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Seleção de genótipos de café Bourbon para o desenvolvimento de cultivares visando a produção de cafés especiais

n° SGP 1601

     Após o lançamento da cultivar Mundo Novo na década de 50 os programas de melhoramento genético de café arábica priorizaram o desenvolvimento de genótipos voltados para o mercado de café commoditie, isto é, cultivares altamente produtivas e com boas características agronômicas, sobretudo resistentes à ferrugem-da-folha, principal doença do café. Nesse sentido, a cultivar Bourbon, até então a mais plantada no país naquela época, não foi mais priorizada pelos cafeicultores e pelos programas de melhoramento devido a sua baixa produção e ser suscetível a doenças e exigente em nutrição, ao contrário do Mundo Novo que apesar de ser altamente suscetível à ferrugem é uma planta bem rústica, produtiva e adaptada aos mais diversos ambientes de cultivo. Essas duas cultivares são de porte alto.

     Com o advento do mercado de cafés especiais o germoplasma Bourbon retomou o interesse tanto por parte do consumidor quanto dos melhoristas. Apesar de seus problemas agronômicos esse material possui uma qualidade sensorial diferenciada tais como doçura, sabor achocolatado, aroma frutado intenso e agradável acidez cítrica, sendo, portanto, um material genético específico para a produção de cafés especiais.

     A seleção de linhagens/progênies de Bourbon do Banco de Germoplasma do IAC introduzidas na década de 50 é uma frente de trabalho para desenvolver novas cultivares; outra frente seria realizar hibridações entre o germoplasma Bourbon com cultivares elites, tais como Obatã, Tupi, IAC 125 (são produtivas, porte baixo e resistentes/tolerantes à ferrugem-da-folha) entre outros.

     O objetivo desse trabalho é selecionar linhagens e desenvolver progênies de café arábica com o perfil sensorial do Bourbon e que apresentem características agronômicas desejáveis, tais como produção/vigor, menor porte e tolerância à ferrugem-da-folha esperando-se que num futuro próximo uma nova cultivar com essas características e perfil sensorial diferenciado agregará valor ao cafeicultor brasileiro.

     Serão realizadas avaliações agronômicas de genótipos de café Bourbon das coleções do IAC para a seleção de plantas promissoras, as quais serão utilizadas no processo convencional de melhoramento (sucessivos ciclos seletivos e avanços de gerações) e no programa de hibridações. Serão realizadas avaliações agronômicas visando a melhoria da produção, do vigor, porte e arquitetura da planta, tolerância a doenças (principalmente a ferrugem-da-folha), diferentes estágios de maturação e tamanho dos frutos. As plantas selecionadas serão então estudadas em novos experimentos, instalados em pelo menos dois locais no estado de São Paulo, seguindo o delineamento de blocos ao acaso, contendo entre 15 e 25 genótipos derivados de Bourbon e entre duas e quatro testemunhas comuns a todos os experimentos, quatro ou seis repetições e com no mínimo cinco plantas por parcela. Concomitantemente, serão realizadas hibridações entre genótipos de café Bourbon (do banco de germoplasma) e materiais genéticos elite (cultivares comerciais) e genótipos introduzidos de outros países do banco de germoplasma do IAC afim de desenvolver populações-base. As sementes híbridas serão então plantadas em delineamento experimental para as avaliações agronômicas, tecnológicas e sensoriais para o avanço de gerações em cada Estado.

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  Júlio César Mistro      IAC

Desenvolvimento de cultivares de café tipo arábica visando produtividade, resistência à ferrugem e outras características agronômicas e tecnológicas

n° SGP 1598

     A ferrugem alaranjada é a principal doença do café, chegando a ocasionar perdas na produção brasileira de café da ordem de 30 a 50%, se nenhuma medida de controle da doença for adotada. Entre as medidas de controle a utilização de cultivares resistentes é a mais fácil e econômica de ser empregada, visando minimizar os prejuízos causados pelos parasitas que atacam a lavoura de café. Após a constatação da ferrugem do cafeeiro no Brasil, em 1970, grande esforço tem sido feito no melhoramento genético para a obtenção de cultivares resistentes. Várias cultivares foram disponibilizadas para o cultivo comercial pelas instituições que se dedicam ao melhoramento do cafeeiro. No entanto, devido à grande variabilidade que ocorre no fungo Hemileia vastatrix, há surgimento de novas raças fisiológicas, com genes de virulência capazes de anular a resistência das cultivares resistentes. Por isso os programas de melhoramento devem ser dinâmicos e contínuos, de modo a disponibilizar sempre novas cultivares com fatores de resistência complexos que se constituam em eficientes barreiras para as novas raças fisiológicas do fungo H. vastatrix.

     Este projeto tem como objetivo geral a obtenção de cultivares de café tipo arábica visando produtividade, resistência à ferrugem-da-folha e outras boas características agronômicas e tecnológicas. Para tanto serão avaliadas novas seleções de cafeeiros de porte alto e baixo e com boa arquitetura, derivados de hibridações, com resistência específica e/ou não especifica à Hemileia vastatrix, produtivas, adaptadas às regiões cafeeiras e com produto de boa qualidade Serão também desenvolvidas e avaliadas linhagens de cafeeiros com fatores de resistência vertical SH1, SH2, SH3 e SH4 derivadas do cruzamento de introduções de Coffea arabica com cultivares elites. 

     

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  Júlio César Mistro      IAC

Avaliação dos efeitos do fungicida APROACH PRIMA em girinos de rã-touro (Lithobates catesbeianus) através da análise de biomarcadores

n° SGP 1597

O uso de indicadores biológicos tem aumentado nos últimos anos, com o intuito de investigar a poluição ambiental, sendo que o ambiente aquático apresenta uma grande vulnerabilidade, tendo a agricultura papel de destaque como uma das principais atividades humanas que contribui para o aumento da poluição, devido à utilização de pesticidas. Essas substâncias, dentre os poluentes ambientais, têm recebido recente atenção pelo seu potencial em alterar populações e o dinamismo entre comunidades. Os biomarcadores podem ajudar a avaliar o estado de saúde das populações de anfíbios, atuando como parâmetros finais e subletais da intoxicação. Em virtude da necessidade de estabelecer biomarcadores com maior sensibilidade, precisão e informação rápida após da exposição e ação dos estressores ambientais e particularmente dos pesticidas usados no ambiente, será testada a análise do sistema pigmentar extracutâneo e especificamente nos órgãos hematopoiéticos como baço e fígado, onde residem os melanomacrófagos (MMCs). Os anfíbios anuros ocorrem em todos os continentes, apresentam ampla distribuição geográfica, sendo encontrados em todos os continentes, exceto na Antártica, sendo mais abundantes em países tropicais e a rã-touro é uma espécie já utilizada em ensaios de ecotoxicologia aquática. O Aproach® Prima é um fungicida sistêmico que contém picoxistrobina (do grupo das estrobilurinas, inibidores do fluxo de elétrons da respiração mitocondrial) e ciproconazole (do grupo dos triazóis, inibidores da biossíntese do ergosterol), usado em pulverizações preventivas, para o controle de doenças da parte aérea da cultura do algodão, arroz, café, cana-de-açúcar, milho, soja e trigo. Quanto à sua classificação toxicológica, pertence à classe III, sendo medianamente tóxico e quanto à classificação do potencial de periculosidade ambiental, pertence à classe II, muito perigoso ao meio ambiente, segundo dados da bula do produto. Este produto foi escolhido para realização dos ensaios ecotoxicológicos, em virtude de sua utilização na cultura no arroz inundado, que é a principal cultura da região do Vale do Paraíba e que apresenta grande interface com o ambiente aquático.

 

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  Adriana Sacioto Marcantonio      Apta Regional / IP

Desenvolvimento e avaliação de cultivares e progênies de café arábica apropriadas para a cafeicultura de montanha do Estado de São Paulo

n° SGP 1596

     O estado de São Paulo é o segundo  produtor nacional de café arábica, sendo que o seu cultivo ocorre também em áreas montanhosas, acidentadas caracterizadas por temperaturas amenas e altitudes elevadas, tais como as regiões da Alta, Média e Baixa Mogiana (maior produtora) e o Centro-Sul. Essa condição climática potencializa a qualidade sensorial do café, atributo atualmente de grande valor econômico, porém a declividade acentuada dificulta o cultivo do café, onde os tratos culturais são de difíceis execuções. Nesse sentido, o desenvolvimento de cultivares que se adaptem melhor a essa condições e concomitantemente apresentem características que dispensem, ou utilizem menos, defensivos agrícolas e facilitem a colheita manual são de grande valia a esses cafeicultores. Atualmente, o IAC possui em seu programa de melhoramento genético vários genótipos, em diferentes gerações, que poderão no futuro ser indicados para esse tipo de cafeicultura, pois aliam porte baixo (o que facilita a colheita), resistência à ferrugem-da-folha (principal doença e que ocorre com maior severidade nessas regiões) e qualidade diferenciada de bebida, o que agregaria maior valor econômico ao produto.

     A finalidade do projeto é verificar o comportamento agronômico e a adaptação de genótipos de café arábica em áreas de montanhas no estado de São Paulo, para tanto serão instalados experimentos em locais a serem definidos no transcorrer da vigência dessa proposta. Tais experimentos serão alocados em delineamento de blocos ao acaso, com no mínimo três repetições. O número de plantas por parcela será de acordo com a geração filial em que os genótipos se encontrem.

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  Júlio César Mistro      IAC

Avaliação do desempenho agronômico e tecnológico de germoplasma de Coffea arabica

n° SGP 1593

A qualidade da bebida do café arábica  é influenciada por inúmeros fatores e suas interações, destacando-se especialmente aqueles relacionados à constituição genética das  plantas, à complexa composição química dos grãos crus e às etapas de pós-colheita, sendo finalizada pelo processo de torra dos grãos. Também é amplamente reconhecido que o cafeeiro arábica apresenta estreita base genética, fato decorrente, em parte, da forma como foi disseminado entre os países que adotaram seu plantio, assim como de aspectos biológicos peculiares à espécie, ou seja, a autogamia e a tetraploidia. Os procedimentos do melhoramento genético clássico adotados para a geração de novas cultivares de café arábica têm início em hibridações planejadas entre parentais selecionados em função da complementariedade entre suas contribuições genéticas.Para tanto é necessário um processo anterior de caracterização ,e  de manutenção, bem como de estudos visando ao conhecimento das características dos genótipos presentes em coleções de germoplasma, de forma a permitir sua utilização proveitosa no melhoramento genético. O programa de melhoramento do café do IAC realizou ao longo dos anos muitos cruzamentos entre cultivares comerciais e acessos do seu banco de germoplasma (BAG), muitos dos quais   encontrando-se instalados no campo. O objetivo deste projeto é avaliar o desempenho agronômico e tecnológico de progênies de acessos individuais originários da Etiópia e de  progênies híbridas entre acessos etíopes e de outras origens com cultivares elite. Pretende-se também obter   novos híbridos F1 entre cultivares elite e acessos selecionados por seu valor agronômico e/ou tecnológico para posterior avaliação agronômica.

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  Maria Bernadete Silvarolla      IAC

Performance agronômica de cultivares de café arábica oriundas de várias instituições nacionais de pesquisas no estado de São Paulo

n° SGP 1592

     A cafeicultura é uma importante atividade do agronegócio brasileiro, gerando muitos empregos diretos e indiretos e respondendo por boa parte das exportações desse setor. Sem dúvida, o melhoramento genético tem contribuído de maneira decisiva nesse processo, incorporando ganhos genéticos para produtividade nas cultivares melhoradas, reduzindo o porte e adequando a arquitetura das plantas, resistência às principais doenças e pragas e melhorando as características ligadas à qualidade do grão e da bebida, como uniformidade de maturação dos frutos, tamanho dos grãos e bebida superior. Desse modo, o sucesso dos programas de melhoramento genético consiste em colocar à disposição dos cafeicultores, cultivares mais adaptadas, produtivas e que atendem às necessidades dos consumidores.

     A ferrugem do cafeeiro é hoje considerada o principal problema fitossanitário no Brasil e em importantes regiões cafeeiras do mundo, podendo ser encontrada em quase todas as lavouras cultivadas e ocasionando redução de até 50% da produção, em regiões com condições climáticas favoráveis à doença e na ausência de medidas de controle. O controle mais utilizado para essa doença é o químico que, embora eficiente, eleva os custos de produção e coloca em risco a saúde dos trabalhadores, podendo causar, ainda, contaminação do meio ambiente.

     Dessa maneira, é de fundamental importância a obtenção de novas cultivares de cafeeiro com resistência a essa doença e, principalmente, a avaliação destas em diferentes ambientes. Sabe-se que no estado de São Paulo existem regiões cafeeiras bem distintas, cada uma com características ambientais definidas, as quais influenciam sobremaneira no comportamento do cafeeiro. Quando se consideram as cultivares recentemente lançadas, não há muitos estudos que demonstrem sua capacidade de responder em termos de estabilidade fenotípica de produção, às diferentes condições de ambiente e sistemas de cultivo utilizados no estado de São Paulo. Isso traz certa insegurança entre os técnicos que trabalham com a cultura do café, na recomendação de qual cultivar é a mais indicada em determinada região.

     Objetiva-se no trabalho caracterizar o desenvolvimento vegetativo e reprodutivo de cultivares de cafeeiros resistentes à ferrugem, de modo a obter informações que possam contribuir para a indicação das mesmas com segurança para as diferentes regiões produtoras do estado de São Paulo. 

     Os experimentos serão instalados, em condição de sequeiro, em algumas regiões paulista: Alta Mogiana (região de Franca), Média Mogiana (região de Mococa), Sul (região de Piraju) e na Média/Alta Paulista (região de Jaú/Adamantina/Lins). Os experimentos seguirão o delineamento de blocos ao acaso, com 25 tratamentos, no mínimo quatro repetições e seis plantas por parcela. 

 

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  Júlio César Mistro      IAC

MORMO: AVALIAÇÃO CLÍNICA, EPIDEMIOLÓGICA, ANATOMOPATOLÓGICA E MICROBIOLÓGICA

n° SGP 1591

O mormo é uma doença infectocontagiosa, de caráter agudo ou crônico, que acomete os equídeos. Pode também acometer o homem, os carnívoros e eventualmente pequenos ruminantes. É causada pela bactéria Burkholderia mallei, que desencadeia formação de nódulos e úlceras principalmente no trato respiratório ou na pele dos animais. Essa enfermidade é de notificação obrigatória, contudo não há disponível no mercado kits validados para sua análise laboratorial, gerando problemas na confirmação de focos da doença e na condução do programa de controle e erradicação do mormo. Com o aumento da ocorrência de casos clínicos na região sudeste e questionamento de resultados de exames laboratoriais, houve demanda do Ministério da Agricultura e Abastecimento para estudar equídeos com resultados diferente de negativo (inconclusivo, anticomplementar e positivo) para B. mallei visando levantar dados e esclarecer aspectos quanto à patogenia, imunidade, diagnóstico e epidemiologia da doença. Coordenado pelo Instituto Biológico e em parceria com MAPA, Coordenadoria de Defesa Agropecuária de São Paulo e Agência de Inspeção Alimentar Canadense, este estudo tem por objetivos o monitoramento de animais provenientes de focos; desenvolver, padronizar e validar métodos sorológicos e moleculares para identificação da B. mallei; buscar uma definição de caso de mormo a partir da análise dos métodos avaliados (clínicos, epidemiológicos e detecção direta e indireta do agente);  e desenvolver material técnico e didático para auxiliar no diagnóstico precoce da  doença. Serão analisados 26 equinos provenientes de focos em saneamento nos Estados de São Paulo, Espírito Santo e Rio de Janeiro, mantidos na Estação Quarentenária do MAPA localizada em Cananéia, SP. Amostras de sangue e suabe nasal estão sendo coletadas a cada quinze dias, havendo previsão de acompanhamento por 2 anos, com a finalidade de desenvolver, padronizar e validar ensaios de imunodiagnóstico (Fixação de Complemento a quente e a frio, Western-blotting, ELISA) e biologia molecular. Quando houver linfoadenomegalia, o conteúdo será analisado para detecção da B. mallei. Em caso de óbito dos equinos será realizada necropsia para avaliação anatomo-patológica e diagnóstico diferencial com doenças confundíveis. Com os resultados, o presente trabalho contribuirá para geração do conhecimento sobre a epidemiologia do mormo e no estabelecimento de métodos laboratoriais, mais sensíveis e específicos. Ainda, serão disponibilizadas às autoridades sanitárias melhores escolhas de métodos confirmatórios desta doença, que poderão ser incluídos na legislação para conduzir as ações de controle e erradicação. Destaca-se que o Brasil acumulou experiências e poderá auxiliar outros países com essas informações inéditas adquiridas.O mormo é uma doença infectocontagiosa, de caráter agudo ou crônico, que acomete os equídeos. Pode também acometer o homem, os carnívoros e eventualmente pequenos ruminantes. É causada pela bactéria Burkholderia mallei, que desencadeia formação de nódulos e úlceras principalmente no trato respiratório ou na pele dos animais. Essa enfermidade é de notificação obrigatória, contudo não há disponível no mercado kits validados para sua análise laboratorial, gerando problemas na confirmação de focos da doença e na condução do programa de controle e erradicação do mormo. Com o aumento da ocorrência de casos clínicos na região sudeste e questionamento de resultados de exames laboratoriais, houve demanda do Ministério da Agricultura e Abastecimento para estudar equídeos com resultados diferente de negativo (inconclusivo, anticomplementar e positivo) para B. mallei visando levantar dados e esclarecer aspectos quanto à patogenia, imunidade, diagnóstico e epidemiologia da doença. Coordenado pelo Instituto Biológico e em parceria com MAPA, Coordenadoria de Defesa Agropecuária de São Paulo e Agência de Inspeção Alimentar Canadense, este estudo tem por objetivos o monitoramento de animais provenientes de focos; desenvolver, padronizar e validar métodos sorológicos e moleculares para identificação da B. mallei; buscar uma definição de caso de mormo a partir da análise dos métodos avaliados (clínicos, epidemiológicos e detecção direta e indireta do agente);  e desenvolver material técnico e didático para auxiliar no diagnóstico precoce da  doença. Serão analisados 26 equinos provenientes de focos em saneamento nos Estados de São Paulo, Espírito Santo e Rio de Janeiro, mantidos na Estação Quarentenária do MAPA localizada em Cananéia, SP. Amostras de sangue e suabe nasal estão sendo coletadas a cada quinze dias, havendo previsão de acompanhamento por 2 anos, com a finalidade de desenvolver, padronizar e validar ensaios de imunodiagnóstico (Fixação de Complemento a quente e a frio, Western-blotting, ELISA) e biologia molecular. Quando houver linfoadenomegalia, o conteúdo será analisado para detecção da B. mallei. Em caso de óbito dos equinos será realizada necropsia para avaliação anatomo-patológica e diagnóstico diferencial com doenças confundíveis. Com os resultados, o presente trabalho contribuirá para geração do conhecimento sobre a epidemiologia do mormo e no estabelecimento de métodos laboratoriais, mais sensíveis e específicos. Ainda, serão disponibilizadas às autoridades sanitárias melhores escolhas de métodos confirmatórios desta doença, que poderão ser incluídos na legislação para conduzir as ações de controle e erradicação. Destaca-se que o Brasil acumulou experiências e poderá auxiliar outros países com essas informações inéditas adquiridas.

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  Edviges Maristela Pituco      IB

A inserção do Instituto de Economia Agrícola (IEA) no Processo Prospectivo do Desenvolvimento do Brasil 2035.

n° SGP 1590

Esta proposta de projeto tem por objetivo produzir informações visando inserir as contribuições do IEA no Processo Prospectivo do Desenvolvimento do Brasil 2035, conduzido pelo NAPLP/FEA/USP. Tal processo tem por objetivo identificar elementos que subsidiem a formulação de estratégias de desenvolvimento para o Brasil, tendo 2035 como horizonte temporal. Para tanto, está estruturado em metodologia prospectiva que prevê a realização de seminários, oficinas e cursos com a participação de vários atores representantes dos segmentos da nossa sociedade, dentre eles estão as atividades de pesquisa, seus profissionais e instituições, a exemplo do IEA. Nessa oportunidade o Instituto será responsável pela condução dos trabalhos relacionados a uma das 51 variáveis que compõem o processo prospectivo. Dessa forma, as atividades de pesquisa necessárias ao cumprimento das etapas previstas no processo dependem da organização e sistematização de informações, assim como de discussão, conforme propõe esse projeto.

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  Ana Victória Vieira Martins Monteiro      IEA

Caracterização da puberdade em machos da raça Nelore, com consumo alimentar residual divergente e suplementados com ácidos graxos poliisaturados

n° SGP 1589

A eficência alimentar é muito importante para os programas de melhoramento. O consumo alimentar residual (CAR) é um indicador que apresenta uma correção do consumo alimentar para o peso do animal e o ganho em peso. Além dessa característica, a puberdade é importante para o melhoramento reprodutivo dos bovinos. A produção e qualidade do sêmen são influenciadas por vários fatores, principalmente a nutrição. Os ácidos graxos poliinsaturados (AGPs) têm efeito sobre o desempenho reprodutivo dos machos. Poucos estudos foram feitos para avaliar o impacto da seleção genética para eficiência alimentar na reprodução das raças zebuínas. Dentro do contexto abordado, o objetivo do presente trabalho é de avaliar os efeitos da suplementação com AGPs na puberdade e nas características seminais de machos da raça Nelore selecionados para CAR. Serão selecionados por ano 50 bovinos jovens de 12 meses do rebanho tradicional (NeT) para consumo alimentar residual do Instituto de Zootecnia (IZ) no município de Sertãozinho. Estes animais serão divididos em 3 grupos: sendo o primeiro grupo
suplementado com AGPs composto por 20 animais (10 CAR negativo e 10 CAR positivo); o segundo grupo será suplementado com uma dieta isoprotéica ao do primeiro grupo mas sem AGPs composto por 20 animais (10 CAR negativo e 10 CAR positivo); e o terceiro grupo sem suplementação apenas no pasto composto por 10 animais (5 CAR negativo e 5 CAR positivo). Serão feitas avaliações entre 12 e 24 meses de idade a cada 28 dias de peso, ECC, altura da garupa e ultrassom de carcaça. Além disso, serão avaliadas mensuração do perímetro escrotal, ultrassonografia testicular e glandular e coleta de sêmen para averiguar as características seminais e posteriormente criopreservação. Após descongelação serão realizados novos testes da qualidade espermática.

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  Fabio Morato Monteiro      IZ

Influência das mudanças climáticas nos sólidos solúveis em resíduos da produção (casca do café em coco) e utilização desses em novos produtos

n° SGP 1588

 

O trabalho consiste na caracterização dos resíduos da produção (casca do café em coco) e utilização desses em novos produtos, desenvolvimento de uma geléia e molho a base de café, visando a elaboração de um produto com boa qualidade organoléptica.

 

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  Paulo Eduardo da Rocha Tavares      ITAL

Desenvolvimento e avaliação de cultivares de Coffea arabica com resistência durável à ferrugem.

n° SGP 1587

O projeto  visa desenvolver e avaliar cultivares de café arábica com resistência durável à ferrugem do cafeeiro (Hemileia vastatrix), produtivas e com boas características agronômicas e tecnológicas. Serão avaliadas progênies derivadas de Coffea arabica, com os genes SH1, SH2 e SH4, isoladamente ou em combinações. Serão também avaliadas progênies derivadas do germoplasma Híbrido de Timor (Catimor, Sarchimor, etc), e de C. arabica X C. canephora (germoplasma Icatu). Cafeeiros portadores de genes de resistência vertical SH6, SH7, SH8, SH9, isoladamente ou em combinações, oriundos de Robusta, de Híbridos de Timor e do cruzamento das cultivares Catuaí e Mundo Novo com BA10 com introgressão natural de C. liberica em C. arabica) portadora do gene SH3 que proporciona resistência durável, também serão estudados e selecionados. O desempenho destes materiais será avaliado em relação à resistência e outras características agronômicas e tecnológicas e plantas serão selecionadas para dar continuidade às próximas gerações. No decorrer das observações em condições de campo, as plantas superiores serão avaliadas pelo teste de discos de folhas e as mudas obtidas serão inoculadas com a raça XXIX, a mais virulenta detectada em Campinas, para validação do nível de resistência. Anualmente serão monitorados materiais resistentes quanto à ocorrência de raças novas. Plantios de clones diferenciadores de raças de ferrugem serão também realizados. A manutenção e multiplicação das raças para teste de resistência serão realizadas durante o processo de seleção. As cultivares obtidas serão avaliadas nas principais regiões cafeeiras do Estado de São Paulo.

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  Oliveiro Guerreiro Filho      IAC

Padronização de metodologias para a fenotipagem de acessos silvestres de Coffea arabica

n° SGP 1586

O projeto se relaciona à estandartização de métodos visando à caracterização, em diferentes ambientes de cultivo, de acessos de Coffea arabica provenientes do centro de origem e diversificação da espécie.

Os principais métodos selecionados para a padronização se relacionam às avaliações de aspectos morfológicos, como porte, ramificação, cor de frutos, etc; tecnológicos, como peso, tipo e tamanho de frutos e sementes; sensoriais, como acidez, aroma, doçura e corpo da bebida e agronômicos, como produção de frutos, ciclo de maturação e reação de plantas a estresses de natureza biótica ou abiótica.

Os resultados obtidos no projeto poderão proporcionar maior eficiência a programas de melhoramento, especialmente no que diz respeito à seleção de acessos com potencial para o desenvolvimento de cafés especiais. 

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  Oliveiro Guerreiro Filho      IAC

Desenvolvimento e avaliação de cultivares de café tipo arábica com resistência múltipla a agentes bióticos da cultura

n° SGP 1585

O projeto tem como objetivo geral desenvolver e avaliar cultivares de café tipo arábica com resistência múltipla à ferrugem, bicho mineiro e nematoides. Como objetivos específicos pretende-se identificar no programa de melhoramento genético do cafeeiro do IAC fontes de resistência aos principais agentes bióticos e que possuam outros atributos de interesse agronômico e obter cafeeiros com resistência múltipla por meio de piramidação de genes. Os cafeeiros resistentes obtidos poderão ser propagados vegetativamente ou por sementes. Uma avaliação do desempenho agronômico das seleções resistentes obtidas será também efetuando em vários locais
do Brasil. Finalmente hibridações entre plantas selecionadas com diferentes tipos de resistência à ferrugem, aos nematoides e ao bicho mineiro serão também efetuadas. 

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  Oliveiro Guerreiro Filho      IAC

FORMIGAS CORTADEIRAS, UMA VELHA PRAGA EM UMA NOVA CULTURA EM EXPANSÃO NO BRASIL: A OLIVEIRA

n° SGP 1581

Uma nova cultura vem tentando se firmar no Estado de São Paulo. A cultura da oliveira. Dentre o pouco que se sabe sobre as doenças e pragas que a acometem, as formigas cortadeiras parecem ser limitantes para a sua implantação e manutenção. Assim, este projeto visa entender o que o agricultor sabe sobre elas e o que tem feito para controlá-las. Ainda, poderá fornecer subsídios para um manejo adequado, entendendo quais espécies causam danos e a densidade e distribuição dos ninhos, de forma a organizar protocolos para estimar o problema em cada situação. O conhecimento sobre o efeito da desfolha nas plantas e quais as variedades são mais atrativas para as formigas também auxiliará o agricultor. Finalmente, para iniciar um plano alternativo, quem sabe com menor impacto ao ambiente, será analisada a comunidade de fungos  e bactérias endofíticos que a planta mantém nas diferentes áreas cultivadas no Estado de São Paulo. Espera-se que tais microrganismos possam sinalizar um plano anti-herbivoria para esta cultura. 

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  Ana Eugênia de Carvalho Campos      IB

Avanços tecnológicos na conservação pós-colheita de flores

n° SGP 1578

A floricultura brasileira constitui-se em um dos segmentos mais dinâmicos do agronegócio brasileiro contemporâneo, exibindo indicadores de crescimento significativos, tanto em termos de número de produtores quanto em área cultivada. Este fato fica evidente ao se analisar o comércio de flores e plantas ornamentais no Brasil, o qual movimenta, anualmente, o valor global médio de R$ 5 bilhões (JUNQUEIRA e PEETZ, 2014; NEVES e PINTO, 2015).

Para que a comercialização seja bem sucedida, é importante a manutenção da qualidade pós-colheita de flores de corte, de modo que todo o esforço empregado durante a produção seja compensado no momento da venda do produto. Neste cenário, destaca-se o manejo pós-colheita, principalmente na utilização da cadeia do frio, que auxilia a manutenção da qualidade das hastes florais, por reduzir os processos metabólicos, principalmente taxa respiratória, produção de etileno, transpiração e infestação por microrganismos (Dias et al., 2016)

Muitos são os fatores que contribuem para a deterioração e desperdício de produtos de origem vegetal. As principais razões compreendem a falta de conhecimento e do uso correto das práticas de produção e principalmente falta de pessoal qualificado em técnicas adequadas de manuseio na colheita e na pós-colheita (Castro, 1998 ).

As alterações sofridas pelas flores podem ser decorrentes de danos mecânicos, fisiológicos e microbiológicos.

O aumento da taxa respiratória, geralmente associada a fatores ambientais, como aumento da temperatura e redução da umidade relativa, juntamente a fatores fisiológicos associados ao aumento da transpiração e da produção de etileno, reduz a vida útil dos vegetais em decorrência da perda de qualidade e da rápida deterioração (Finger et al., 1995).

Outra causa fisiológica de deterioração dos produtos vegetais é a perda de água, que provoca amarelecimento, enrugamento dos tecidos e, consequentemente, perda de valor comercial. A maioria dos vegetais possui entre 80 a 90% de umidade em relação ao peso, sendo a umidade intercelular da ordem de 100%. Portanto, o vapor de água tende a escapar pelos espaços intercelulares pelo processo de transpiração levando a deterioração prematura dos produtos (Hardenburg et al., 1990).

A presença de doenças pós-colheita é de extrema importância, em termos da sanidade do consumidor e no tempo de vida útil de produtos colhidos. Dentre as causas promotoras de perdas fitopatológicas destacam-se as doenças (Chitarra e Chitarra, 2005), principalmente as de natureza fúngicas, que ocorrem com maior frequência e intensidade, sendo responsáveis por cerca de 80 a 90% do total de perdas causadas por fitopatógenos (Gullino, 1994).As doenças que ocorrem na pós-colheita, geralmente originam podridões, sendo que os principais agentes causadores são fungos (Benato, 1999).

A senescência e a murcha das flores de corte podem estar associadas à redução da absorção de água pelas hastes. A absorção de água, reduzida pelo bloqueio físico dos vasos xilemáticos das hastes, proporciona a perda de turgidez precoce das inflorescências limitando a vida útil pós-colheita.

As soluções de manutenção, também conhecidas como soluções de vaso, contribuem para aumentar a longevidade e a qualidade das flores cortadas, podendo ser utilizadas substâncias isoladamente ou em conjunto (Mattiuz et al., 2005). O grupo de componentes mais comuns usados em soluções conservantes são os carboidratos (principalmente a sacarose), germicidas e inibidores da produção ou da ação do etileno (íons de prata e outros), além de alguns reguladores vegetais como giberelina e citocinina, tendo varias formas de aplicação, que podem ser divididas em: solução condicionamento, solução para ‘pulsing’ e solução de manutenção (Dias Tagliacozzo & Castro, 2002). No preparo da solução faz-se uso da sacarose, em concentrações que variam de 0,5 a 2%, de acordo com a espécie utilizada (Castro, 1985), podendo conter ainda nitrato de prata, 8-HQC e 8-HQS (Tjia et al., 1987).

O calor está entre os principais fatores que influenciam a qualidade pós-colheita de flores de corte.  Na planta intacta a manutenção da temperatura é feita com a ajuda dos processos fisiológicos. Quando se colhe parte da planta, esta tende ao equilíbrio térmico e hídrico com o ambiente ao qual está exposta. Desse modo, ambiente com maior carga térmica que o produto transferirá calor para este e vice-versa. Tendo em vista que flor, de modo geral, tem pouca massa, e que a transferência de calor é dependente da massa, calor específico dessa massa e da diferença de temperatura à qual está exposta, espera-se que ganho ou perda de calor seja relativamente rápido. Sabendo-se que existe uma relação direta entre aumento do conteúdo de calor e da atividade metabólica do produto, dentro da faixa de tolerância térmica do vegetal, busca-se sempre a retirada rápida do calor para reduzir ao máximo a atividade metabólica. Desse modo, o primeiro passo após a colheita é remover esse calor de campo e só após esse procedimento o produto deve ser armazenado (KAYS, 2006).

Tendo em vista que também há tendência ao equilíbrio higroscópico e que na maioria das vezes a flor tem mais água do que o ambiente manter a flor em ambiente com umidade relativa de 90±5% é crucial para a manutenção da sua qualidade.

A distância entre o produtor e consumidor, aliado ao fato das flores serem altamente perecíveis, fez com essas sempre devam ser armazenadas e transportadas refrigeradas. Temperatura baixa é sem dúvida o fator mais importante para o armazenamento de flores de corte e a atmosfera controlada, é sempre usada como um complemento à refrigeração, capaz de aumentar à eficiência do armazenamento refrigerado (AKBUDAK & ERIS,2005) No entanto a  característica de cada flor deve ser estudada e a temperatura de armazenamento deve ser a menor possível para cada espécie. A temperatura ótima para armazenamento de flores produzidas em regiões tropicais é de 7 °C a 15 °C, visto que estas são sensíveis a injúrias pelo frio (Nowak Rudnick, 1990), no entanto as flores de clima temperado com as rosas  devem ser armazenadas em a 1 °C  (Reid e Jiang, 2012)

O objetivo principal do projeto é rever e redefinir de métodos eficientes e seguros de conservação pós-colheita de flores, em função da demanda oriunda da cooperativa COOPERFLORA de forma a disponibilizar ao produtores tecnologias de fácil apropriação e que asseguram a manutenção da qualidade floral.

 Como objetivos específicos ou decorrentes têm-se:

• Agregar valor à produção dos produtores de flores e plantas ornamentais;

• Ofertar tecnologias e/ou atividades que ampliem a eficiência dos sistemas de produção e comercialização dos produtores rurais;

• Documentar resultados de etapas do processo e deste como um todo para fundamentar novas e posteriores iniciativas;

• Apoiar o desenvolvimento de metodologias que concorram para a inovação;

• Contribuir para o avanço do conhecimento científico pela implementação de estudos sobre etileno, respiração e incidência de doenças pós-colheita em flores.

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  Gláucia Moraes Dias      IAC

Avaliação de clones Asiáticos de seringueira em diferentes regiões do estado de São Paulo.

n° SGP 1576

Existe um Instituto chamado IRRDB (International Rubber Research and Development Board), que engloba todos os Países Produtores e Entidades ligadas à cadeia mundial de Borracha Natural, que após a participação de representantes da Câmara Setorial de Borracha Natural do Estado de São Paulo, na Conferência Anual de do IRRDB-2016 no Cambodja, convidou o Brasil para fazer parte deste grupo, através de sua filiação e pagamento de uma Anuidade. Como membro participante o Brasil terá direito de participar de todas as reuniões, congressos e conferências relativas ao setor da borracha natural, bem como de diversos programas técnicos-científicos, incluindo intercâmbio genético para recebimento e envio de clones de seringueira desenvolvidos nos diferentes países membros.

Desta forma, este projeto compreende duas etapas: pagamento da primeira anuidade de filiação do Brasil, sendo seu representante oficial para recebimento dos clones o IAC (Instituto Agronômico de Campinas) que como entidade oficial do Governo tem um Quarentenário .Desta maneira, serão enviados 49 clones Asiáticos de Seringueira considerados de última geração nestes países, pois são mais produtivos, possuem resistência ao vento, ao frio e à doenças, que serão distribuídos e levados à testes em áreas experimentais da APTA (Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios).

Assim como já ocorreu no passado o recebimento de material genético selecionado poderá permitir um salto tecnológico para a heveicultura nacional, permitindo um atalho para o futuro, com custos extremamente baixos.

A APTA já manifestou a disposição para incluir em seu orçamento o pagamento das futuras anuidades.

 

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  Elaine Cristine Piffer Gonçalves      Apta Regional / APTA

APLICAÇÃO DE ÓLEOS ESSENCIAIS POR VOLATILIZAÇÃO PARA CONSERVAÇÃO DA SANIDADE DE UVAS PÓS-COLHEITA.

n° SGP 1571

A cultura da videira reveste-se de especial importância econômica e social no Brasil, na medida em que envolve um grande volume de negócios voltados para os mercados interno e externo. Podridões, perda de massa e degrana das bagas de uva são responsáveis por significativas perdas na pós-colheita. Tratamentos alternativos aos fungicidas, para controle de doenças em frutos pós-colheita, vêm sendo estudados como óleos essenciais e extratos vegetais com propriedades antimicrobianas. Este projeto tem por objetivo avaliar o efeito de constituintes voláteis de diferentes óleos essenciais, puros e blends, sobre o controle de mofo cinzento (Botrytis cinerea) em uvas pós-colheita. Para tanto, serão realizados ensaios in vitro, com cinco óleos essenciais  por volatilização sobre o crescimento micelial do patógeno. Os óleos também serão testados em bagas de uva individualizadas e inoculadas, acondicionadas em caixas plásticas e seladas. Posteriormente, o óleo essencial de melhor performance será testado em cachos de uva inoculados, dispostos individualmente em bandejas de poliestireno, acrescidas de óleo essencial e envolvidos por filme PVC, com armazenamento sob condições ambiente (25°C). Os resultados serão avaliados estatisticamente (Tukey, p<0,05). 

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  ELIANE APARECIDA BENATO RODRIGUES DA SILVA      IAC

Manutenção, ampliação e avaliação de impacto da Rede Social do Café.

n° SGP 1570

O sistema agroindustrial do café brasileiro vem alterando seus padrões de vida, de consumo e porque não dizer da forma de se comunicar. Surge a necessidade de articulação e integração de esforços entre os distintos setores de ciência, tecnologia e inovação (C&T&I), da assistência técnica e extensão rural (ATER) e da comunicação rural com objetivo fim de melhor a comunicação do setor cafeeiro. Modernas tecnologias de comunicação vêm se incorporando ao dia a dia de um número cada vez maior de cafeicultores e seus familiares.

É incontestável a importância da internet no cotidiano das pessoas neste século XXI, sobretudo a partir da mobilidade possibilitada pelos smartfones. Nesse contexto, as redes sociais surgiram como estruturas sociais compostas por pessoas ou organizações, conectadas por um ou vários tipos de relações, que partilham valores e objetivos comuns. O conceito de mídias sociais (social media) trata a produção de conteúdos de forma descentralizada, representando a produção de muitos para muitos.

O sistema agroindustrial do café, no ano de 2006, inovou ao criar uma rede de colaboração, conhecimento e negócios denominada “Rede Cafés do Brasil”, na Plataforma Peabirus.  Nesta rede, uma das comunidades, hoje denominada Rede Social do Café (www.redesocialdocafe.com.br) destacou-se, passando a ser considerada uma das grandes inovações em comunicação e articulação para o setor cafeeiro.

O presente projeto é composto de uma série de planos de ação, ações e atividades aprovados na Chamada 02/2013 - Programa Café, coordenada pelo Consorcio Pesquisa Café / Embrapa Café. Conta com a participação de diferentes instituições consorciadas como  IAC; UFLA; EPAMIG; PROCAFÉ; IAPAR; INCAPER; UESB e EMBRAPA e prevê atuação nacional e ações regionais nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Espirito Santo, Bahia e Distrito Federal.

Os procedimentos metodológicos para ampliação da Rede e do seu uso serão a apresentação e inserção de novos usuários, aumento da prospecção e incorporação de conteúdo,  geração de conteúdo próprio, ampliação do uso de ferramentas WEB 2.0 (FaceBook; Twitter; WhatsApp), dentre outros. Para avaliação dos impactos da Rede, serão empregados procedimentos adaptados de métodos consagrados e recomendados para utilização em estudos conduzidos com objetivo semelhante. Esta metodologia vem sendo construída colaborativamente  e terá por base uma análise ex-post dos impactos da utilização da Rede e a coleta de dados será realizada junto aos seus usuários por meio de questionário estruturado, e por meio de entrevistas em profundidade com informantes-chave.

Por meio de uma articulação de diferentes entidades de C & T no âmbito do Consórcio Pesquisa Café, o presente projeto tem por objetivo estimular e ampliar a comunicação dialógica via Rede Social do Café por pesquisadores, extensionistas, cafeicultores e demais atores do sistema agroindustrial do café. O presente projeto pretende avaliar os impactos da Rede Social do Café na disseminação de informações, conhecimento e sobre a capacitação de cafeicultores, técnicos e estudantes.

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  Sérgio Parreiras Pereira      IAC

Efeitos de nanopartículas grafeno associada a metais pesados Cd e Pb, em Oreochromis niloticus e Geophagus iporanguensis em diferentes temperaturas

n° SGP 1568

Nanoecotoxicologia é um tema muito recente e de grande interesse mundial, devido principalmente à falta de estudos conclusivos, que forneçam os mecanismos de interação de sistemas biológicos com nanomateriais, além de dosagens críticas e tempo de exposição. A nanopartícula de TiO2 e os elementos traços cádmio (Cd) e zinco (Zn) são amplamente empregados na indústria e frequentes em regiões poluídas. No entanto, são poucos os estudos que estabelecem as influências dessas substâncias na fisiologia e no metabolismo de peixes e camarões. O projeto tem como objetivo estudar os efeitos subletais do  TiO2 e do seu efeito combinado com Cd e Zn em três diferentes temperaturas (25°C, 20°C e 15°C), sobre o metabolismo de rotina da tilápia do Cará (Gophagus brasiliensi) e do camarão de água doce (Palaemon pandaliformis),  organismos de importância econômica e ecológica. A toxicidade do TiO2 e seu efeito combinado com o Cde Zn sobre o metabolismo será avaliado por meio do consumo de oxigênio, da excreção de amônia, dos parâmetros hematológicos e de biomarcadores enzimáticos e histológicos (método estereológico). A hipótese deste projeto é que com o aumento da temperatura associado com o efeito combinado do TiO2 com o Cd e Zn, haverá consequentemente um aumento da toxicidade, revelada pelo consumo de oxigênio, excreção de amônia, parâmetros hematológicos (peixe), hemolinfático (camarão) e biomarcadores enzimáticos e histológicos. Para isso, será avaliado os efeitos de exposições agudas a diferentes concentrações de TiO2 e de  Cd e Zn (0,001; 0,005; 0,01; 0,05; 0,1; 0,5ppm, 1ppm, 2,5ppm) sobre a CL50 e o metabolismo de rotina, parâmetros hematológicos, hemolinfáticos, estresse oxidativo e alterações histológicas. As taxas metabólicas serão estimadas através de experimentos realizados em cada uma das nove combinações possíveis de três temperaturas (25°C, 20°C e 15°C). Posteriormente será estudado os efeito agudo do TIO2, Cd e Zn nos parâmetros hematológicos, hemolinfáticos e sobre os biomarcadores enzimáticos e histológicosNanoecotoxicologia é um tema muito recente e de grande interesse mundial, devido principalmente à falta de estudos conclusivos, que forneçam os mecanismos de interação de sistemas biológicos com nanomateriais, além de dosagens críticas e tempo de exposição. A nanopartícula de TiO2 e os elementos traços cádmio (Cd) e zinco (Zn) são amplamente empregados na indústria e frequentes em regiões poluídas. No entanto, são poucos os estudos que estabelecem as influências dessas substâncias na fisiologia e no metabolismo de peixes e camarões. O projeto tem como objetivo estudar os efeitos subletais do  TiO2 e do seu efeito combinado com Cd e Zn em três diferentes temperaturas (25°C, 20°C e 15°C), sobre o metabolismo de rotina da tilápia do Cará (Gophagus brasiliensi) e do camarão de água doce (Palaemon pandaliformis),  organismos de importância econômica e ecológica. A toxicidade do TiO2 e seu efeito combinado com o Cde Zn sobre o metabolismo será avaliado por meio do consumo de oxigênio, da excreção de amônia, dos parâmetros hematológicos e de biomarcadores enzimáticos e histológicos (método estereológico). A hipótese deste projeto é que com o aumento da temperatura associado com o efeito combinado do TiO2 com o Cd e Zn, haverá consequentemente um aumento da toxicidade, revelada pelo consumo de oxigênio, excreção de amônia, parâmetros hematológicos (peixe), hemolinfático (camarão) e biomarcadores enzimáticos e histológicos. Para isso, será avaliado os efeitos de exposições agudas a diferentes concentrações de TiO2 e de  Cd e Zn (0,001; 0,005; 0,01; 0,05; 0,1; 0,5ppm, 1ppm, 2,5ppm) sobre a CL50 e o metabolismo de rotina, parâmetros hematológicos, hemolinfáticos, estresse oxidativo e alterações histológicas. As taxas metabólicas serão estimadas através de experimentos realizados em cada uma das nove combinações possíveis de três temperaturas (25°C, 20°C e 15°C). Posteriormente será estudado os efeito agudo do TIO2, Cd e Zn nos parâmetros hematológicos, hemolinfáticos e sobre os biomarcadores enzimáticos e histológicos

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  Edison Barbieri      IP

Investigação epidemiológica de Coxiella burnetii em propriedades rurais na região noroeste paulista após surto de febre Q em trabalhadores de um frigorífico

n° SGP 1567

A febre Q é uma zoonose mundial, causada pela bactéria intracelular obrigatória Coxiella burnetii. As principais fontes de infecção para humanos são bovinos, ovinos e caprinos, que eliminam o agente em grande quantidade nos fluidos do parto ou abortamento e em menor quantidade no leite, fezes e urina. A bactéria é eliminada no ambiente em uma forma altamente resistente, que permanece infecciosa por muito tempo. O principal modo de transmissão é a inalação de aerossóis ou poeiras contendo o agente. Em humanos, a fase aguda da doença tem como manifestação clínica mais comum a síndrome gripal autolimitante, enquanto a forma crônica desencadeia mais frequentemente endocardite. Em ruminantes domésticos, a bactéria provoca abortamentos e outros problemas reprodutivos. Apesar da doença provavelmente ser subnotificada, eventualmente surtos em humanos são relatados, caracterizados por alta morbidade e baixa letalidade, porém com possibilidade de infecções persistentes e formas crônicas da doença. Em 2015, um surto de febre Q foi detectado em trabalhadores de um frigorífico no município de Barbosa, localizado no noroeste do estado de São Paulo. Pretende-se, no presente trabalho, pesquisar, em propriedades rurais que enviaram bovinos para abate ao frigorífico de Barbosa 7 a 30 dias antes do início do surto, a presença de anticorpos IgG contra C. burnetii em animais e humanos, os possíveis fatores de risco associados com a soropositividade e a presença de DNA da bactéria em amostras de sangue, leite, swab vaginal e carrapatos dos animais, além de tentar o isolamento de C. burnetii a partir dos carrapatos coletados dos animais. 

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  Tatiana Evelyn Hayama Ueno      Apta Regional / IB

Avaliação do desempenho, saúde e comportamento de bezerros em aleitamento submetidos a manejo de bem estar e suplementação nutricional.

n° SGP 1566

Com o obtivo de estudar o comportamento, saúde e desempenho de bezerros na fase de aleitamento, com e sem estimulação tátil e suplementação de selênio e vitamina E, serão realizados dois experimentos. Experimento 1: Avaliação do desempenho, saúde e comportamento de bezerros Gir em aleitamento submetidos a manejo de bem estar, a ser realizado no Campo Experimental Getúlio Vargas da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG),  utilizando 39 bezerros recém-nascidos até 90 dias de idade da raça Gir, nos seguintes tratamentos: BAVA: bezerros que receberão estimulação tátil (afago) nascidos de Vacas que receberam estimulação tátil (afago) antes do parto; BAVC: bezerros que receberão estimulação tátil (afago) nascidos de Vacas sem estimulação tátil antes do parto e BCVC: Bezerros sem estimulação tátil (Controle) nascidos de Vacas sem estimulação tátil antes do parto. Será monitorado desempenho, parâmetros sanguíneos, comportamento e imagens termográficas relacionadas ao manejo do afago. Experimento 2: Avaliação do desempenho, saúde e comportamento de bezerros Holandeses em aleitamento submetidos a manejo de bem estar e suplementados com selênio e vitamina E, a ser realizado fazenda experimental do Polo Regional Centro Leste em Ribeirão Preto/SP utilizando 45 bezerros machos recém-nascidos até 90 dias de idade da raça Holandês, submetidos aos seguintes tratamento: C = sucedâneo controle; S = sucedâneo Suplementado com selênio orgânico + vitamina E; AS = estimulação tátil dos bezerros (Afago) e sucedâneo Suplementado com selênio orgânico + vitamina E. Será monitorado desempenho, parâmetros sanguíneos, imunologia, comportamento e imagens termográficas relacionadas ao manejo do afago. 

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  Márcia Saladini Vieira Salles      Apta Regional / IZ

Manejo de Cosmopolites sordidus (Germ., 1824) com o fungo Beauveria bassiana (Bals.) Vuill., na cultura da banana

n° SGP 1564

A banana tem importância econômica para o Brasil, destacando-se como a segunda fruta em área colhida, quantidade produzida, valor da produção e consumo. A produção nacional de banana está distribuída nas 27 unidades da Federação, com área colhida de 485 mil hectares, produção de 6,9 milhões de toneladas e rendimento médio de 14,2 kg ha-1.

A broca-do-rizoma Cosmopolites sordidus (Germar, 1824) (Coleoptera: Curculionidae) é um inseto disseminado por todas as regiões do Brasil e constitui-se a principal praga da bananicultura. As larvas de C. sordidus abrem galerias no rizoma e na base do pseudocaule e, os sintomas manifestam-se como amarelecimento, com posterior seca das folhas e morte da gema apical. Verifica-se também diminuição no tamanho e peso dos frutos, com perdas de 20 a 50% na produção. Indiretamente, os prejuízos são devidos ao tombamento de plantas, por falta de um sistema radicular vivo e, por propiciar a entrada de micro-organismos fitopatogênicos, entre os quais se destaca o fungo Fusarium oxysporum f. sp. cubense, causador da doença conhecida como “Mal do Panamá”. Em variedades suscetíveis ao "Mal do Panamá", como a banana “Maçã”, as perdas podem chegar a 100% na produção.

Dentre os métodos de controle para a broca-do-rizoma, se destaca o controle biológico com o fungo Beauveria bassiana (Bals.) Vuill. (Deuteromycotina: Hyphomycetes). A aplicação de B. bassiana é recomendada pela utilização do fungo em grãos de arroz inteiros ou moídos, ou pincelamento de suspensão do inóculo (pasta) sobre a superfície de iscas tipo “telha” ou “queijo”, na proporção de 100 a 150 iscas ha-1.

Entretanto, o objetivo do presente estudo será de validar a tecnologia de aplicação de B. bassiana em formulação granulada (arroz + fungo) e em pó, em iscas tipo “telha”, bem como de avaliar a aplicabilidade do microrganismo na formulação pó molhável, em sistema de irrigação por micro aspersão e, de doses, formulações e modalidades de aplicação do fungo entomopatogênico no controle da broca do rizoma, junto a produtores de banana, nas regiões Noroeste e do Vale do Ribeira, do Estado de São Paulo.

Para tanto, serão conduzidos ensaios de campo em culturas de banana, cultivada sob espaçamento de 2,0 x 2,0m, na Estância Vidal, do Produtor Márcio de Paula Vidal e no Sítio Nossa Senhora Aparecida, do proprietário Aparecido Cabral , no Município de Aparecida D’Oeste, SP, e no Sítio Carapiranga, do produtor Sérgio Haiek, no Município de Registro, SP.

O modelo experimental será em três setores de aproximadamente 3.333m2, totalizando 10.000m2, considerando a divisão da área cultivada em função do sistema de irrigação por micro aspersão. Os tratamentos aplicados nos respectivos setores serão: 1 – B. bassiana em iscas tipo “telha” + irrigação por micro aspersão; 2 – B. bassiana em iscas tipo “telha” e; 3 – irrigação por micro aspersão.

As aplicações do bioinseticida serão efetuadas em iscas tipo “telha” (0,40 a 0,50m de comprimento), na dose de 20g. isca-1 de fungo + arroz (formulação granulada) ou em pó, distribuindo o equivalente a 100 iscas ha-1 (setores 1 e 2). As iscas serão colocadas com a parte seccionada voltada para o solo, ao lado das touceiras. No sistema de irrigação por microaspersão (setores 1 e 3) o produto microbiano, na formulação pó molhável, será diluído em caixa d’água de 300L (exclusiva para a finalidade), na dose equivalente a 5,0 kg p.c. ha-1. Para avaliação de doses, formulação e modalidades de aplicação do fungo B. bassiana serão desenvolvidos três experimentos em lavouras de banana Nanica, sob o delineamento de blocos ao acaso, com seis e sete tratamentos, e quatro repetições.

As aplicações dos métodos de controle descritos deverão ser conduzidas de janeiro de 2017 a maio/junho de 2018, em intervalos quinzenais ou mensais, levando em consideração a infestação de C. sordidus na cultura da banana e condições climáticas favoráveis para fungos entomopatogênicos.

Amostragens da broca-do-rizoma serão efetuadas quinzenalmente ou mensalmente, nas próprias iscas tratadas com B. bassiana, contando os insetos vivos e infectados pelo fungo. Ainda, ao término das aplicações, serão distribuídas dez iscas sem o fungo nos setores, inclusive na área com aplicação apenas em irrigação por microaspersão (setor 3), para quantificação do inseto-praga.

Nos experimentos para avaliação de doses, formulação e modalidades de aplicação de B. bassiana, serão conduzidas três aplicações do bioinseticida e, posteriormente serão distribuídas cinco iscas sem aplicações de defensivos por parcela, para contagem de brocas. Os dados obtidos serão submetidos à análise de variância pelo teste F e, comparação de médias pelo teste de Tukey. 

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  Marcelo Francisco Arantes Pereira / APTA      Apta Regional / IB

Coletores solares na produção de mudas de couve IAC

n° SGP 1563

A couve (Brassica oleracea var acephala) é uma das folhosas mais produzidas em propriedades agrícolas de pequeno e médio porte, com crescente aumento de consumo no mercado brasileiro. Diante disso pretende-se otimizar a produção de mudas de três cultivares de couve IAC, que melhor se adaptaram às condições de cultivo de Bauru-SP, através da solarização de substrato utilizando coletores solares.

Para tanto serão testados três tipos de substratos: 1- Comercial (Carolina®), 2- mistura de substrato comercial+solo agrícola não solarizado e 3- mistura de substrato comercial+solo agrícola solarizado por 48 horas. A proporção da mistura de substrato comercial e solo agrícola será de 2:1. Todos os substratos serão acondicionados em vasos pretos de polietileno com capacidade de 5 litros, onde cada vaso receberá dois brotos de cada cultivar de couve, com aproximadamente 30 dias dos seguintes materiais provenientes do banco de germoplasma do IAC: “Verde escura”, “Pires 2” e “Orelha de elefante”. Cada tratamento será composto por cinco repetições, distribuídas em blocos ao acaso em condições semi controladas de casa de vegetação.

Passadas quatro semanas ao plantio será realizada a contagem do número de folhas da parte aérea de cada planta de cada tratamento, bem como massa fresca e seca, através da utilização de uma balança digital e de estufa de ventilação forçada a 60ºC por 48 horas respectivamente. Também será realizada a quantificação da altura (cm) de cada muda com o auxílio de uma trena manual. O desenvolvimento do sistema radicular de cada planta será avaliado através da quantificação do comprimento da raiz principal (cm) com auxílio de trena manual, após delicada limpeza e lavagem em água corrente.

Durante o desenvolvimento do ensaio será realizada a quantificação da incidência de doenças fúngicas e bacterianas, que possam se instalar naturalmente em cada cultivar. Em caso positivo, o material será encaminhado aos laboratórios de sanidade vegetal da APTA Polo Centro Oeste-Bauru para identificação e determinação de controle. Também serão realizadas adubações necessárias para o bom desenvolvimento da cultura, bem como irrigação manual quando necessário.

A couve (Brassica oleracea var acephala) é uma das folhosas mais produzidas em propriedades agrícolas de pequeno e médio porte, com crescente aumento de consumo no mercado brasileiro. Diante disso pretende-se otimizar a produção de mudas de três cultivares de couve IAC, que melhor se adaptaram às condições de cultivo de Bauru-SP, através da solarização de substrato utilizando coletores solares.

Para tanto serão testados três tipos de substratos: 1- Comercial (Carolina®), 2- mistura de substrato comercial+solo agrícola não solarizado e 3- mistura de substrato comercial+solo agrícola solarizado por 48 horas. A proporção da mistura de substrato comercial e solo agrícola será de 2:1. Todos os substratos serão acondicionados em vasos pretos de polietileno com capacidade de 5 litros, onde cada vaso receberá dois brotos de cada cultivar de couve, com aproximadamente 30 dias dos seguintes materiais provenientes do banco de germoplasma do IAC: “Verde escura”, “Pires 2” e “Orelha de elefante”. Cada tratamento será composto por cinco repetições, distribuídas em blocos ao acaso em condições semi controladas de casa de vegetação.

Passadas quatro semanas ao plantio será realizada a contagem do número de folhas da parte aérea de cada planta de cada tratamento, bem como massa fresca e seca, através da utilização de uma balança digital e de estufa de ventilação forçada a 60ºC por 48 horas respectivamente. Também será realizada a quantificação da altura (cm) de cada muda com o auxílio de uma trena manual. O desenvolvimento do sistema radicular de cada planta será avaliado através da quantificação do comprimento da raiz principal (cm) com auxílio de trena manual, após delicada limpeza e lavagem em água corrente.

Durante o desenvolvimento do ensaio será realizada a quantificação da incidência de doenças fúngicas e bacterianas, que possam se instalar naturalmente em cada cultivar. Em caso positivo, o material será encaminhado aos laboratórios de sanidade vegetal da APTA Polo Centro Oeste-Bauru para identificação e determinação de controle. Também serão realizadas adubações necessárias para o bom desenvolvimento da cultura, bem como irrigação manual quando necessário.

Dessa forma pretende-se determinar se o uso de coletores solares no preparo de substratos para a produção de mudas de couve, obtidas através de brotos, pode incrementar o desenvolvimento e vigor das mesmas antes de serem transplantadas para o campo, contribuindo de maneira sustentável para a melhora na produção agrícola da cadeia produtiva de hortaliças.

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  Juliana Cristina Sodário Cruz      Apta Regional / IAC

Determinação da Curva de Crescimento para Validação Genética de Duas Linhagens de Suínos

n° SGP 1562

A carne suína no Brasil é produzida com tecnologia, não deixando nada a desejar aos países desenvolvidos, sendo que cientistas e indústria trabalham concomitantemente com o objetivo do aprimoramento dos sistemas produtivos, atendendo assim tanto os anseios tecnológicos do complexo agroindustrial quanto às exigências dos consumidores.

Em 2010 a suinocultura brasileira foi representada por mais de 50 mil produtores com um plantel de 1,65 milhões de matrizes tecnificadas. Produziu o equivalente a 3,24 milhões de toneladas, exportou 1,34 bilhões de dólares, gerou um milhão de empregos na cadeia e a nível mundial é classificada como quarto maior produtor e quarto maior exportador de carne suína. Em 1970 o plantel era de 31,5 milhões de cabeças e a produção havia sido de 705 mil toneladas. Em 2010, com 34 milhões de cabeças a produção aumentou para 3,24 milhões de toneladas. Portanto em 36 anos o crescimento do plantel foi de apenas 7,94% enquanto que a produção aumentou 360% (PORKWORLD, 2010). Em 2014 o Brasil tinha um rebanho de 37,9 milhões cabeças e produziu mais de 3,43 milhões de toneladas (IBGE, 2016).

Esses números exemplificam a evolução tecnológica do setor nesse período, graças a um forte trabalho nas áreas de genética, nutrição e manejo, melhorando a produtividade, o peso ao abate e as características da carcaça e da carne. Dentre os fatores que contribuem na evolução da suinocultura destaca-se o melhoramento genético que visa produzir animais com maior precocidade sexual e capacidade reprodutiva; maior velocidade de crescimento, maior eficiência alimentar e maior rendimento de carne. Na suinocultura nacional atual, os programas de melhoramento genético e de plano nutricional de suínos têm enfatizado a deposição de carne magra, em detrimento à gordura, a fim de satisfazer a demanda de um mercado cada vez mais competitivo.

Como destacaram Resende et. al. (2008) a eficiência dos programas de melhoramento genético depende basicamente de duas ações do geneticista: a criação e a identificação de genótipos superiores. E, em ambas as ações, a seleção desempenha papel fundamental na definição dos cruzamentos a serem realizados, visando a criação de novos genótipos e, na indicação dos indivíduos superiores a serem usados comercialmente ou em novos ciclos de seleção.   

Para verificação do potencial genético, as análises de dados de medidas repetidas são de fundamental importância na produção animal, pois incluem as situações em que as unidades experimentais ou indivíduos, de diferentes subpopulações ou tratamentos (sexo, raça, entre outros), são analisados ao longo de diversas condições de avaliação (tempo, doses etc). E, as curvas de crescimento na produção animal, destacam-se entre essas análises de medidas repetitivas, pois relacionam os pesos (y) e as idades (t) dos animais, por meio de modelos não-lineares (Davidian e Giltinan, 1996; Paz, 2002).

Dentre as diversas aplicações das curvas de crescimento na avaliação da produtividade animal, pode-se ressaltar: a) resumir em três ou quatro parâmetros, as características de crescimento da população, pois alguns parâmetros dos modelos não-lineares utilizados possuem interpretação biológica; b) avaliar o perfil de respostas de tratamentos ao longo tempo; c) estudar as interações de respostas das subpopulações ou tratamentos com o tempo; d) identificar em uma população os animais mais pesados em idades mais jovens; essas informações podem ser obtidas investigando-se o relacionamento entre o parâmetro k das curvas de crescimento, que expressam a taxa de declínio na taxa de crescimento relativa, e o peso limite do animal ou peso assintótico (Sandland & Mcgilchrist, 1979; Draper & Smith, 1980; Davidian & Giltinam, 1996); e) obter a variância entre e dentro de indivíduos de grande interesse nas avaliações genéticas (Mansour et al., 1991).

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  SIMONE RAYMUNDO DE OLIVEIRA      Apta Regional / IZ

Seleção de genótipos de café arábica, robusta, Coffea dewevrei e derivados de híbridos interespecíficos com tolerância à seca no IAC.

n° SGP 1560

O déficit hídrico é um dos fatores de ambiente que pode limitar o crescimento e a produção de cafeeiros. Atualmente, com previsão de mudanças climáticas e aquecimento global em nosso planeta, a identificação de genótipos de cafeeiros com tolerância à seca é de fundamental importância para a sobrevivência e sustentabilidade da cafeicultura brasileira. No Instituto Agronômico existem materiais genéticos de diferentes origens que se constituem em fontes de tolerância à seca. Este Plano de Ação visa selecionar cafeeiros com tolerância à seca em condições de campo e em casa de vegetação (condições controladas). Em condições de campo pretende-se avaliar genótipos de Coffea arabica procedentes da Etiópia, híbridos F1 dessas seleções com cultivares elites, clones e progênies de C. dewevrei, C. canephora e cafeeiros derivados de híbridos interespecíficos, que serão conduzidos na Fazenda Santa Eliza e também Pólo do Nordeste Paulista de mococa, SP. Em condições controladas de casa de vegetação serão avaliados dez genótipos de cafeeiros que foram previamente identificados como tolerantes à seca no campo A atividade de experimento em casa de vegetação será realizada na Fazenda Santa Eliza do IAC. Nos experimentos em condição de campo, os cafeeiros serão avaliados subjetivamente por meio do índice de turgescência (IT), em época de seca acentuada, e também em relação a determinação do Potencial hídrico foliar, com auxílio da Bomba de Scholander, Conteúdo Relativo de Água (CRA) e teor de umidade do solo.  Nos experimentos em condições controladas, de casa de vegetação, serão realizadas avaliações para determinar o potencial hídrico foliar,CRA, teor de umidade do solo, biometria das plantas, massas fresca e seca da parte aérea e do sistema radicular.

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  Julieta Andrea Silva de Almeida      IAC

Monitoramento Agrometeorológico, Fenológico e Fitossanitário para o café no Estado de SP e relação com variações ou mudanças climáticas locais.

n° SGP 1558

Será conduzido um sistema de monitoramento agrometeorológico e fenológico para a cultura do café arábica no Estado de São Paulo. Para o monitoramento agrometeorológico serão utilizados dados meteorológicos da rede de estações meteorológicas convencionais e automáticas que fazem parte do CIIAGRO/IAC (Centro Integrado de Informações Agrometeorológicas/IAC), os quais darão suporte para simulação de modelo de balanço hídrico seqüencial decendial para monitoramento das regiões produtoras de café no estado (THORNTHWAITE; MATHER, 1955). Para o monitoramento climático serão acompanhados outros  locais produtores de café no estado de SP. O monitoramento fenológico será realizado por meio de levantamentos de campo quinzenais/mensais de acordo com incidência de pragas e doenças, em lavouras cafeeiras localizadas em Mococa, Franca, Caconde e Campinas, devido a disponibilidade de áreas sem controle quiímico. Os dados coletados de clima e fenologia serão utilizados em modelos agrometeorológicos e fenológicos de estimativa de épocas de floração e de maturação e estimativa de quebra relativa de produtividade do cafeeiro (Camargo et al. (2003), Zacharias et al. (2008), Nunes et. al. (2010) e Bardin-Camparotto et al. (2012). Durante a execução do projeto, os produtos gerados serão constantemente reavaliados e aprimorados, tanto no aspecto do conteúdo (nível de detalhamento das informações), como nos aspectos e qualidade da divulgação (programas computacionais, interface de geração de mapas e boletins). As informações geradas no monitoramento agrometeorológico e fenológico do café no Estado de São Paulo, alimentarão a página do Ciiagro/IAC e posteriormente do SIMAFF-Café, disponibilizando aos usuários.Outra forma de se obter as informações do monitoramento é por meio da página do SIMAFF-Café, hospedadas nos servidores das instituições parceiras (IAC, DaTerra Coffee,Cooxupé e Embrapa). Os dados coletados de clima,serão comparados com dados armazenados no banco de dados do Ciiagro, para posterior averiguação de mudanças ou variabilidade climática ao logo do tempo (de acordo com periodo anterior e dados armazenados). Com esses dados ainda será aplicado modelos de estimativas de produtividade e comparado com dados reais (IEA) sendo assim possível validar os modelos existentes para cada localidade dentro do estado de SP. O mesmo ocorrerá para as doenças e pragas avaliadas, podendo obter-se um parâmetro de ocorrência de determinada praga/doença e sua evoluação ao longo do ciclo e sua infuência na qualidade do fruto. Ainda será analisada a ocorrência de pragas e doenças correlacionadas com as condições de clima da safra atual.

Esse projeto (SGP) abrange dois planos de ação, que estão envolvidos em projetos distintos. O Projeto referente a ampliação do monitoramento agrometerológico tem duração de 4 anos e é continuidade de um projeto que se encerrou em dezembro de 2016, no qual os dados de clima, fenologia e fitossanidade serão encaminhados para abastecimento de uma plataforma on line (SIMAFE- sistema integrado de monitoramento agrometeorológico, fenológico e fitossanitário para a cultura do café), plataforma esta em fase final de desenvolvimento que estará alojada na página da Embrapa, com links diretos disponiveis em outros sites de instituições como IAC, Procafé, IAPAR, de acordo com interesse e necessidade de cada órgão.

O segundo projeto, abrangerá 2 anos (minimo de 2 ciclos) se refere ao monitoramento climático e fenológico de 4 localidades (Caconde, Campinas, Franca e Mococa). Esse projeto está ligado a outros projetos onde após a colheita os grãos cereja serão encaminhados a laboratórios específicos para outros estudos que deverão ser correlacionados com as condições climáticas de cultivo (Avaliações: presença de fungos, danos causados por pragas e doenças, classificação do grão e qualidade da bebida, indicadores ambientais observados durante o ciclo em cada localidade e influência das condições de clima nos sólidos solúveis em resíduos de cascas utilizadas em sub produtos). Essas outras etapas serão realizadas por pesquisadores alocados no Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital).

A pesquisadora em questão é coordenadora geral do projeto: Mudanças climáticas e sua influência no Monitoramento Agrometeorológico, na produtividade, na Sanidade do grão pós-colheita, qualidade da bebida e utilização de subproduto na alimentação humana e impactos ambientais. Para tanto é repsonsável pelo Plano Gerencial, ou seja, deverá promover reuniões periódicas e outros eventos necessários para acompanhamento do andamento e evolução de todos os demais projetos envolvidos, denominados Planos de ação, com verba orçamentária específica para tal.

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  Angelica Prela Pantano      IAC

Intercâmbio de dados e informações entre o IRSG e o IEA para analisar o suprimento de borracha natural no Brasil

n° SGP 1555

Este projeto consiste em uma parceria entre o Instituto de Economia Agrícola (IEA) e o Grupo Internacional de Estudo da Borracha (IRSG) e tem como objetivo a troca de informações sobre as estatísticas da cultura da seringueira e de seu produto a borracha. O IRSG produz e analisa estatísticas agrícolas da seringueira e produção de borracha natural para 36 países do mundo exceto Brasil concentrando 97% da produção mundial de borracha. Esses dados são compartilhados apenas com os membros do grupo. Nessa parceria o IEA será o fornecedor oficial dos dados do Brasil (IBGE, CONAB, Indústrias) e receberá todos os dados do IRSG.

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  Marli Dias Mascarenhas Oliveira      IEA

Peixe da Ilha: um novo modelo de produção de peixes marinhos no Brasil"

n° SGP 1553

O atual sistema brasileiro de produção de peixes marinhos ocorre em tanques-rede cujas panagens (redes) são de nylon multifilamento. O multifilamento é um substrato ideal para o desenvolvimento de incrustações biológicas, acarretando diversos problemas econômicos e ambientais à produção. A malha de cobre é eficiente em reduzir as bioincrustações além de reduzir os riscos de escape dos peixes por ocasião das trocas de panagens. Além da falta de equipamentos apropriados, a carência em conhecimento técnico faz com que o monocultivo do bijupirá predomine e o potencial de outras espécies nativas não seja explorado. Uma destas espécies é o olhete, que apresenta elevado valor de mercado no BrasilO objetivo deste projeto é o de desenvolver um modelo de processo produtivo de peixes marinhos (olhete, bijupirá) utilizando tanques-rede de panagens de cobre. Paralelamente, pretende-se avaliar a viabilidade da pré-engorda destas espécies em sistemas de recirculação de água salgada, visando o povoamento dos tanques-rede com animais de maior peso e mais resistentes. Os resultados advindos deste projeto darão origem a uma proposta de inovação que absorvida pela cadeia produtiva ampliará a viabilidade econômica e a sustentabilidade da piscicultura marinha em ambientes costeiros. Como produto final, esperamos ofertar ao mercado um processo inovador de cultivo de duas espécies nativas de alto valor econômico, baseado em metodologias de manejo cientificamente testadas e em um processo produtivo em harmonia com o meio ambiente.

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  Eduardo Gomes Sanches      IP

Boas práticas de manejo na produção de juvenis de tilápia do Nilo

n° SGP 1550

Mundialmente, o grande volume de produtos da aquicultura advém de pequenas e médias propriedades e no Brasil, a aquicultura familiar também contribui significativamente para a produção de pescado. No oeste do Estado de São Paulo, os produtores de tilápias em tanques-rede destacam o elevado preço da ração e a falta de qualidade e oferta de juvenis e alevinos de tilápia como os principais problemas do setor. Neste sentido, a produção de juvenis de tilápia do Nilo para abastecer a fase de engorda desta espécie em sistema de tanques-rede representa uma interessante opção de obtenção de renda e diversificação da produção para produtores familiares. Uma maneira de melhorar a eficiência deste sistema é reduzir os gastos com o arraçoamento, que representa o maior custo de produção. Em estudo recente realizado por nosso grupo de pesquisa (Processo Fapesp 2013/18721-6), testamos a inclusão de substratos de bambu para produção de perifiton em tanques-rede e verificamos que, dependendo da biomassa de peixe estocada e do manejo alimentar adotado (com ou sem restrição), a inclusão do substrato pode reduzir até 40% da ração ofertada, diminuindo também o tempo de cultivo em até 55 dias. Em continuidade a este estudo, justificamos a necessidade de avaliar a inclusão de substratos na produção de juvenis de tilápia do Nilo (peso médio de 2 a 40 g), com o objetivo de desenvolver um modelo produtivo: mais eficiente e rentável para que, em pequenos módulos produtivos, pequenos produtores possam obter renda e sustentar a atividade em longo prazo. Um experimento em parcelas subdivididas, com 2 fatores principais (com substrato e sem substrato) e 2 fatores secundários (alimentação com 100% e com 50 % da porção diária recomendada) com 3 repetições será instalado em 6 viveiros escavados com dois hapas em cada um, sendo cada unidade experimental representada por um hapa. Serão avaliados: o desempenho produtivo, a mortalidade acumulada, a sanidade, o conteúdo estomacal, viabilidade técnica e econômica e os serviços ecossistêmicos prestados por este sistema de produção.

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  Fabiana Garcia Scaloppi      IP

RESGATE DA PESCA NO RESERVATÓRIO DE TRÊS IRMÃOS, BAIXO RIO TIETÊ: RECURSOS, TECNOLOGIAS E ASPECTOS SOCIAIS E ECONÔMICOS

n° SGP 1549

A pesca constitui-se em importante atividade econômica, social e cultural no mundo, na qual produz emprego, renda e alimento para as comunidades e população em geral. Entretanto, esta atividade necessita ser melhor administrada para orientar os usuários na preservação do ambiente aquático e dos recursos visando políticas pesqueiras mais adequadas ao setor.

              A atividade pesqueira continental no Estado de São Paulo é praticada principalmente em áreas represadas e em trechos livres de grandes rios. Em função da política de geração de energia elétrica, bem como do avanço crescente de processos de industrialização em diferentes regiões do Estado, os grandes rios tornaram-se importantes hidrovias no transporte de grãos e outros produtos, sendo secundária sua importância como geradores de alimentos proveniente da pesca (CASTRO et al., 2004), quando comparados aos rios da Amazônia e reservatórios do Nordeste do Brasil. No entanto, vale destacar a atividade pesqueira de pequena escala como geradora de renda, alimento e emprego para as populações ribeirinhas e para aqueles que vivem no entorno dos reservatórios, os chamados pescadores de barragens (PETRERE, 1996).

             As informações sobre as coletas e análises de peixes obtidas através de fichas de desembarque diárias são ferramentas muito importantes no planejamento futuro da pesca nos rios e reservatórios.

Essas informações são úteis para aplicação de medidas de manejo como a estocagem de peixes ou peixamento, de forma a contribuir para a sustentabilidade da pesca. Tais estudos contribuem para a preservação do meio aquático, da atividade pesqueira, ou seja, para que não falte emprego ao pescador, lazer aos usuários (pesca esportiva) e que tenha sempre pescado na mesa da população em geral.

            O presente projeto tem como objetivo gerar e resgatar informações da pesca no reservatório de Três Irmãos através de dados secundários e primários, levando em conta os aspectos sócio-econômicos dos pescadores, a estrutura e dinâmica da atividade e o monitoramento da produção, esforço pesqueiro e CPUE durante dois anos.

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  Paula Maria Gênova de Castro Campanha      IP
  Sobre

O SGP (Sistema de Gestão de Pesquisa) foi implementado em todas as unidades APTA, para centralizar o controle de todos os projetos desenvolvidos sob sua supervisão. [Ler mais]

Endereço APTA – São Paulo

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Fone : (11) 5067-0447 e 5067-0427

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