Projetos APTA no Instituto Agronômico

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Desenvolvimento de sistema aeropônico portátil para o cultivo de hortaliças em ambientes domésticos (PIPE FAPESP Proc. 2016/21643-5)

n° SGP 1762

Um aparelho portátil, que permita o cultivo de plantas em ambientes domésticos (indoor), pode ser uma excelente oportunidade de negócio, visando atender um mercado cada vez mais exigente em produtos frescos, prontos para o consumo e de alta qualidade. Além disso, deve atrair consumidores que possuem pouco (ou nenhum) espaço para o cultivo pelo modo convencional (hortas domésticas ou floreiras), ávidos por produtos naturais e que não utilizam defensivos agrícolas na sua produção. Porém, para o desenvolvimento desse aparelho no Brasil, vários desafios técnicos e científicos deverão ser superados, como: i) desenvolvimento e adequação de sistema de iluminação artificial, visando substituir iluminação natural; ii) determinação do melhor substrato de cultivo a ser empregado; iii) adequação da vazão e número de nebulizadores a serem utilizados e iv) a concepção e definição do produto final, seguida de testes de operação e funcionamento do protótipo idealizado. Para superar esses desafios, este projeto tem como objetivos: (a) determinação do espectro de iluminação artificial (LED), para o crescimento das espécies a serem estudadas; (b) definir o melhor substrato para o cultivo das plantas no sistema proposto; (c) definir o modelo e o número de nebulizadores para o cultivo de três espécies de plantas; e (d) construir o protótipo, denominado SAP (Sistema autônomo portátil), assim como avaliar sua viabilidade técnica para o cultivo de plantas hortícolas no interior de ambientes domésticos. 

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  Thiago Leandro Factor      Apta Regional / IAC

Avaliação da eficácia agronômica do programa Masteragro nas culturas da batata e cebola

n° SGP 1760

A batata se destaca como a cultura olerácea de maior relevância econômica para o país, tanto em área cultivada como em preferência alimentar. Em 2016 foram cultivados 130 mil hectares, com produção de 3,6 milhões de toneladas. O produto da batata, o tubérculo, é um caule modificado, especialmente adaptado para o acúmulo de reservas. No início da tuberização, cessa o crescimento longitudinal do estolho, ao mesmo tempo em que se altera o plano de divisão celular na região subapical. Essas etapas são afetadas, contudo, por condições ambientais, pela regulação hormonal, além de outros fatores envolvidos no processo de tuberização, como os nutricionais e biorreguladores estimulantes. Bioestimulantes ou estimulantes vegetais referem-se às misturas de reguladores vegetais com outros compostos de natureza bioquímica diferente (aminoácidos, micronutrientes, vitaminas, etc.). Essas substâncias são eficientes quando aplicadas em baixas concentrações favorecendo a realização dos processos vitais da planta, permitindo assim a obtenção de maior produtividade, inclusive em condições ambientais adversas. Apesar das vantagens dos biostimulantes vegetais, ainda é recente sua utilização na bataticultura e cebolicultura, o que contrasta com a grande quantidade de formulações e recomendações existentes no mercado, o que implica em uso sem a devida comprovação científica e validação prática no campo, incorrendo muitas vezes em problemas de fitotoxidade e perdas em produtividade e qualidade dos tubérculos e bulbos.

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  Thiago Leandro Factor      Apta Regional / IAC

"Sistemas Conservacionista de Manejo de Solo para Cana-de-Açúcar em Sucessão às Culturas da Soja e do Amendoim"

n° SGP 1693

A proposta versa sobre pesquisa aplicada conduzida em parceria com o setor produtivo e envolve o tema manejo de solo em reforma de canaviais colheidos sem queima prévia. É composta por duas atividades, uma área de validação tecnológica localizada em Latossolo Vermelho textura média de Assis e um ensaio com delineamento experimental localizado em Latossolo Vermelho Escuro textura argilosa, localizado em Jardinópolis. A iniciativa de Assis/SP contempla 3 opções de manejo de solo (destruirdor mecânico de soqueira + grade aradora + niveladora, preparo reduzido com Rip Strip e plantio direto) que foram realizados antes da semeadura do amendoim, antecipando o plantio manual da variedade de cana-de-açúcar RB86-7515. A iniciativa de Jardinópolis/SP compreende 4 opções de manejo de solo (grade, grade + subsolador, preparo reduzido com Rip Strip e plantio direto) dispostos em delineamento em blocos casualizados com 5 repetições, os quais foram realizados após a colheita da soja semeada direto sobre canavial com 7 cortes mecanizados, poréml utilizou-se o sistema de transplantio de mudas  MPB do genótipo CTC9003. Estão prevista na fase de cana planta, as seguintes avaliações; sistema radicular, acúmulo da biomassa seca, perfilhamento, características agronômicas e tecnológicas do caldo, bem como alterações nas características físicas e de fertilidade do solo.

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  Denizart Bolonhezi      Apta Regional / IAC

DESENVOLVIMENTO DE UM SISTEMA DE PULVERIZAÇÃO EM CONFINAMENTO PARA FRUTICULTURA

n° SGP 1685

Dentre as tecnologias de manejo para vinhedos incluem-se um grande número de tratamentos fitossanitários para controle de doenças fúngicas e bacterianas além de insetos, ressaltando-se também a aplicação de indutores de crescimento. Sem estes tratamentos, a produção pode ser reduzida ou mesmo totalmente comprometida. Os agroquímicos utilizados nos tratamentos fitossanitários são substâncias tóxicas que podem poluir o ar, água e solo, estendendo sua ação sobre microrganismos, levando a mudanças quantitativas e qualitativas, tanto na estrutura da população edáfica com suas atividades fisiológicas. Ao mesmo tempo que atinge o solo, os resíduos podem ser transferidos, sem sofrerem alterações significativas, para o lençol freático, animais e finalmente seres humanos, implicando em riscos potencias de várias doenças. O controle fitossanitário de pragas e doenças é realizado por máquinas especializadas, concebidos para esse fim, sendo os tratamentos eficazes quando o tamanho das gotículas dispersas é da ordem de dezenas de micrômetros, de modo a cobrir o máximo possível da superfície das folhas. O transporte das gotículas da calda de pulverização é sujeito ao fenômeno da deriva, a qual faz com que uma quantidade de substâncias tóxicas, que pode ser significativa, possa atingir o solo. Uma solução para minimizar o efeito da deriva e outras perdas ocorridas durante a aplicação de defensivos é criar um ambiente de confinamento, isolando temporariamente a área alvo da pulverização, e promovendo a recuperação e reaproveitamento do excesso de calda. Um dispositivo de acoplamento frontal será montado em trator agrícola de forma a sustentar um sistema eletrostático controlado e dirigido com o intuito de que tal estratégia de engenharia possa maximizar a eficiência na aplicação dos agroquímicos. Considerando este princípio, o desenvolvimento de um protótipo para confinamento e recuperação de calda para vinhedos e cultivos assemelhados é proposto, visando aumentar o nível de controle da pulverização de agroquímicos e atenuar os riscos de poluição do solo pelos resíduos de pesticidas que não são retidos na superfície das folhas das plantas-alvo e que atingem o microambiente circundante.

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  ANTONIO ODAIR SANTOS      IAC

GERAR ADAPTAR E TRANSFERIR CONHECIMENTO E INOVAÇÕES EM HORTICULTURA - RAÍZES E TUBÉRCULOS

n° SGP 1655

Dentro do estado de São Paulo a macroregião da EDR/CATI de Botucatu, com sede em Botucatu-SP, apresenta demanda por inovações na área de agricultura, principalmente para a agricultura familiar, sendo que o apoio de pesquisa do IAC in loco contribuirá para o atendimento dessas necessidades. Dentre as culturas de interesse destacam-se as culturas de raízes e tubérculos e as hortícolas, capazes, se bem manejadas, de gerar emprego e renda no campo, promovendo indiretamente saúde e bem estar da sociedade local. Dentro deste contexto a atuação em colaboração com técnicos da EDR Botucatu proporcionará a oportunidade de ampliação das atividades de pesquisa e de aplicação direta aos agricultores das inovações geradas pelo CH/IAC/APTA/SAA, assim como permitirá a difusão destas tecnologias para os principais polos produtores de batata (região sudoeste do estado) e de mandioca de mesa e indústria (região Sorocabana).

Objetivo principal: Auxiliar a implementação de inovações na agricultura visando melhoria da renda, do bem-estar e da saúde da população rural e urbana no âmbito do EDR de Botucatu e do estado de SP com apoio do CH/IAC/APTA/SAA; Fortalecer as atuações do IAC na região do EDR-Botucatu, servindo como ponto de apoio para a validação de inovações.

Plano de atividades

1.1 Atividades propostas:

a. Ações de curto prazo:

  • prospecção de demandas na macroregião da EDR;

b. Ações de médio prazo:

  • Auxiliar no atendimento de demandas em fitotecnia de raízes e tubérculos em apoio às atividades da EDR;

  • Promover treinamento aos agricultores em apoio às atividades da EDR;

  • Instalar experimentos de competição de cultivares e clones dos programas de melhoramento genéticos do IAC (batata, mandioca e batata-doce) e de outras hortícolas em colaboração com pesquisadores do CH-IAC e com apoio da EDR;

c. Ações de longo prazo:

  • Auxiliar no registro de cultivares dos programas de melhoramento genéticos do IAC (batata, mandioca e batata-doce) e de outras hortícolas em colaboração com pesquisadores do CH-IAC e com apoio da EDR;

  • Implementar inovações (cultivares e outras tecnologias) junto aos agricultores em apoio às atividades da EDR;

  • Promover ajustes nos sistemas de produção agrícolas no ambito da EDR;

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  JOSÉ CARLOS FELTRAN      IAC

MAPEAMENTO DA QUALIDADE DA UVA ISABEL EM PRÉ-COLHEITA COM BASE NA ASSINATURA ESPECTRAL

n° SGP 1652

A uva Isabel uma das principais cultivares de Vitis labrusca é utilizada para elaboração de suco, vinho e também comercializada como uva de mesa. Compostos químicos como polifenois, antocianina e taninos são atributos de qualidade da uva de grande importância nas características do vinho e também do suco. A espectroscopia de infravermelho próximo (NIRs) é baseada na combinação dos “overtones” produzidos pela vibração da molécula. A assinatura espectral de absorção NIR é um registro do número e tipos de movimentos vibratórios possíveis para o composto em estudo. Cada molécula possui um espectro de absorção único, como uma “impressão digital”. NIRs é uma das técnicas mais promissoras para monitoramento da qualidade e seleção vegetal, adequado para os requisitos da agricultura em termos de controle de garantia de qualidade: ela requer pouca ou nenhuma preparação da amostra; é ao mesmo tempo flexível e versátil (aplicável para multiproduto e análise de múltiplos componentes); ela não gera resíduos, e é mais barato para executar do que os métodos convencionais. O uso de técnicas quimiométricas, no processo de modelagem emprega um grupo de amostras padrão, no qual o computador “aprende” como relacionar uma propriedade de interesse (concentração, por exemplo) com o respectivo espectro. Como muitas variáveis (muitos valores de absorvância a vários comprimentos de onda distintos) do espectro serão utilizadas para estabelecer a relação, tem-se assim uma calibração multivariada. O objetivo deste estudo será mapear a qualidade da uva Isabel, produzida sob sistema de cultivo convencional em Jundiaí SP. As bagas serão avaliadas em diferentes posições no cacho e em exposição norte e sul do dossel. As concentrações de polifenóis, antocianina e taninos serão estimadas utilizando espectroscopia de infravermelho e calibração multivariada. Serão analisados frutos em pré-colheita de videiras Isabel. As plantas estão enxertadas no porta-enxerto paulsen e estão conduzidas em espaldeira no espaçamento 3,0m x 2,5m. O experimento está instalado na Escola Agrícola Benedito Storani localizado em Jundiaí SP. Os dados serão coletados nas safras de 2017 e 2018. A área experimental consta de quatro linhas de Isabel, com de 120 m de comprimento. As amostras dos espectros serão tomadas a campo, diretamente nos cachos, os espectros serão medidos por posição no cacho (ombro, meio e ponta) nas duas faces de exposição do dossel (norte e sul). Para composição da malha amostral as amostras serão tomadas no intervalo de 4 metros, ao longo das linhas de cultivo da videira. Portanto, serão analisadas 32 plantas em cada linha de cultivo. O georreferenciamento das amostras tomadas a campo será baseado nas coordenadas métricas do vinhedo. Os espectros serão tomados a campo num espectrofotómetro de infra vermelho (NIR) portátil, sistema Luminar 5030 (Brimrose Corp, MD, USA). O equipamento será ligado a um Notebook e posicionado num veiculo motorizado, o qual possui dimensão adequada para transitar entre as linhas sem prejudicar as plantas. Após a aquisição e transformação de todos os dados espectrais, os mesmos serão processadas usando o programa Snap 2,04 (Brimrose, Md, EUA). A análise quimiométrica e a interpretação estatística dos espectros transformados será realizada usando o programa Unscramble (CAMO, Noruega). A previsão dos compostos químicos serão estabelecidas pela modelagem desenvolvida e validada por Cunha e Santos (2016).

 

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  Maria Aparecida Lima      IAC

Análise da diversidade química de frutos de cafeeiros mantidos pelo IAC

n° SGP 1650

O gênero Coffea reúne 104 espécies das quais Coffea arábica e Coffea canephora são as  exploradas comercialmente no mundo - com participação em volume de grãos de 62% e 38%, respectivamente. Embora quase que sem valor comercial como produtoras de café para bebidas,  espécies como C. liberica, C. recemosa, C. dewevrei, C. eugenoides, C. congensis, C. stenophylla, entre outras são importantes do ponto de vista de reserva gênica  e são empregadas em hibridações para transferências de características de interesse agronômico e tecnológico àquelas duas espécies comerciais.

Na medida em que os conhecimentos sobre a composição química do grão de café se ampliaram e em que se reconheceram os efeitos da alimentação no funcionamento do organismo animal e, em particular dos humanos, as fronteiras da sua exploração comercial como alimento funcional e como fonte de insumos para as indústrias de alimentos e farmacêuticas foram igualmente expandidas.  Para que o potencial tecnológico do café seja conhecido, sua identidade química deve ser definida mediante a quantificação de compostos de interesse e/ou que permitam a pressuposição da qualidade da bebida que poderá proporcionar.

 

O Banco de Germoplasma de Café do IAC conta tanto com espécies de Coffea,  como com híbridos acessos e linhagens de cafeeiros originários do seu programa de melhoramento genético.  O objetivo deste projeto é apoiar o programa de melhoramento sob demanda de análise química específica,   e definir a composição química de frutos (essencialmente grãos) e de partes (essencialmente folhas) desses cafeeiros, de modo a acompanhar a evolução da planta ao longo das gerações, prever o comportamento da planta adulta, e  disponibilizar conhecimentos para as suas possíveis aplicações tecnológicas.

Este projeto compõe o Plano de Ação 02.13.02.056.00.02 do Consórcio Pesquisa Café, cujo orçamento se encontra anexo, e que contempla também o acompanhamento da manutenção de cafeeiros do banco de germoplasma em campo e a avaliação das suas características morfológicas e agronômicas,  incluindo  a incidência de doenças e a resistência à seca.  

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  Terezinha de Jesus Garcia Salva      IAC

Ações coordenadas para a facilitação de difusão e transferência de tecnologia para o setor cafeeiro

n° SGP 1638

São Paulo tem parte importante de sua economia sustentada na cadeia produtiva do café. A cafeicultura do Estado  está distribuída em regiões produtoras bastante distintas, mas com estratégias comuns voltadas ao aumento de produtividade, à redução de custos e ao aprimoramento da qualidade do café produzido. Tecnologias geradas pelo IAC e pelo Consórcio Pesquisa Café se encontram disponíveis para que metas de natureza tão diversas possam ser alcançadas pelos produtores. Todavia, sua adoção exige boa articulação entre os que geram tecnologias e aqueles que as tornam acessíveis e passíveis de aplicação. Esse projeto contempla o Estado de São Paulo  com ações para a formação de profissionais e capacitação de produtores e agentes de transferência de tecnologias relativas à cultura de café, de modo a conferir maior sustentabilidade e competitividade ao setor produtivo. Para atingir seus objetivos, na vigência do projeto serão produzidos materiais impressos e promovidos cursos, workshops, dias de campo e outros eventos técnicos.   

Os recursos financeiros para a condução do projeto provêm dos Planos de Ação 04.13.02.010.00.01 e 04.13.02.010.00.02, financiados pelo Consórcio Pesquisa Café. São do mesmo Consórcio os recursos destinados ao pagamento da Bolsa discriminada.

 

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  Terezinha de Jesus Garcia Salva      IAC

Seleção de genótipos de café Bourbon para o desenvolvimento de cultivares visando a produção de cafés especiais

n° SGP 1601

     Após o lançamento da cultivar Mundo Novo na década de 50 os programas de melhoramento genético de café arábica priorizaram o desenvolvimento de genótipos voltados para o mercado de café commoditie, isto é, cultivares altamente produtivas e com boas características agronômicas, sobretudo resistentes à ferrugem-da-folha, principal doença do café. Nesse sentido, a cultivar Bourbon, até então a mais plantada no país naquela época, não foi mais priorizada pelos cafeicultores e pelos programas de melhoramento devido a sua baixa produção e ser suscetível a doenças e exigente em nutrição, ao contrário do Mundo Novo que apesar de ser altamente suscetível à ferrugem é uma planta bem rústica, produtiva e adaptada aos mais diversos ambientes de cultivo. Essas duas cultivares são de porte alto.

     Com o advento do mercado de cafés especiais o germoplasma Bourbon retomou o interesse tanto por parte do consumidor quanto dos melhoristas. Apesar de seus problemas agronômicos esse material possui uma qualidade sensorial diferenciada tais como doçura, sabor achocolatado, aroma frutado intenso e agradável acidez cítrica, sendo, portanto, um material genético específico para a produção de cafés especiais.

     A seleção de linhagens/progênies de Bourbon do Banco de Germoplasma do IAC introduzidas na década de 50 é uma frente de trabalho para desenvolver novas cultivares; outra frente seria realizar hibridações entre o germoplasma Bourbon com cultivares elites, tais como Obatã, Tupi, IAC 125 (são produtivas, porte baixo e resistentes/tolerantes à ferrugem-da-folha) entre outros.

     O objetivo desse trabalho é selecionar linhagens e desenvolver progênies de café arábica com o perfil sensorial do Bourbon e que apresentem características agronômicas desejáveis, tais como produção/vigor, menor porte e tolerância à ferrugem-da-folha esperando-se que num futuro próximo uma nova cultivar com essas características e perfil sensorial diferenciado agregará valor ao cafeicultor brasileiro.

     Serão realizadas avaliações agronômicas de genótipos de café Bourbon das coleções do IAC para a seleção de plantas promissoras, as quais serão utilizadas no processo convencional de melhoramento (sucessivos ciclos seletivos e avanços de gerações) e no programa de hibridações. Serão realizadas avaliações agronômicas visando a melhoria da produção, do vigor, porte e arquitetura da planta, tolerância a doenças (principalmente a ferrugem-da-folha), diferentes estágios de maturação e tamanho dos frutos. As plantas selecionadas serão então estudadas em novos experimentos, instalados em pelo menos dois locais no estado de São Paulo, seguindo o delineamento de blocos ao acaso, contendo entre 15 e 25 genótipos derivados de Bourbon e entre duas e quatro testemunhas comuns a todos os experimentos, quatro ou seis repetições e com no mínimo cinco plantas por parcela. Concomitantemente, serão realizadas hibridações entre genótipos de café Bourbon (do banco de germoplasma) e materiais genéticos elite (cultivares comerciais) e genótipos introduzidos de outros países do banco de germoplasma do IAC afim de desenvolver populações-base. As sementes híbridas serão então plantadas em delineamento experimental para as avaliações agronômicas, tecnológicas e sensoriais para o avanço de gerações em cada Estado.

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  Júlio César Mistro      IAC

Desenvolvimento de cultivares de café tipo arábica visando produtividade, resistência à ferrugem e outras características agronômicas e tecnológicas

n° SGP 1598

     A ferrugem alaranjada é a principal doença do café, chegando a ocasionar perdas na produção brasileira de café da ordem de 30 a 50%, se nenhuma medida de controle da doença for adotada. Entre as medidas de controle a utilização de cultivares resistentes é a mais fácil e econômica de ser empregada, visando minimizar os prejuízos causados pelos parasitas que atacam a lavoura de café. Após a constatação da ferrugem do cafeeiro no Brasil, em 1970, grande esforço tem sido feito no melhoramento genético para a obtenção de cultivares resistentes. Várias cultivares foram disponibilizadas para o cultivo comercial pelas instituições que se dedicam ao melhoramento do cafeeiro. No entanto, devido à grande variabilidade que ocorre no fungo Hemileia vastatrix, há surgimento de novas raças fisiológicas, com genes de virulência capazes de anular a resistência das cultivares resistentes. Por isso os programas de melhoramento devem ser dinâmicos e contínuos, de modo a disponibilizar sempre novas cultivares com fatores de resistência complexos que se constituam em eficientes barreiras para as novas raças fisiológicas do fungo H. vastatrix.

     Este projeto tem como objetivo geral a obtenção de cultivares de café tipo arábica visando produtividade, resistência à ferrugem-da-folha e outras boas características agronômicas e tecnológicas. Para tanto serão avaliadas novas seleções de cafeeiros de porte alto e baixo e com boa arquitetura, derivados de hibridações, com resistência específica e/ou não especifica à Hemileia vastatrix, produtivas, adaptadas às regiões cafeeiras e com produto de boa qualidade Serão também desenvolvidas e avaliadas linhagens de cafeeiros com fatores de resistência vertical SH1, SH2, SH3 e SH4 derivadas do cruzamento de introduções de Coffea arabica com cultivares elites. 

     

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  Júlio César Mistro      IAC

Desenvolvimento e avaliação de cultivares e progênies de café arábica apropriadas para a cafeicultura de montanha do Estado de São Paulo

n° SGP 1596

     O estado de São Paulo é o segundo  produtor nacional de café arábica, sendo que o seu cultivo ocorre também em áreas montanhosas, acidentadas caracterizadas por temperaturas amenas e altitudes elevadas, tais como as regiões da Alta, Média e Baixa Mogiana (maior produtora) e o Centro-Sul. Essa condição climática potencializa a qualidade sensorial do café, atributo atualmente de grande valor econômico, porém a declividade acentuada dificulta o cultivo do café, onde os tratos culturais são de difíceis execuções. Nesse sentido, o desenvolvimento de cultivares que se adaptem melhor a essa condições e concomitantemente apresentem características que dispensem, ou utilizem menos, defensivos agrícolas e facilitem a colheita manual são de grande valia a esses cafeicultores. Atualmente, o IAC possui em seu programa de melhoramento genético vários genótipos, em diferentes gerações, que poderão no futuro ser indicados para esse tipo de cafeicultura, pois aliam porte baixo (o que facilita a colheita), resistência à ferrugem-da-folha (principal doença e que ocorre com maior severidade nessas regiões) e qualidade diferenciada de bebida, o que agregaria maior valor econômico ao produto.

     A finalidade do projeto é verificar o comportamento agronômico e a adaptação de genótipos de café arábica em áreas de montanhas no estado de São Paulo, para tanto serão instalados experimentos em locais a serem definidos no transcorrer da vigência dessa proposta. Tais experimentos serão alocados em delineamento de blocos ao acaso, com no mínimo três repetições. O número de plantas por parcela será de acordo com a geração filial em que os genótipos se encontrem.

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  Júlio César Mistro      IAC

Avaliação do desempenho agronômico e tecnológico de germoplasma de Coffea arabica

n° SGP 1593

A qualidade da bebida do café arábica  é influenciada por inúmeros fatores e suas interações, destacando-se especialmente aqueles relacionados à constituição genética das  plantas, à complexa composição química dos grãos crus e às etapas de pós-colheita, sendo finalizada pelo processo de torra dos grãos. Também é amplamente reconhecido que o cafeeiro arábica apresenta estreita base genética, fato decorrente, em parte, da forma como foi disseminado entre os países que adotaram seu plantio, assim como de aspectos biológicos peculiares à espécie, ou seja, a autogamia e a tetraploidia. Os procedimentos do melhoramento genético clássico adotados para a geração de novas cultivares de café arábica têm início em hibridações planejadas entre parentais selecionados em função da complementariedade entre suas contribuições genéticas.Para tanto é necessário um processo anterior de caracterização ,e  de manutenção, bem como de estudos visando ao conhecimento das características dos genótipos presentes em coleções de germoplasma, de forma a permitir sua utilização proveitosa no melhoramento genético. O programa de melhoramento do café do IAC realizou ao longo dos anos muitos cruzamentos entre cultivares comerciais e acessos do seu banco de germoplasma (BAG), muitos dos quais   encontrando-se instalados no campo. O objetivo deste projeto é avaliar o desempenho agronômico e tecnológico de progênies de acessos individuais originários da Etiópia e de  progênies híbridas entre acessos etíopes e de outras origens com cultivares elite. Pretende-se também obter   novos híbridos F1 entre cultivares elite e acessos selecionados por seu valor agronômico e/ou tecnológico para posterior avaliação agronômica.

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  Maria Bernadete Silvarolla      IAC

Performance agronômica de cultivares de café arábica oriundas de várias instituições nacionais de pesquisas no estado de São Paulo

n° SGP 1592

     A cafeicultura é uma importante atividade do agronegócio brasileiro, gerando muitos empregos diretos e indiretos e respondendo por boa parte das exportações desse setor. Sem dúvida, o melhoramento genético tem contribuído de maneira decisiva nesse processo, incorporando ganhos genéticos para produtividade nas cultivares melhoradas, reduzindo o porte e adequando a arquitetura das plantas, resistência às principais doenças e pragas e melhorando as características ligadas à qualidade do grão e da bebida, como uniformidade de maturação dos frutos, tamanho dos grãos e bebida superior. Desse modo, o sucesso dos programas de melhoramento genético consiste em colocar à disposição dos cafeicultores, cultivares mais adaptadas, produtivas e que atendem às necessidades dos consumidores.

     A ferrugem do cafeeiro é hoje considerada o principal problema fitossanitário no Brasil e em importantes regiões cafeeiras do mundo, podendo ser encontrada em quase todas as lavouras cultivadas e ocasionando redução de até 50% da produção, em regiões com condições climáticas favoráveis à doença e na ausência de medidas de controle. O controle mais utilizado para essa doença é o químico que, embora eficiente, eleva os custos de produção e coloca em risco a saúde dos trabalhadores, podendo causar, ainda, contaminação do meio ambiente.

     Dessa maneira, é de fundamental importância a obtenção de novas cultivares de cafeeiro com resistência a essa doença e, principalmente, a avaliação destas em diferentes ambientes. Sabe-se que no estado de São Paulo existem regiões cafeeiras bem distintas, cada uma com características ambientais definidas, as quais influenciam sobremaneira no comportamento do cafeeiro. Quando se consideram as cultivares recentemente lançadas, não há muitos estudos que demonstrem sua capacidade de responder em termos de estabilidade fenotípica de produção, às diferentes condições de ambiente e sistemas de cultivo utilizados no estado de São Paulo. Isso traz certa insegurança entre os técnicos que trabalham com a cultura do café, na recomendação de qual cultivar é a mais indicada em determinada região.

     Objetiva-se no trabalho caracterizar o desenvolvimento vegetativo e reprodutivo de cultivares de cafeeiros resistentes à ferrugem, de modo a obter informações que possam contribuir para a indicação das mesmas com segurança para as diferentes regiões produtoras do estado de São Paulo. 

     Os experimentos serão instalados, em condição de sequeiro, em algumas regiões paulista: Alta Mogiana (região de Franca), Média Mogiana (região de Mococa), Sul (região de Piraju) e na Média/Alta Paulista (região de Jaú/Adamantina/Lins). Os experimentos seguirão o delineamento de blocos ao acaso, com 25 tratamentos, no mínimo quatro repetições e seis plantas por parcela. 

 

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  Júlio César Mistro      IAC

Desenvolvimento e avaliação de cultivares de Coffea arabica com resistência durável à ferrugem.

n° SGP 1587

O projeto  visa desenvolver e avaliar cultivares de café arábica com resistência durável à ferrugem do cafeeiro (Hemileia vastatrix), produtivas e com boas características agronômicas e tecnológicas. Serão avaliadas progênies derivadas de Coffea arabica, com os genes SH1, SH2 e SH4, isoladamente ou em combinações. Serão também avaliadas progênies derivadas do germoplasma Híbrido de Timor (Catimor, Sarchimor, etc), e de C. arabica X C. canephora (germoplasma Icatu). Cafeeiros portadores de genes de resistência vertical SH6, SH7, SH8, SH9, isoladamente ou em combinações, oriundos de Robusta, de Híbridos de Timor e do cruzamento das cultivares Catuaí e Mundo Novo com BA10 com introgressão natural de C. liberica em C. arabica) portadora do gene SH3 que proporciona resistência durável, também serão estudados e selecionados. O desempenho destes materiais será avaliado em relação à resistência e outras características agronômicas e tecnológicas e plantas serão selecionadas para dar continuidade às próximas gerações. No decorrer das observações em condições de campo, as plantas superiores serão avaliadas pelo teste de discos de folhas e as mudas obtidas serão inoculadas com a raça XXIX, a mais virulenta detectada em Campinas, para validação do nível de resistência. Anualmente serão monitorados materiais resistentes quanto à ocorrência de raças novas. Plantios de clones diferenciadores de raças de ferrugem serão também realizados. A manutenção e multiplicação das raças para teste de resistência serão realizadas durante o processo de seleção. As cultivares obtidas serão avaliadas nas principais regiões cafeeiras do Estado de São Paulo.

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  Oliveiro Guerreiro Filho      IAC

Padronização de metodologias para a fenotipagem de acessos silvestres de Coffea arabica

n° SGP 1586

O projeto se relaciona à estandartização de métodos visando à caracterização, em diferentes ambientes de cultivo, de acessos de Coffea arabica provenientes do centro de origem e diversificação da espécie.

Os principais métodos selecionados para a padronização se relacionam às avaliações de aspectos morfológicos, como porte, ramificação, cor de frutos, etc; tecnológicos, como peso, tipo e tamanho de frutos e sementes; sensoriais, como acidez, aroma, doçura e corpo da bebida e agronômicos, como produção de frutos, ciclo de maturação e reação de plantas a estresses de natureza biótica ou abiótica.

Os resultados obtidos no projeto poderão proporcionar maior eficiência a programas de melhoramento, especialmente no que diz respeito à seleção de acessos com potencial para o desenvolvimento de cafés especiais. 

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  Oliveiro Guerreiro Filho      IAC

Desenvolvimento e avaliação de cultivares de café tipo arábica com resistência múltipla a agentes bióticos da cultura

n° SGP 1585

O projeto tem como objetivo geral desenvolver e avaliar cultivares de café tipo arábica com resistência múltipla à ferrugem, bicho mineiro e nematoides. Como objetivos específicos pretende-se identificar no programa de melhoramento genético do cafeeiro do IAC fontes de resistência aos principais agentes bióticos e que possuam outros atributos de interesse agronômico e obter cafeeiros com resistência múltipla por meio de piramidação de genes. Os cafeeiros resistentes obtidos poderão ser propagados vegetativamente ou por sementes. Uma avaliação do desempenho agronômico das seleções resistentes obtidas será também efetuando em vários locais
do Brasil. Finalmente hibridações entre plantas selecionadas com diferentes tipos de resistência à ferrugem, aos nematoides e ao bicho mineiro serão também efetuadas. 

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  Oliveiro Guerreiro Filho      IAC

Avanços tecnológicos na conservação pós-colheita de flores

n° SGP 1578

A floricultura brasileira constitui-se em um dos segmentos mais dinâmicos do agronegócio brasileiro contemporâneo, exibindo indicadores de crescimento significativos, tanto em termos de número de produtores quanto em área cultivada. Este fato fica evidente ao se analisar o comércio de flores e plantas ornamentais no Brasil, o qual movimenta, anualmente, o valor global médio de R$ 5 bilhões (JUNQUEIRA e PEETZ, 2014; NEVES e PINTO, 2015).

Para que a comercialização seja bem sucedida, é importante a manutenção da qualidade pós-colheita de flores de corte, de modo que todo o esforço empregado durante a produção seja compensado no momento da venda do produto. Neste cenário, destaca-se o manejo pós-colheita, principalmente na utilização da cadeia do frio, que auxilia a manutenção da qualidade das hastes florais, por reduzir os processos metabólicos, principalmente taxa respiratória, produção de etileno, transpiração e infestação por microrganismos (Dias et al., 2016)

Muitos são os fatores que contribuem para a deterioração e desperdício de produtos de origem vegetal. As principais razões compreendem a falta de conhecimento e do uso correto das práticas de produção e principalmente falta de pessoal qualificado em técnicas adequadas de manuseio na colheita e na pós-colheita (Castro, 1998 ).

As alterações sofridas pelas flores podem ser decorrentes de danos mecânicos, fisiológicos e microbiológicos.

O aumento da taxa respiratória, geralmente associada a fatores ambientais, como aumento da temperatura e redução da umidade relativa, juntamente a fatores fisiológicos associados ao aumento da transpiração e da produção de etileno, reduz a vida útil dos vegetais em decorrência da perda de qualidade e da rápida deterioração (Finger et al., 1995).

Outra causa fisiológica de deterioração dos produtos vegetais é a perda de água, que provoca amarelecimento, enrugamento dos tecidos e, consequentemente, perda de valor comercial. A maioria dos vegetais possui entre 80 a 90% de umidade em relação ao peso, sendo a umidade intercelular da ordem de 100%. Portanto, o vapor de água tende a escapar pelos espaços intercelulares pelo processo de transpiração levando a deterioração prematura dos produtos (Hardenburg et al., 1990).

A presença de doenças pós-colheita é de extrema importância, em termos da sanidade do consumidor e no tempo de vida útil de produtos colhidos. Dentre as causas promotoras de perdas fitopatológicas destacam-se as doenças (Chitarra e Chitarra, 2005), principalmente as de natureza fúngicas, que ocorrem com maior frequência e intensidade, sendo responsáveis por cerca de 80 a 90% do total de perdas causadas por fitopatógenos (Gullino, 1994).As doenças que ocorrem na pós-colheita, geralmente originam podridões, sendo que os principais agentes causadores são fungos (Benato, 1999).

A senescência e a murcha das flores de corte podem estar associadas à redução da absorção de água pelas hastes. A absorção de água, reduzida pelo bloqueio físico dos vasos xilemáticos das hastes, proporciona a perda de turgidez precoce das inflorescências limitando a vida útil pós-colheita.

As soluções de manutenção, também conhecidas como soluções de vaso, contribuem para aumentar a longevidade e a qualidade das flores cortadas, podendo ser utilizadas substâncias isoladamente ou em conjunto (Mattiuz et al., 2005). O grupo de componentes mais comuns usados em soluções conservantes são os carboidratos (principalmente a sacarose), germicidas e inibidores da produção ou da ação do etileno (íons de prata e outros), além de alguns reguladores vegetais como giberelina e citocinina, tendo varias formas de aplicação, que podem ser divididas em: solução condicionamento, solução para ‘pulsing’ e solução de manutenção (Dias Tagliacozzo & Castro, 2002). No preparo da solução faz-se uso da sacarose, em concentrações que variam de 0,5 a 2%, de acordo com a espécie utilizada (Castro, 1985), podendo conter ainda nitrato de prata, 8-HQC e 8-HQS (Tjia et al., 1987).

O calor está entre os principais fatores que influenciam a qualidade pós-colheita de flores de corte.  Na planta intacta a manutenção da temperatura é feita com a ajuda dos processos fisiológicos. Quando se colhe parte da planta, esta tende ao equilíbrio térmico e hídrico com o ambiente ao qual está exposta. Desse modo, ambiente com maior carga térmica que o produto transferirá calor para este e vice-versa. Tendo em vista que flor, de modo geral, tem pouca massa, e que a transferência de calor é dependente da massa, calor específico dessa massa e da diferença de temperatura à qual está exposta, espera-se que ganho ou perda de calor seja relativamente rápido. Sabendo-se que existe uma relação direta entre aumento do conteúdo de calor e da atividade metabólica do produto, dentro da faixa de tolerância térmica do vegetal, busca-se sempre a retirada rápida do calor para reduzir ao máximo a atividade metabólica. Desse modo, o primeiro passo após a colheita é remover esse calor de campo e só após esse procedimento o produto deve ser armazenado (KAYS, 2006).

Tendo em vista que também há tendência ao equilíbrio higroscópico e que na maioria das vezes a flor tem mais água do que o ambiente manter a flor em ambiente com umidade relativa de 90±5% é crucial para a manutenção da sua qualidade.

A distância entre o produtor e consumidor, aliado ao fato das flores serem altamente perecíveis, fez com essas sempre devam ser armazenadas e transportadas refrigeradas. Temperatura baixa é sem dúvida o fator mais importante para o armazenamento de flores de corte e a atmosfera controlada, é sempre usada como um complemento à refrigeração, capaz de aumentar à eficiência do armazenamento refrigerado (AKBUDAK & ERIS,2005) No entanto a  característica de cada flor deve ser estudada e a temperatura de armazenamento deve ser a menor possível para cada espécie. A temperatura ótima para armazenamento de flores produzidas em regiões tropicais é de 7 °C a 15 °C, visto que estas são sensíveis a injúrias pelo frio (Nowak Rudnick, 1990), no entanto as flores de clima temperado com as rosas  devem ser armazenadas em a 1 °C  (Reid e Jiang, 2012)

O objetivo principal do projeto é rever e redefinir de métodos eficientes e seguros de conservação pós-colheita de flores, em função da demanda oriunda da cooperativa COOPERFLORA de forma a disponibilizar ao produtores tecnologias de fácil apropriação e que asseguram a manutenção da qualidade floral.

 Como objetivos específicos ou decorrentes têm-se:

• Agregar valor à produção dos produtores de flores e plantas ornamentais;

• Ofertar tecnologias e/ou atividades que ampliem a eficiência dos sistemas de produção e comercialização dos produtores rurais;

• Documentar resultados de etapas do processo e deste como um todo para fundamentar novas e posteriores iniciativas;

• Apoiar o desenvolvimento de metodologias que concorram para a inovação;

• Contribuir para o avanço do conhecimento científico pela implementação de estudos sobre etileno, respiração e incidência de doenças pós-colheita em flores.

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  Gláucia Moraes Dias      IAC

Manutenção, ampliação e avaliação de impacto da Rede Social do Café.

n° SGP 1570

O sistema agroindustrial do café brasileiro vem alterando seus padrões de vida, de consumo e porque não dizer da forma de se comunicar. Surge a necessidade de articulação e integração de esforços entre os distintos setores de ciência, tecnologia e inovação (C&T&I), da assistência técnica e extensão rural (ATER) e da comunicação rural com objetivo fim de melhor a comunicação do setor cafeeiro. Modernas tecnologias de comunicação vêm se incorporando ao dia a dia de um número cada vez maior de cafeicultores e seus familiares.

É incontestável a importância da internet no cotidiano das pessoas neste século XXI, sobretudo a partir da mobilidade possibilitada pelos smartfones. Nesse contexto, as redes sociais surgiram como estruturas sociais compostas por pessoas ou organizações, conectadas por um ou vários tipos de relações, que partilham valores e objetivos comuns. O conceito de mídias sociais (social media) trata a produção de conteúdos de forma descentralizada, representando a produção de muitos para muitos.

O sistema agroindustrial do café, no ano de 2006, inovou ao criar uma rede de colaboração, conhecimento e negócios denominada “Rede Cafés do Brasil”, na Plataforma Peabirus.  Nesta rede, uma das comunidades, hoje denominada Rede Social do Café (www.redesocialdocafe.com.br) destacou-se, passando a ser considerada uma das grandes inovações em comunicação e articulação para o setor cafeeiro.

O presente projeto é composto de uma série de planos de ação, ações e atividades aprovados na Chamada 02/2013 - Programa Café, coordenada pelo Consorcio Pesquisa Café / Embrapa Café. Conta com a participação de diferentes instituições consorciadas como  IAC; UFLA; EPAMIG; PROCAFÉ; IAPAR; INCAPER; UESB e EMBRAPA e prevê atuação nacional e ações regionais nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Espirito Santo, Bahia e Distrito Federal.

Os procedimentos metodológicos para ampliação da Rede e do seu uso serão a apresentação e inserção de novos usuários, aumento da prospecção e incorporação de conteúdo,  geração de conteúdo próprio, ampliação do uso de ferramentas WEB 2.0 (FaceBook; Twitter; WhatsApp), dentre outros. Para avaliação dos impactos da Rede, serão empregados procedimentos adaptados de métodos consagrados e recomendados para utilização em estudos conduzidos com objetivo semelhante. Esta metodologia vem sendo construída colaborativamente  e terá por base uma análise ex-post dos impactos da utilização da Rede e a coleta de dados será realizada junto aos seus usuários por meio de questionário estruturado, e por meio de entrevistas em profundidade com informantes-chave.

Por meio de uma articulação de diferentes entidades de C & T no âmbito do Consórcio Pesquisa Café, o presente projeto tem por objetivo estimular e ampliar a comunicação dialógica via Rede Social do Café por pesquisadores, extensionistas, cafeicultores e demais atores do sistema agroindustrial do café. O presente projeto pretende avaliar os impactos da Rede Social do Café na disseminação de informações, conhecimento e sobre a capacitação de cafeicultores, técnicos e estudantes.

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  Sérgio Parreiras Pereira      IAC

Seleção de genótipos de café arábica, robusta, Coffea dewevrei e derivados de híbridos interespecíficos com tolerância à seca no IAC.

n° SGP 1560

O déficit hídrico é um dos fatores de ambiente que pode limitar o crescimento e a produção de cafeeiros. Atualmente, com previsão de mudanças climáticas e aquecimento global em nosso planeta, a identificação de genótipos de cafeeiros com tolerância à seca é de fundamental importância para a sobrevivência e sustentabilidade da cafeicultura brasileira. No Instituto Agronômico existem materiais genéticos de diferentes origens que se constituem em fontes de tolerância à seca. Este Plano de Ação visa selecionar cafeeiros com tolerância à seca em condições de campo e em casa de vegetação (condições controladas). Em condições de campo pretende-se avaliar genótipos de Coffea arabica procedentes da Etiópia, híbridos F1 dessas seleções com cultivares elites, clones e progênies de C. dewevrei, C. canephora e cafeeiros derivados de híbridos interespecíficos, que serão conduzidos na Fazenda Santa Eliza e também Pólo do Nordeste Paulista de mococa, SP. Em condições controladas de casa de vegetação serão avaliados dez genótipos de cafeeiros que foram previamente identificados como tolerantes à seca no campo A atividade de experimento em casa de vegetação será realizada na Fazenda Santa Eliza do IAC. Nos experimentos em condição de campo, os cafeeiros serão avaliados subjetivamente por meio do índice de turgescência (IT), em época de seca acentuada, e também em relação a determinação do Potencial hídrico foliar, com auxílio da Bomba de Scholander, Conteúdo Relativo de Água (CRA) e teor de umidade do solo.  Nos experimentos em condições controladas, de casa de vegetação, serão realizadas avaliações para determinar o potencial hídrico foliar,CRA, teor de umidade do solo, biometria das plantas, massas fresca e seca da parte aérea e do sistema radicular.

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  Julieta Andrea Silva de Almeida      IAC

Monitoramento Agrometeorológico, Fenológico e Fitossanitário para o café no Estado de SP e relação com variações ou mudanças climáticas locais.

n° SGP 1558

Será conduzido um sistema de monitoramento agrometeorológico e fenológico para a cultura do café arábica no Estado de São Paulo. Para o monitoramento agrometeorológico serão utilizados dados meteorológicos da rede de estações meteorológicas convencionais e automáticas que fazem parte do CIIAGRO/IAC (Centro Integrado de Informações Agrometeorológicas/IAC), os quais darão suporte para simulação de modelo de balanço hídrico seqüencial decendial para monitoramento das regiões produtoras de café no estado (THORNTHWAITE; MATHER, 1955). Para o monitoramento climático serão acompanhados outros  locais produtores de café no estado de SP. O monitoramento fenológico será realizado por meio de levantamentos de campo quinzenais/mensais de acordo com incidência de pragas e doenças, em lavouras cafeeiras localizadas em Mococa, Franca, Caconde e Campinas, devido a disponibilidade de áreas sem controle quiímico. Os dados coletados de clima e fenologia serão utilizados em modelos agrometeorológicos e fenológicos de estimativa de épocas de floração e de maturação e estimativa de quebra relativa de produtividade do cafeeiro (Camargo et al. (2003), Zacharias et al. (2008), Nunes et. al. (2010) e Bardin-Camparotto et al. (2012). Durante a execução do projeto, os produtos gerados serão constantemente reavaliados e aprimorados, tanto no aspecto do conteúdo (nível de detalhamento das informações), como nos aspectos e qualidade da divulgação (programas computacionais, interface de geração de mapas e boletins). As informações geradas no monitoramento agrometeorológico e fenológico do café no Estado de São Paulo, alimentarão a página do Ciiagro/IAC e posteriormente do SIMAFF-Café, disponibilizando aos usuários.Outra forma de se obter as informações do monitoramento é por meio da página do SIMAFF-Café, hospedadas nos servidores das instituições parceiras (IAC, DaTerra Coffee,Cooxupé e Embrapa). Os dados coletados de clima,serão comparados com dados armazenados no banco de dados do Ciiagro, para posterior averiguação de mudanças ou variabilidade climática ao logo do tempo (de acordo com periodo anterior e dados armazenados). Com esses dados ainda será aplicado modelos de estimativas de produtividade e comparado com dados reais (IEA) sendo assim possível validar os modelos existentes para cada localidade dentro do estado de SP. O mesmo ocorrerá para as doenças e pragas avaliadas, podendo obter-se um parâmetro de ocorrência de determinada praga/doença e sua evoluação ao longo do ciclo e sua infuência na qualidade do fruto. Ainda será analisada a ocorrência de pragas e doenças correlacionadas com as condições de clima da safra atual.

Esse projeto (SGP) abrange dois planos de ação, que estão envolvidos em projetos distintos. O Projeto referente a ampliação do monitoramento agrometerológico tem duração de 4 anos e é continuidade de um projeto que se encerrou em dezembro de 2016, no qual os dados de clima, fenologia e fitossanidade serão encaminhados para abastecimento de uma plataforma on line (SIMAFE- sistema integrado de monitoramento agrometeorológico, fenológico e fitossanitário para a cultura do café), plataforma esta em fase final de desenvolvimento que estará alojada na página da Embrapa, com links diretos disponiveis em outros sites de instituições como IAC, Procafé, IAPAR, de acordo com interesse e necessidade de cada órgão.

O segundo projeto, abrangerá 2 anos (minimo de 2 ciclos) se refere ao monitoramento climático e fenológico de 4 localidades (Caconde, Campinas, Franca e Mococa). Esse projeto está ligado a outros projetos onde após a colheita os grãos cereja serão encaminhados a laboratórios específicos para outros estudos que deverão ser correlacionados com as condições climáticas de cultivo (Avaliações: presença de fungos, danos causados por pragas e doenças, classificação do grão e qualidade da bebida, indicadores ambientais observados durante o ciclo em cada localidade e influência das condições de clima nos sólidos solúveis em resíduos de cascas utilizadas em sub produtos). Essas outras etapas serão realizadas por pesquisadores alocados no Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital).

A pesquisadora em questão é coordenadora geral do projeto: Mudanças climáticas e sua influência no Monitoramento Agrometeorológico, na produtividade, na Sanidade do grão pós-colheita, qualidade da bebida e utilização de subproduto na alimentação humana e impactos ambientais. Para tanto é repsonsável pelo Plano Gerencial, ou seja, deverá promover reuniões periódicas e outros eventos necessários para acompanhamento do andamento e evolução de todos os demais projetos envolvidos, denominados Planos de ação, com verba orçamentária específica para tal.

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  Angelica Prela Pantano      IAC

Caracterização de propriedades cafeeiras com relação às boas práticas agrícolas

n° SGP 1545

O sistema agroindustrial do café vem ao longo dos anos passando por significativas alterações, existindo por parte das grandes redes varejistas e dos consumidores uma crescente preocupação com a forma de produção em relação aos critérios socioambientais na cultura do café. Como consequência, existe uma demanda crescente por cafés sustentáveis certificados e o Brasil está entre os países produtores capazes de atender a esse segmento do mercado, sendo atualmente o maior fornecedor de cafés sustentáveis do mercado mundial. Para que se mantenha e possa expandir essa posição, faz-se necessária a implantação de políticas públicas e privadas no sentido de inserir novos cafeicultores nesse mercado de cafés diferenciados, exigindo ações que visem à adequação das propriedades agrícolas às Boas Práticas Agrícolas (BPAs). Essa adequação passa por programas de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), que devem ser realizados de acordo com o perfil ou desempenho dos cafeicultores, em dada região produtora. Nesse sentido, a separação em “clusters” surge como uma estratégia para viabilizar a certificação em grupos. 
O projeto possui quatro (4) Planos de Ação, com a participação de três (3) diferentes instituições consorciadas: IAC; UFLA e INCAPER.  O projeto prevê ações regionais nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Espirito Santo. Sob coordenação do IAC são dois planos de ação sendo um o Plano Gerencial e o outro "Caracterização de grupos de cafeicultores no Estado de São Paulo"
O objetivo do presente estudo é validar o procedimento metodológico de separação por cluster levando em consideração o desempenho de grupos de propriedades rurais em relação às BPAs no cultivo de café, visando à identificação de políticas de ATER, focadas nas necessidades desses agricultores.

 

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  Sérgio Parreiras Pereira      IAC

ADUBAÇÃO NITROGENADA NA CULTURA DA SOJA SOBRE PALHADA DE SORGO FORRAGEIRO EM CONSÓRCIO COM UROCLHOA RUZIZIENSIS

n° SGP 1527

O experimento está sendo realizado no Centro Avançado de Pesquisa Tecnológica do Agronegócio de Seringueira e Sistemas Agroflorestais – IAC/APTA, em uma área com sistema de semeadura direta de 2009, com o objetivo avaliar a influência do nitrogênio nas características agronômicas da cultura da soja, em sistema de semeadura direta sobre palhada de sorgo forrageira em consórcio com U. ruziziensis e, sobre a degradação da palhada. Estão sendo utilizados quatro tratamentos (doses de nitrogênio): 0 kg ha-1; 20 kg ha-1; 40 kg ha-1; 60 kg ha-1. O nitrogênio está sendo aplicado 20 dias após a emergência, utilizando como fonte de nitrogênio o nitrato de amônio. O delineamento experimental utilizado é o de blocos casualizados, com quatro repetições. A avaliação de fitomassa seca da palhada do sorgo forrageiro e da U. ruziziensis está sendo realizada retirando-se duas amostras por parcela de 0,25 m² cada, na pré-semeadura do sorgo forrageiro e da U. ruziziensis. Os parâmetros avaliados na cultura da soja, nos dois anos de estudo, serão: altura de inserção da primeira vagem, altura de plantas e número de vagens por planta, amostrando-se cinco plantas de cada parcela e o estande final ha-1 e a produtividade de grãos ha-1, amostrando-se 10 m nas duas linhas centrais de cada parcela. As avaliações estão sendo realizadas no momento da colheita da cultura da soja. Os resultados serão submetidos à análise de variância e as médias comparadas pelo teste de Tukey (p < 0,05).

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  Wander Luis Barbosa Borges      IAC

Diversidade genética de fitopatógenos da cultura da cana-de-açúcar

n° SGP 1363

Alguns fitopatógenos da cana-de-açúcar são bem conhecidos quanto a sua forma de ocorrência e dispersão. Mais conhecidos ainda são os problemas que eles causam e a perda de produtividade a estes relacionados. Contudo, as mudanças contínuas no modo de produção de cana-de-açúcar (mecanização, mudanças em leis ambientais, alterações climáticas e outras) criam novos cenários e ambientes mais ou menos propícios a este ou a aquele patógeno.
Estas alterações no meio de produção, proporciona o aparecimento de “novas doenças” ou mudanças comportamentais nas doenças já conhecidas.
Para a grande maioria destes casos, não se sabe se o fitopatógeno presente é o mesmo de anos anteriores ou se houve alguma mudança em sua diversidade.
É neste contexto, que procuramos atuar. Identificando e caracterizando o fitopatógeno quanto a sua diversidade genética para fornecer subsídios para o controle da doença.
Para tanto serão utilizados tanto os métodos clássicos de isolamento e diagnóstico laboratorial, quanto os métodos moleculares.
 

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  Luciana Oliveira Souza Anjos      IAC

Sustentabilidade em propriedades cafeeiras na região nordeste paulista

n° SGP 1327

A importância da cafeicultura brasileira é reconhecida mundialmente, o país é o maior produtor mundial de café, segundo levantamento da CONAB (2015), com uma produção de 44,57 milhões de sacas, sendo o café arábico responsável por 72,4% da produção total. O país também é o maior exportador de café em grão e segundo maior consumidor mundial, com a marca de 20,08 milhões de sacas consumidas no mercado interno em 2013 (ABIC, 2014). O BRASIL é responsável por 35% da produção mundial de café e 27% das exportações, responsável por 5,3% das exportações do agronegócio nacional (CECAFÉ, 2016).  

Devido à queda dos preços internacionais nos últimos anos, a falta de uma política nacional de apoio à cafeicultura e o aumento gradual nos preços dos insumos químicos são fatores que vêm, causando a perda na rentabilidade econômica da atividade e o consequente abandono das lavouras, principalmente pelos pequenos produtores.
Dentro deste contexto observa-se que nos últimos anos os produtores vêm se agrupando em cooperativas e ou associações para tentar permanecer na atividade e a adoção de novas tecnologias e novos processos como: mecanização, irrigação, novos adensamentos e a certificação são ferramentas utilizadas frequentemente pelos produtores, para melhoria da sua renda e permanência na atividade.

Desta maneira, objetivo deste estudo é avaliar as características e analisar o perfil dos produtores de café da região Noroeste do Estado de São Paulo, nos municípios de Caconde, Divinolândia e São Sebastião da Grama, visando auxiliar o desenvolvimento da cafeicultura regional. objetiva-se com este trabalho realizar um diagnostico da sustentabilidade em propriedade cafeeiras na região Nordeste Paulista, utilizando o método de Indicadores de Sustentabilidade de Agroecossistemas-ISA.objetiva-se com este trabalho realizar um diagnostico da sustentabilidade em propriedade cafeeiras na região Nordeste Paulista, utilizando o método de Indicadores de Sustentabilidade de Agroecossistemas-ISA.

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  Sebastião de Lima Junior      Apta Regional / IAC

Seleção de "seedlings" e de clones de cana-de-açúcar na região de Jaú

n° SGP 1303

 A  hibridação de cana-de-açúcar possibilita a obtenção de famílias em alto grau de heterose e ampla variabilidade. Como cultura propagada vegetativamente, a cana-de-açúcar possibilita a fixação do componente genético e as variações fenotípicas serão muito influenciadas pelo ambiente.  Cabe ao melhorista, selecionar os indivíduos superiores, tarefa muitas vezes dificultada quando se trabalha em diferentes ambientes indistintamente, sem a preocupação de caracteriza-los em relação ao seu potencial  edafoclimático.  Nesse projeto propõem-se estudar populações de “seedling”, famílias e clones de cana-de-açúcar para a região de Jaú, estado de São Paulo. Para tanto serão utilizandos critérios conceituais, biométricos, avaliações fitopatológicas e agrotecnológicas para a caracterização e mensuração do potencial  agroindustrial do conjunto de progênies e indivíduos.   A acumulação de dados resultantes  de  observações  em  anos  sucessivos será usada como principal ferramenta para a identificação de variedades regionais. 

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  Mauro Alexandre Xavier      IAC

Agropolo Campinas-Brazil: roadmap of the strategic areas of research aiming at creating a world-class bioeconomy ecosystem

n° SGP 1294

In this research project will be developed scientific and technological knowledge to structure the Agropolo Campinas-Brasil initiative based on detailed studies about the research already carried out in the Bioeconomy areas (Agriculture, Food, Health, Green Chemistry, and Bioenergy). From this project, it is also expected that Agropolo will create a greater connection between higher education and research institutions and private sector in Campinas city and its region, resulting in differentiated technological research to provide better opportunities to employment and income for Bioeconomy activities in Campinas region. Agropolo Campinas-Brazil is an interinstitutional platform, created on June 26th, 2015. It is based on the concept of "collaborative innovation", inspired on Montpellier, France Agropolis International model. The objective of the Agropolo Campinas-Brazil is to develop Technical Cooperation Projects (TCP) in agriculture, food, biodiversity, bioenergy, chemical green and sustainable areas aiming at the research, development and technological innovation, with extension to other research institutions and companies based in Campinas region, working in selected segments for this cooperation. The Public Policies Project in Bioeconomy (PPPBio) aims:
? to help making this transition from a fossil-based economy to a new sustainable bio-based economy;
? to help on the creation of a series of sustainable bio-based value added products that will all together, combined with the existing present bioeconomy in Brazil, compose the new bioeconomy;
? to integrate the existing knowledge from the Brazilian research institutes and universities with the interests of the private sector, making an economic revolution in Brazil;
? to offer a significant contribution to reduction of GHG. Brazil has already come a long way in this direction but can create wealth, reduce GHG and become a model for other countries.

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  Sérgio Augusto Morais Carbonell      IAC

Interação Xylella fastidiosa-inseto vetor-planta hospedeira e abordagens para o controle da clorose variegada dos citros e cancro cítrico

n° SGP 1285

A clorose variegada dos citros (CVC) causada pela bactéria Xylella fastidiosa subsp. pauca é uma das doenças mais preocupantes da citricultura brasileira, acarretando danos econômicos na ordem de 100 milhões de dólares por ano com erradicação de plantas doentes, replantio e controle químico dos vetores. A CVC é um problema principalmente brasileiro, pois outros países da América do Sul ou Central onde a doença já foi descrita a atividade citrícola não tem a dimensão da citricultura brasileira. Dessa forma cabe à pesquisa no Brasil estudar e propor alternativas para o controle e/ou manejo mais eficiente, sustentável e com menores custos de produção. Nestes 15 anos do sequenciamento do genoma da X. fastidiosa causadora da CVC, muitos conhecimentos básicos sobre a bactéria foram gerados, posicionando-a entre os dez fitopatógenos bacterianos mais importantes do mundo. Porém, poucos desses estudos focalizaram a interação entre os componentes desse patossistema, bactéria-planta-vetor. Este projeto visa integrar os trabalhos com X. fastidiosa para ampliar e associar as informações sobre os mecanismos genéticos que contribuem para a eficiência adaptativa dessa bactéria, a relação entre sua colonização no hospedeiro e expressão da doença, a interação molecular com o inseto vetor e as respostas genéticas da planta que podem ser usadas, a médio e longo prazo, para controlar de forma mais sustentável e com menor custo de produção os danos causados pela CVC. Ainda, além da X. fastidiosa, o projeto propõe ampliar os estudos com Xanthomonas citri subsp. citri, causadora do Cancro Cítrico, um outro problema fitossanitário que vem tomando proporções cada vez maiores nos pomares paulistas, devido às mudanças recentes de legislação em relação ao controle dessa doença. Assim, devido às similaridades entre os dois fitopatógenos e hospedeiro em comum, algumas abordagens de estudo e estratégias de controle serão usadas para os fitopatógenos X. fastidiosa e X. citri.A clorose variegada dos citros (CVC) causada pela bactéria Xylella fastidiosa subsp. pauca é uma das doenças mais preocupantes da citricultura brasileira, acarretando danos econômicos na ordem de 100 milhões de dólares por ano com erradicação de plantas doentes, replantio e controle químico dos vetores. A CVC é um problema principalmente brasileiro, pois outros países da América do Sul ou Central onde a doença já foi descrita a atividade citrícola não tem a dimensão da citricultura brasileira. Dessa forma cabe à pesquisa no Brasil estudar e propor alternativas para o controle e/ou manejo mais eficiente, sustentável e com menores custos de produção. Nestes 15 anos do sequenciamento do genoma da X. fastidiosa causadora da CVC, muitos conhecimentos básicos sobre a bactéria foram gerados, posicionando-a entre os dez fitopatógenos bacterianos mais importantes do mundo. Porém, poucos desses estudos focalizaram a interação entre os componentes desse patossistema, bactéria-planta-vetor. Este projeto visa integrar os trabalhos com X. fastidiosa para ampliar e associar as informações sobre os mecanismos genéticos que contribuem para a eficiência adaptativa dessa bactéria, a relação entre sua colonização no hospedeiro e expressão da doença, a interação molecular com o inseto vetor e as respostas genéticas da planta que podem ser usadas, a médio e longo prazo, para controlar de forma mais sustentável e com menor custo de produção os danos causados pela CVC. Ainda, além da X. fastidiosa, o projeto propõe ampliar os estudos com Xanthomonas citri subsp. citri, causadora do Cancro Cítrico, um outro problema fitossanitário que vem tomando proporções cada vez maiores nos pomares paulistas, devido às mudanças recentes de legislação em relação ao controle dessa doença. Assim, devido às similaridades entre os dois fitopatógenos e hospedeiro em comum, algumas abordagens de estudo e estratégias de controle serão usadas para os fitopatógenos X. fastidiosa e X. citri.

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  Alessandra Alves de Souza      IAC

Zoneamento edáfo-topoclimático para o cultivo de uvas viníferas no município de Louveira - SP

n° SGP 1265

Assim como todas as atividades agrícolas, o cultivo de uvas finas precisa aperfeiçoar seu sistema de produção para a melhoria e incremento da sua produção.  No mundo inteiro verifica-se um incremento nos estudos de zoneamento vitivinícola, notadamente aqueles que busquem a delimitação de ambientes de produção mais detalhados, com a indicação de áreas com maior potencial para produção de vinhos, contemplando desde a escolha do solo e clima, topografia, porta-enxerto e variedades. O município de Louveira é um dos dez integrantes do Projeto Circuito das Frutas, instituído pelo Decreto Estadual n. 47.180, de 2 de outubro de 2002. Tem grande destaque no cultivo da videira, notadamente de uvas de mesa,  que cobre aproximadamente uma área de 47 hectares, são cerca de 50 produtores que fazem da atividade parte de sua renda. Entretanto é crescente a demanda para o cultivo de uvas finas, destinada a produção de vinhos de melhor qualidade. Nesse sentido, é necessário que o estudo seja subsidiado pela existência de informações detalhadas sobre o solo, relevo, clima e adaptação de porta-enxertos e variedades, o que é o caso do município de Louveira, que recentemente concluiu um detalhado diagnóstico agroambiental do seu território. Os resultados desse estudo, subsidiarão a extrapolação ou não dos resultados para os demais municípios do Estado de São Paulo que fazem parte do  Programa Paulista de Desenvolvimento Vitivinícola - ProVinho

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  Jener Fernando Leite de Moraes      IAC

DESENVOLVIMENTO E AVALIAÇÃO DE EQUIPAMENTO PORTATIL PARA TESTE DE MOLAS AGRÍCOLAS

n° SGP 1259

Molas são componentes importantes para o bom funcionamento de máquinas agrícolas, em semeadoras exercem pressão sobre os mecanismos sulcadores permitindo, com isso, maior regularidade na profundidade de deposição da semente no solo. Em função da robustez é difícil para o agricultor detectar sinais de fadiga ou perda funcional de molas, dificultando assim a tomada de decisão a respeito da substituição. Propõem-se desenvolver um testador simples, portátil, para realizar em campo avaliação das condições de molas em máquinas e equipamentos agrícolas diversos. O principio básico de funcionamento é a comparação de deformações entre uma mola calibre com a mola em uso na máquina. A construção do protótipo envolve uso de material reciclado de baixo custo e calibrador do laboratório de Semeadoras Adubadoras do CEA . A avaliação e validação do equipamento serão realizadas em máquinas utilizadas por agricultores de Jundiaí e as pertencentes ao CEA/IAC.

CARACTERIZAÇÃO DO PROBLEMA:

Semeadoras e outras máquinas agrícolas operando com molas fadigadas perdem a capacidade funcional comprometendo a competitividade tecnológica

Não há no mercado brasileiro nenhum equipamento portátil para teste rápido de molas no campo.

OBJETIVOS: 

Desenvolver equipamento portátil, simples, robusto e de baixo custo para realizar teste molas.

Disponibilizar tecnologia para teste rápido no campo.

Elaborar roteiro de construção do equipamento.

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  Afonso Peche Filho      IAC

Desenvolvimento tecnológico da cultura do tomateiro: fitotecnia e nutrição

n° SGP 1248

Projeto 1: Doses de potássio em tomates do tipo saladete em cultivo protegido

Considerando-se os aspectos socioeconômicos, o tomateiro é hoje, dentre as hortaliças produzidas no Brasil, a mais importante, destaca-se por ser extremamente exigente no seu manejo cultural, principalmente o nutricional. Dentre os nutrientes extraídos pelo tomateiro, o potássio (K) é absorvido em maiores quantidades e imprescindível para o crescimento vegetativo, produção, quali­dade dos frutos, regulação es­tomática, fotossíntese e ativador enzimático. Dessa forma, para conhecer os períodos de maior exigência dos nutrientes pelo tomateiro foram conduzidos três experimentos para determinar a absorção de nutrientes durante o ciclo de cultivo de híbridos de tomate do tipo saladete (Pizzadoro, Tarantely e Totalle). Agora serão realizados experimentos, para avaliar o efeito de doses de potássio nos mesmos híbridos.  O delineamento experimental será de blocos casualizados em esquema de parcelas subdivididas com quatro repetições. As quatro doses de potássio serão definidas em função do resultado dos experimentos prévios de absorção de nutrientes. Os dados obtidos serão analisados estatisticamente através da análise de variância e por meio do teste F. Quando houver significância para doses de potássio, será feita análise de regressão, definindo o melhor ajuste segundo combinação de significância e maior coeficiente de determinação. Quando houver efeito dos híbridos será aplicado o teste de Tukey (5%) para a comparação de médias. 

 

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  Luis Felipe Villani Purquerio      IAC
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O SGP (Sistema de Gestão de Pesquisa) foi implementado em todas as unidades APTA, para centralizar o controle de todos os projetos desenvolvidos sob sua supervisão. [Ler mais]

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