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SEGURANÇA HÍDRICA NO SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO DE ÁGUA DO MUNICÍPIO DE LORENA

n° SGP 1619

Assegurar o acesso sustentável à água de qualidade, em quantidades adequadas à manutenção dos meios de vida, do bem-estar humano e do desenvolvimento socioeconômico; garantir proteção contra a poluição hídrica e desastres relacionados à água; preservar os ecossistemas em um clima de paz e estabilidade política é a definição dada pela ONU para a segurança hídrica. O presente projeto vem apresentar os avanços a serem implantados no município de Lorena/SP, através do plano corporativo e municipal, da setorização e das obras previstas para redução e controle de perdas no sistema de abastecimento de água. O município apresenta um índice de perdas elevado, próximo a 30%, para águas não faturadas. Considerando a atual concepção dos setores de abastecimento, o sistema necessita passar por constante e adequado monitoramento, e este se dá também pela implantação de macromedidores e adequação dos distritos de medição e controle. Em 2016, foi aprovada a etapa de obra para implantação de mais um distrito de medição e controle, subdividindo o município em dezenove distritos. O financiamento se dará com recursos FEHIDRO, e o programa corporativo da SABESP tem-se tornado aplicável a todos os municípios em que a empresa opera e o plano municipal de Lorena instituído pela Lei Municipal 11.445 de 05/01/2007, visando ambos a implementação de Programa de Redução de Perdas de água no sistema de abastecimento, trazendo ganhos significativos à gestão local do recurso hídrico. Observa-se que as metas para redução do índice de perdas, tornam-se alcançáveis com as ações interinstitucionais e o apoio do Comitê de Bacia Hidrográfica do Paraíba do Sul.

 

 

 

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  KARLA CONCEIÇÃO PEREIRA      Apta Regional / IAC

DESEMPENHO AGRONÔMICO E SELEÇÃO DE GENÓTIPOS DE BATATA-DOCE PRODUZIDOS A PARTIR DE SEMENTES

n° SGP 1610

A batata-doce é o sétimo alimento mais importante no mundo, sendo essencial para a manutenção da segurança alimentar. É um alimento muito energético, podendo ser consumido in natura ou processado, além de ser matéria-prima para a produção de álcool. A cultura apresenta grande importância para o Brasil, sendo cultivada em todas as regiões brasileiras. O Estado de São Paulo é o 2º maior produtor, no entanto, sua produtividade é muito inferior ao potencial da cultura. A região de Presidente Prudente é grande produtora no estado, mas também apresenta baixa produtividade. Uma das causas da baixa produção por unidade de área é a utilização de poucas variedades com as características comerciais necessárias sendo que esses materiais podem não ser os mais indicados para a região. Assim, visando manter as características de cor de película e de polpa desejáveis para a comercialização, objetivou-se com esse trabalho analisar características agronômicas de genótipos oriundos de sementes provenientes do cruzamento de duas variedades cultivadas na região de modo a selecionar materiais com elevada produtividade comercial e formato de raízes adequado.  

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  Amarílis Beraldo Rós      Apta Regional / IAC

Avaliação dos efeitos do fungicida APROACH PRIMA em girinos de rã-touro (Lithobates catesbeianus) através da análise de biomarcadores

n° SGP 1597

O uso de indicadores biológicos tem aumentado nos últimos anos, com o intuito de investigar a poluição ambiental, sendo que o ambiente aquático apresenta uma grande vulnerabilidade, tendo a agricultura papel de destaque como uma das principais atividades humanas que contribui para o aumento da poluição, devido à utilização de pesticidas. Essas substâncias, dentre os poluentes ambientais, têm recebido recente atenção pelo seu potencial em alterar populações e o dinamismo entre comunidades. Os biomarcadores podem ajudar a avaliar o estado de saúde das populações de anfíbios, atuando como parâmetros finais e subletais da intoxicação. Em virtude da necessidade de estabelecer biomarcadores com maior sensibilidade, precisão e informação rápida após da exposição e ação dos estressores ambientais e particularmente dos pesticidas usados no ambiente, será testada a análise do sistema pigmentar extracutâneo e especificamente nos órgãos hematopoiéticos como baço e fígado, onde residem os melanomacrófagos (MMCs). Os anfíbios anuros ocorrem em todos os continentes, apresentam ampla distribuição geográfica, sendo encontrados em todos os continentes, exceto na Antártica, sendo mais abundantes em países tropicais e a rã-touro é uma espécie já utilizada em ensaios de ecotoxicologia aquática. O Aproach® Prima é um fungicida sistêmico que contém picoxistrobina (do grupo das estrobilurinas, inibidores do fluxo de elétrons da respiração mitocondrial) e ciproconazole (do grupo dos triazóis, inibidores da biossíntese do ergosterol), usado em pulverizações preventivas, para o controle de doenças da parte aérea da cultura do algodão, arroz, café, cana-de-açúcar, milho, soja e trigo. Quanto à sua classificação toxicológica, pertence à classe III, sendo medianamente tóxico e quanto à classificação do potencial de periculosidade ambiental, pertence à classe II, muito perigoso ao meio ambiente, segundo dados da bula do produto. Este produto foi escolhido para realização dos ensaios ecotoxicológicos, em virtude de sua utilização na cultura no arroz inundado, que é a principal cultura da região do Vale do Paraíba e que apresenta grande interface com o ambiente aquático.

 

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  Adriana Sacioto Marcantonio      Apta Regional / IP

Avaliação de clones Asiáticos de seringueira em diferentes regiões do estado de São Paulo.

n° SGP 1576

Existe um Instituto chamado IRRDB (International Rubber Research and Development Board), que engloba todos os Países Produtores e Entidades ligadas à cadeia mundial de Borracha Natural, que após a participação de representantes da Câmara Setorial de Borracha Natural do Estado de São Paulo, na Conferência Anual de do IRRDB-2016 no Cambodja, convidou o Brasil para fazer parte deste grupo, através de sua filiação e pagamento de uma Anuidade. Como membro participante o Brasil terá direito de participar de todas as reuniões, congressos e conferências relativas ao setor da borracha natural, bem como de diversos programas técnicos-científicos, incluindo intercâmbio genético para recebimento e envio de clones de seringueira desenvolvidos nos diferentes países membros.

Desta forma, este projeto compreende duas etapas: pagamento da primeira anuidade de filiação do Brasil, sendo seu representante oficial para recebimento dos clones o IAC (Instituto Agronômico de Campinas) que como entidade oficial do Governo tem um Quarentenário .Desta maneira, serão enviados 49 clones Asiáticos de Seringueira considerados de última geração nestes países, pois são mais produtivos, possuem resistência ao vento, ao frio e à doenças, que serão distribuídos e levados à testes em áreas experimentais da APTA (Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios).

Assim como já ocorreu no passado o recebimento de material genético selecionado poderá permitir um salto tecnológico para a heveicultura nacional, permitindo um atalho para o futuro, com custos extremamente baixos.

A APTA já manifestou a disposição para incluir em seu orçamento o pagamento das futuras anuidades.

 

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  Elaine Cristine Piffer Gonçalves      Apta Regional / APTA

Investigação epidemiológica de Coxiella burnetii em propriedades rurais na região noroeste paulista após surto de febre Q em trabalhadores de um frigorífico

n° SGP 1567

A febre Q é uma zoonose mundial, causada pela bactéria intracelular obrigatória Coxiella burnetii. As principais fontes de infecção para humanos são bovinos, ovinos e caprinos, que eliminam o agente em grande quantidade nos fluidos do parto ou abortamento e em menor quantidade no leite, fezes e urina. A bactéria é eliminada no ambiente em uma forma altamente resistente, que permanece infecciosa por muito tempo. O principal modo de transmissão é a inalação de aerossóis ou poeiras contendo o agente. Em humanos, a fase aguda da doença tem como manifestação clínica mais comum a síndrome gripal autolimitante, enquanto a forma crônica desencadeia mais frequentemente endocardite. Em ruminantes domésticos, a bactéria provoca abortamentos e outros problemas reprodutivos. Apesar da doença provavelmente ser subnotificada, eventualmente surtos em humanos são relatados, caracterizados por alta morbidade e baixa letalidade, porém com possibilidade de infecções persistentes e formas crônicas da doença. Em 2015, um surto de febre Q foi detectado em trabalhadores de um frigorífico no município de Barbosa, localizado no noroeste do estado de São Paulo. Pretende-se, no presente trabalho, pesquisar, em propriedades rurais que enviaram bovinos para abate ao frigorífico de Barbosa 7 a 30 dias antes do início do surto, a presença de anticorpos IgG contra C. burnetii em animais e humanos, os possíveis fatores de risco associados com a soropositividade e a presença de DNA da bactéria em amostras de sangue, leite, swab vaginal e carrapatos dos animais, além de tentar o isolamento de C. burnetii a partir dos carrapatos coletados dos animais. 

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  Tatiana Evelyn Hayama Ueno      Apta Regional / IB

Avaliação do desempenho, saúde e comportamento de bezerros em aleitamento submetidos a manejo de bem estar e suplementação nutricional.

n° SGP 1566

Com o obtivo de estudar o comportamento, saúde e desempenho de bezerros na fase de aleitamento, com e sem estimulação tátil e suplementação de selênio e vitamina E, serão realizados dois experimentos. Experimento 1: Avaliação do desempenho, saúde e comportamento de bezerros Gir em aleitamento submetidos a manejo de bem estar, a ser realizado no Campo Experimental Getúlio Vargas da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG),  utilizando 39 bezerros recém-nascidos até 90 dias de idade da raça Gir, nos seguintes tratamentos: BAVA: bezerros que receberão estimulação tátil (afago) nascidos de Vacas que receberam estimulação tátil (afago) antes do parto; BAVC: bezerros que receberão estimulação tátil (afago) nascidos de Vacas sem estimulação tátil antes do parto e BCVC: Bezerros sem estimulação tátil (Controle) nascidos de Vacas sem estimulação tátil antes do parto. Será monitorado desempenho, parâmetros sanguíneos, comportamento e imagens termográficas relacionadas ao manejo do afago. Experimento 2: Avaliação do desempenho, saúde e comportamento de bezerros Holandeses em aleitamento submetidos a manejo de bem estar e suplementados com selênio e vitamina E, a ser realizado fazenda experimental do Polo Regional Centro Leste em Ribeirão Preto/SP utilizando 45 bezerros machos recém-nascidos até 90 dias de idade da raça Holandês, submetidos aos seguintes tratamento: C = sucedâneo controle; S = sucedâneo Suplementado com selênio orgânico + vitamina E; AS = estimulação tátil dos bezerros (Afago) e sucedâneo Suplementado com selênio orgânico + vitamina E. Será monitorado desempenho, parâmetros sanguíneos, imunologia, comportamento e imagens termográficas relacionadas ao manejo do afago. 

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  Márcia Saladini Vieira Salles      Apta Regional / IZ

Determinação da Curva de Crescimento para Validação Genética de Duas Linhagens de Suínos

n° SGP 1562

A carne suína no Brasil é produzida com tecnologia, não deixando nada a desejar aos países desenvolvidos, sendo que cientistas e indústria trabalham concomitantemente com o objetivo do aprimoramento dos sistemas produtivos, atendendo assim tanto os anseios tecnológicos do complexo agroindustrial quanto às exigências dos consumidores.

Em 2010 a suinocultura brasileira foi representada por mais de 50 mil produtores com um plantel de 1,65 milhões de matrizes tecnificadas. Produziu o equivalente a 3,24 milhões de toneladas, exportou 1,34 bilhões de dólares, gerou um milhão de empregos na cadeia e a nível mundial é classificada como quarto maior produtor e quarto maior exportador de carne suína. Em 1970 o plantel era de 31,5 milhões de cabeças e a produção havia sido de 705 mil toneladas. Em 2010, com 34 milhões de cabeças a produção aumentou para 3,24 milhões de toneladas. Portanto em 36 anos o crescimento do plantel foi de apenas 7,94% enquanto que a produção aumentou 360% (PORKWORLD, 2010). Em 2014 o Brasil tinha um rebanho de 37,9 milhões cabeças e produziu mais de 3,43 milhões de toneladas (IBGE, 2016).

Esses números exemplificam a evolução tecnológica do setor nesse período, graças a um forte trabalho nas áreas de genética, nutrição e manejo, melhorando a produtividade, o peso ao abate e as características da carcaça e da carne. Dentre os fatores que contribuem na evolução da suinocultura destaca-se o melhoramento genético que visa produzir animais com maior precocidade sexual e capacidade reprodutiva; maior velocidade de crescimento, maior eficiência alimentar e maior rendimento de carne. Na suinocultura nacional atual, os programas de melhoramento genético e de plano nutricional de suínos têm enfatizado a deposição de carne magra, em detrimento à gordura, a fim de satisfazer a demanda de um mercado cada vez mais competitivo.

Como destacaram Resende et. al. (2008) a eficiência dos programas de melhoramento genético depende basicamente de duas ações do geneticista: a criação e a identificação de genótipos superiores. E, em ambas as ações, a seleção desempenha papel fundamental na definição dos cruzamentos a serem realizados, visando a criação de novos genótipos e, na indicação dos indivíduos superiores a serem usados comercialmente ou em novos ciclos de seleção.   

Para verificação do potencial genético, as análises de dados de medidas repetidas são de fundamental importância na produção animal, pois incluem as situações em que as unidades experimentais ou indivíduos, de diferentes subpopulações ou tratamentos (sexo, raça, entre outros), são analisados ao longo de diversas condições de avaliação (tempo, doses etc). E, as curvas de crescimento na produção animal, destacam-se entre essas análises de medidas repetitivas, pois relacionam os pesos (y) e as idades (t) dos animais, por meio de modelos não-lineares (Davidian e Giltinan, 1996; Paz, 2002).

Dentre as diversas aplicações das curvas de crescimento na avaliação da produtividade animal, pode-se ressaltar: a) resumir em três ou quatro parâmetros, as características de crescimento da população, pois alguns parâmetros dos modelos não-lineares utilizados possuem interpretação biológica; b) avaliar o perfil de respostas de tratamentos ao longo tempo; c) estudar as interações de respostas das subpopulações ou tratamentos com o tempo; d) identificar em uma população os animais mais pesados em idades mais jovens; essas informações podem ser obtidas investigando-se o relacionamento entre o parâmetro k das curvas de crescimento, que expressam a taxa de declínio na taxa de crescimento relativa, e o peso limite do animal ou peso assintótico (Sandland & Mcgilchrist, 1979; Draper & Smith, 1980; Davidian & Giltinam, 1996); e) obter a variância entre e dentro de indivíduos de grande interesse nas avaliações genéticas (Mansour et al., 1991).

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  SIMONE RAYMUNDO DE OLIVEIRA      Apta Regional / IZ

Crescimento compensatório em vieiras Nodipecten nodosus cultivadas em Caraguatatuba, estado de São Paulo.

n° SGP 1513

As vieiras são bivalves pectnídeos de grande valor comercial. No Brasil, a espécie Nodipecten nodosus se destaca por ser a maior vieira conhecida, sendo o estado de Santa Catarina o maior produtor nacional. A produção de juvenis em laboratório já está bem estabelecida, no entanto há necessidade de estudar as densidades de estocagem e o manejo do cultivo, no sentido de maximizar o crescimento e ao mesmo tempo reduzir o custo de produção. Para tal, uma estratégia interessante seria a verificação da existência do crescimento compensatório na espécie, a exemplo do que ocorre em outros organismos aquáticos, com vistas a viabilizar a estocagem em altas densidades na fase de cultivo intermediário e a utilização de altas densidades também durante parte da etapa de crescimento final. Com o presente trabalho pretende-se, em um primeiro experimento, determinar a existência de crescimento compensatório em vieiras estocadas na fase de cultivo intermediário (4 meses) em altas densidades (800, 1600 e 3200 m-2) e posteriormente transferidas para baixas densidades (50 m-2) durante a etapa de crescimento final. Em um segundo experimento será testada a manutenção de altas densidades (600, 400 e 200 animais / m2), durante os dois meses iniciais da fase de crescimento final, com posterior redução para 50 /m2. No tratamento controle (T50) desse experimento, as vieiras serão cultivadas durante toda a fase de crescimento final na densidade de 50/m2. Os dados de crescimento em altura, peso total e peso do músculo adutor serão comparados através de ANOVA. Dados de temperatura, salinidade, transparência, clorofila-a e sólidos em suspensão serão monitorados na água. Uma análise de orçamento parcial verificará a viabilidade econômica desse manejo nas densidades testadas.

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  Helcio Luis de Almeida Marques      Apta Regional / IP

ATIVIDADE RESIDUAL DE IMAZAPIC SOBRE CULTURAS DE ROTAÇÃO COM AMENDOIM

n° SGP 1511

A sucessão e rotação de culturas são componentes vitais da agricultura moderna, porém a utilização de herbicidas com efeito residual pode acabar prejudicando uma cultura não tolerante cultivada em sucessão. O objetivo desse projeto é avaliar o efeito fitotóxico residual do imazapic aplicado na cultura do amendoim sobre o desenvolvimento e produtividade das culturas de soja, milho, feijão, algodão e cana-de-açúcar que serão plantadas em sucessão em diferentes épocas. O experimento será conduzido em área experimental do Polo Regional Centro Norte, Pindorama-SP, por dois anos agrícolas. O delineamento experimental será em blocos ao acaso arranjados em parcelas sub-subdivididas, em que as parcelas principais consistirão na presença ou ausência do tratamento prévio do amendoim com imazapic, as subparcelas serão as culturas de sucessão (algodão, cana-de-açúcar, feijão, milho e soja) e as sub-subparcelas serão as épocas de plantio das culturas de sucessão. Serão avaliados: os resíduos de imazapic no solo, mortalidade das plantas e os sintomas de fitotoxicidade, características fisiológicas, desenvolvimento vegetativo e produtividade das culturas de sucessão, além dos efeitos sobre a comunidade infestante.

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  Maria Beatriz Bernardes Soares      Apta Regional / IAC

Compostagem do lodo de esgoto: avaliação do processo, do produto gerado e dos custos

n° SGP 1335

O lodo de esgoto é o resíduo gerado em maior quantidade nas ETEs (Estações de Tratamento de Esgoto) e têm como destino final, quase sempre, os aterros sanitários.  Esta disposição certamente não é a melhor opção por vários aspectos: a) os aterros tem seu custo de deposição; b) a legislação a partir de 2014 obriga a deposição em aterros específicos, portanto mais caros e certamente mais distantes dos pontos de produção;c) o lodo de esgoto contem alta umidade e gera chorume que deverá por sua vez ser contido e tratado; d) o lodo de esgoto contém matéria orgânica e nutrientes, que poderiam ser aplicados na área agrícola como fertilizante/condicionador de solo. Uma alternativa encontrada para o uso na agricultura do lodo de esgoto é enquadrá-lo como Produto Fertilizante Orgânico Composto Classe D, através do MAPA. O lodo de esgoto ao ser misturado com uma fonte de carbono permite a elevação da temperatura, o que possivelmente permitirá a higienização da massa, através da diminuição ou eliminação dos organismos patogênicos. Portanto, este projeto vai ao encontro da viabilização do composto a partir de duas fontes de lodo de esgoto (lodo da ETE de Botucatu e lodo da ETE de Presidente Prudente) e três fontes de carbono (casca de eucalipto, bagaço de cana-de-açúcar e casca de arroz) estudando o processo de compostagem, a possível eliminação dos patógenos pela elevação da temperatura, a melhoria da qualidade do composto com enriquecimento de fósforo e o custo de produção e a estimativa de transporte e aplicação do lodo compostado em áreas agrícolas na região.  Este projeto faz parte do Projeto FAPESP/PITE - Programa de Inovação Tecnológica: Acordo de Cooperação para Desenvolvimento Tecnológico FAPESP, SABESP e FCA-UNESP (FAPESP, número do processo: 2013/50413-0).

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  Rosemary Marques de Almeida Bertani      Apta Regional / IAC

DETERMINAÇÃO DE PROCESSO DE SECAGEM DE FOLHAS DE OLIVEIRA (Olea europaea L.)

n° SGP 1299

Introdução

As oliveiras conhecidas cientificamente como Olea europaea L., família Oleaceae., são árvores nativas da parte oriental do Mar Mediterrâneo. O chá das folhas de oliveiras possui grandes quantidades de potássio, magnésio, maganês, fósforo, selênio, cobre e zinco, sendo considerado 300% mais poderoso que o chá verde. Possui ação antioxidante sendo indicado em afecções cardiovasculares, hipertensões moderadas, prevenção de arteriosclerose além de possuir efeito diurético, ação hipotensora, hipoglicemiante, antisséptico, antiobiótico, antipirético e simpaticolítico. O chá também pode ser utilizado no alívio do cansaço, fadiga, estresse, prisão de ventre, e auxilia no fortalecimento dos cabelos, unhas e sobre a pele, diminuindo marcas de expressão (GEORGIA, 2016).

A nutricionista Lucilia Diniz (DINIZ, 2016) afirma em seu blog que estudos da University of Michigan Health System apontam evidências de que a substância oleuropeína limpa o açúcar do sangue, ou seja, a infusão age com muito rigor nas gorduras acumuladas na região abdominal. As substâncias minerais presentes em alta concentração nas folhas são altamente antioxidantes, sendo ultra eficientes contra o envelhecimento e ainda estimulantes do metabolismo, que elimina gorduras com mais rapidez. Ela ainda arrisca recomendar que para o chá começar a mostrar seus benefícios, o indicado é que se ingira de 3 a 4 xícaras por dia, em um período de 3 a 4 meses.

De acordo com estudos de Brown et al. (2010), de Bock et al. (2013), El & Karakaya (2009), Soler-Rivas et al. (2000), Mijatovik et al. (2011) e Dekanski et al. (2009) é possível listar os 10 maiores benefícios do chá de oliveira para boa forma e saúde, e entender para que serve e quais propriedades se destacam.

1. Auxilia no emagrecimento

A folha de oliveira é rica em diversos compostos (sendo o principal a oleuropeína) que estão presentes em quantidades bem menores no óleo de oliva, motivo pelo qual as propriedades do chá de oliveira podem ser um pouco diferentes daquelas do azeite. É possível afirmar que o chá de oliveira pode ajudar a emagrecer por 3 motivos:

a) Diminuição das inflamações - ainda que mais pesquisas sejam necessárias, o mais importante estudo sobre os efeitos da folha de oliveira no emagrecimento foram feitos na Universidade de Southern Queensland, na Austrália. No artigo publicado em 2010 no American Journal of Nutrition, pesquisadores afirmam terem descoberto importantes propriedades do extrato de folha de oliveira na luta contra o sobrepeso. Para a Dra. Lindsay Brown, pesquisadora que liderou o estudo, as folhas de oliveira podem ajudar a emagrecer graças às suas propriedades anti-inflamatórias, uma vez que as inflamações são umas das maiores vilãs do sobrepeso.

b) Aumento da sensibilidade à insulina - em um estudo feito com pessoas acima do peso, a suplementação com extrato de folhas de oliveira (com alta concentração de oleuropeína e hidroxitirosol) feita durante seis semanas foi responsável por um aumento de 15% na sensibilidade à insulina. E apesar de haver menos insulina em circulação, ainda assim os níveis de glicose na corrente sanguínea chegaram a cair quase que pela metade, evidenciando a atuação da folha de oliveira no controle da glicemia sanguínea. Na prática, menos insulina significa um menor acúmulo de gordura na região abdominal e uma necessidade também menor de consumir mais calorias para regular os níveis de glicose.

c) Aceleração do metabolismo - ainda que o mecanismo de ação não seja totalmente conhecido, acredita-se que o chá de oliveira estimule o metabolismo devido à sua atuação na glândula tireoide e nas catecolaminas, que são neurotransmissores (como a adrenalina e a noradrenalina) secretados pela glândula suprarrenal e que podem acelerar a queima de gorduras. Por esse motivo, diz-se que o chá de oliveira queima gorduras, pois o metabolismo acelerado exige mais energia, e se esta não chega através da alimentação, o corpo é obrigado a retirá-la do excesso de gordura.

2. Protege o coração

Além de colaborar com a perda de peso, podemos dizer que esse é um dos maiores benefícios do chá de oliveira: a diminuição dos riscos de complicações cardíacas. Alguns dos compostos presentes na folha da oliveira inibem a oxidação do LDL – o mau colesterol – e evitam assim que ele se deposite nas paredes das artérias, causando arteriosclerose e infarto.

3. Controla a Pressão

Os compostos fitoquímicos do chá de oliveira (sobretudo a oleuropeína) também reduzem as inflamações (que por sinal são a maior causa de doenças cardíacas) e estimulam a circulação, relaxando as artérias e causando uma diminuição na pressão arterial. Além de evidentemente reduzir os riscos de condições associadas à pressão alta, esses benefícios do chá de oliveira também trazem mais proteção ao coração, que poderá se ver livre de variações no fluxo sanguíneo e também nas arritmias.

4. Diminui o Colesterol

A oleuropeína, substância encontrada na folha de oliveira, reduz a oxidação das lipoproteínas de baixa densidade – ou LDL, o colesterol ruim. Ao ser oxidada, a molécula de colesterol vai diretamente para a parede das artérias, onde irá estimular o acúmulo de células inflamatórias e causar a formação de uma placa, o que, como já vimos, poderá eventualmente causar entupimento do vaso sanguíneo e provocar um infarto.

5. Protege o Fígado

Mais um dos benefícios do chá de oliveira para quem está precisando emagrecer é a sua propriedade hepatoprotetora, ou seja, o chá mantém o fígado trabalhando de maneira adequada, o que evita o acúmulo de gordura no órgão (condição conhecida como esteatose hepática) e permite que as toxinas sejam eliminadas de maneira eficiente.

6. Previne o Envelhecimento Precoce

O chá de oliveira é rico em antioxidantes que protegem o corpo contra a ação dos radicais livres, prolongando assim a saúde e prevenindo o envelhecimento precoce. Nas folhas de oliveira podemos encontrar os antioxidantes resveratrol (o mesmo que também está presente na uva), tirosol, oleuropeína e hidroxitirosol, sendo estes dois últimos dois dos fitoquímicos mais importantes para nossa saúde. Embora pouco conhecido, o hidroxitirosol é certamente merecedor de mais atenção por nossa parte, uma vez que seu potencial antioxidante é maior inclusive que o do chá verde. Apesar da importância das duas bebidas, o hidroxitirosol tem uma capacidade de absorção de radicais livres 10 vezes maior que a do chá verde.

7. Fortalece o Sistema Imunológico

Alguns compostos encontrados na folha de oliveira (oleuropeína, hidroxitirosol, flavonóides e polifenóis) são responsáveis pelo fortalecimento das linhas de defesa do organismo contra vírus, fungos e bactérias. Assim, o consumo regular de chá de oliveira pode fortalecer o sistema imunológico e auxiliá-lo na prevenção e combate a diversas doenças, como herpes, pneumonia, gripe, infecções dentárias e de ouvido.

8. Combate a Osteoporose

Em um estudo publicado recentemente na revista “Osteoporosis International” pesquisadores demonstraram que a oleuropeína presente nas folhas de oliveira foi capaz de estimular tanto um aumento do número quanto da atividade das células ósseas (osteoblastos). Ainda de acordo com os responsáveis pelo estudo, a oleuropeína pode ser utilizada para aumentar a produção de osteoblastos, o que por sua vez pode prevenir a perda de massa óssea associada ao envelhecimento e também à osteoporose.

9. É um diurético natural

Estudos têm evidenciado outra propriedade da oleuropeína: sua capacidade para atuar como um diurético natural. O consumo regular de chá de oliveira pode ajudá-lo a reduzir a retenção de líquido e também aumentar a eliminação de toxinas – dois fatores importantes para quem está precisando perder peso. E graças às suas propriedades antibacterianas e antivirais, o chá de oliveira pode atuar na prevenção e tratamento das infecções urinárias e dos cálculos biliares.

10. Possui Propriedades anti-inflamatórias

Os mesmos flavonoides que fornecem tantos outros benefícios do chá de oliveira também conferem a ele propriedades anti-inflamatórias. E você já sabe que, ao reduzir inflamações no corpo, você pode diminuir significativamente as causas e os sintomas de inúmeras doenças, como a dor crônica, artrite, doença cardíaca e até mesmo alguns tipos de câncer.

Objetivo

O objetivo do estudo é avaliar o processo de secagem de folhas de oliveira em secador de bandeja de gabinete, com circulação e renovação de ar.

Metodologia

As folhas recém-colhidas serão encaminhadas ao laboratório de pós-colheita e processamento do Polo Centro Sul/APTA sendo então lavadas em água corrente. O excesso de água será removido por agitação dos galhos e as folhas serão separadas manualmente. A seguir, serão pesadas porções de 100g de amostras de folhas colocadas em sacos de papel Kraft, sendo separadas quatro amostras para controle, o qual será pesado de hora em hora até 12 horas de secagem a 40ºC em secador de bandeja de gabinete, com circulação e renovação de ar. Também serão preparadas amostras em triplicata que serão retiradas de hora em hora para determinação da umidade e consequentemente da curva de secagem das folhas.

Todo esse material será submetido à análise de sólidos totais e umidade, além de cinzas pelas seguintes metodologias:

a) teor de sólidos totais (%): determinado pelo método gravimétrico no 964.22 da AOAC, 2000;

b) teor de umidade (%): determinado por diferença do numeral 100 e o teor de sólidos totais;

c) cinzas (%): pelo método gravimétrico nº 940.26 da AOAC (1997).

Paralelamente, será efetuada a secagem natural, por exposição ao sol, procedendo-se da mesma maneira no preparo do material, o qual será arranjado em superfície limpa até secagem completa das folhas.

Referências

AOAC.  ASSOCIATION OF OFICIAL ANALYTICAL CHEMISTS.  Official methods of analysis.  16th ed. Washington D.C.: AOAC, 1997. v.2.

AOAC. Association of Official Analytical Chemists. Official methods of analysis.  Edited by Patricia Cunniff .17th ed., v.2., cap.37, 42 e 44, 2000.

BROWN, L; CAMPBELL, F.; POUDYAL, H. Olive leaf extract attenuates cardiac, hepatic, and metabolic changes in high carbohydrate–, high fat–fed rats. The Journal of Nutrition (2010) n.140, p.946-953 (may). doi:10.3945/jn.109.117812.  Disponível em http://jn.nutrition.org/content/140/5/946.full.

de BOCK M.; DERRAIK, J.G.; BRENNAN C.M.; BIGGS, J.B.; MORGAN, P.E.; HODGKINSON, S.C.; HOFMAN, P.L.; CUTFIELD, W.S. Olive (Olea europaea L.) leaf polyphenols improve insulin sensitivity in middle-aged overweight men: a randomized, placebo-controlled, crossover trial. PLoS One (2013), v.8, n.3. doi: 10.1371/journal.pone.0057622. Disponível em http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23516412.

DEKANSKI, D.; JANICIJEVIC-HUDOMAL, S.; TADIC, V.; MARKOVIC, G.; ARSIC, I.; MITROVIC, D.M. Phytochemical analysis and gastroprotective activity of an olive leaf extract. Journal of the Serbian Chemical Society (2009), v.74, n.4, p.367 (apr.). Disponível em http://connection.ebscohost.com/c/articles/39342378/phytochemical-analysis-gastroprotective-activity-

DINIZ, L. O poder do chá de folha de oliveira. Acessado em 22/08/2016. Disponível em http://luciliadiniz.com/o-poder-cha-de-folha-de-oliveira/

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GEORGIA, N. Chá de oliveira – para que serve? Acessado em 11/08/2016. Disponível em http://www.remedio-caseiro.com/cha-de-oliveira-para-que-serve/

MIJATOVIC, S.A.; TIMOTIJEVIC, G.S.; MILJKOVIC, D.M.; RADOVIC, J.M.; MAKSIMOVIC-IVANIC, D.D.; DEKANSKI, D.P.; STOSIC-GRUJICIC, S.D. Multiple antimelanoma potential of dry olive leaf extract . Intitute of Journal of Cancer (2011), v.128, n.8, p.1955-1965 (apr.). doi: 10.1002/ijc.25526.. Disponível em http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20568104.

SOLER-RIVAS, C.; ESPIN, J.C.; WICHERS, H.J. Oleuropein and related compounds. Journal of Science and Food Agriculture (2000), v.80, n.715, p.1013–1023 (may). Disponível em  http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/%28SICI%291097-0010%2820000515%2980:7%3C1013::AID-JSFA571%3E3.0.CO;2-C/abstract.

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  Patricia Prati      Apta Regional / ITAL

MANEJO DO SORGO FORRAGEIRO E DA Brachiaria decumbens PARA O CULTIVO DE HORTALIÇAS

n° SGP 1290

A cobertura morta é um manejo que contribui para a manutenção da umidade do solo, reduz oscilações de temperatura, a incidência de plantas daninhas, além de permitir a ciclagem de nutrientes, todavia essas contribuições têm grande influência da interação entre a cultura e o tipo de palha. Deste o modo o objetivo deste projeto é avaliar manejos de plantas de cobertura para alface e cebolinha Serão realizados dois experimentos no Polo Regional da Alta Sorocabana: 1) Palha de Brachiaria decumbens associada a manejos do nitrogênio na cultura da cebolinha - O experimento será realizado no delineamento em blocos ao acaso, em esquema fatorial, sendo avaliados quatro quantidades de palha (0, 5, 10 e 15 t ha-1), doses de nitrogênio no plantio (40 e 80 kg ha-1 N) e em cobertura (100 e 200 kg ha-1), em um fatorial 4 x 2 x 2. 2). 2) Manejo do sorgo forrageiro para o cultivo da alface - Os tratamentos serão constituídos por três épocas de dessecação química do sorgo forrageiro (28, 42 e 56 dias após a emergência), visando a formação de diferentes quantidades de palha, e dois manejos após a dessecação química (1- roçado e 2- incorporado). Também será avaliada uma testemunha em plantio convencional. O experimento será realizado no delineamento em blocos ao acaso com quatro repetições, em fatorial 2 x 3 + 1, sendo realizado dois cultivos sucessivos de alface. Os resultados dos experimentos serão submetidos à análise de variância e realizadas comparações de médias por meio do teste de Tukey ou regressão de acordo com os dados (quantitativos ou qualitativos).

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  Andréia Cristina Silva Hirata      Apta Regional / IAC

Avaliação fitotécnica de clones de cana-de-açúcar obtidos pelo Programa Cana do IAC

n° SGP 1246
Essa pesquisa consiste no trabalho de Elaine Cristina Batista, aluna de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Sanidade, Segurança Alimentar e Ambiental, do Instituto Biológico, sob minha orientação. Trata-se de projeto multidisciplinar e multi-institucional, envolvendo o Polo Regional Centro Sul (Dra. Luciana Ap. Carlini-Garcia), o Instituto Biológico (Elaine C. Batista) e o Centro de Cana do IAC (doutores Marcos G.A. Landell, Mauro A. Xavier e Luciana R. Pinto) e o agrônomo Marcio A. P. Bidóia, também do Centro de Cana.
Trata-se análise, por meio de abordagem de modelos mistos, dos dados referentes à avaliação do desempenho de 39 clones de cana-de-açúcar, obtidos pelo Programa Cana IAC-APTA, em três localidades na região produtora de Ribeirão Preto-SP, durante três cortes (anos). Serão estimados os valores genotípicos de cada clone em cada ambiente (combinação locais x cortes) e na média dos ambientes, para fins de seleção, bem como será estudada a interação genótipos x ambientes. Os clones selecionados poderão resultar em novas cultivares, que venham atender às demandas do setor sucroalcooleiro.
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  Luciana Aparecida Carlini Garcia      Apta Regional / IAC

ESTUDOS PARA O DESENVOLVIMENTO DE UM PLANO DE MANEJO DA VIROSE, DOENÇA EMERGENTE NA CULTURA DO AMENDOIM EM SÃO PAULO

n° SGP 1242

A proposta deste projeto é desenvolver um pacote tecnológico através de um plano de manejo para supressão dos danos causados por uma doença virótica, emergente no estado de São Paulo. Nas safras 2012/13, 2013/14 e 2014/15, áreas comerciais de amendoim em alguns municípios do estado de São Paulo foram identificadas com alta incidência de plantas com sintomas típicos de virose, a qual é genericamente chamada de “vira-cabeça”. Em levantamento inicial, o vírus foi identificado como Groundnut ring spot virus (GRSV). No sudeste dos Estados Unidos, uma virose com sintomas mais ou menos semelhantes ocorre na cultura do amendoim há cerca de quinze anos, mas a espécie de vírus é identificada como TSWV (Tomato spotted wilt virus). GRSV e TSWV são classificadas no gênero Tospovirus, e são transmitidas exclusivamente por tripes adultos, caso tenham sido infectados durante o 1º ou início do 2º instar. Nos Estados Unidos, dentre as espécies de tripes vetoras, destacam-se principalmente Frankliniella fusca (Hinds) e Frankliniella occidentalis (Pergande). No Brasil, nenhuma destas espécies é considerada praga em amendoim, somente o tripes-do-prateamento, Enneothrips flavens Moulton. No entanto, em levantamento preliminar de áreas infectadas com a virose, verificou-se um grande número de tripes da espécie Frankliniella schultzei Trybom em flores de amendoim. Nos Estados Unidos, para a redução dos prejuízos causados pela doença, são adotadas diversas praticas de manejo como o uso de cultivares com algum nível de resistência ou tolerância à virose, escolha da época de plantio, plantio adensado e plantio sobre palhada de cultura anterior. Nas condições de São Paulo, não há informações sobre o comportamento das cultivares nacionais em relação à doença, nem sobre o efeito de práticas de manejo sobre a severidade da doença. Assim, o objetivo deste projeto é formular um plano de manejo para redução do impacto desta doença em São Paulo, através da realização de levantamentos nas regiões produtoras comerciais para confirmação da(s) espécie(s) de vírus, levantamento dos tripes para identificação dos possíveis vetores, quantificação dos danos causados pela doença, testes de campo com cultivares e linhagens do programa de melhoramento do IAC para identificação de genótipos resistentes ou tolerantes, e estudo dos efeitos da densidade de plantas e do arranjo de linhas de plantio sobre a expressão e severidade da doença.

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  Marcos Doniseti Michelotto      Apta Regional / IAC

Avaliação da germinação, crescimento e produção de Talinun paniculatum

n° SGP 1216

Plantas rústicas são hoje esquecidas da dieta alimentar. O atual padrão alimentar gera números crescentes de pessoas com doenças relacionadas à alimentação de má qualidade, à contaminação dos alimentos por agrotóxicos, ao crescente uso de alimentos transgênicos,  e redução da agrobiodiversidade. Faz-se necessário, o resgate  e conhecimento sobre o uso de plantas tradicionais no âmbito da segurança alimentar e favorecer o consumo e cultivo de hortaliças não convencionais que promovam a  soberania alimentar familiar. Neste trabalho, a espécie T. paniculatum, planta ruderal, rica em nutrientes, será avaliada quanto fenologia vegetativa e reprodutiva, e produção de biomassa. 

Este projeto irá aproveitar área de pesquisa já instalada com Plantas alimentícias não convencionais, funcionários e estrutura já existente no Setor, não demandando custos adicionais. 

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  CRISTINA MARIA DE CASTRO      Apta Regional / IAC

Manejo Nutricional para cultura do Café: Programa Nutriplant®

n° SGP 1214

Resumo da Proposta

 

  1. Justificativa e relevância do tema

 

O Brasil, maior produtor e exportador mundial de café, e segundo maior consumidor do produto, apresenta, no ano de 2014, um parque cafeeiro estimado em 2,256 milhões de hectares, com produção de 45,34 milhões de sacas de 60 kg de café beneficiado, em 15 Estados, com destaque para Minas Gerais, que respondeu por 49,93% da produção nacional, seguido do Espírito Santo, São Paulo, Bahia, Rondônia e Paraná. (BRASIL, 2015).

A adubação é um dos fatores que mais está ligado ao custo de produção, mas oferece um retorno satisfatório quando realizada de maneira correta. Portanto, é necessário reduzir o custo de produção para elevar a lucratividade, entretanto, sem diminuir a produtividade das lavouras. A utilização eficiente dos adubos é possível a partir de um diagnóstico nutricional com identificação do nutriente a ser aplicado, em quantidade, época e forma de aplicação correta.

A adubação foliar é uma prática bastante difundida, uma vez que a folha tem a capacidade de absorver nutrientes e com muita eficiência que a adubação via solo. O zinco, boro, cobre; manganês são os nutrientes que mais frequentemente apresentam deficiências, porém a correção deve ser realizada com base na análise química das folhas e de critérios estabelecidos pela pesquisa.

O programa nutricional Nutriplant é composto por produtos de alta solubilidade que complementa a adubação radicular das plantas e suplementa sua nutrição com segurança e qualidade. Assim o objetivo do ensaio é avaliar  a produtividade e qualidade de bebida do cafeeiro submetido a diferentes programas nutricionais via foliar.

 

 

 

  1. Material e Métodos

 

O experimento será instalado no Sítio Favarin, localizado no Bairro Venda Branca, município de Osvaldo Cruz-SP. O período experimental corresponderão aos meses de maio de 2016 à agosto de 2018. Será selecionado uma área de cafezal “C. arábica”, variedade Catuaí Vermelho (IAC-144), na qual será estaqueada, demarcando todas parcelas experimentais. Cada parcela será composta de 200 plantas numa mesma linha, sendo que as linhas laterais serão consideradas bordaduras. A lavoura encontra-se com 5 anos de idade, com espaçamento de 0,6m entre plantas e 3,5m entre linhas, totalizando 4762 plantas por ha. Utilizar-se-á para aplicação dos nutrientes um pulverizador/atomizador tratorizado equipado com turbina marca Jacto mod. ARBUS 400. O delineamento experimental será em blocos casualizados, com 4 repetições, 5 tratamentos, conforme descritos na tabela 1.

 

  1. Descrição dos Tratamentos

Tabela 1 – Descrição dos Tratamentos, Cultura do Café, 2015

 * vide em arquivos anexos

 
 

 

            Durante o período experimental serão realizadas avaliações de bimetria, bem como crescimento e contagem de “par de folhas” dos ramos plagiotrópicos. Será efetuada a colheita para avaliação da produtividade e posteriormente análises de qualidade de peneira e qualidade de bebida.

 

            Os resultados serão submetidos à análise estatística através da análise de variância ANOVA e o contraste entre médias de tratamentos pelo teste de Tukey a 5%, com o auxilio de pacote computacional ASSISTAT 7.7 beta (SILVA F.A.S, 2015).

 

  1. Material necessário para a execução da pesquisa:

 

Todo material necessário à realização desta pesquisa serão fornecidos pelo contratante.

 

  1. Infraestrutura e Mão de obra:

 

O PRDTA Alta Paulista disponibilizará infraestrutura e mão de obra necessárias ao desenvolvimento do presente trabalho.

 

  1. Responsáveis:

 

Coordenador:

Fernando Takayuki Nakayama – Pesquisador Científico do PRDTA Alta Paulista

 

Colaborador:

Danilo Marcelo Aires dos Santos – Eng. Agr. Dr. – Nutriplant Indústria e Comercio S.A.

 

  1. Cronograma de execução

 

Atividades

Período

Preparo das instalações

maio de 2016

 

 

Condução experimental: Instalação e aplicação dos tratamentos

maio a Setembro de 2016

 

 

Avaliações de biometria

Janeiro a março de 2017

 

 

Colheita do experimento

Maio a julho de 2017

 

 

Tabulação dos dados

Julho a Agosto de 2017

 

 

Análise estatística dos resultados

Agosto de 2017

 

 

Elaboração do Relatório final

Setembro de 2017

 

 

 

  1. Orçamento

 

  1. A Empresa deverá doar todo material necessário à execução da pesquisa (produtos, estacas, instrumentos de medidas e colheita);
  2. A Empresa arcará ainda com uma contribuição total de R$4000,00  referente à combustível, alimentação, pagamento de Mao de obra de terceiros, custo de análises dentre outros, sendo desembolsado de acordo com as necessidades do projeto durante o período de execução.

 

  1. Condições para a realização do projeto

 

O presente trabalho deverá ainda ser oficializado junto à Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa do Agronegócio – FUNDEPAG. Para tal deverá ser elaborado um contrato segundo as normas da Fundação e adequado à empresa participante. O cronograma de desembolso é apenas sugerido, podendo ser adaptado conforme disponibilidade da Empresa. A empresa poderá a qualquer momento visitar o experimento, bem como participar das diversas etapas e sugerir correções e alterações de comum acordo.

      O pesquisador responsável e a APTA/DDD reservam-se o direito de divulgar a qualquer momento a pesquisa e seus resultados. Da mesma forma a Empresa reserva-se no direito de divulgar comercialmente os resultados ou parte deles, conforme melhor lhe convier.

 

  1. Referências

 

BRASIL, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento: Café, disponível em:  http://www.agricultura.gov.br/vegetal/culturas/cafe/saiba-mais. Acesso em: 25 de junho de 2015.

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  Fernando Takayuki Nakayama      Apta Regional / IAC

Adubação nitrogenada consecutiva em áreas colhidas sem queima: Experimento de longo prazo

n° SGP 1205

O objetivo desse trabalho esta sendo em avaliar as alterações em longo prazo da adubação nitrogenada no solo e nas plantas de cana-de-açúcar e a influência do efeito residual e aproveitamento do N-fertilizante na resposta da cultura garantido a sustentabilidade do sistema de produção: aspectos agronômicos, econômicos e ambientais. O experimento foi implantado em Piracicaba-SP, no delineamento de blocos ao acaso e 4 repetições, em março/2007 com o cultivar IACSP92-1099 desenvolvida no Pólo Centro Sul, APTA. Doses de N-fertilizante foram aplicadas após a brotação da 1ª soqueira (0, 60, 120 e 180 kg ha-1) e os tratamentos foram reaplicados durante quatro soqueiras, até a colheita da 4ª soqueira em setembro/2012. Nesse período foi desenvolvida a tese de doutorado de Helio Antonio Wood Joris, intitulada: “Nitrogênio na produção de cana-de-açúcar: aspectos agronômicos e ambientais”. Nessa tese foram avaliadas as alterações no solo, acúmulo de macronutrientes e produtividade de colmos. No último ciclo, entre outubro/2011 e setembro/2012, as parcelas foram divididas para avaliação da inoculação com bactérias diazotróficas e aplicação de 100 kg ha-1 de N em cada tratamento de adubação nitrogenada em longo prazo, com implantação de microparcelas e aplicação de 15N-sulfato de amônio para avaliação do aproveitamento do N-fertilizante pelas plantas. Com correção adequada do solo, a adubação nitrogenada promoveu melhorias nas condições químicas do solo. O acúmulo de nutrientes aumentou com as doses de N aplicadas, e a ordem de acúmulo dos nutrientes foi K>N>Ca>Mg>S>P. Em todas as soqueiras avaliadas, ocorreu aumento linear na produtividade de colmos, com um incremento médio de 175 kg de colmos para cada kg de N-fertilizante aplicado. Considerando o balanço de entradas e saídas de N do sistema, a quantidade média necessária para reposição do N exportado foi 69 kg de N ha-1 ciclo-1, que representa 38,3% da maior dose aplicada (180 kg ha-1). A inoculação com bactérias diazotróficas beneficiou a nutrição mineral das plantas, porém resultou em produtividade de colmos inferior à aplicação de N-fertilizante. O aproveitamento de 15N-fertilizante foi maior nas condições de ausência de aplicação de N nas soqueiras anteriores (44,2%) que nas doses 60 (34,3%), 120 (24,8%) e 180 (31,8%). A inoculação com bactérias diazotróficas não substitui a adubação nitrogenada. O solo é a principal fonte de N para as plantas de cana-de-açúcar, porém a obtenção de altas produtividades depende de doses elevadas de N-fertilizante para a manutenção do sistema.

Após esse ciclo de 4 socas com reaplicação de doses de N nos respectivos tratamentos, as parcelas foram mantidas e foi reinstalado o experimento com a variedade IACSP95-5094 que já ocorreu o ciclo de cana-planta (safra 2013-14) com tratamentos contendo quatro doses de N, 0, 30, 60 e 90 kg/ha e na cana soca (safra 2014/2015) as doses de N foram mantidas como no primeiro ciclo(0, 60, 120 e 180 kg/ha de N). Atualmente (2016) a cultura já esta na segunda soca (colheita do terceiro corte prevista para agosto/setembro de 2016). 

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  André Cesar Vitti      Apta Regional / IAC

Avaliação de cepas de Pleuurotus spp em relação a diferentes temperaturas de cultivo

n° SGP 1203

A produção de cogumelos é uma atividade em crescimento no Brasil ela é vocacionada a pequena e média propriedade rural e urbana e possui alto valor agregado. A disseminação do consumo de cogumelos esta fazendo com que a cadeia fungícula nacional se especialize deixando assim de ser uma atividade amadora. Hoje em dia existem diversas espécies de cogumelos, dentre elas a do gênero Pleurotus que possui um grande potencial produtivo, e ótima aceitação de mercado alem de serem relativamente fáceis de cultivar. No Brasil há falta de bibliografia assim como informações básicas de aclimatação desses fungos, sendo que a maioria das cepas utilizadas estrangeiras e possui muita pouca informação confiável a respeito, especialmente quanto a produtividade e necessidade térmica. O objetivo deste trabalho é avaliar a produtividade e aclimatação em três diferentes temperaturas em diferentes cepas de cogumelos Pleurotus Ostreatus, podendo assim determinar a temperatura ideal de cultivos das cepas e estabelecer produtividade das mesmas em função da temperatura de cultivo utilizada.

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  Daniel Gomes      Apta Regional / IAC

PRODUÇÃO DE SEMENTES HÍBRIDAS DE TOMATE EM AMBIENTE PROTEGIDO COM SUBSTRATO ASSOCIADO A ADUBO DE LIBERAÇÃO LENTA

n° SGP 1188

Em países onde o cultivo protegido encontra-se avançado, o solo vem sendo substituído por substratos, todavia, o cultivo em substrato depende da otimização de diversas variáveis, como a nutrição uma vez que o volume explorado pelo sistema radicular da cultura é reduzido. O adensamento é outro aspecto que apresenta grande impacto na cultura do tomateiro. O cultivo em substrato enriquecido com adubo de liberação lenta pode ser uma alternativa para facilitar a produção de sementes híbridas de tomate em estufa. Nos adubos de liberação lenta, os nutrientes são encapsulados por resinas especiais e são liberados mais lentamente, propiciando uma disponibilidade contínua dos mesmos para as plantas. Os tratamentos serão constituídos por dois espaçamentos entre plantas (0,20 e 0,30 m), resultando em 7 e 5 plantas por saco de cultivo, respectivamente e três doses de adubo de liberação lenta (150 g, 300 g e 450 g por saco de cultivo). O delineamento experimental será inteiramente casualizado, com quatro repetições, em esquema fatorial 2 x 3.

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  Nobuyoshi Narita      Apta Regional / IAC

Fatores Determinantes nas Diferenças Regionais na Contribuição do Rendimento e da Área na Produção Agrícola Paulista, 1983 a 2015.

n° SGP 1184

Este artigo procurará medir o crescimento da produtividade das principais culturas, nos 40 EDRs do Estado de São Paulo, no período 1983 a 2015. Tem por objetivo determinar as diferenças regionais de rendimento agrícola de uma mesma atividade e as contribuições das participações da produtividade da terra e da área para a produção agrícola. Tendo em vista que no período proposto o setor agropecuário passou por transformações quer pela adoção de tecnologias modernas poupadoras de terra, como também da especialização regional em determinadas atividades agrícolas conforme pode ser observado no trabalho de Olivette et al (2003) o qual estudou o crescimento da produtividade das 15 principais culturas, nas regiões administrativas do Estado de São Paulo, no período 1983 a 2002.

              A busca de geração e adoção de inovações tecnológicas é o grande mecanismo para a criação de oportunidades de crescimento do setor agropecuário a longo prazo. Dadas a inexistência de fronteiras agrícolas no Estado de São Paulo, a heterogeneidade dos solos e a consequente utilização de áreas de baixo potencial de produção, é de suma importância avaliar como ocorreu o desenvolvimento da agricultura paulista em suas diferentes regiões, sendo a produtividade das lavouras um dos indicadores existentes para aferir esse progresso tecnológico.

              Assim, o conhecimento das possíveis diferenças regionais de rendimento agrícola de uma mesma atividade e a contribuição dessa participação da produtividade no crescimento da produção é um indicador no estabelecimento das diferentes estratégias tanto no processo de geração quanto no de adoção de tecnologia para o setor rural (VEIGA FILHO e NEGRI NETO, 2002).

              O objetivo especifico deste estudo consiste em um exercício analítico sobre as tendências empíricas observáveis, nas últimas décadas, na produção agrícola paulista, em suas diversas regiões. Para tanto, serão calculadas e analisadas as contribuições da área e da produtividade da terra para a expansão ou retração da produção dos principais produtos agrícolas quanto ao valor da produção do Estado de São Paulo, dos 40 Escritórios de Desenvolvimento Rural (EDRs), no período 1983 a 2015.

As informações sobre a área e a produção agrícola no Estado de São Paulo, no período 1983 a 2015, para os 40 EDRs, serão obtidas dos levantamentos por município efetuados pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) e Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI). Serão considerados os subperíodos de 1984-1993, 1994-2000, 2001-2009 e 2010-2015 para o cálculo da contribuição da área e rendimento para a produção agrícola.

Dada a grande diversidade das atividades agrícolas desenvolvidas no Estado, para o presente estudo, serão consideradas culturas mais representativas em valor da produção, dentre os produtos de origem vegetal, no ano agrícola 2014/15, provenientes do banco de dados do IEA.

Como as diversas regiões paulistas apresentam características variáveis entre si, para os EDRs será adotado procedimento similar ao do Estado para a escolha dos produtos vegetais, ou seja, pelo valor da produção.

A metodologia escolhida é a proposta por VERA FILHO e TOLLINI (1979), que emprega taxas de crescimento da área[1] e da produção ob­tidas de análise de regressão múltiplas, pelo método dos mínimos quadrados ordinários.

              Para produção tem-se:

 

 

e para a área

 

onde:

Pt e At representam, respectivamente, produção e área plantada no ano t.

e representam as taxas de crescimento da produção e área plantada.

Serão calculadas para cada cultura as contribuições do aumento da área (CA) e do aumento do rendimento (CR) para o aumento da produção. Assim:

 

 

              As estimativas da contribuição da expansão da área e do rendimento para o aumento da produção de lavouras do Estado serão assim obtidas:

 

 

 

onde:

CAj = contribuição da área da região j;

CAij = contribuição da área para o aumento da produção do i-ésimo produto da região j;

Pij = valor médio da produção do i-ésimo produto da região j dividido pelo valor total da produção de lavouras na região j; e

CRj = contribuição do rendimento para o aumento da produção de lavouras na região j.

              As estimativas das contribuições agregadas, por região (EDR), serão obtidas calculando-se a média ponderada a partir da CA de cada produto nas regiões, tendo por base a participação do valor da produção dos produtos em relação ao valor total da produção regional, para a safra 2014/15. No caso do Estado de São Paulo, será levado em consideração o valor total da produção estadual, para o conjunto das culturas selecionadas para o estudo.

 

[1]Para as culturas de: banana, cana-de-açúcar, laranja, limão, manga e tangerina serão consideradas as áreas em produção, no ano agrícola em questão.

 

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  Raquel Castellucci Caruso Sachs      Apta Regional / IEA

PROGRAMA DE MELHORAMENTO GENÉTICO DE ANTÚRIO

n° SGP 1180

O antúrio pertence à família das Aráceas, incluindo-se no gênero mais de 600 espécies, muitas delas herbáceas tropicais, originárias das regiões quentes e centrais da América do Sul. Do ponto de vista comercial, a principal espécie do gênero é o Anthurium andraeanum Lindl., utilizado como flor de corte e também como planta de vaso. A produção e a comercialização de antúrio se bem praticadas poderá trazer retornos significativos aos empresários que se dedicam a este agronegócio, pois devido a sua alta durabilidade como flor de corte e conformação típica é uma das tropicais mais consumidas no mundo todo. Atualmente no Brasil, o antúrio ainda é propagado por semente e, por consequência, suas progênies são muito heterogêneas, o que não é interessante para o mercado consumidor, que exige uniformidade do produto. No entanto, esses materiais são muito importantes para o melhoramento devido a maior variabilidade genética. Sendo assim, o objetivo do programa de melhoramento genético do antúrio será a seleção de plantas de interesse, com características ímpares de qualidade floral e produtividade, tanto do banco de germoplasma da APTA/IAC, como plantas oriundas do cruzamento entre acessos do BAG. Serão selecionados para o mercado de flor de corte plantas dentro do BAG, bem como de plantas advindas do cruzamento entre plantas do BAG. Estas plantas devem apresentar caraterísticas desejáveis como: cor e forma da espata e espádice, comprimento do pecíolo maior que 60 cm e plantas baixas. Para isso serão realizados ensaios de cultivo após a multiplicação in vitro, na qual serão avaliados a cada seis meses o desenvolvimento das plantas: número de folhas, comprimento dos pecíolos, (cm), comprimento das lâminas foliares das folhas completamente expandidas (cm), largura das lâminas foliares das folhas completamente expandidas (cm) e área foliar total e média por folha (cm2); e semanalmente a produção: comprimento do pedúnculo (cm), comprimento da espata (cm), comprimento da espádice (cm), largura da espata (cm), coloração segundo a escala de cores CIELAB, produtividade (flores/m2/ano); e durabilidade comercial e longevidade pós-colheita por meio de escala de notas.

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  Edson Shigueaki Nomura      Apta Regional / IAC

Biologia de plantas daninhas nas culturas em sucessão a cana-de-açúcar

n° SGP 1178

A cana-de-açúcar é uma das principais culturas brasileiras e a interferência proporcionada pelas plantas daninhas acarreta redução significativa no rendimento da cultura. O objetivo deste trabalho será avaliar a influência de três sistemas de manejo do solo e três importantes culturas comerciais como culturas de sucessão na supressão de plantas daninhas e na composição da comunidade infestante em áreas de reforma de cana crua. O experimento será instalado sobre ARGISSOLO Vermelho-Amarelo eutroférrico, em canavial colhido sem queima prévia nos últimos cinco cortes. Será utilizado delineamento experimental em blocos casualizados, com os tratamentos arranjados em parcelas sub-divididas e dispostos em quatro repetições, sendo os tratamentos principais três sistemas de cultivo; convencional, cultivo mínimo e plantio direto e os tratamentos secundários de três opções de culturas comerciais (amendoim, girassol e soja) e uma parcela em pousio. Após 180 dias da colheita da cana-de-açúcar será contado o número de plantas daninhas.m-² e determinada a massa seca da parte aérea, calculando assim seus índices fitossociológicos. 

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  Maria Beatriz Bernardes Soares      Apta Regional / IAC

Avaliação agronômica de novos cultivares de Alcachofra e limpeza de vírus da cultivar Roxa de São Roque

n° SGP 1177

Serão conduzidos experimentos no município de São Roque para avaliar o desempenho agronômicos de quatro híbridos comercias de alcachofra da empresa de sementes Nunhems em comparação a cultivar tradicional Roxa de São Roque. Os experimentos serão conduzidos no Sítio Cacique, localizado no km 6 da Estrada do Vinho. Após uma avaliação inicial no primeiro ano de cultivo dos diferentes cultivares de alcachofra, os híbridos serão avaliados em três épocas de cultivo, sendo uma anterior em um mês ao transplante normal, outra um mês posterior ao transplante normal, além do transplante no período normal. A mudas provenientes do cultivo in vitro serão confrontadas a campo com mudas sem limpeza de vírus. Os experimentos serão conduzidos no delineamento de blocos ao acaso, com cinco repetições. As plantas de alcachofra serão avaliadas quanto ao ciclo, número de inflorescência por planta, classificação comercial das inflorescências, massa da inflorescência e número de folhas verdadeiras.

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  Sebastião Wilson Tivelli      Apta Regional / IAC

Manejo dos ambientes de produção (AmbiManejo)

n° SGP 1176

A proposta “Manejo dos ambientes de produção da cana-de-açúcar” está vinculada ao projeto AMBICANA, com participação dos pesquisadores Dr. Hélio do Prado, Centro de Cana/IAC-APTA (coordenador) e Dr. André Cesar Vitti, APTA Polo Centro Sul. O objetivo do referido projeto é desenvolver toda a sistemática de manejo, mediante conhecimento prévio dos tipos de solo e ambiente de produção (Projeto AMBICANA), em relação às épocas de plantio e corte, formas e épocas de preparo do solo, correção e adubação, utilização de resíduos da agroindústria e interação das variedades exigentes (responsivas) em relação às estáveis e ou rústicas.

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  André Cesar Vitti      Apta Regional / IAC

Genotipagem molecular em acessos do Complexo Saccharum para uso no melhoramento genético de cana-de-açúcar

n° SGP 1173

Inicialmente, gostaria de informar que este projeto vem sendo desenvolvido sob minha coordenação, pela aluna do curso de Pós Graduação do Insituto BIológico, Fernanda Keiko Martins Yamauchi Oriolo. Os trabalho resulta de parceria com o Centro de Cana, onde os genótipos estão preservados e analisados. Maiores detalhes podem ser encontrados no projeto, que segue em anexo. A seguir, resumo do projeto.

As cultivares modernas de cana-de-açúcar são provenientes de cruzamentos interespecíficos, especialmente entre S. officinarum, cujas plantas tem alto teor de sacarose e baixo teor de fibra e suscetibilidade a várias doenças, e S. spontaneum, que apresentam plantas vigorosas, com bom perfilhamento, resistência a doenças, capacidade de rebrota, alto teor de fibras e baixo teor de sacarose. A base genética da cana cultivada é estreita, pois os cultivares são proveniente de cruzamentos entre um grupo pequeno de genitores. Os materiais comerciais têm cerca de 80% de seus cromossomos provenientes de S. officinarum e entre 10 e 20% dos cromossomos originários de S. spontaneum, sendo que essas proporções se devem ao fato de que os programas de melhoramento sempre buscaram genótipos com altos teores de sacarose, visando produção de açúcar e alto.

No entanto, atualmente, vem crescendo a demanda por novas cultivares, que além de serem produtivas em termos de sacarose, também apresentem alto teor de fibra a ser utilizada para produzir de etanol celulósico e energia elétrica, o que é vantajoso para o Brasil em termos de desenvolvimento sócio-econômico e de preservação ambiental. Em função dessa demanda, é necessário introgredir genes de espécies do Complexo Saccharum nas cultivares modernas, para aumentar o teor de fibra e também transferir resistência a doenças e a estresses abióticos como déficit hídrico.

Diante desse cenário, o Programa Cana do IAC vem introduzindo novos acessos do Complexo Saccharum em seu banco de Germoplasma, via incorporação de genótipos da Coleção Mundial de Cana, sediada em Canal Point (EUA), e da coleção do BSES da Austrália.

Para que sejam utilizados de modo eficiente no programa de melhoramento, todos esses acessos que foram importados precisam ser caracterizados genotipicamente, via marcadores moleculares, e fenotipicamente para os caracteres de interesse.

É nesse contexto que se insere o presente projeto de pesquisa, que consiste em genotipar 96 acessos do Complexo Saccharum, provenientes da Coleção Mundial de Cana, sendo a maioria deles genótipos de S. spontaneum, espécie portadora dos genes relacionados ao elevado teor de fibras e resistências a estresses bióticos e abióticos. A genotipagem se dará por meio de marcadores microssatélites e, como resultado, serão obtidos os perfis moleculares de cada um desses acessos, que serão armazenados no banco de dados. Esses perfis são de grande utilidade, podendo-se citar, por exemplo, as seguintes aplicações: a) ao obter o perfil molecular de um novo acesso a ser incorporado ao banco de germoplasma, pode-se compará-lo aos perfis previamente existentes na coleção, evitando-se duplicação de acessos; b) durante as fases do processo de melhoramento genético, é possível monitorar os genótipos nos campos experimentais, por meio de seus perfis moleculares, evitando trocas de materiais; c) é possível confirmar se um dado genótipo é de fato um híbrido, de acordo com o que foi planejado na execução dos cruzamentos.

Também com base nas informações dos marcadores, serão realizadas nesse trabalho, análises estatístico-genéticas, visando estimar a variabilidade genética contida nesses acessos e determinar como ela está estruturada entre e dentro das espécies avaliadas.

Os dados genotípicos produzidos nessa pesquisa, juntamente com dados provenientes da caracterização fenotípica desses materiais a ser iniciada nos próximos meses pelo Centro de Cana, possibilitarão direcionar os cruzamentos entre os materiais modernos (clones superiores e cultivares) já caracterizados, com esses acessos selvagens, visando obter novos genótipos que atendam à demanda de bioenergia e resistência a doenças e estresses abióticos, otimizando o processo de melhoramento genético de modo a torná-lo mais rápido e eficiente.

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  Luciana Aparecida Carlini Garcia      Apta Regional / IAC

IMPLANTAÇÃO DE UNIDADE DE OBSERVAÇÃO COM DIVERSOS CULTIVARES DE DENDÊ E MACAÚBA EM PINDORAMA, SP

n° SGP 1162

 Implantação de Unidade de Observação para avaliação do desenvolvimento de doze cultivares de dendê/palma de óleo e dois cultivares de macaúba.
O experimento será conduzido no Polo Regional Centro Norte, vinculado a Agência Paulista de Tecnologia do Agronegócio-APTA, localizado no município de Pindorama, SP. A área experimental tem solo caracterizado como argissolo eutrófico, considerado profundo, com horizonte A arenoso e horizonte B textural com alta fertilidade e topografia plana.
O delineamento experimental será em blocos ao acaso com 14 tratamentos (12 cultivares de dendê/palma de óleo e 2 de cultivares de macaúba) e 6 repetições, totalizando 84 parcelas contendo de 8 a 10 plantas cada. 
As mudas de dendê/palma de óleo serão provenientes de sementes pré germinadas, doadas pela Embrapa e pela ASD da Costa Rica. Estas foram formadas no viveiro de mudas do Polo Regional Centro Norte.
As mudas de macaúba serão fornecidas pela FERTIBOM, sendo um cultivar proveniente do estado de São Paulo e o outro de Minas Gerais.
O preparo do solo será realizado por meio de uma gradagem com grade aradora e duas gradagens com niveladora. Em seguida serão feitos os sulcos para marcação das linhas de plantio na distância de 6,10m cada, acompanhando-se as curvas de nível do terreno. As covas serão marcadas nas linhas a distância de 7,00m cada e serão abertas nas dimensões de 0,60m de diâmetro por 0,60m de profundidade, com broca do tipo rosca sem fim acoplada ao trator MF 275 e acionada através de tomada de força.
A correção do solo será realizada na cova de plantio através da mistura 2kg de calcário dolomítico ao solo retirado de cada uma. Para adubação de plantio será aplicado 1,5kg de superfofato simples granulado por cova.
Antes de serem levadas para o campo as mudas serão selecionadas e padronizadas, passando por um toalete para limpeza de folhas secas.
Após o sorteio da posição de cada parcela nos blocos, as mudas serão transportadas e posicionadas próximo às sua respectiva cova. Em seguida será retirada da sacola plástica, plantada na cova e irrigada até o seu pegamento.
Avaliações:
Serão avaliados nos três primeiros anos: 
. Desenvolvimento: altura de plantas, diâmetro do caule, inflorescência das plantas precoces, se houver; 
. Sanidade: ocorrência de pragas e doenças fungicas das palmáceas, principalmente aquelas introduzidas.

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  Everton Luis Finoto      Apta Regional / IAC

ECOAGRICULTURAS - Cultivando Águas e Boas Práticas no Litoral Norte

n° SGP 1153

O Projeto “Ecoagriculturas – cultivando águas e boas práticas do litoral norte” tem a duração de 24 meses e está localizado na UGRHI 03 – Litoral Norte, nos municípios de Ubatuba, Caraguatatuba, São Sebastião e Ilhabela, Corredor de Biodiversidade da Serra do Mar, visando “integrar as ações e experiências em agroecologia na UGRHI-LN 03, com objetivos específicos de desenvolver estratégias de boas práticas de manejo das atividades agropecuárias para aproveitamento racional e proteção dos recursos hídricos”.  Os principais 200 beneficiários diretos são agricultores, proprietários rurais, gestores e técnicos dos órgãos públicos e membros de colegiados e da sociedade civil atuantes na temática.

A proposta foi elaborada de forma democrática e participativa por representantes do GT Agroecologia do CBHLN, da Rede de Sementes do Litoral Norte e membros da sociedade civil, engajados em construir e fortalecer um trabalho regional e coletivo de boas práticas de agroecologia; redirecionando as práticas de agricultura tradicional para evitar o uso intensivo de agrotóxicos e manejo inadequado do solo e dos recursos hídricos. A melhor ecoeficiência das unidades produtivas rurais do litoral norte ajudará a restaurar a condição ambiental das propriedades e, dessa forma, a proteção dos recursos hídricos, além de promover a segurança alimentar e a geração de renda local. 

Como estratégia para alcançar os resultados esperados, foi desenhado um fluxograma sequencial de ações que propiciem a gestão e construção participativa do início ao fim, impactando também na capacitação contínua e permanente dos envolvidos durante o processo; bem como no fortalecimento coletivo e a mobilização dos envolvidos para o compartilhamento de boas práticas, as quais potencializam as metas do Plano de Bacia e áreas afins.

Os principais produtos e benefícios são: 01 análise situacional participativa de boas práticas existentes na região (vide descritivo no documento como “Boas Práticas Agrícolas/Agropecuárias - BPA”), como um marco zero para atuais e futuras ações de planejamento, o qual também norteará 01 Plano de Trabalho Participativo para o percurso do projeto e sugestões de conteúdos para 06 Encontros de Fortalecimento Regional e 04 Capacitações Temáticas com intercâmbios (vivências práticas) entre os proprietários e municípios. Além de melhorar a qualidade da capacidade técnica dos agricultores e demais beneficiários, o envolvimento direto dos beneficiados torna viável a elaboração de Planejamento Integral de 20 Propriedades/posse e a escolha e implantação prática de pelo menos 04 unidades de adaptação tecnológica de práticas visando a transição agroecológica para o aumento da ecoeficiência de unidades produtivas da zona rural. De acordo com as demandas levantadas no Planejamento Integral das propriedades serão escolhidas práticas para melhorar a gestão da unidade, além de estratégias para conservação e proteção da biodiversidade, do solo e da água. As unidades de adaptação tecnológica serão acompanhadas para evoluírem e se tornarem uma referência para a difusão de práticas que facilitem a transição agroecológica na região.

Para as estratégias de comunicação integrada e compartilhamento das boas práticas estão previstos 01 Fórum Regional, 01 Documento Final com diretrizes e encaminhamentos, bem como o uso de sites e redes sociais do proponente e parceiros para difusão.

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  ISABEL FERNANDES PINTO VIEGAS      Apta Regional / IEA

Desempenho e saúde de bezerros suplementados com virginiamicina e complexo vitamínico mineral.

n° SGP 1143

O objetivo do trabalho foi de verificar o desempenho e a saúde de bezerros em aleitamento com a utilização de um probiotico chamado virginiamicina. A virginiamicina tem seu uso comprovado como eficaz e de custo baixo na nutrição animal podendo melhorar a conversão alimentar e a saúde intestinal dos animais, com isso a possibilidade de aumentar a taxa de produtividade das bezerras nesta fase da produção leiteira. O experimento foi realizado na Fazenda Experimental APTA Regional Centro Leste situada em Ribeirão Preto – SP, utilizando 27 bezerros da raça Jersey, machos e fêmeas, em delineamento em blocos casualizados (idade de nascimento) no período de idade de 0 a 60 dias de vida nos seguintes tratamentos: CONTROLE (COMPLEXO VITAMINA E MINERAIS NO LEITE), VIRGINIAMICINA + COMPLEXO VITAMINA E MINERAIS NO LEITE, VIRGINIAMICINA + COMPLEXO VITAMINA E MINERAIS NO RÚMEN. A suplementação foi calculada para que cada animal receba 0,02 kg com 1000mg de virginiamicina por dia durante o período experimental. Foi avaliado parâmetros de desempenho e sanguíneos ao nascimento, aos 30 e 60 dias de vida experimentais. Para o desempenho todos os animais foram pesados com o uso de uma balança eletrônica, medidos a altura da cernelha, o perímetro torácico e o comprimento corporal com o uso de uma fita métrica. O sangue foi colhido da jugular dos animais nas mesmas datas de pesagem e analisado para hemograma completo contendo. Todos os dados já foram compilados e se encontram em análise estatística.

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  Márcia Saladini Vieira Salles      Apta Regional / IZ

Avaliação hematológica de bezerros Jerseys na fase de aleitamento

n° SGP 1140

O presente trabalho de iniciação científica tem como objetivo avaliar valores hematológicos de 52 bezerros, entre machos e fêmeas, nos períodos de 7, 30 e 60 dias de vida, para avaliar a evolução hematológica dos animais. A coleta de sangue foi realizada na jugular dos animais para a realização das análises de hemograma completo contendo: Série Vermelha (eritrócitos, hemoglobina, hematócrito), serie plaquetária, serie leucocitária, e proteínas totais. A avaliação se deu em máquinas POQ 100 IV e confirmação em lâminas. Obteve-se valores médios nos períodos de 7, 30 e 60 dias de vida de eritrócito (milhões/mm?), 7,47, 10,14 e 10,22 respectivamente; hemoglobina (g/dL), 9,17, 12,91 e 12,47; hematócrito (%), 28,39, 39,41 e 37,85; VCM (fL), 37,85, 38,99 e 38,34; HCM (pg), 12,27, 12,79 e 12,56; CHCM (g/dL), 32,44, 32,46 e 32,37; leucócitos (mm?) 8,48, 10,16 e 10,51; segmentados 47,77, 28,00 e 23,24; eosinófilos 0,45, 0,83 e 0,69; linfócitos 49,05, 68,32 e 72,94; monócitos 2,60, 2,83 e 3,14. 

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  Márcia Saladini Vieira Salles      Apta Regional / IZ

Fontes de ácidos graxos da dieta para a tilápia-do-nilo criada em temperatura ótima e sub-ótima.

n° SGP 1127

A tilápia-do-nilo é uma importante espécie na aquicultura brasileira e mundial e é produzida em diversas regiões e condições climáticas. Entretanto, ainda há lacunas quanto a sua nutrição lipídica, principalmente em condições adversas de temperatura. Estas condições são registradas durante o inverno nas regiões sudeste e sul do Brasil, onde se concentram as maiores produções de tilápias. É sabido que os ácidos graxos têm papel fundamental na manutenção da fluidez e funcionalidade das membranas celulares com efeitos na adaptação dos peixes à variação de temperatura.

Com a finalidade de aprimorar a tecnologia de produção da tilápia foram propostos estudos, com ensaios com animais já realizados na UFSC, em Florianópolis, SC. O presente projeto tem como foco a avaliação do metabolismo de ácidos graxos, pela análise de materiais coletados durante os ensaios realizados, em complementação ao projeto “Ácidos graxos essenciais na dieta da tilápia-do-Nilo em condição ótima e subótima de temperatura”, cadastrado no SIGA (NRP 4047), e ao projeto "Temperatura e fontes de ácidos graxos para tilápia-do-Nilo" com recursos aprovados pelo CNPq e coordenado pela pesquisadora Débora Machado Fracalossi (LABNUTRI, UFSC). A parceria com a APTA será feita pela orientação nas análises químicas, análise dos dados coletados e redação de artigos. A seguir estão descritos os ensaios realizados, dos quais serão utilizados materiais para análise:

(I) Fontes de ácidos graxos na dieta de tilápias criadas em duas temperaturas - Foram testadas cinco fontes lipídicas: (1) óleo de peixe, fonte de n-3 LC-PUFA, além de SFA e MUFA; (2) óleo de linhaça, fonte de n-3 PUFA de 18 carbonos; (3) óleo de girassol, fonte de n-6 PUFA de 18 carbonos; (4) óleo de oliva, fonte de MUFA; e (5) óleo de coco, fonte de SFA. O objetivo deste estudo é selecionar fontes adequadas de ácidos graxos para a alimentação da tilápia-do-nilo criada em temperatura ótima (28°C) e sub-ótima (22°C).

(II) Substituição do óleo de peixe por misturas de óleos vegetais na deita da tilápia-do-nilo em duas temperaturas - Foram avaliadas três dietas com misturas de óleos vegetais (MIX-G, MIX-GL e MIX-L) e uma com óleo de peixe (OP) em juvenis de tilapia-do-nilo em dois ensaios: a 28°C e a 22°C. Nas misturas houve diferentes inclusões dos óleos de linhaça (L) e de girassol (G) sobre uma base de óleo de coco e oliva, o que alterou a proporção de PUFA da série n-3 e n-6.

(III) - Exigência do ácido graxo alfa-linolênico para tilápias em temperatura sub-ótima - Foram testadas cinco dietas com misturas de óleos vegetais (palmiste, oliva, girassol e linhaça) com níveis crescentes de óleo de linhaça e de ácido graxo alfa-linolênico (α-LNA, 18:3n-3), e uma dieta controle com óleo de peixe. Este estudo foi realizado somente a 22°C para estimar a exigência em α-LNA para a tilápia-do-nilo em temperatura sub-ótima, a qual ainda não tinha sido estabelecida.

Os ensaios foram realizados em triplicata com juvenis de tilápia-do-nilo, mantidos em unidades experimentais em sistema de recirculação de água doce e, alimentados até a saciedade aparente com dietas semi-purificadas extrusadas. A partir das amostras já coletadas de peixe inteiro, fígado e fezes, será analisado a digestibilidade de ácidos graxos da dieta, o balanço de ácidos graxos in vivo, a histologia do fígado e, a expressão gênica de desaturases e alongases no fígado. Os dados obtidos serão avaliados estatisticamente por análise de variância ou regressão, considerando o nível de significância de 5%.

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  Camila Fernandes Corrêa      Apta Regional / IP
  Sobre

O SGP (Sistema de Gestão de Pesquisa) foi implementado em todas as unidades APTA, para centralizar o controle de todos os projetos desenvolvidos sob sua supervisão. [Ler mais]

Endereço APTA – São Paulo

Praça Ramos de Azevedo, 254, 2º andar - República, São Paulo - SP

Fone : (11) 5067-0447 e 5067-0427

  Endereço APTA – Campinas

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