoim cerca de 20 espécies de insetos, atacando em alguma fase de desenvolvimento das plantas. Entre as pragas de solo comumente são relatadas em amendoim os percevejos castanhos e o percevejo-preto. O percevejo-preto, Cyrtomenus mirabilis (Perty, 1836) (Hemiptera: Cydnidae) é a principal praga de solo em amendoim. Sua ocorrência tem aumentado nos últimos anos no estado de São Paulo. Esse percevejo também ataca as raízes assim como as espécies de percevejo castanho. No entanto, seu principal prejuízo está relacionado ao ataque em vagens na fase de desenvolvimento dos grãos, na qual ninfas e adultos inserem o estilete de seu aparelho bucal, atingindo os grãos em desenvolvimento. Ao se alimentarem dos grãos, os mesmos tornam-se manchados impróprios para comercialização (Figura 1). Os prejuízos podem ser de grande magnitude se se considerar o mercado de amendoim blancheado (sem pele) e o fato de esses ferimentos servirem como porta de entrada a fungos produtores de aflatoxina. Estudos relacionados a estes insetos em amendoim são escassos e por isso não há um plano de amostragem, nem mesmo medidas de controle eficientes. Uma forma de se identificar a presença do percevejo na área é através de armadilhas luminosas. Armadilhas luminosas são consideradas dispositivos para atração e captura de insetos nas formas aladas e que apresentam fototropismo positivo (que possuem atividade noturna e são atraídos pela luz entre as 19:00 e 05:00 horas), como é o caso dos percevejos. Assim, os objetivos deste projeto são: identificar a(s) espécie(s) que ocorre(m) na cultura do amendoim nas diferentes regiões do Estado de São Paulo; estudar a flutuação populacional de adultos e estratificar a ocorrência em diferentes profundidades no solo em áreas comerciais de amendoim; quantificar os danos do inseto em condições controladas (casa-de-vegetação) e avaliar eficiência de inseticidas no controle e redução dos danos do inseto.

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  Marcos Doniseti Michelotto      Apta Regional / IAC

Obtenção de genótipos superiores de seringueira (Hevea spp.) adaptado a diferentes regiões edafoclimáticas consideradas área de escape ao mal-das-folhas

n° SGP 1755

O caráter mais importante no melhoramento genético da seringueira Hevea brasiliensis (Willd. ex Adr. de Juss) Muell.-Arg. é a produção do látex.  Entretanto, a expressão desse potencial é geralmente influenciada por vários fatores genéticos inerentes à árvore, como vigor, espessura de casca, resistência ao vento, doenças, etc. e por fatores ambientais tais como: práticas de manejo, sistema de sangria, estimulação, densidade de plantio, nutrição, etc.  O programa de Melhoramento Genético adotado pelo Instituto Agronômico (IAC), compreende três etapas de seleção.  Inicialmente, procura-se obter progênies, por via de polinização controlada ou aberta, visando à formação de viveiros de progênies.  Aos dois anos e meio com base em avaliações preliminares de produção através de testes precoces, vigor e tolerância a doenças, os ortetes são selecionados e clonados para serem testados em Experimentos de Avaliação de Clones em Pequena Escala (EAPEs).  Nessa segunda etapa de seleção, após o primeiro ano de sangria, os clones promissores são multiplicados e passam a ser avaliados em Experimentos de Avaliação em Grande Escala (EAGEs).  Com base no exposto o projeto tem como principal objetivo a obtenção de cultivares (clones) superiores de seringueira com alto potencial de produção e vigor, resistentes ao Mal-das-folhas, causado pelo fungo Microcyclus ulei (P. Henn.) v. Arx. para as diferentes regiões do Planalto e litoral do Estado de São Paulo.  O projeto compreende 14 experimentos contemplando três grupos distintos.  O primeiro relacionado Estudo e Seleção de Progênies, o segundo a Avaliação de Clones em Pequena Escala (EAPEs) e um terceiro a Avaliação de Clones em Grande Escala (EAGEs), a maior parte em andamento no Instituto Agronômico (IAC).  Todos envolvem desde a polinização controlada até a liberação final de clones ao nível de produtor.  Na avaliação dos experimentos, dentre outros serão consideradas produção de borracha, vigor doenças de folha e painel de sangria, formato de copa com vistas à resistência a vento e qualidade da borracha produzida.

 

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  Paulo de Souza Gonçalves      IAC

Inovações Tecnológicas Aplicadas a Cultura da Mandioca no Centro Oeste Paulista

n° SGP 1742

O presente Projeto de Pesquisa  será conduzido na Unidade de Pesquisa e Desenvolvimento/Gália-APTA/SAA, tendo como objetivo geral desenvolver, testar e disponibilizar tecnologias aplicadas à cultura da mandioca, com ênfase na região Centro Oeste do estado. Como objetivos específicos visa:  Promover experimentos de competição e validar clones elites de mandioca de indústria do programa de melhoramento genético de mandioca de indústria do Centro de Horticultura, do Instituto Agronômico de Campinas, Da Agência Paulista de Tecnologias do Agronegócio, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do governo do estado de São Paulo; promover alterações nos sistemas de produção, visando a construção de ambientes conservacionistas e de baixo impacto ambiental; estruturar um sistema de produção de baculovirus de mandioca; testar a viabilidade e eficiência do uso de biofertilizantes na cultura da mandioca e disponibilizar ao meio produtivo, por meio de eventos e publicações, os conhecimentos obtidos. 

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  Antonio José Porto      Apta Regional / IAC

Plataformas de genômica comparativa, funcional e melhoramento assistido de citros (INCT Citros) (Parte CNPq)

n° SGP 1724

O agronegócio da citricultura brasileira se destaca como uma das mais importantes atividades do setor agrícola Os Estados de São Paulo, Sergipe e Bahia são os principais produtores de citros e o Brasil o maior exportador de sucos concentrado congelado (FCOJ) e suco não concentrado (NFC). A baixa produtividade agrícola brasileira (média de 2 caixas de 40,8 kg/planta/ano) ainda está associada à expansão simultânea de pragas e doenças, com significativo reflexo nos custos de produção, ao plantio em áreas sem irrigação e à estreita base genética da citricultura industrial.

Estima-se que mais de 80 % dos custos de produção de citros no Brasil estejam relacionados ao controle fitossanitários de pragas e doenças. Entre estas destacam-se huanglongbing (HLB), leprose, clorose variegada dos citros (CVC), pinta preta (MPC),  mancha marrom de alternaria (MMA),  morte súbita,  cancro cítrico,  gomose e tristeza. O esgotamento do modelo de convivência ou de controle químico de vetores de doenças com seus altos custos financeiros e ambientais têm destacado a importância dos trabalhos de melhoramento genético, como estratégia abrangente e duradoura de controle de doenças.

O Centro de Citricultura Sylvio Moreira do Instituto Agronômico de Campinas e a Embrapa atuam há vários anos no melhoramento dos citros, desenvolvendo trabalhos de produção e avaliação de novos materiais genéticos incorporando ferramentas de biotecnologia para acelerar ganhos genéticos. Como sede do INCT Citros, o Centro de Citricultura ampliou o banco de dados de genomas de citros, integrando melhoramento genético, genoma comparativo e funcional de citros e alguns de seus patógenos. Além de gerar o maior banco de dados de genoma de citros no mundo, esse projeto ampliou sobremaneira o número de novos híbridos de copa e porta-enxertoscitros em avaliação de campo, além de marcadores moleculares para mapeamento genético e descobriu novos genes potencialmente associados à resistência a doenças.

A presente proposta submetida ao Edital 016/2014 dos INCT representa a continuidade e expansão do programa do INCT Citros, com os principais grupos de pesquisa que trabalham com citros no Brasil, focalizando os temas relacionados ao melhoramento genético e genoma comparativo e funcional de citros e seus patógenos. Essa nova proposta do INCT Citros mantém a estrutura de três plataformas, otimizando-as e procurando integrá-las, com foco no desenvolvimento de novos conhecimentos e tecnologia ao setor citrícola.

Plataforma de genômica comparativa, com foco nos estudos de genoma comparativo de mais genótipos de citros, conclusão dos genomas de importantes patógenos, além de ampliar a base de dados sobre miRNA e processos com regulação epigénetica. O entendimento das relações citros e seus patógenos, a prospecção de genes e promotores, a diversidade genômica do grupo citros (plataforma de SNPs) e a regulação de processos genéticos, são aspectos mais relevantes nessa plataforma.

Plataforma de genômica funcional reúne projetos específicos em todos os patossistemas com objetivo de ampliar os conhecimentos potencialmente aplicáveis nas fases seguintes do programa. Todas as propostas têm focos específicos derivados dos conhecimentos gerados no INCT anterior.

Plataforma melhoramento assistido é a plataforma mais tecnológica do INCT Citros e representa a interface avançada do melhoramento na qual muitas das informações geradas previamente (marcadores, mapas, genes, promotores), assim como material genético (híbridos de cruzamento controlado e eventos de transformação genética já obtidos) estão sendo validados em condições de campo, permitindo uma razoável aproximação da estratégia de melhoramento assistido por marcadores.

O programa conta com a participação das principais equipes de pesquisadores no Brasil que atuam em pesquisa e desenvolvimento em citricultura. Vários colaboradores externos foram convidados por serem líderes em suas áreas e pela disponibilidade de receber alunos e pesquisadores em seus grupos. A sede do INCT será novamente o Centro de Citricultura Sylvio Moreira, do Instituto Agronômico de Campinas. Participam também do INCT como laboratórios associadas a Embrapa (Mandioca e Fruticultura, em Cruz das Almas-BA  e Clima Temperado, em Pelotas-RS), Universidade de São Paulo (Instituto de Química, Esalq e Cena), Universidade Estadual Paulista (Unesp, Rio Claro),  Instituto Biológico, Universidade Federal do Paraná, Laboratório Nacional de Biociências (LNBio), Universidade Estadual de Santa Cruz (Ilhéus), Universidade Federal de Campina Grande, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Vitória da Conquista), Universidade Estadual de Maringá e Instituto Agronômico do Paraná (Iapar). Como colaboradores externos incluem a Universidade da Flórida (Citurs Research and Education Center, em Lake Alfred), Universidade da Califórnia (Davis e Berkeley), John Innes Institute (Norwich, Inglaterra), Instituto Valenciano de Investigaciones Agrícolas (IVIA, Espanha), Martin-Luther-Universität Halle Wintenberg (Halle, Alemanha), US Department of Agriculture (USDA, Fort Pierce e Fort Collins), Instituto per la Protezione Sostenibile delle Plante (UOS, Bari, Itália) e University of Ghent (Bégica). Participam como colaborador empresa Citrosuco SA.

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  Marcos Antonio Machado      IAC

DESEMPENHO AGRONÔMICO, PRODUÇÃO E PÓS-COLHEITA DE GENÓTIPOS DE BANANEIRA TIPO TERRA NAS CONDIÇÕES EDAFOCLIMÁTICAS DO VALE DO RIBEIRA, SP

n° SGP 1715

Os plátanos, também chamados de banana da terra ou ainda bananas de cozinhar pertencem ao subgrupo Terra e apresentam como principais diferenças aos demais subgrupos frutos grandes e com alto teor de amido, sendo consumidos cozidos, fritos ou assados. Esse tipo de banana é comercializado com preços superiores aos praticados para as bananas do subgrupo Prata, razão pela qual há grande interesse no cultivo desse tipo de banana. As bananeiras desse subgrupo são suscetíveis à Sigatoka-negra, razoavelmente resistentes à Sigatoka-amarela, tolerante ao mal-do-Panamá, medianamente prejudicadas pelos nematoides e altamente perseguidas pela broca-do-rizoma, por isso seus bananais têm vida curta, onde geralmente se colhe a planta-mãe com boa produção, o filho mediano e o neto produz muito pouco. Apesar dos esforços empreendidos para o melhoramento da bananeira e plátanos a partir de germoplasma natural selecionado pelo homem, o Brasil dedica pouca importância aos plátanos. Assim sendo, objetivou-se, com este trabalho avaliar o desempenho agronômico, produção e pós-colheita de genótipos de bananeira do subgrupo Terra nas condições edafoclimáticas do Vale do Ribeira, SP. Para tal, o experimento será implantado na fazenda experimental da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, APTA Regional Vale do Ribeira, localizada no município de Pariquera-Açu, SP, onde serão avaliados doze genótipos de banana da Terra desenvolvidos no programa de melhoramento genético da Embrapa. O delineamento será em blocos ao acaso, com doze tratamentos (cultivares) e quatro repetições. Para todos os tratamentos serão empregados o mesmo sistema de manejo de controle de pragas e doenças, condução do bananal e adubações. Na avaliação do desenvolvimento das cultivares serão coletados dados referentes à altura das plantas, diâmetro do pseudocaule, número de folhas vivas, número de perfilhos e ciclos da planta, durante dois ciclos produtivos; a produção será aferida na colheita de cada safra através da determinação da massa fresca do cacho, do número de pencas por cacho, do número de total de frutos no cacho, massa fresca e número de frutos da 2ª penca, do comprimento e diâmetro de frutos. Além disso, será analisada a qualidade pós-colheita dos frutos através das seguintes avaliações: perda de massa, suscetibilidade ao despencamento, massa da matéria fresca da polpa e da casca, diâmetro da polpa e espessura da casca, firmeza da polpa, cor da casca, teor de sólidos solúveis, pH, acidez titulável, ratio e teor de amido nos frutos.

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  Erval Rafael Damatto Junior      Apta Regional / IAC

Estudo de associação ampla do genoma para resistência à Fusarium oxysporum f. sp. phaseoli e para cor de tegumento em feijoeiro comum

n° SGP 1704

          A murcha-de-Fusarium (Fop) se destaca por ser considerada a principal doença de solo na cultura do feijoeiro, com ampla ocorrência em nível mundial, pode causar perdas de até 100% na produtividade em casos extremos. O método mais econômico e eficiente para seu controle é a utilização de cultivares resistentes, porém a variabilidade fisiológica do patógeno dificulta o desenvolvimento de cultivares resistentes pelos programas de melhoramento. Estudos de associação ampla do genoma (GWAS) viabilizam a identificação de locos que influenciam a expressão de características quantitativas. Neste contexto, o objetivo desse trabalho será utilizar um conjunto de 6.000 SNPs (BARCBean6K_3 BeadChip) em 288 acessos do banco de germoplasma do IAC (BAG) para identificação de regiões genômicas associadas com genes de resistência à Fop, à coloração de grãos, e à escurecimento de grãos. Marcadores significativos serão localizados, e os cromossomos com maior quantidade de SNPs significativos e que expliquem a maior proporção da variação da resistência à Fop e cor de tegumento, e indicarão se existem genes e/ou QTLs associados e em que regiões do genoma. Serão realizadas análises de escurecimento acelerado de grãos para os de tipo ‘carioca’ e análise de Ressonância Magnética Nuclear com todos os genótipos do painel. Para a resistência à murcha-de-fusarium, serão utilizados dois isolados da raça 2, brasileira, caracterizadas pela UFV (Viçosa, MG) como virulentos. Bulks contendo 60 genótipos de tegumento claro e 60 genótipos de tegumento escuro do tipo ‘carioca’ serão analisados com microssatélites na busca de marcadores polimórficos para seleção assistida por marcadores. Quando polimórficos, estes marcadores serão analisados em todos os genótipos do Bulk e serão incorporados no mapeamento associativo. Espera-se que este estudo forneça evidências genéticas da relação entre coloração de grãos, escurecimento e a resistência a Fop, fornecendo ferramentas para se alcançar uma resistência duradoura à esta doença.

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  Luciana Lasry Benchimol Reis      IAC

Validação da utilização de modelo de produção de cana-de-açúcar IAC em diferentes arranjos espaciais (MEIOSI) para a região de Ribeirão Preto

n° SGP 1699

O presente projeto será conduzido no Polo Regional de Desenvolvimento Tecnológico dos Agronegócios do Centro Leste/DDD, unidade da APTA em Ribeirão Preto, SP, no período de 2017 a 2024, visando ampliar a produtividade da cana-de-açucar através da adoção sincronizada de insumos biológicos (cultivares modernas) e manejos inovadores aplicados à região de Ribeirão Preto, com acompanhamento técnico competente, para que as áreas sejam também usadas como demonstrações e treinamentos. Estabelecer um modelos aplicável a unidades produtoras de cana-de-açucar que favoreça a o aumento da rentabilidade agrícola e propor ajustes nos sistemas produtivos de interesse da região. Especialmente verificar a produtividade da cana-de-açúcar em novos arranjos espaciais de condução da cultura em área de 60 ha, de renovação de canavial, utilizando sistema de plantio convencional (cana inteira) e MPB (mudas pré brotadas) em sistema de MEIOSI (Método Inter-rotacional Ocorrendo Simultaneamente), intercalando com validação de cultivares de soja e amendoim, de alta produtividade.

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  José Roberto Scarpellini      IAC

VALIDAÇÃO TECNOLÓGICA DE CULTIVARES DE SOJA EM REFORMA DE CANAVIAIS

n° SGP 1698

A proposta compreende avaliação de genótipos de soja transgênica em reforma de canaviais em manejo conservacionista de solo. A cultura da soja já ocupa quase 1 milhão de hectares no Estado de São Paulo, sendo que mais de 50% é cultivada em reforma de canaviais por ocasião da reforma dos canaviais. Atualmente com a transgenia, a soja apresenta vantagens competitivas em relação às outras opções utilizadas como culturas de rotação, tais como; pode-se semear e destruir a soqueira posteriormente com herbicida glifosate, menor número de pulverizações devido ao gene Bt, ciclo mais precoce dos cultivares evita atraso na implantação do novo canavial, os resíduos deixados após a colheita fornecem o nitrogênio necessário para a cana-de-açúcar e apresenta facilidade de comercialização por ser uma commoditie. Contudo, em virtude da transgenia, o mercado de sementes de cultivares está predominantemente no setor privado, fato que dificulta a recomendação conforme a aptidão edafoclimática regional. Isso vale sobretudo para o Estado de São Paulo, devido estar em região de transição, de forma que genótipos desenvolvidos para Regiào Centro Oeste e Sul são cultivados em terras paulistas sem recomendação oficial. Normalmente, as revendas e Cooperativas vendem a semente que tem no estoque sem conhecimento sobre a adaptabilidade nas condições canvieiras. Portanto, a presente proposta tem como objetivo fornecer informações sobre o perfil fitotécnico dos principais cultivares cultivados em áreas canavieiras, sobretudo em condições de manejo conservacionista do solo. Sabe-se que a média de produtividade em semeadura direta sobre palhada de cana crua não ultrapassa as 56 sacas por hectare, enquanto em sistemas convencionais o potencial produtivo dos mesmos genótipos chega a mais de 80 sacas. Para tal estudo, a proposta conta com parceria da COOPERCITRUS através da FUNDAG. Anualmente serão avaliados cerca de 20 gentótipos, todos em semeadura direta sobre palhiço, procurando instalar pelo menos em três diferentes tipos de solos. Utilizar-se-ão os genótipos disponíveis na COOPERCITRUS além de outros sugeridos pela EMBRAPA. Além de área de produtores, serão instalados em glebas da APTA em Ribeirão Preto, Pindorama e Colina.

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  Denizart Bolonhezi      IAC
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O SGP (Sistema de Gestão de Pesquisa) foi implementado em todas as unidades APTA, para centralizar o controle de todos os projetos desenvolvidos sob sua supervisão. [Ler mais]

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