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PROTOCOLOS DE COLETA DE FEZES DO LAMBARI PARA ESTUDO DE DIGESTIBILIDADE

n° SGP 1639

O lambari-do-rabo-amarelo é uma espécie que está mudando o cenário da piscicultura em viveiros escavados no Estado de São Paulo, especialmente as pequenas propriedades, proporcionando fixação do homem no campo e geração de renda. Dentro do conceito que a alimentação é o fator de maior custo em uma piscicultura, o uso de dietas especificas de melhor qualidade pode ser um ponto importante para um empreendimento economicamente mais sustentável. O conhecimento dos valores digestíveis dos nutrientes, em especial a proteína, dos principais alimentos utilizados nas rações para peixes torna-se imprescindível para a obtenção de melhor desempenho, eficiência nos processos metabólicos e mitigação dos impactos ambientais. Previamente a isso, a metodologia empregada para a coleta de fezes neste tipo de estudo in vivo tem influencia direta na acurácia dos resultados, sendo essencial sua avaliação para padronização de um protocolo experimental, visando maior conteúdo de matéria seca de fezes necessárias para as análises laboratoriais, visto que o lambari é uma espécie de porte pequeno e consequentemente a quantidade de fezes produzida por dia também é pouca. Assim o presente estudo tem-se por objetivo desenhar um protocolo de coleta de fezes e manejo pré-coleta com intuito de obter maior conteúdo de fezes, para posterior estudo de digestibilidade e determinação de exigência dietética de proteína digestível.

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  Eduardo Gianini Abimorad      IP

Ações coordenadas para a facilitação de difusão e transferência de tecnologia para o setor cafeeiro

n° SGP 1638

São Paulo tem parte importante de sua economia sustentada na cadeia produtiva do café. A cafeicultura do Estado  está distribuída em regiões produtoras bastante distintas, mas com estratégias comuns voltadas ao aumento de produtividade, à redução de custos e ao aprimoramento da qualidade do café produzido. Tecnologias geradas pelo IAC e pelo Consórcio Pesquisa Café se encontram disponíveis para que metas de natureza tão diversas possam ser alcançadas pelos produtores. Todavia, sua adoção exige boa articulação entre os que geram tecnologias e aqueles que as tornam acessíveis e passíveis de aplicação. Esse projeto contempla o Estado de São Paulo  com ações para a formação de profissionais e capacitação de produtores e agentes de transferência de tecnologias relativas à cultura de café, de modo a conferir maior sustentabilidade e competitividade ao setor produtivo. Para atingir seus objetivos, na vigência do projeto serão produzidos materiais impressos e promovidos cursos, workshops, dias de campo e outros eventos técnicos.   

Os recursos financeiros para a condução do projeto provêm dos Planos de Ação 04.13.02.010.00.01 e 04.13.02.010.00.02, financiados pelo Consórcio Pesquisa Café. São do mesmo Consórcio os recursos destinados ao pagamento da Bolsa discriminada.

 

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  Terezinha de Jesus Garcia Salva      IAC

Avaliação do desempenho e crescimento de duas gerações de tilápias do Nilo (Oreochromis niloticus) da linhagem Genomar Supreme

n° SGP 1635

Objetiva-se avaliar o crescimento de duas gerações da linhagem tilápia do Nilo, Genomar Supreme, geração G20 e G25. O experimento será realizado no Polo Alta Sorocabana - Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), em Presidente Prudente - SP, localizado em 22º11' de latitude Sul, 51º23' de longitude Oeste e 458,3 m de altitude. Alevinos de tilápia, machos revertidos, de aproximadamente 3 g serão cultivados em sistemas de recirculação de água contendo tanques de 0,25 m³, a densidade de 80 peixes / m³, com quatro repetições (tanques). Os peixes serão alimentados três vezes ao dia com mesma ração comercial específica para cada fase de crescimento de acordo com a biomassa de cada tanque. Ao longo do crescimento, serão pesados e medidos oito peixes de cada tanque no início e aos 30, 60, 90, 120 e 150 dias de cultivo. Serão determinados a sobrevivência, ganho de peso, conversão alimentar e homogeneidade dos lotes em cada período. Modelos não lineares de crescimento serão ajustados para a determinação e comparação das taxas de crescimento. Será utilizado o delineamento experimental inteiramente casualizado, em esquema fatorial (2x6) com  2 tratamentos, 6 períodos e quatro repetições (tanques). O estudo do crescimento será realizado ajustando todos os dados do peso do peixe para o modelo exponencial, dado por y= Aekx, e modelo de Gompertz dado por y = Aexp(-Be-Kx). Adicionalmente serão determinadas as taxas de crescimento absoluta e relativa e o peso e idade à inflexão. Os parâmetros das curvas para cada geração serão comparados por seus intervalos de confiança a 95% de probabilidade.

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  Vander Bruno dos Santos      Apta Regional / IP

Levantamento da ocorrência do Banana streak virus (BSV) e do Cucumber mosaic virus (CMV) em cultivo convencional e orgânico de Musa spp no Vale do Ribeira, SP

n° SGP 1633

A ocorrência do Banana streak virus (BSV) e Cucumber mosaic virus (CMV), cujos sintomas em bananeiras são conhecidos, respectivamente, como estria e mosaico, pode ser considerada um fator limitante na produção e qualidade dos frutos e um entrave para a movimentação de germoplasma no país e no exterior. O presente trabalho teve como objetivo estudar a incidência destes vírus em dois sistemas de cultivo, um convencional no município de Registro e um orgânico no município de Sete Barras, Vale do Ribeira. No cultivo orgânico foram avaliadas dez mudas de bananeiras ‘Galil 7’ introduzidas aleatoriamente e dez bananeiras ‘Prata’ jovens. No cultivo convencional foram avaliadas dez mudas de bananeiras ‘Galil 7’ introduzidas, cinco bananeiras ‘Nanica’ e cinco ‘Prata’ jovens. A ocorrência do CMV foi detectada em 58,7% das bananeiras ‘Prata’ jovens e 35,9% das mudas de ‘Galil 7’ introduzidas e o BSV foi detectado em 87,5% das bananeiras ‘Prata’ jovens e 75% das mudas de ‘Galil 7’ introduzidas, no cultivo orgânico. Enquanto, no cultivo convencional, a ocorrência do CMV foi detectada em 42,50% das amostras de bananeiras ‘Nanica’ jovens, 44,4% das bananeiras ‘Prata’ jovens e 23% das mudas de ‘Galil 7’ introduzidas e o BSV foi detectado em 50% das bananeiras ‘Nanica’ jovens, 57,1% das bananeiras ‘Prata’ jovens e 62,5% das mudas de ‘Galil 7’ introduzidas.  Pelo monitoramento realizado nos dois municípios do Vale do Ribeira constatou-se que o BSV e o CMV ocorrem com alta incidência nas, cultivares comerciais de bananeiras mais cultivadas e foi possível detectar a presença dos vírus nas amostras coletadas, antes da manifestação dos sintomas nas folhas. 

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  Addolorata Colariccio      IB

Efeito da Sobressemeadura das Espécies de Inverno Sobre a Produção, Distribuição e Valor Nutritivo do Capim Brachiaria brizantha cv. Xaraes (MG-5)

n° SGP 1627

O presente estudo tem o objetivo principal avaliar a produção, distribuição e valor nutritivo de espécies sobressemeadas numa pastagem de capim Brachiaria brizantha cv. Xaraes (MG-5). Para isto será realizado um estudo conduzido no Sitio São João com objetivo de avaliar a resposta do plantio de aveia preta, azevém e suas misturas, constituindo-se quatro tratamentos com quatro repetições. Será avaliado a disponibilidade total (produção de matéria seca e verde) das forrageiras estudadas, em diferentes idades de cortes, relação lâmina/colmo, a altura, a composição botânica do local, a época de florescimento das diversas espécies, a composição química (teores de proteína bruta, fibra em detergente neutro, fibra em detergente ácido, lignina e proteina bruta).

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  Andréia Luciane Moreira      Apta Regional / IZ

Processo de co-cristalização para obtenção de matriz mista aplicada na redução de açúcar em alimentos

n° SGP 1624

Propõe-se desenvolver um ingrediente composto (matriz mista), capaz de reduzir o açúcar em produtos de confeitos e panificação, mantendo as características intrínsecas dos mesmos. Para tal, deverá ser utilizado o princípio da co-cristalização, ajustando-se o processo para a formação de um sólido particulado cristalino agregando-se substâncias de interesse na matriz de sacarose, sendo este utilizado como um ingrediente homogêneo para redução de açúcar nos produtos.

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  Marise Bonifácio Queiroz      ITAL

Seletividade de Altacor e Verimark na cultura da cana-de-açúcar

n° SGP 1618

Os ensaios serão em blocos ao acaso, constando de oito tratamentos e quatro repetições e tratamentos conforme protocolos em anexo. As aplicações serão realizadas “em esguicho” no colo da planta ou convencional, realizadas com pulverizador costal CO2 à pressão constante. A cultura será examinada quanto à presença de sintomas de fitotoxicidade em relação às parcelas não tratadas (testemunhas) e estimando um percentual de injúria usando escala de 0 (sem injúria) a 100% (completa injúria) de fitotoxicidade, descrevendo onde observa-se fitoxicidade detalhadamente (clorose, deformação, etc.). Serão avaliados o número de entrenós com danos de larvas da broca da cana dos entrenós quantificados em 15 colmos aos 120 e 180 dias após a emergência, bem como quantificados o numero total de entre-nós, número de lagartas presentes e número de colmos com danos.

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  José Roberto Scarpellini      IAC

DESEMPENHO AGRONÔMICO E SELEÇÃO DE GENÓTIPOS DE BATATA-DOCE PRODUZIDOS A PARTIR DE SEMENTES

n° SGP 1610

A batata-doce é o sétimo alimento mais importante no mundo, sendo essencial para a manutenção da segurança alimentar. É um alimento muito energético, podendo ser consumido in natura ou processado, além de ser matéria-prima para a produção de álcool. A cultura apresenta grande importância para o Brasil, sendo cultivada em todas as regiões brasileiras. O Estado de São Paulo é o 2º maior produtor, no entanto, sua produtividade é muito inferior ao potencial da cultura. A região de Presidente Prudente é grande produtora no estado, mas também apresenta baixa produtividade. Uma das causas da baixa produção por unidade de área é a utilização de poucas variedades com as características comerciais necessárias sendo que esses materiais podem não ser os mais indicados para a região. Assim, visando manter as características de cor de película e de polpa desejáveis para a comercialização, objetivou-se com esse trabalho analisar características agronômicas de genótipos oriundos de sementes provenientes do cruzamento de duas variedades cultivadas na região de modo a selecionar materiais com elevada produtividade comercial e formato de raízes adequado.  

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  Amarílis Beraldo Rós      Apta Regional / IAC

Plantas espontâneas em pastagem: Potencial forrageiro e sua contribuição para sustentabilidade dos sistemas de produção

n° SGP 1609

Plantas espontâneas existentes em pastagens, embora descritas como plantas daninhas ou invasoras, ocupam um nicho específico neste ecossistema e devem ser estudadas procurando-se elucidar os benefícios que podem trazer ao meio em que estão presentes através da ciclagem de nutrientes via parte aérea e raízes, bem como pelo seu potencial forrageiro para alimentação animal. Este trabalho tem como objetivo avaliar esta contribuição conhecendo-se composição química e capacidade de extração de nutrientes do solo por essas  plantas  e pelo seu valor nutritivo. O experimento será conduzido em casa de vegetação no Instituto de Zootecnia em Nova Odessa, SP e serão avaliadas  cinco plantas: gramínea forrageira (Brachiaria decumbens cv. Ipean), leguminosa forrageira (Macrotyloma axillare NO 279) e três plantas espontâneas (Bidens pilosa, Sida rhombifolia e Amaranthus viridis) nas fases de crescimento vegetativo e reprodutivo, estabelecidas com o corte das plantas e destruição dos vasos, realizados em cada uma dessas fases, respectivamente. O delineamento será de blocos completos casualizados em esquema fatorial 5 x 2 (cinco plantas e dois cortes), com quatro repetições  totalizando 40 unidades experimentais (40 vasos). Em cada corte a parte aérea das plantas será separada nas frações colmo ou ramos e folhas com determinação da área foliar através aparelho integrador de área foliar LI 3100, coleta de solo para análise química e a separação do sistema radicular. Será determinada a massa seca de cada componente da planta (parte aérea e raízes) bem como sua composição em  macronutrientes (N, P, K, Ca, Mg e S). Nas folhas serão realizadas também a análise bromatológica (proteína bruta, fibra em detergente neutro, fibra em detergente ácido, lignina) e digestibilidade in vitro da MS.

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  Flavia Maria de Andrade Gimenes      IZ

Indexação de vírus em plântulas de mandioca obtidas por cultura de meristemas, pertencentes aos BAG da EPAGRI visando a introdução de material genético livre de vírus para produtores.

n° SGP 1604

No Brasil, a mandioca sempre foi cultivada em vários sistemas agrícolas, desde cultivo de fundo de quintal, passando pela agricultura tradicional praticada em pequenas escalas por produtores do semiárido do Nordeste ou da região da Amazônia, até cultivo em grande escala no sul do Brasil, com colheita semi-mecanizada (CHUZEL, 2001). Cultivada em todas as regiões brasileiras, a mandioca é utilizada para a produção de farinha, extração de amido e, uma pequena parte, consumo in natura. Os Estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul formam um complexo agroindustrial que produz e processa cerca de 5 milhões de toneladas de raízes de mandioca para a produção de farinha e amido (IBGE, 2006).

As plantas de propagação vegetativa apresentam sérios danos causados por vírus porque estes se acumulam durante os sucessivos ciclos da cultura. Várias pragas e doenças da mandioca (Manihot esculenta),  têm como principal fonte disseminadora o material de plantio. Os mais importantes são os patógenos sistêmicos: fungos, bactérias, fitoplasmas e vírus. Mas não deve ser negligenciada a disseminação de organismos aderidos a superfície da maniva como cochonilhas, ácaros e esporos de fungos.

Na cultura já foram descritos, dezesseis vírus diferentes, dentre estes três foram descritos pela primeira vez no Brasil: o Cassava common mosaic virus (CsCMV), pertence ao gênero Potexvirus , o Cassava vein mosaic virus (CsVMV), pertencente ao gênero Caulimovirus e em Manihot spp. Cassava symptomless Rhaddovirus (CsSLV).

Essa três espécies ocorrem por todo o Brasil, sendo o CsVMV prevalente nos Estados do Ceará, Pernambuco, Piauí, Bahia e Alagoas. O CsCMV apresenta-se distribuído também  em outros países da América latina, Taiwan e nos Estados Unidas no Estado da Flórida. O CsCMV causa sintomas de mosaico cloróticos nas folhas,  ocasionando perdas de produtividade acima de 60% sendo considerado portanto o principal vírus que ocorre na América do Sul em mandioca. O CsVMV causa sintomas de mosaico de nervuras , deformação foliar e epinastia da planta. A manifestação dos sintomas sofre grande influência do clima ocorrendo principalmente no nordeste brasileiro.

As viroses de mandioca existentes na América, (mosaico comum ou americano, couro de sapo e mosaico das nervuras) e fitoplasmas (superbrotamento) não possuem vetor conhecido e se disseminam fundamentalmente, através do plantio de material contaminado. Os vírus que ocorrem na cultura podem ser parcialmente controlados pela eliminação recorrente de plantas sintomáticas nos campos de produção de sementes, a fim de minimizar os prejuízos causados tanto na produção quanto na qualidade das raízes.

Sendo importante ressaltar que para a sanidade do material de plantio a técnica de cultura de tecidos merece destaque porque permite obter material praticamente isento de quase todos os patógenos, principalmente se utilizado conjuntamente com a termoterapia, sendo que para o controle das viroses em plantas de vegetação propagativa a técnica mais utilizada é a cultura de meristemas, que pode ser empregada em associação com a termoterapia e/ou substâncias antivirais, O uso de plantas livres de vírus em associação com práticas culturais adequadas, e o uso de variedades resistentes pode reduzir  a disseminação de vírus no campo, uma vez que os vírus se transmitem mecanicamente e por enxertia e se disseminam a partir de manivas infectadas, indicando que o vírus se perpetua e se transmite pela utilização de ferramentas contaminadas. Entretanto, mesmo com o uso de manivas e clones livres de vírus, as plantas devem ser monitoradas no campo, para evitar a disseminação das principais viroses que ocorrem na cultura. O presente projeto tem por objetivo  indexar variedades de mandioca pertencentes ao BAG EPAGRI Urussanga, SC e do BAG IAC quanto a presença de vírus, visando à obtenção de um estoque de mandioca-semente livre deste vírus e realizar um levantamento em São Paulo e santa Catarina da ocorrência de vírus na cultura.

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  Addolorata Colariccio      IB

Seleção de genótipos de café Bourbon para o desenvolvimento de cultivares visando a produção de cafés especiais

n° SGP 1601

     Após o lançamento da cultivar Mundo Novo na década de 50 os programas de melhoramento genético de café arábica priorizaram o desenvolvimento de genótipos voltados para o mercado de café commoditie, isto é, cultivares altamente produtivas e com boas características agronômicas, sobretudo resistentes à ferrugem-da-folha, principal doença do café. Nesse sentido, a cultivar Bourbon, até então a mais plantada no país naquela época, não foi mais priorizada pelos cafeicultores e pelos programas de melhoramento devido a sua baixa produção e ser suscetível a doenças e exigente em nutrição, ao contrário do Mundo Novo que apesar de ser altamente suscetível à ferrugem é uma planta bem rústica, produtiva e adaptada aos mais diversos ambientes de cultivo. Essas duas cultivares são de porte alto.

     Com o advento do mercado de cafés especiais o germoplasma Bourbon retomou o interesse tanto por parte do consumidor quanto dos melhoristas. Apesar de seus problemas agronômicos esse material possui uma qualidade sensorial diferenciada tais como doçura, sabor achocolatado, aroma frutado intenso e agradável acidez cítrica, sendo, portanto, um material genético específico para a produção de cafés especiais.

     A seleção de linhagens/progênies de Bourbon do Banco de Germoplasma do IAC introduzidas na década de 50 é uma frente de trabalho para desenvolver novas cultivares; outra frente seria realizar hibridações entre o germoplasma Bourbon com cultivares elites, tais como Obatã, Tupi, IAC 125 (são produtivas, porte baixo e resistentes/tolerantes à ferrugem-da-folha) entre outros.

     O objetivo desse trabalho é selecionar linhagens e desenvolver progênies de café arábica com o perfil sensorial do Bourbon e que apresentem características agronômicas desejáveis, tais como produção/vigor, menor porte e tolerância à ferrugem-da-folha esperando-se que num futuro próximo uma nova cultivar com essas características e perfil sensorial diferenciado agregará valor ao cafeicultor brasileiro.

     Serão realizadas avaliações agronômicas de genótipos de café Bourbon das coleções do IAC para a seleção de plantas promissoras, as quais serão utilizadas no processo convencional de melhoramento (sucessivos ciclos seletivos e avanços de gerações) e no programa de hibridações. Serão realizadas avaliações agronômicas visando a melhoria da produção, do vigor, porte e arquitetura da planta, tolerância a doenças (principalmente a ferrugem-da-folha), diferentes estágios de maturação e tamanho dos frutos. As plantas selecionadas serão então estudadas em novos experimentos, instalados em pelo menos dois locais no estado de São Paulo, seguindo o delineamento de blocos ao acaso, contendo entre 15 e 25 genótipos derivados de Bourbon e entre duas e quatro testemunhas comuns a todos os experimentos, quatro ou seis repetições e com no mínimo cinco plantas por parcela. Concomitantemente, serão realizadas hibridações entre genótipos de café Bourbon (do banco de germoplasma) e materiais genéticos elite (cultivares comerciais) e genótipos introduzidos de outros países do banco de germoplasma do IAC afim de desenvolver populações-base. As sementes híbridas serão então plantadas em delineamento experimental para as avaliações agronômicas, tecnológicas e sensoriais para o avanço de gerações em cada Estado.

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  Júlio César Mistro      IAC

Desenvolvimento de cultivares de café tipo arábica visando produtividade, resistência à ferrugem e outras características agronômicas e tecnológicas

n° SGP 1598

     A ferrugem alaranjada é a principal doença do café, chegando a ocasionar perdas na produção brasileira de café da ordem de 30 a 50%, se nenhuma medida de controle da doença for adotada. Entre as medidas de controle a utilização de cultivares resistentes é a mais fácil e econômica de ser empregada, visando minimizar os prejuízos causados pelos parasitas que atacam a lavoura de café. Após a constatação da ferrugem do cafeeiro no Brasil, em 1970, grande esforço tem sido feito no melhoramento genético para a obtenção de cultivares resistentes. Várias cultivares foram disponibilizadas para o cultivo comercial pelas instituições que se dedicam ao melhoramento do cafeeiro. No entanto, devido à grande variabilidade que ocorre no fungo Hemileia vastatrix, há surgimento de novas raças fisiológicas, com genes de virulência capazes de anular a resistência das cultivares resistentes. Por isso os programas de melhoramento devem ser dinâmicos e contínuos, de modo a disponibilizar sempre novas cultivares com fatores de resistência complexos que se constituam em eficientes barreiras para as novas raças fisiológicas do fungo H. vastatrix.

     Este projeto tem como objetivo geral a obtenção de cultivares de café tipo arábica visando produtividade, resistência à ferrugem-da-folha e outras boas características agronômicas e tecnológicas. Para tanto serão avaliadas novas seleções de cafeeiros de porte alto e baixo e com boa arquitetura, derivados de hibridações, com resistência específica e/ou não especifica à Hemileia vastatrix, produtivas, adaptadas às regiões cafeeiras e com produto de boa qualidade Serão também desenvolvidas e avaliadas linhagens de cafeeiros com fatores de resistência vertical SH1, SH2, SH3 e SH4 derivadas do cruzamento de introduções de Coffea arabica com cultivares elites. 

     

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  Júlio César Mistro      IAC

Avaliação dos efeitos do fungicida APROACH PRIMA em girinos de rã-touro (Lithobates catesbeianus) através da análise de biomarcadores

n° SGP 1597

O uso de indicadores biológicos tem aumentado nos últimos anos, com o intuito de investigar a poluição ambiental, sendo que o ambiente aquático apresenta uma grande vulnerabilidade, tendo a agricultura papel de destaque como uma das principais atividades humanas que contribui para o aumento da poluição, devido à utilização de pesticidas. Essas substâncias, dentre os poluentes ambientais, têm recebido recente atenção pelo seu potencial em alterar populações e o dinamismo entre comunidades. Os biomarcadores podem ajudar a avaliar o estado de saúde das populações de anfíbios, atuando como parâmetros finais e subletais da intoxicação. Em virtude da necessidade de estabelecer biomarcadores com maior sensibilidade, precisão e informação rápida após da exposição e ação dos estressores ambientais e particularmente dos pesticidas usados no ambiente, será testada a análise do sistema pigmentar extracutâneo e especificamente nos órgãos hematopoiéticos como baço e fígado, onde residem os melanomacrófagos (MMCs). Os anfíbios anuros ocorrem em todos os continentes, apresentam ampla distribuição geográfica, sendo encontrados em todos os continentes, exceto na Antártica, sendo mais abundantes em países tropicais e a rã-touro é uma espécie já utilizada em ensaios de ecotoxicologia aquática. O Aproach® Prima é um fungicida sistêmico que contém picoxistrobina (do grupo das estrobilurinas, inibidores do fluxo de elétrons da respiração mitocondrial) e ciproconazole (do grupo dos triazóis, inibidores da biossíntese do ergosterol), usado em pulverizações preventivas, para o controle de doenças da parte aérea da cultura do algodão, arroz, café, cana-de-açúcar, milho, soja e trigo. Quanto à sua classificação toxicológica, pertence à classe III, sendo medianamente tóxico e quanto à classificação do potencial de periculosidade ambiental, pertence à classe II, muito perigoso ao meio ambiente, segundo dados da bula do produto. Este produto foi escolhido para realização dos ensaios ecotoxicológicos, em virtude de sua utilização na cultura no arroz inundado, que é a principal cultura da região do Vale do Paraíba e que apresenta grande interface com o ambiente aquático.

 

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  Adriana Sacioto Marcantonio      Apta Regional / IP

Desenvolvimento e avaliação de cultivares e progênies de café arábica apropriadas para a cafeicultura de montanha do Estado de São Paulo

n° SGP 1596

     O estado de São Paulo é o segundo  produtor nacional de café arábica, sendo que o seu cultivo ocorre também em áreas montanhosas, acidentadas caracterizadas por temperaturas amenas e altitudes elevadas, tais como as regiões da Alta, Média e Baixa Mogiana (maior produtora) e o Centro-Sul. Essa condição climática potencializa a qualidade sensorial do café, atributo atualmente de grande valor econômico, porém a declividade acentuada dificulta o cultivo do café, onde os tratos culturais são de difíceis execuções. Nesse sentido, o desenvolvimento de cultivares que se adaptem melhor a essa condições e concomitantemente apresentem características que dispensem, ou utilizem menos, defensivos agrícolas e facilitem a colheita manual são de grande valia a esses cafeicultores. Atualmente, o IAC possui em seu programa de melhoramento genético vários genótipos, em diferentes gerações, que poderão no futuro ser indicados para esse tipo de cafeicultura, pois aliam porte baixo (o que facilita a colheita), resistência à ferrugem-da-folha (principal doença e que ocorre com maior severidade nessas regiões) e qualidade diferenciada de bebida, o que agregaria maior valor econômico ao produto.

     A finalidade do projeto é verificar o comportamento agronômico e a adaptação de genótipos de café arábica em áreas de montanhas no estado de São Paulo, para tanto serão instalados experimentos em locais a serem definidos no transcorrer da vigência dessa proposta. Tais experimentos serão alocados em delineamento de blocos ao acaso, com no mínimo três repetições. O número de plantas por parcela será de acordo com a geração filial em que os genótipos se encontrem.

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  Júlio César Mistro      IAC

Avaliação do desempenho agronômico e tecnológico de germoplasma de Coffea arabica

n° SGP 1593

A qualidade da bebida do café arábica  é influenciada por inúmeros fatores e suas interações, destacando-se especialmente aqueles relacionados à constituição genética das  plantas, à complexa composição química dos grãos crus e às etapas de pós-colheita, sendo finalizada pelo processo de torra dos grãos. Também é amplamente reconhecido que o cafeeiro arábica apresenta estreita base genética, fato decorrente, em parte, da forma como foi disseminado entre os países que adotaram seu plantio, assim como de aspectos biológicos peculiares à espécie, ou seja, a autogamia e a tetraploidia. Os procedimentos do melhoramento genético clássico adotados para a geração de novas cultivares de café arábica têm início em hibridações planejadas entre parentais selecionados em função da complementariedade entre suas contribuições genéticas.Para tanto é necessário um processo anterior de caracterização ,e  de manutenção, bem como de estudos visando ao conhecimento das características dos genótipos presentes em coleções de germoplasma, de forma a permitir sua utilização proveitosa no melhoramento genético. O programa de melhoramento do café do IAC realizou ao longo dos anos muitos cruzamentos entre cultivares comerciais e acessos do seu banco de germoplasma (BAG), muitos dos quais   encontrando-se instalados no campo. O objetivo deste projeto é avaliar o desempenho agronômico e tecnológico de progênies de acessos individuais originários da Etiópia e de  progênies híbridas entre acessos etíopes e de outras origens com cultivares elite. Pretende-se também obter   novos híbridos F1 entre cultivares elite e acessos selecionados por seu valor agronômico e/ou tecnológico para posterior avaliação agronômica.

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  Maria Bernadete Silvarolla      IAC

Performance agronômica de cultivares de café arábica oriundas de várias instituições nacionais de pesquisas no estado de São Paulo

n° SGP 1592

     A cafeicultura é uma importante atividade do agronegócio brasileiro, gerando muitos empregos diretos e indiretos e respondendo por boa parte das exportações desse setor. Sem dúvida, o melhoramento genético tem contribuído de maneira decisiva nesse processo, incorporando ganhos genéticos para produtividade nas cultivares melhoradas, reduzindo o porte e adequando a arquitetura das plantas, resistência às principais doenças e pragas e melhorando as características ligadas à qualidade do grão e da bebida, como uniformidade de maturação dos frutos, tamanho dos grãos e bebida superior. Desse modo, o sucesso dos programas de melhoramento genético consiste em colocar à disposição dos cafeicultores, cultivares mais adaptadas, produtivas e que atendem às necessidades dos consumidores.

     A ferrugem do cafeeiro é hoje considerada o principal problema fitossanitário no Brasil e em importantes regiões cafeeiras do mundo, podendo ser encontrada em quase todas as lavouras cultivadas e ocasionando redução de até 50% da produção, em regiões com condições climáticas favoráveis à doença e na ausência de medidas de controle. O controle mais utilizado para essa doença é o químico que, embora eficiente, eleva os custos de produção e coloca em risco a saúde dos trabalhadores, podendo causar, ainda, contaminação do meio ambiente.

     Dessa maneira, é de fundamental importância a obtenção de novas cultivares de cafeeiro com resistência a essa doença e, principalmente, a avaliação destas em diferentes ambientes. Sabe-se que no estado de São Paulo existem regiões cafeeiras bem distintas, cada uma com características ambientais definidas, as quais influenciam sobremaneira no comportamento do cafeeiro. Quando se consideram as cultivares recentemente lançadas, não há muitos estudos que demonstrem sua capacidade de responder em termos de estabilidade fenotípica de produção, às diferentes condições de ambiente e sistemas de cultivo utilizados no estado de São Paulo. Isso traz certa insegurança entre os técnicos que trabalham com a cultura do café, na recomendação de qual cultivar é a mais indicada em determinada região.

     Objetiva-se no trabalho caracterizar o desenvolvimento vegetativo e reprodutivo de cultivares de cafeeiros resistentes à ferrugem, de modo a obter informações que possam contribuir para a indicação das mesmas com segurança para as diferentes regiões produtoras do estado de São Paulo. 

     Os experimentos serão instalados, em condição de sequeiro, em algumas regiões paulista: Alta Mogiana (região de Franca), Média Mogiana (região de Mococa), Sul (região de Piraju) e na Média/Alta Paulista (região de Jaú/Adamantina/Lins). Os experimentos seguirão o delineamento de blocos ao acaso, com 25 tratamentos, no mínimo quatro repetições e seis plantas por parcela. 

 

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  Júlio César Mistro      IAC

MORMO: AVALIAÇÃO CLÍNICA, EPIDEMIOLÓGICA, ANATOMOPATOLÓGICA E MICROBIOLÓGICA

n° SGP 1591

O mormo é uma doença infectocontagiosa, de caráter agudo ou crônico, que acomete os equídeos. Pode também acometer o homem, os carnívoros e eventualmente pequenos ruminantes. É causada pela bactéria Burkholderia mallei, que desencadeia formação de nódulos e úlceras principalmente no trato respiratório ou na pele dos animais. Essa enfermidade é de notificação obrigatória, contudo não há disponível no mercado kits validados para sua análise laboratorial, gerando problemas na confirmação de focos da doença e na condução do programa de controle e erradicação do mormo. Com o aumento da ocorrência de casos clínicos na região sudeste e questionamento de resultados de exames laboratoriais, houve demanda do Ministério da Agricultura e Abastecimento para estudar equídeos com resultados diferente de negativo (inconclusivo, anticomplementar e positivo) para B. mallei visando levantar dados e esclarecer aspectos quanto à patogenia, imunidade, diagnóstico e epidemiologia da doença. Coordenado pelo Instituto Biológico e em parceria com MAPA, Coordenadoria de Defesa Agropecuária de São Paulo e Agência de Inspeção Alimentar Canadense, este estudo tem por objetivos o monitoramento de animais provenientes de focos; desenvolver, padronizar e validar métodos sorológicos e moleculares para identificação da B. mallei; buscar uma definição de caso de mormo a partir da análise dos métodos avaliados (clínicos, epidemiológicos e detecção direta e indireta do agente);  e desenvolver material técnico e didático para auxiliar no diagnóstico precoce da  doença. Serão analisados 26 equinos provenientes de focos em saneamento nos Estados de São Paulo, Espírito Santo e Rio de Janeiro, mantidos na Estação Quarentenária do MAPA localizada em Cananéia, SP. Amostras de sangue e suabe nasal estão sendo coletadas a cada quinze dias, havendo previsão de acompanhamento por 2 anos, com a finalidade de desenvolver, padronizar e validar ensaios de imunodiagnóstico (Fixação de Complemento a quente e a frio, Western-blotting, ELISA) e biologia molecular. Quando houver linfoadenomegalia, o conteúdo será analisado para detecção da B. mallei. Em caso de óbito dos equinos será realizada necropsia para avaliação anatomo-patológica e diagnóstico diferencial com doenças confundíveis. Com os resultados, o presente trabalho contribuirá para geração do conhecimento sobre a epidemiologia do mormo e no estabelecimento de métodos laboratoriais, mais sensíveis e específicos. Ainda, serão disponibilizadas às autoridades sanitárias melhores escolhas de métodos confirmatórios desta doença, que poderão ser incluídos na legislação para conduzir as ações de controle e erradicação. Destaca-se que o Brasil acumulou experiências e poderá auxiliar outros países com essas informações inéditas adquiridas.O mormo é uma doença infectocontagiosa, de caráter agudo ou crônico, que acomete os equídeos. Pode também acometer o homem, os carnívoros e eventualmente pequenos ruminantes. É causada pela bactéria Burkholderia mallei, que desencadeia formação de nódulos e úlceras principalmente no trato respiratório ou na pele dos animais. Essa enfermidade é de notificação obrigatória, contudo não há disponível no mercado kits validados para sua análise laboratorial, gerando problemas na confirmação de focos da doença e na condução do programa de controle e erradicação do mormo. Com o aumento da ocorrência de casos clínicos na região sudeste e questionamento de resultados de exames laboratoriais, houve demanda do Ministério da Agricultura e Abastecimento para estudar equídeos com resultados diferente de negativo (inconclusivo, anticomplementar e positivo) para B. mallei visando levantar dados e esclarecer aspectos quanto à patogenia, imunidade, diagnóstico e epidemiologia da doença. Coordenado pelo Instituto Biológico e em parceria com MAPA, Coordenadoria de Defesa Agropecuária de São Paulo e Agência de Inspeção Alimentar Canadense, este estudo tem por objetivos o monitoramento de animais provenientes de focos; desenvolver, padronizar e validar métodos sorológicos e moleculares para identificação da B. mallei; buscar uma definição de caso de mormo a partir da análise dos métodos avaliados (clínicos, epidemiológicos e detecção direta e indireta do agente);  e desenvolver material técnico e didático para auxiliar no diagnóstico precoce da  doença. Serão analisados 26 equinos provenientes de focos em saneamento nos Estados de São Paulo, Espírito Santo e Rio de Janeiro, mantidos na Estação Quarentenária do MAPA localizada em Cananéia, SP. Amostras de sangue e suabe nasal estão sendo coletadas a cada quinze dias, havendo previsão de acompanhamento por 2 anos, com a finalidade de desenvolver, padronizar e validar ensaios de imunodiagnóstico (Fixação de Complemento a quente e a frio, Western-blotting, ELISA) e biologia molecular. Quando houver linfoadenomegalia, o conteúdo será analisado para detecção da B. mallei. Em caso de óbito dos equinos será realizada necropsia para avaliação anatomo-patológica e diagnóstico diferencial com doenças confundíveis. Com os resultados, o presente trabalho contribuirá para geração do conhecimento sobre a epidemiologia do mormo e no estabelecimento de métodos laboratoriais, mais sensíveis e específicos. Ainda, serão disponibilizadas às autoridades sanitárias melhores escolhas de métodos confirmatórios desta doença, que poderão ser incluídos na legislação para conduzir as ações de controle e erradicação. Destaca-se que o Brasil acumulou experiências e poderá auxiliar outros países com essas informações inéditas adquiridas.

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  Edviges Maristela Pituco      IB

A inserção do Instituto de Economia Agrícola (IEA) no Processo Prospectivo do Desenvolvimento do Brasil 2035.

n° SGP 1590

Esta proposta de projeto tem por objetivo produzir informações visando inserir as contribuições do IEA no Processo Prospectivo do Desenvolvimento do Brasil 2035, conduzido pelo NAPLP/FEA/USP. Tal processo tem por objetivo identificar elementos que subsidiem a formulação de estratégias de desenvolvimento para o Brasil, tendo 2035 como horizonte temporal. Para tanto, está estruturado em metodologia prospectiva que prevê a realização de seminários, oficinas e cursos com a participação de vários atores representantes dos segmentos da nossa sociedade, dentre eles estão as atividades de pesquisa, seus profissionais e instituições, a exemplo do IEA. Nessa oportunidade o Instituto será responsável pela condução dos trabalhos relacionados a uma das 51 variáveis que compõem o processo prospectivo. Dessa forma, as atividades de pesquisa necessárias ao cumprimento das etapas previstas no processo dependem da organização e sistematização de informações, assim como de discussão, conforme propõe esse projeto.

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  Ana Victória Vieira Martins Monteiro      IEA

Caracterização da puberdade em machos da raça Nelore, com consumo alimentar residual divergente e suplementados com ácidos graxos poliisaturados

n° SGP 1589

A eficência alimentar é muito importante para os programas de melhoramento. O consumo alimentar residual (CAR) é um indicador que apresenta uma correção do consumo alimentar para o peso do animal e o ganho em peso. Além dessa característica, a puberdade é importante para o melhoramento reprodutivo dos bovinos. A produção e qualidade do sêmen são influenciadas por vários fatores, principalmente a nutrição. Os ácidos graxos poliinsaturados (AGPs) têm efeito sobre o desempenho reprodutivo dos machos. Poucos estudos foram feitos para avaliar o impacto da seleção genética para eficiência alimentar na reprodução das raças zebuínas. Dentro do contexto abordado, o objetivo do presente trabalho é de avaliar os efeitos da suplementação com AGPs na puberdade e nas características seminais de machos da raça Nelore selecionados para CAR. Serão selecionados por ano 50 bovinos jovens de 12 meses do rebanho tradicional (NeT) para consumo alimentar residual do Instituto de Zootecnia (IZ) no município de Sertãozinho. Estes animais serão divididos em 3 grupos: sendo o primeiro grupo
suplementado com AGPs composto por 20 animais (10 CAR negativo e 10 CAR positivo); o segundo grupo será suplementado com uma dieta isoprotéica ao do primeiro grupo mas sem AGPs composto por 20 animais (10 CAR negativo e 10 CAR positivo); e o terceiro grupo sem suplementação apenas no pasto composto por 10 animais (5 CAR negativo e 5 CAR positivo). Serão feitas avaliações entre 12 e 24 meses de idade a cada 28 dias de peso, ECC, altura da garupa e ultrassom de carcaça. Além disso, serão avaliadas mensuração do perímetro escrotal, ultrassonografia testicular e glandular e coleta de sêmen para averiguar as características seminais e posteriormente criopreservação. Após descongelação serão realizados novos testes da qualidade espermática.

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  Fabio Morato Monteiro      IZ

Influência das mudanças climáticas nos sólidos solúveis em resíduos da produção (casca do café em coco) e utilização desses em novos produtos

n° SGP 1588

 

O trabalho consiste na caracterização dos resíduos da produção (casca do café em coco) e utilização desses em novos produtos, desenvolvimento de uma geléia e molho a base de café, visando a elaboração de um produto com boa qualidade organoléptica.

 

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  Paulo Eduardo da Rocha Tavares      ITAL

Desenvolvimento e avaliação de cultivares de Coffea arabica com resistência durável à ferrugem.

n° SGP 1587

O projeto  visa desenvolver e avaliar cultivares de café arábica com resistência durável à ferrugem do cafeeiro (Hemileia vastatrix), produtivas e com boas características agronômicas e tecnológicas. Serão avaliadas progênies derivadas de Coffea arabica, com os genes SH1, SH2 e SH4, isoladamente ou em combinações. Serão também avaliadas progênies derivadas do germoplasma Híbrido de Timor (Catimor, Sarchimor, etc), e de C. arabica X C. canephora (germoplasma Icatu). Cafeeiros portadores de genes de resistência vertical SH6, SH7, SH8, SH9, isoladamente ou em combinações, oriundos de Robusta, de Híbridos de Timor e do cruzamento das cultivares Catuaí e Mundo Novo com BA10 com introgressão natural de C. liberica em C. arabica) portadora do gene SH3 que proporciona resistência durável, também serão estudados e selecionados. O desempenho destes materiais será avaliado em relação à resistência e outras características agronômicas e tecnológicas e plantas serão selecionadas para dar continuidade às próximas gerações. No decorrer das observações em condições de campo, as plantas superiores serão avaliadas pelo teste de discos de folhas e as mudas obtidas serão inoculadas com a raça XXIX, a mais virulenta detectada em Campinas, para validação do nível de resistência. Anualmente serão monitorados materiais resistentes quanto à ocorrência de raças novas. Plantios de clones diferenciadores de raças de ferrugem serão também realizados. A manutenção e multiplicação das raças para teste de resistência serão realizadas durante o processo de seleção. As cultivares obtidas serão avaliadas nas principais regiões cafeeiras do Estado de São Paulo.

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  Oliveiro Guerreiro Filho      IAC

Padronização de metodologias para a fenotipagem de acessos silvestres de Coffea arabica

n° SGP 1586

O projeto se relaciona à estandartização de métodos visando à caracterização, em diferentes ambientes de cultivo, de acessos de Coffea arabica provenientes do centro de origem e diversificação da espécie.

Os principais métodos selecionados para a padronização se relacionam às avaliações de aspectos morfológicos, como porte, ramificação, cor de frutos, etc; tecnológicos, como peso, tipo e tamanho de frutos e sementes; sensoriais, como acidez, aroma, doçura e corpo da bebida e agronômicos, como produção de frutos, ciclo de maturação e reação de plantas a estresses de natureza biótica ou abiótica.

Os resultados obtidos no projeto poderão proporcionar maior eficiência a programas de melhoramento, especialmente no que diz respeito à seleção de acessos com potencial para o desenvolvimento de cafés especiais. 

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  Oliveiro Guerreiro Filho      IAC

Desenvolvimento e avaliação de cultivares de café tipo arábica com resistência múltipla a agentes bióticos da cultura

n° SGP 1585

O projeto tem como objetivo geral desenvolver e avaliar cultivares de café tipo arábica com resistência múltipla à ferrugem, bicho mineiro e nematoides. Como objetivos específicos pretende-se identificar no programa de melhoramento genético do cafeeiro do IAC fontes de resistência aos principais agentes bióticos e que possuam outros atributos de interesse agronômico e obter cafeeiros com resistência múltipla por meio de piramidação de genes. Os cafeeiros resistentes obtidos poderão ser propagados vegetativamente ou por sementes. Uma avaliação do desempenho agronômico das seleções resistentes obtidas será também efetuando em vários locais
do Brasil. Finalmente hibridações entre plantas selecionadas com diferentes tipos de resistência à ferrugem, aos nematoides e ao bicho mineiro serão também efetuadas. 

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  Oliveiro Guerreiro Filho      IAC

FORMIGAS CORTADEIRAS, UMA VELHA PRAGA EM UMA NOVA CULTURA EM EXPANSÃO NO BRASIL: A OLIVEIRA

n° SGP 1581

Uma nova cultura vem tentando se firmar no Estado de São Paulo. A cultura da oliveira. Dentre o pouco que se sabe sobre as doenças e pragas que a acometem, as formigas cortadeiras parecem ser limitantes para a sua implantação e manutenção. Assim, este projeto visa entender o que o agricultor sabe sobre elas e o que tem feito para controlá-las. Ainda, poderá fornecer subsídios para um manejo adequado, entendendo quais espécies causam danos e a densidade e distribuição dos ninhos, de forma a organizar protocolos para estimar o problema em cada situação. O conhecimento sobre o efeito da desfolha nas plantas e quais as variedades são mais atrativas para as formigas também auxiliará o agricultor. Finalmente, para iniciar um plano alternativo, quem sabe com menor impacto ao ambiente, será analisada a comunidade de fungos  e bactérias endofíticos que a planta mantém nas diferentes áreas cultivadas no Estado de São Paulo. Espera-se que tais microrganismos possam sinalizar um plano anti-herbivoria para esta cultura. 

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  Ana Eugênia de Carvalho Campos      IB

Avanços tecnológicos na conservação pós-colheita de flores

n° SGP 1578

A floricultura brasileira constitui-se em um dos segmentos mais dinâmicos do agronegócio brasileiro contemporâneo, exibindo indicadores de crescimento significativos, tanto em termos de número de produtores quanto em área cultivada. Este fato fica evidente ao se analisar o comércio de flores e plantas ornamentais no Brasil, o qual movimenta, anualmente, o valor global médio de R$ 5 bilhões (JUNQUEIRA e PEETZ, 2014; NEVES e PINTO, 2015).

Para que a comercialização seja bem sucedida, é importante a manutenção da qualidade pós-colheita de flores de corte, de modo que todo o esforço empregado durante a produção seja compensado no momento da venda do produto. Neste cenário, destaca-se o manejo pós-colheita, principalmente na utilização da cadeia do frio, que auxilia a manutenção da qualidade das hastes florais, por reduzir os processos metabólicos, principalmente taxa respiratória, produção de etileno, transpiração e infestação por microrganismos (Dias et al., 2016)

Muitos são os fatores que contribuem para a deterioração e desperdício de produtos de origem vegetal. As principais razões compreendem a falta de conhecimento e do uso correto das práticas de produção e principalmente falta de pessoal qualificado em técnicas adequadas de manuseio na colheita e na pós-colheita (Castro, 1998 ).

As alterações sofridas pelas flores podem ser decorrentes de danos mecânicos, fisiológicos e microbiológicos.

O aumento da taxa respiratória, geralmente associada a fatores ambientais, como aumento da temperatura e redução da umidade relativa, juntamente a fatores fisiológicos associados ao aumento da transpiração e da produção de etileno, reduz a vida útil dos vegetais em decorrência da perda de qualidade e da rápida deterioração (Finger et al., 1995).

Outra causa fisiológica de deterioração dos produtos vegetais é a perda de água, que provoca amarelecimento, enrugamento dos tecidos e, consequentemente, perda de valor comercial. A maioria dos vegetais possui entre 80 a 90% de umidade em relação ao peso, sendo a umidade intercelular da ordem de 100%. Portanto, o vapor de água tende a escapar pelos espaços intercelulares pelo processo de transpiração levando a deterioração prematura dos produtos (Hardenburg et al., 1990).

A presença de doenças pós-colheita é de extrema importância, em termos da sanidade do consumidor e no tempo de vida útil de produtos colhidos. Dentre as causas promotoras de perdas fitopatológicas destacam-se as doenças (Chitarra e Chitarra, 2005), principalmente as de natureza fúngicas, que ocorrem com maior frequência e intensidade, sendo responsáveis por cerca de 80 a 90% do total de perdas causadas por fitopatógenos (Gullino, 1994).As doenças que ocorrem na pós-colheita, geralmente originam podridões, sendo que os principais agentes causadores são fungos (Benato, 1999).

A senescência e a murcha das flores de corte podem estar associadas à redução da absorção de água pelas hastes. A absorção de água, reduzida pelo bloqueio físico dos vasos xilemáticos das hastes, proporciona a perda de turgidez precoce das inflorescências limitando a vida útil pós-colheita.

As soluções de manutenção, também conhecidas como soluções de vaso, contribuem para aumentar a longevidade e a qualidade das flores cortadas, podendo ser utilizadas substâncias isoladamente ou em conjunto (Mattiuz et al., 2005). O grupo de componentes mais comuns usados em soluções conservantes são os carboidratos (principalmente a sacarose), germicidas e inibidores da produção ou da ação do etileno (íons de prata e outros), além de alguns reguladores vegetais como giberelina e citocinina, tendo varias formas de aplicação, que podem ser divididas em: solução condicionamento, solução para ‘pulsing’ e solução de manutenção (Dias Tagliacozzo & Castro, 2002). No preparo da solução faz-se uso da sacarose, em concentrações que variam de 0,5 a 2%, de acordo com a espécie utilizada (Castro, 1985), podendo conter ainda nitrato de prata, 8-HQC e 8-HQS (Tjia et al., 1987).

O calor está entre os principais fatores que influenciam a qualidade pós-colheita de flores de corte.  Na planta intacta a manutenção da temperatura é feita com a ajuda dos processos fisiológicos. Quando se colhe parte da planta, esta tende ao equilíbrio térmico e hídrico com o ambiente ao qual está exposta. Desse modo, ambiente com maior carga térmica que o produto transferirá calor para este e vice-versa. Tendo em vista que flor, de modo geral, tem pouca massa, e que a transferência de calor é dependente da massa, calor específico dessa massa e da diferença de temperatura à qual está exposta, espera-se que ganho ou perda de calor seja relativamente rápido. Sabendo-se que existe uma relação direta entre aumento do conteúdo de calor e da atividade metabólica do produto, dentro da faixa de tolerância térmica do vegetal, busca-se sempre a retirada rápida do calor para reduzir ao máximo a atividade metabólica. Desse modo, o primeiro passo após a colheita é remover esse calor de campo e só após esse procedimento o produto deve ser armazenado (KAYS, 2006).

Tendo em vista que também há tendência ao equilíbrio higroscópico e que na maioria das vezes a flor tem mais água do que o ambiente manter a flor em ambiente com umidade relativa de 90±5% é crucial para a manutenção da sua qualidade.

A distância entre o produtor e consumidor, aliado ao fato das flores serem altamente perecíveis, fez com essas sempre devam ser armazenadas e transportadas refrigeradas. Temperatura baixa é sem dúvida o fator mais importante para o armazenamento de flores de corte e a atmosfera controlada, é sempre usada como um complemento à refrigeração, capaz de aumentar à eficiência do armazenamento refrigerado (AKBUDAK & ERIS,2005) No entanto a  característica de cada flor deve ser estudada e a temperatura de armazenamento deve ser a menor possível para cada espécie. A temperatura ótima para armazenamento de flores produzidas em regiões tropicais é de 7 °C a 15 °C, visto que estas são sensíveis a injúrias pelo frio (Nowak Rudnick, 1990), no entanto as flores de clima temperado com as rosas  devem ser armazenadas em a 1 °C  (Reid e Jiang, 2012)

O objetivo principal do projeto é rever e redefinir de métodos eficientes e seguros de conservação pós-colheita de flores, em função da demanda oriunda da cooperativa COOPERFLORA de forma a disponibilizar ao produtores tecnologias de fácil apropriação e que asseguram a manutenção da qualidade floral.

 Como objetivos específicos ou decorrentes têm-se:

• Agregar valor à produção dos produtores de flores e plantas ornamentais;

• Ofertar tecnologias e/ou atividades que ampliem a eficiência dos sistemas de produção e comercialização dos produtores rurais;

• Documentar resultados de etapas do processo e deste como um todo para fundamentar novas e posteriores iniciativas;

• Apoiar o desenvolvimento de metodologias que concorram para a inovação;

• Contribuir para o avanço do conhecimento científico pela implementação de estudos sobre etileno, respiração e incidência de doenças pós-colheita em flores.

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  Gláucia Moraes Dias      IAC

Avaliação de clones Asiáticos de seringueira em diferentes regiões do estado de São Paulo.

n° SGP 1576

Existe um Instituto chamado IRRDB (International Rubber Research and Development Board), que engloba todos os Países Produtores e Entidades ligadas à cadeia mundial de Borracha Natural, que após a participação de representantes da Câmara Setorial de Borracha Natural do Estado de São Paulo, na Conferência Anual de do IRRDB-2016 no Cambodja, convidou o Brasil para fazer parte deste grupo, através de sua filiação e pagamento de uma Anuidade. Como membro participante o Brasil terá direito de participar de todas as reuniões, congressos e conferências relativas ao setor da borracha natural, bem como de diversos programas técnicos-científicos, incluindo intercâmbio genético para recebimento e envio de clones de seringueira desenvolvidos nos diferentes países membros.

Desta forma, este projeto compreende duas etapas: pagamento da primeira anuidade de filiação do Brasil, sendo seu representante oficial para recebimento dos clones o IAC (Instituto Agronômico de Campinas) que como entidade oficial do Governo tem um Quarentenário .Desta maneira, serão enviados 49 clones Asiáticos de Seringueira considerados de última geração nestes países, pois são mais produtivos, possuem resistência ao vento, ao frio e à doenças, que serão distribuídos e levados à testes em áreas experimentais da APTA (Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios).

Assim como já ocorreu no passado o recebimento de material genético selecionado poderá permitir um salto tecnológico para a heveicultura nacional, permitindo um atalho para o futuro, com custos extremamente baixos.

A APTA já manifestou a disposição para incluir em seu orçamento o pagamento das futuras anuidades.

 

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  Elaine Cristine Piffer Gonçalves      Apta Regional / APTA

APLICAÇÃO DE ÓLEOS ESSENCIAIS POR VOLATILIZAÇÃO PARA CONSERVAÇÃO DA SANIDADE DE UVAS PÓS-COLHEITA.

n° SGP 1571

A cultura da videira reveste-se de especial importância econômica e social no Brasil, na medida em que envolve um grande volume de negócios voltados para os mercados interno e externo. Podridões, perda de massa e degrana das bagas de uva são responsáveis por significativas perdas na pós-colheita. Tratamentos alternativos aos fungicidas, para controle de doenças em frutos pós-colheita, vêm sendo estudados como óleos essenciais e extratos vegetais com propriedades antimicrobianas. Este projeto tem por objetivo avaliar o efeito de constituintes voláteis de diferentes óleos essenciais, puros e blends, sobre o controle de mofo cinzento (Botrytis cinerea) em uvas pós-colheita. Para tanto, serão realizados ensaios in vitro, com cinco óleos essenciais  por volatilização sobre o crescimento micelial do patógeno. Os óleos também serão testados em bagas de uva individualizadas e inoculadas, acondicionadas em caixas plásticas e seladas. Posteriormente, o óleo essencial de melhor performance será testado em cachos de uva inoculados, dispostos individualmente em bandejas de poliestireno, acrescidas de óleo essencial e envolvidos por filme PVC, com armazenamento sob condições ambiente (25°C). Os resultados serão avaliados estatisticamente (Tukey, p<0,05). 

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  ELIANE APARECIDA BENATO RODRIGUES DA SILVA      IAC

Manutenção, ampliação e avaliação de impacto da Rede Social do Café.

n° SGP 1570

O sistema agroindustrial do café brasileiro vem alterando seus padrões de vida, de consumo e porque não dizer da forma de se comunicar. Surge a necessidade de articulação e integração de esforços entre os distintos setores de ciência, tecnologia e inovação (C&T&I), da assistência técnica e extensão rural (ATER) e da comunicação rural com objetivo fim de melhor a comunicação do setor cafeeiro. Modernas tecnologias de comunicação vêm se incorporando ao dia a dia de um número cada vez maior de cafeicultores e seus familiares.

É incontestável a importância da internet no cotidiano das pessoas neste século XXI, sobretudo a partir da mobilidade possibilitada pelos smartfones. Nesse contexto, as redes sociais surgiram como estruturas sociais compostas por pessoas ou organizações, conectadas por um ou vários tipos de relações, que partilham valores e objetivos comuns. O conceito de mídias sociais (social media) trata a produção de conteúdos de forma descentralizada, representando a produção de muitos para muitos.

O sistema agroindustrial do café, no ano de 2006, inovou ao criar uma rede de colaboração, conhecimento e negócios denominada “Rede Cafés do Brasil”, na Plataforma Peabirus.  Nesta rede, uma das comunidades, hoje denominada Rede Social do Café (www.redesocialdocafe.com.br) destacou-se, passando a ser considerada uma das grandes inovações em comunicação e articulação para o setor cafeeiro.

O presente projeto é composto de uma série de planos de ação, ações e atividades aprovados na Chamada 02/2013 - Programa Café, coordenada pelo Consorcio Pesquisa Café / Embrapa Café. Conta com a participação de diferentes instituições consorciadas como  IAC; UFLA; EPAMIG; PROCAFÉ; IAPAR; INCAPER; UESB e EMBRAPA e prevê atuação nacional e ações regionais nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Espirito Santo, Bahia e Distrito Federal.

Os procedimentos metodológicos para ampliação da Rede e do seu uso serão a apresentação e inserção de novos usuários, aumento da prospecção e incorporação de conteúdo,  geração de conteúdo próprio, ampliação do uso de ferramentas WEB 2.0 (FaceBook; Twitter; WhatsApp), dentre outros. Para avaliação dos impactos da Rede, serão empregados procedimentos adaptados de métodos consagrados e recomendados para utilização em estudos conduzidos com objetivo semelhante. Esta metodologia vem sendo construída colaborativamente  e terá por base uma análise ex-post dos impactos da utilização da Rede e a coleta de dados será realizada junto aos seus usuários por meio de questionário estruturado, e por meio de entrevistas em profundidade com informantes-chave.

Por meio de uma articulação de diferentes entidades de C & T no âmbito do Consórcio Pesquisa Café, o presente projeto tem por objetivo estimular e ampliar a comunicação dialógica via Rede Social do Café por pesquisadores, extensionistas, cafeicultores e demais atores do sistema agroindustrial do café. O presente projeto pretende avaliar os impactos da Rede Social do Café na disseminação de informações, conhecimento e sobre a capacitação de cafeicultores, técnicos e estudantes.

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  Sérgio Parreiras Pereira      IAC

Efeitos de nanopartículas grafeno associada a metais pesados Cd e Pb, em Oreochromis niloticus e Geophagus iporanguensis em diferentes temperaturas

n° SGP 1568

Nanoecotoxicologia é um tema muito recente e de grande interesse mundial, devido principalmente à falta de estudos conclusivos, que forneçam os mecanismos de interação de sistemas biológicos com nanomateriais, além de dosagens críticas e tempo de exposição. A nanopartícula de TiO2 e os elementos traços cádmio (Cd) e zinco (Zn) são amplamente empregados na indústria e frequentes em regiões poluídas. No entanto, são poucos os estudos que estabelecem as influências dessas substâncias na fisiologia e no metabolismo de peixes e camarões. O projeto tem como objetivo estudar os efeitos subletais do  TiO2 e do seu efeito combinado com Cd e Zn em três diferentes temperaturas (25°C, 20°C e 15°C), sobre o metabolismo de rotina da tilápia do Cará (Gophagus brasiliensi) e do camarão de água doce (Palaemon pandaliformis),  organismos de importância econômica e ecológica. A toxicidade do TiO2 e seu efeito combinado com o Cde Zn sobre o metabolismo será avaliado por meio do consumo de oxigênio, da excreção de amônia, dos parâmetros hematológicos e de biomarcadores enzimáticos e histológicos (método estereológico). A hipótese deste projeto é que com o aumento da temperatura associado com o efeito combinado do TiO2 com o Cd e Zn, haverá consequentemente um aumento da toxicidade, revelada pelo consumo de oxigênio, excreção de amônia, parâmetros hematológicos (peixe), hemolinfático (camarão) e biomarcadores enzimáticos e histológicos. Para isso, será avaliado os efeitos de exposições agudas a diferentes concentrações de TiO2 e de  Cd e Zn (0,001; 0,005; 0,01; 0,05; 0,1; 0,5ppm, 1ppm, 2,5ppm) sobre a CL50 e o metabolismo de rotina, parâmetros hematológicos, hemolinfáticos, estresse oxidativo e alterações histológicas. As taxas metabólicas serão estimadas através de experimentos realizados em cada uma das nove combinações possíveis de três temperaturas (25°C, 20°C e 15°C). Posteriormente será estudado os efeito agudo do TIO2, Cd e Zn nos parâmetros hematológicos, hemolinfáticos e sobre os biomarcadores enzimáticos e histológicosNanoecotoxicologia é um tema muito recente e de grande interesse mundial, devido principalmente à falta de estudos conclusivos, que forneçam os mecanismos de interação de sistemas biológicos com nanomateriais, além de dosagens críticas e tempo de exposição. A nanopartícula de TiO2 e os elementos traços cádmio (Cd) e zinco (Zn) são amplamente empregados na indústria e frequentes em regiões poluídas. No entanto, são poucos os estudos que estabelecem as influências dessas substâncias na fisiologia e no metabolismo de peixes e camarões. O projeto tem como objetivo estudar os efeitos subletais do  TiO2 e do seu efeito combinado com Cd e Zn em três diferentes temperaturas (25°C, 20°C e 15°C), sobre o metabolismo de rotina da tilápia do Cará (Gophagus brasiliensi) e do camarão de água doce (Palaemon pandaliformis),  organismos de importância econômica e ecológica. A toxicidade do TiO2 e seu efeito combinado com o Cde Zn sobre o metabolismo será avaliado por meio do consumo de oxigênio, da excreção de amônia, dos parâmetros hematológicos e de biomarcadores enzimáticos e histológicos (método estereológico). A hipótese deste projeto é que com o aumento da temperatura associado com o efeito combinado do TiO2 com o Cd e Zn, haverá consequentemente um aumento da toxicidade, revelada pelo consumo de oxigênio, excreção de amônia, parâmetros hematológicos (peixe), hemolinfático (camarão) e biomarcadores enzimáticos e histológicos. Para isso, será avaliado os efeitos de exposições agudas a diferentes concentrações de TiO2 e de  Cd e Zn (0,001; 0,005; 0,01; 0,05; 0,1; 0,5ppm, 1ppm, 2,5ppm) sobre a CL50 e o metabolismo de rotina, parâmetros hematológicos, hemolinfáticos, estresse oxidativo e alterações histológicas. As taxas metabólicas serão estimadas através de experimentos realizados em cada uma das nove combinações possíveis de três temperaturas (25°C, 20°C e 15°C). Posteriormente será estudado os efeito agudo do TIO2, Cd e Zn nos parâmetros hematológicos, hemolinfáticos e sobre os biomarcadores enzimáticos e histológicos

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  Edison Barbieri      IP

Investigação epidemiológica de Coxiella burnetii em propriedades rurais na região noroeste paulista após surto de febre Q em trabalhadores de um frigorífico

n° SGP 1567

A febre Q é uma zoonose mundial, causada pela bactéria intracelular obrigatória Coxiella burnetii. As principais fontes de infecção para humanos são bovinos, ovinos e caprinos, que eliminam o agente em grande quantidade nos fluidos do parto ou abortamento e em menor quantidade no leite, fezes e urina. A bactéria é eliminada no ambiente em uma forma altamente resistente, que permanece infecciosa por muito tempo. O principal modo de transmissão é a inalação de aerossóis ou poeiras contendo o agente. Em humanos, a fase aguda da doença tem como manifestação clínica mais comum a síndrome gripal autolimitante, enquanto a forma crônica desencadeia mais frequentemente endocardite. Em ruminantes domésticos, a bactéria provoca abortamentos e outros problemas reprodutivos. Apesar da doença provavelmente ser subnotificada, eventualmente surtos em humanos são relatados, caracterizados por alta morbidade e baixa letalidade, porém com possibilidade de infecções persistentes e formas crônicas da doença. Em 2015, um surto de febre Q foi detectado em trabalhadores de um frigorífico no município de Barbosa, localizado no noroeste do estado de São Paulo. Pretende-se, no presente trabalho, pesquisar, em propriedades rurais que enviaram bovinos para abate ao frigorífico de Barbosa 7 a 30 dias antes do início do surto, a presença de anticorpos IgG contra C. burnetii em animais e humanos, os possíveis fatores de risco associados com a soropositividade e a presença de DNA da bactéria em amostras de sangue, leite, swab vaginal e carrapatos dos animais, além de tentar o isolamento de C. burnetii a partir dos carrapatos coletados dos animais. 

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  Tatiana Evelyn Hayama Ueno      Apta Regional / IB
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O SGP (Sistema de Gestão de Pesquisa) foi implementado em todas as unidades APTA, para centralizar o controle de todos os projetos desenvolvidos sob sua supervisão. [Ler mais]

Endereço APTA – São Paulo

Praça Ramos de Azevedo, 254, 2º andar - República, São Paulo - SP

Fone : (11) 5067-0447 e 5067-0427

  Endereço APTA – Campinas

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