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Desenvolvimento e avaliação de cultivares de café tipo arábica com resistência múltipla a agentes bióticos da cultura

n° SGP 1585

O projeto tem como objetivo geral desenvolver e avaliar cultivares de café tipo arábica com resistência múltipla à ferrugem, bicho mineiro e nematoides. Como objetivos específicos pretende-se identificar no programa de melhoramento genético do cafeeiro do IAC fontes de resistência aos principais agentes bióticos e que possuam outros atributos de interesse agronômico e obter cafeeiros com resistência múltipla por meio de piramidação de genes. Os cafeeiros resistentes obtidos poderão ser propagados vegetativamente ou por sementes. Uma avaliação do desempenho agronômico das seleções resistentes obtidas será também efetuando em vários locais
do Brasil. Finalmente hibridações entre plantas selecionadas com diferentes tipos de resistência à ferrugem, aos nematoides e ao bicho mineiro serão também efetuadas. 

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  Oliveiro Guerreiro Filho      IAC

FORMIGAS CORTADEIRAS, UMA VELHA PRAGA EM UMA NOVA CULTURA EM EXPANSÃO NO BRASIL: A OLIVEIRA

n° SGP 1581

Uma nova cultura vem tentando se firmar no Estado de São Paulo. A cultura da oliveira. Dentre o pouco que se sabe sobre as doenças e pragas que a acometem, as formigas cortadeiras parecem ser limitantes para a sua implantação e manutenção. Assim, este projeto visa entender o que o agricultor sabe sobre elas e o que tem feito para controlá-las. Ainda, poderá fornecer subsídios para um manejo adequado, entendendo quais espécies causam danos e a densidade e distribuição dos ninhos, de forma a organizar protocolos para estimar o problema em cada situação. O conhecimento sobre o efeito da desfolha nas plantas e quais as variedades são mais atrativas para as formigas também auxiliará o agricultor. Finalmente, para iniciar um plano alternativo, quem sabe com menor impacto ao ambiente, será analisada a comunidade de fungos  e bactérias endofíticos que a planta mantém nas diferentes áreas cultivadas no Estado de São Paulo. Espera-se que tais microrganismos possam sinalizar um plano anti-herbivoria para esta cultura. 

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  Ana Eugênia de Carvalho Campos      IB

Avanços tecnológicos na conservação pós-colheita de flores

n° SGP 1578

A floricultura brasileira constitui-se em um dos segmentos mais dinâmicos do agronegócio brasileiro contemporâneo, exibindo indicadores de crescimento significativos, tanto em termos de número de produtores quanto em área cultivada. Este fato fica evidente ao se analisar o comércio de flores e plantas ornamentais no Brasil, o qual movimenta, anualmente, o valor global médio de R$ 5 bilhões (JUNQUEIRA e PEETZ, 2014; NEVES e PINTO, 2015).

Para que a comercialização seja bem sucedida, é importante a manutenção da qualidade pós-colheita de flores de corte, de modo que todo o esforço empregado durante a produção seja compensado no momento da venda do produto. Neste cenário, destaca-se o manejo pós-colheita, principalmente na utilização da cadeia do frio, que auxilia a manutenção da qualidade das hastes florais, por reduzir os processos metabólicos, principalmente taxa respiratória, produção de etileno, transpiração e infestação por microrganismos (Dias et al., 2016)

Muitos são os fatores que contribuem para a deterioração e desperdício de produtos de origem vegetal. As principais razões compreendem a falta de conhecimento e do uso correto das práticas de produção e principalmente falta de pessoal qualificado em técnicas adequadas de manuseio na colheita e na pós-colheita (Castro, 1998 ).

As alterações sofridas pelas flores podem ser decorrentes de danos mecânicos, fisiológicos e microbiológicos.

O aumento da taxa respiratória, geralmente associada a fatores ambientais, como aumento da temperatura e redução da umidade relativa, juntamente a fatores fisiológicos associados ao aumento da transpiração e da produção de etileno, reduz a vida útil dos vegetais em decorrência da perda de qualidade e da rápida deterioração (Finger et al., 1995).

Outra causa fisiológica de deterioração dos produtos vegetais é a perda de água, que provoca amarelecimento, enrugamento dos tecidos e, consequentemente, perda de valor comercial. A maioria dos vegetais possui entre 80 a 90% de umidade em relação ao peso, sendo a umidade intercelular da ordem de 100%. Portanto, o vapor de água tende a escapar pelos espaços intercelulares pelo processo de transpiração levando a deterioração prematura dos produtos (Hardenburg et al., 1990).

A presença de doenças pós-colheita é de extrema importância, em termos da sanidade do consumidor e no tempo de vida útil de produtos colhidos. Dentre as causas promotoras de perdas fitopatológicas destacam-se as doenças (Chitarra e Chitarra, 2005), principalmente as de natureza fúngicas, que ocorrem com maior frequência e intensidade, sendo responsáveis por cerca de 80 a 90% do total de perdas causadas por fitopatógenos (Gullino, 1994).As doenças que ocorrem na pós-colheita, geralmente originam podridões, sendo que os principais agentes causadores são fungos (Benato, 1999).

A senescência e a murcha das flores de corte podem estar associadas à redução da absorção de água pelas hastes. A absorção de água, reduzida pelo bloqueio físico dos vasos xilemáticos das hastes, proporciona a perda de turgidez precoce das inflorescências limitando a vida útil pós-colheita.

As soluções de manutenção, também conhecidas como soluções de vaso, contribuem para aumentar a longevidade e a qualidade das flores cortadas, podendo ser utilizadas substâncias isoladamente ou em conjunto (Mattiuz et al., 2005). O grupo de componentes mais comuns usados em soluções conservantes são os carboidratos (principalmente a sacarose), germicidas e inibidores da produção ou da ação do etileno (íons de prata e outros), além de alguns reguladores vegetais como giberelina e citocinina, tendo varias formas de aplicação, que podem ser divididas em: solução condicionamento, solução para ‘pulsing’ e solução de manutenção (Dias Tagliacozzo & Castro, 2002). No preparo da solução faz-se uso da sacarose, em concentrações que variam de 0,5 a 2%, de acordo com a espécie utilizada (Castro, 1985), podendo conter ainda nitrato de prata, 8-HQC e 8-HQS (Tjia et al., 1987).

O calor está entre os principais fatores que influenciam a qualidade pós-colheita de flores de corte.  Na planta intacta a manutenção da temperatura é feita com a ajuda dos processos fisiológicos. Quando se colhe parte da planta, esta tende ao equilíbrio térmico e hídrico com o ambiente ao qual está exposta. Desse modo, ambiente com maior carga térmica que o produto transferirá calor para este e vice-versa. Tendo em vista que flor, de modo geral, tem pouca massa, e que a transferência de calor é dependente da massa, calor específico dessa massa e da diferença de temperatura à qual está exposta, espera-se que ganho ou perda de calor seja relativamente rápido. Sabendo-se que existe uma relação direta entre aumento do conteúdo de calor e da atividade metabólica do produto, dentro da faixa de tolerância térmica do vegetal, busca-se sempre a retirada rápida do calor para reduzir ao máximo a atividade metabólica. Desse modo, o primeiro passo após a colheita é remover esse calor de campo e só após esse procedimento o produto deve ser armazenado (KAYS, 2006).

Tendo em vista que também há tendência ao equilíbrio higroscópico e que na maioria das vezes a flor tem mais água do que o ambiente manter a flor em ambiente com umidade relativa de 90±5% é crucial para a manutenção da sua qualidade.

A distância entre o produtor e consumidor, aliado ao fato das flores serem altamente perecíveis, fez com essas sempre devam ser armazenadas e transportadas refrigeradas. Temperatura baixa é sem dúvida o fator mais importante para o armazenamento de flores de corte e a atmosfera controlada, é sempre usada como um complemento à refrigeração, capaz de aumentar à eficiência do armazenamento refrigerado (AKBUDAK & ERIS,2005) No entanto a  característica de cada flor deve ser estudada e a temperatura de armazenamento deve ser a menor possível para cada espécie. A temperatura ótima para armazenamento de flores produzidas em regiões tropicais é de 7 °C a 15 °C, visto que estas são sensíveis a injúrias pelo frio (Nowak Rudnick, 1990), no entanto as flores de clima temperado com as rosas  devem ser armazenadas em a 1 °C  (Reid e Jiang, 2012)

O objetivo principal do projeto é rever e redefinir de métodos eficientes e seguros de conservação pós-colheita de flores, em função da demanda oriunda da cooperativa COOPERFLORA de forma a disponibilizar ao produtores tecnologias de fácil apropriação e que asseguram a manutenção da qualidade floral.

 Como objetivos específicos ou decorrentes têm-se:

• Agregar valor à produção dos produtores de flores e plantas ornamentais;

• Ofertar tecnologias e/ou atividades que ampliem a eficiência dos sistemas de produção e comercialização dos produtores rurais;

• Documentar resultados de etapas do processo e deste como um todo para fundamentar novas e posteriores iniciativas;

• Apoiar o desenvolvimento de metodologias que concorram para a inovação;

• Contribuir para o avanço do conhecimento científico pela implementação de estudos sobre etileno, respiração e incidência de doenças pós-colheita em flores.

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  Gláucia Moraes Dias      IAC

Melhoramento genético da cultura da seringueira

n° SGP 1576

Existe um Instituto chamado IRRDB (International Rubber Research and Development Board), que engloba todos os Países Produtores e Entidades ligadas à cadeia mundial de Borracha Natural, que após a participação de representantes da Câmara Setorial de Borracha Natural do Estado de São Paulo, na Conferência Anual de do IRRDB-2016 no Cambodja, convidou o Brasil para fazer parte deste grupo, através de sua filiação e pagamento de uma Anuidade. Como membro participante o Brasil terá direito de participar de todas as reuniões, congressos e conferências relativas ao setor da borracha natural, bem como de diversos programas técnicos-científicos, incluindo intercâmbio genético para recebimento e envio de clones de seringueira desenvolvidos nos diferentes países membros.

Desta forma, este projeto compreende duas etapas: pagamento da primeira anuidade de filiação do Brasil, sendo seu representante oficial para recebimento dos clones o IAC (Instituto Agronômico de Campinas) que como entidade oficial do Governo tem um Quarentenário .Desta maneira, serão enviados 49 clones Asiáticos de Seringueira considerados de última geração nestes países, pois são mais produtivos, possuem resistência ao vento, ao frio e à doenças, que serão distribuídos e levados à testes em áreas experimentais da APTA (Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios).

Assim como já ocorreu no passado o recebimento de material genético selecionado poderá permitir um salto tecnológico para a heveicultura nacional, permitindo um atalho para o futuro, com custos extremamente baixos.

A APTA já manifestou a disposição para incluir em seu orçamento o pagamento das futuras anuidades.

 

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  Elaine Cristine Piffer Gonçalves      Apta Regional / APTA

APLICAÇÃO DE ÓLEOS ESSENCIAIS POR VOLATILIZAÇÃO PARA CONSERVAÇÃO DA SANIDADE DE UVAS PÓS-COLHEITA.

n° SGP 1571

A cultura da videira reveste-se de especial importância econômica e social no Brasil, na medida em que envolve um grande volume de negócios voltados para os mercados interno e externo. Podridões, perda de massa e degrana das bagas de uva são responsáveis por significativas perdas na pós-colheita. Tratamentos alternativos aos fungicidas, para controle de doenças em frutos pós-colheita, vêm sendo estudados como óleos essenciais e extratos vegetais com propriedades antimicrobianas. Este projeto tem por objetivo avaliar o efeito de constituintes voláteis de diferentes óleos essenciais, puros e blends, sobre o controle de mofo cinzento (Botrytis cinerea) em uvas pós-colheita. Para tanto, serão realizados ensaios in vitro, com cinco óleos essenciais  por volatilização sobre o crescimento micelial do patógeno. Os óleos também serão testados em bagas de uva individualizadas e inoculadas, acondicionadas em caixas plásticas e seladas. Posteriormente, o óleo essencial de melhor performance será testado em cachos de uva inoculados, dispostos individualmente em bandejas de poliestireno, acrescidas de óleo essencial e envolvidos por filme PVC, com armazenamento sob condições ambiente (25°C). Os resultados serão avaliados estatisticamente (Tukey, p<0,05). 

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  ELIANE APARECIDA BENATO RODRIGUES DA SILVA      IAC

Manutenção, ampliação e avaliação de impacto da Rede Social do Café.

n° SGP 1570

O sistema agroindustrial do café brasileiro vem alterando seus padrões de vida, de consumo e porque não dizer da forma de se comunicar. Surge a necessidade de articulação e integração de esforços entre os distintos setores de ciência, tecnologia e inovação (C&T&I), da assistência técnica e extensão rural (ATER) e da comunicação rural com objetivo fim de melhor a comunicação do setor cafeeiro. Modernas tecnologias de comunicação vêm se incorporando ao dia a dia de um número cada vez maior de cafeicultores e seus familiares.

É incontestável a importância da internet no cotidiano das pessoas neste século XXI, sobretudo a partir da mobilidade possibilitada pelos smartfones. Nesse contexto, as redes sociais surgiram como estruturas sociais compostas por pessoas ou organizações, conectadas por um ou vários tipos de relações, que partilham valores e objetivos comuns. O conceito de mídias sociais (social media) trata a produção de conteúdos de forma descentralizada, representando a produção de muitos para muitos.

O sistema agroindustrial do café, no ano de 2006, inovou ao criar uma rede de colaboração, conhecimento e negócios denominada “Rede Cafés do Brasil”, na Plataforma Peabirus.  Nesta rede, uma das comunidades, hoje denominada Rede Social do Café (www.redesocialdocafe.com.br) destacou-se, passando a ser considerada uma das grandes inovações em comunicação e articulação para o setor cafeeiro.

O presente projeto é composto de uma série de planos de ação, ações e atividades aprovados na Chamada 02/2013 - Programa Café, coordenada pelo Consorcio Pesquisa Café / Embrapa Café. Conta com a participação de diferentes instituições consorciadas como  IAC; UFLA; EPAMIG; PROCAFÉ; IAPAR; INCAPER; UESB e EMBRAPA e prevê atuação nacional e ações regionais nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Espirito Santo, Bahia e Distrito Federal.

Os procedimentos metodológicos para ampliação da Rede e do seu uso serão a apresentação e inserção de novos usuários, aumento da prospecção e incorporação de conteúdo,  geração de conteúdo próprio, ampliação do uso de ferramentas WEB 2.0 (FaceBook; Twitter; WhatsApp), dentre outros. Para avaliação dos impactos da Rede, serão empregados procedimentos adaptados de métodos consagrados e recomendados para utilização em estudos conduzidos com objetivo semelhante. Esta metodologia vem sendo construída colaborativamente  e terá por base uma análise ex-post dos impactos da utilização da Rede e a coleta de dados será realizada junto aos seus usuários por meio de questionário estruturado, e por meio de entrevistas em profundidade com informantes-chave.

Por meio de uma articulação de diferentes entidades de C & T no âmbito do Consórcio Pesquisa Café, o presente projeto tem por objetivo estimular e ampliar a comunicação dialógica via Rede Social do Café por pesquisadores, extensionistas, cafeicultores e demais atores do sistema agroindustrial do café. O presente projeto pretende avaliar os impactos da Rede Social do Café na disseminação de informações, conhecimento e sobre a capacitação de cafeicultores, técnicos e estudantes.

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  Sérgio Parreiras Pereira      IAC

Influência dos ingredientes alimentícios na migração de alumínio da embalagem ao produto - Parte 2: Compostos orgânicos

n° SGP 1569

Este projeto avaliará a interação de quinino e antocianinas com latas de bebida, ingredientes alimentícios que apresentam potencial comportamento como aceleradores do processo de corrosão do alumínio. As amostras de alumínio revestido com verniz serão coletadas do corpo de latas de bebida (sem uso) e avaliadas quanto à exposição metálica. O sistema será avaliado frente à corrosão do metal (visual), com monitoramento do teor de alumínio migrado para a solução. Também será levantado o potencial crítico de pite para avaliação do comportamento do metal frente à solução exposta.

 

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  Beatriz Maria Curtio Soares      ITAL

Efeitos de nanopartículas grafeno associada a metais pesados Cd e Pb, em Oreochromis niloticus e Geophagus iporanguensis em diferentes temperaturas

n° SGP 1568

Nanoecotoxicologia é um tema muito recente e de grande interesse mundial, devido principalmente à falta de estudos conclusivos, que forneçam os mecanismos de interação de sistemas biológicos com nanomateriais, além de dosagens críticas e tempo de exposição. A nanopartícula de TiO2 e os elementos traços cádmio (Cd) e zinco (Zn) são amplamente empregados na indústria e frequentes em regiões poluídas. No entanto, são poucos os estudos que estabelecem as influências dessas substâncias na fisiologia e no metabolismo de peixes e camarões. O projeto tem como objetivo estudar os efeitos subletais do  TiO2 e do seu efeito combinado com Cd e Zn em três diferentes temperaturas (25°C, 20°C e 15°C), sobre o metabolismo de rotina da tilápia do Cará (Gophagus brasiliensi) e do camarão de água doce (Palaemon pandaliformis),  organismos de importância econômica e ecológica. A toxicidade do TiO2 e seu efeito combinado com o Cde Zn sobre o metabolismo será avaliado por meio do consumo de oxigênio, da excreção de amônia, dos parâmetros hematológicos e de biomarcadores enzimáticos e histológicos (método estereológico). A hipótese deste projeto é que com o aumento da temperatura associado com o efeito combinado do TiO2 com o Cd e Zn, haverá consequentemente um aumento da toxicidade, revelada pelo consumo de oxigênio, excreção de amônia, parâmetros hematológicos (peixe), hemolinfático (camarão) e biomarcadores enzimáticos e histológicos. Para isso, será avaliado os efeitos de exposições agudas a diferentes concentrações de TiO2 e de  Cd e Zn (0,001; 0,005; 0,01; 0,05; 0,1; 0,5ppm, 1ppm, 2,5ppm) sobre a CL50 e o metabolismo de rotina, parâmetros hematológicos, hemolinfáticos, estresse oxidativo e alterações histológicas. As taxas metabólicas serão estimadas através de experimentos realizados em cada uma das nove combinações possíveis de três temperaturas (25°C, 20°C e 15°C). Posteriormente será estudado os efeito agudo do TIO2, Cd e Zn nos parâmetros hematológicos, hemolinfáticos e sobre os biomarcadores enzimáticos e histológicosNanoecotoxicologia é um tema muito recente e de grande interesse mundial, devido principalmente à falta de estudos conclusivos, que forneçam os mecanismos de interação de sistemas biológicos com nanomateriais, além de dosagens críticas e tempo de exposição. A nanopartícula de TiO2 e os elementos traços cádmio (Cd) e zinco (Zn) são amplamente empregados na indústria e frequentes em regiões poluídas. No entanto, são poucos os estudos que estabelecem as influências dessas substâncias na fisiologia e no metabolismo de peixes e camarões. O projeto tem como objetivo estudar os efeitos subletais do  TiO2 e do seu efeito combinado com Cd e Zn em três diferentes temperaturas (25°C, 20°C e 15°C), sobre o metabolismo de rotina da tilápia do Cará (Gophagus brasiliensi) e do camarão de água doce (Palaemon pandaliformis),  organismos de importância econômica e ecológica. A toxicidade do TiO2 e seu efeito combinado com o Cde Zn sobre o metabolismo será avaliado por meio do consumo de oxigênio, da excreção de amônia, dos parâmetros hematológicos e de biomarcadores enzimáticos e histológicos (método estereológico). A hipótese deste projeto é que com o aumento da temperatura associado com o efeito combinado do TiO2 com o Cd e Zn, haverá consequentemente um aumento da toxicidade, revelada pelo consumo de oxigênio, excreção de amônia, parâmetros hematológicos (peixe), hemolinfático (camarão) e biomarcadores enzimáticos e histológicos. Para isso, será avaliado os efeitos de exposições agudas a diferentes concentrações de TiO2 e de  Cd e Zn (0,001; 0,005; 0,01; 0,05; 0,1; 0,5ppm, 1ppm, 2,5ppm) sobre a CL50 e o metabolismo de rotina, parâmetros hematológicos, hemolinfáticos, estresse oxidativo e alterações histológicas. As taxas metabólicas serão estimadas através de experimentos realizados em cada uma das nove combinações possíveis de três temperaturas (25°C, 20°C e 15°C). Posteriormente será estudado os efeito agudo do TIO2, Cd e Zn nos parâmetros hematológicos, hemolinfáticos e sobre os biomarcadores enzimáticos e histológicos

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  Edison Barbieri      IP

Investigação epidemiológica de Coxiella burnetii em propriedades rurais na região noroeste paulista após surto de febre Q em trabalhadores de um frigorífico

n° SGP 1567

A febre Q é uma zoonose mundial, causada pela bactéria intracelular obrigatória Coxiella burnetii. As principais fontes de infecção para humanos são bovinos, ovinos e caprinos, que eliminam o agente em grande quantidade nos fluidos do parto ou abortamento e em menor quantidade no leite, fezes e urina. A bactéria é eliminada no ambiente em uma forma altamente resistente, que permanece infecciosa por muito tempo. O principal modo de transmissão é a inalação de aerossóis ou poeiras contendo o agente. Em humanos, a fase aguda da doença tem como manifestação clínica mais comum a síndrome gripal autolimitante, enquanto a forma crônica desencadeia mais frequentemente endocardite. Em ruminantes domésticos, a bactéria provoca abortamentos e outros problemas reprodutivos. Apesar da doença provavelmente ser subnotificada, eventualmente surtos em humanos são relatados, caracterizados por alta morbidade e baixa letalidade, porém com possibilidade de infecções persistentes e formas crônicas da doença. Em 2015, um surto de febre Q foi detectado em trabalhadores de um frigorífico no município de Barbosa, localizado no noroeste do estado de São Paulo. Pretende-se, no presente trabalho, pesquisar, em propriedades rurais que enviaram bovinos para abate ao frigorífico de Barbosa 7 a 30 dias antes do início do surto, a presença de anticorpos IgG contra C. burnetii em animais e humanos, os possíveis fatores de risco associados com a soropositividade e a presença de DNA da bactéria em amostras de sangue, leite, swab vaginal e carrapatos dos animais, além de tentar o isolamento de C. burnetii a partir dos carrapatos coletados dos animais. 

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  Tatiana Evelyn Hayama Ueno      Apta Regional / IB

Avaliação do desempenho, saúde e comportamento de bezerros em aleitamento submetidos a manejo de bem estar e suplementação nutricional.

n° SGP 1566

Com o obtivo de estudar o comportamento, saúde e desempenho de bezerros na fase de aleitamento, com e sem estimulação tátil e suplementação de selênio e vitamina E, serão realizados dois experimentos. Experimento 1: Avaliação do desempenho, saúde e comportamento de bezerros Gir em aleitamento submetidos a manejo de bem estar, a ser realizado no Campo Experimental Getúlio Vargas da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG),  utilizando 39 bezerros recém-nascidos até 90 dias de idade da raça Gir, nos seguintes tratamentos: BAVA: bezerros que receberão estimulação tátil (afago) nascidos de Vacas que receberam estimulação tátil (afago) antes do parto; BAVC: bezerros que receberão estimulação tátil (afago) nascidos de Vacas sem estimulação tátil antes do parto e BCVC: Bezerros sem estimulação tátil (Controle) nascidos de Vacas sem estimulação tátil antes do parto. Será monitorado desempenho, parâmetros sanguíneos, comportamento e imagens termográficas relacionadas ao manejo do afago. Experimento 2: Avaliação do desempenho, saúde e comportamento de bezerros Holandeses em aleitamento submetidos a manejo de bem estar e suplementados com selênio e vitamina E, a ser realizado fazenda experimental do Polo Regional Centro Leste em Ribeirão Preto/SP utilizando 45 bezerros machos recém-nascidos até 90 dias de idade da raça Holandês, submetidos aos seguintes tratamento: C = sucedâneo controle; S = sucedâneo Suplementado com selênio orgânico + vitamina E; AS = estimulação tátil dos bezerros (Afago) e sucedâneo Suplementado com selênio orgânico + vitamina E. Será monitorado desempenho, parâmetros sanguíneos, imunologia, comportamento e imagens termográficas relacionadas ao manejo do afago. 

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  Márcia Saladini Vieira Salles      Apta Regional / IZ

Manejo de Cosmopolites sordidus (Germ., 1824) com o fungo Beauveria bassiana (Bals.) Vuill., na cultura da banana

n° SGP 1564

A banana tem importância econômica para o Brasil, destacando-se como a segunda fruta em área colhida, quantidade produzida, valor da produção e consumo. A produção nacional de banana está distribuída nas 27 unidades da Federação, com área colhida de 485 mil hectares, produção de 6,9 milhões de toneladas e rendimento médio de 14,2 kg ha-1.

A broca-do-rizoma Cosmopolites sordidus (Germar, 1824) (Coleoptera: Curculionidae) é um inseto disseminado por todas as regiões do Brasil e constitui-se a principal praga da bananicultura. As larvas de C. sordidus abrem galerias no rizoma e na base do pseudocaule e, os sintomas manifestam-se como amarelecimento, com posterior seca das folhas e morte da gema apical. Verifica-se também diminuição no tamanho e peso dos frutos, com perdas de 20 a 50% na produção. Indiretamente, os prejuízos são devidos ao tombamento de plantas, por falta de um sistema radicular vivo e, por propiciar a entrada de micro-organismos fitopatogênicos, entre os quais se destaca o fungo Fusarium oxysporum f. sp. cubense, causador da doença conhecida como “Mal do Panamá”. Em variedades suscetíveis ao "Mal do Panamá", como a banana “Maçã”, as perdas podem chegar a 100% na produção.

Dentre os métodos de controle para a broca-do-rizoma, se destaca o controle biológico com o fungo Beauveria bassiana (Bals.) Vuill. (Deuteromycotina: Hyphomycetes). A aplicação de B. bassiana é recomendada pela utilização do fungo em grãos de arroz inteiros ou moídos, ou pincelamento de suspensão do inóculo (pasta) sobre a superfície de iscas tipo “telha” ou “queijo”, na proporção de 100 a 150 iscas ha-1.

Entretanto, o objetivo do presente estudo será de validar a tecnologia de aplicação de B. bassiana em formulação granulada (arroz + fungo) e em pó, em iscas tipo “telha”, bem como de avaliar a aplicabilidade do microrganismo na formulação pó molhável, em sistema de irrigação por micro aspersão e, de doses, formulações e modalidades de aplicação do fungo entomopatogênico no controle da broca do rizoma, junto a produtores de banana, nas regiões Noroeste e do Vale do Ribeira, do Estado de São Paulo.

Para tanto, serão conduzidos ensaios de campo em culturas de banana, cultivada sob espaçamento de 2,0 x 2,0m, na Estância Vidal, do Produtor Márcio de Paula Vidal e no Sítio Nossa Senhora Aparecida, do proprietário Aparecido Cabral , no Município de Aparecida D’Oeste, SP, e no Sítio Carapiranga, do produtor Sérgio Haiek, no Município de Registro, SP.

O modelo experimental será em três setores de aproximadamente 3.333m2, totalizando 10.000m2, considerando a divisão da área cultivada em função do sistema de irrigação por micro aspersão. Os tratamentos aplicados nos respectivos setores serão: 1 – B. bassiana em iscas tipo “telha” + irrigação por micro aspersão; 2 – B. bassiana em iscas tipo “telha” e; 3 – irrigação por micro aspersão.

As aplicações do bioinseticida serão efetuadas em iscas tipo “telha” (0,40 a 0,50m de comprimento), na dose de 20g. isca-1 de fungo + arroz (formulação granulada) ou em pó, distribuindo o equivalente a 100 iscas ha-1 (setores 1 e 2). As iscas serão colocadas com a parte seccionada voltada para o solo, ao lado das touceiras. No sistema de irrigação por microaspersão (setores 1 e 3) o produto microbiano, na formulação pó molhável, será diluído em caixa d’água de 300L (exclusiva para a finalidade), na dose equivalente a 5,0 kg p.c. ha-1. Para avaliação de doses, formulação e modalidades de aplicação do fungo B. bassiana serão desenvolvidos três experimentos em lavouras de banana Nanica, sob o delineamento de blocos ao acaso, com seis e sete tratamentos, e quatro repetições.

As aplicações dos métodos de controle descritos deverão ser conduzidas de janeiro de 2017 a maio/junho de 2018, em intervalos quinzenais ou mensais, levando em consideração a infestação de C. sordidus na cultura da banana e condições climáticas favoráveis para fungos entomopatogênicos.

Amostragens da broca-do-rizoma serão efetuadas quinzenalmente ou mensalmente, nas próprias iscas tratadas com B. bassiana, contando os insetos vivos e infectados pelo fungo. Ainda, ao término das aplicações, serão distribuídas dez iscas sem o fungo nos setores, inclusive na área com aplicação apenas em irrigação por microaspersão (setor 3), para quantificação do inseto-praga.

Nos experimentos para avaliação de doses, formulação e modalidades de aplicação de B. bassiana, serão conduzidas três aplicações do bioinseticida e, posteriormente serão distribuídas cinco iscas sem aplicações de defensivos por parcela, para contagem de brocas. Os dados obtidos serão submetidos à análise de variância pelo teste F e, comparação de médias pelo teste de Tukey. 

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  Marcelo Francisco Arantes Pereira / APTA      Apta Regional / IB

Coletores solares na produção de mudas de couve IAC

n° SGP 1563

A couve (Brassica oleracea var acephala) é uma das folhosas mais produzidas em propriedades agrícolas de pequeno e médio porte, com crescente aumento de consumo no mercado brasileiro. Diante disso pretende-se otimizar a produção de mudas de três cultivares de couve IAC, que melhor se adaptaram às condições de cultivo de Bauru-SP, através da solarização de substrato utilizando coletores solares.

Para tanto serão testados três tipos de substratos: 1- Comercial (Carolina®), 2- mistura de substrato comercial+solo agrícola não solarizado e 3- mistura de substrato comercial+solo agrícola solarizado por 48 horas. A proporção da mistura de substrato comercial e solo agrícola será de 2:1. Todos os substratos serão acondicionados em vasos pretos de polietileno com capacidade de 5 litros, onde cada vaso receberá dois brotos de cada cultivar de couve, com aproximadamente 30 dias dos seguintes materiais provenientes do banco de germoplasma do IAC: “Verde escura”, “Pires 2” e “Orelha de elefante”. Cada tratamento será composto por cinco repetições, distribuídas em blocos ao acaso em condições semi controladas de casa de vegetação.

Passadas quatro semanas ao plantio será realizada a contagem do número de folhas da parte aérea de cada planta de cada tratamento, bem como massa fresca e seca, através da utilização de uma balança digital e de estufa de ventilação forçada a 60ºC por 48 horas respectivamente. Também será realizada a quantificação da altura (cm) de cada muda com o auxílio de uma trena manual. O desenvolvimento do sistema radicular de cada planta será avaliado através da quantificação do comprimento da raiz principal (cm) com auxílio de trena manual, após delicada limpeza e lavagem em água corrente.

Durante o desenvolvimento do ensaio será realizada a quantificação da incidência de doenças fúngicas e bacterianas, que possam se instalar naturalmente em cada cultivar. Em caso positivo, o material será encaminhado aos laboratórios de sanidade vegetal da APTA Polo Centro Oeste-Bauru para identificação e determinação de controle. Também serão realizadas adubações necessárias para o bom desenvolvimento da cultura, bem como irrigação manual quando necessário.

A couve (Brassica oleracea var acephala) é uma das folhosas mais produzidas em propriedades agrícolas de pequeno e médio porte, com crescente aumento de consumo no mercado brasileiro. Diante disso pretende-se otimizar a produção de mudas de três cultivares de couve IAC, que melhor se adaptaram às condições de cultivo de Bauru-SP, através da solarização de substrato utilizando coletores solares.

Para tanto serão testados três tipos de substratos: 1- Comercial (Carolina®), 2- mistura de substrato comercial+solo agrícola não solarizado e 3- mistura de substrato comercial+solo agrícola solarizado por 48 horas. A proporção da mistura de substrato comercial e solo agrícola será de 2:1. Todos os substratos serão acondicionados em vasos pretos de polietileno com capacidade de 5 litros, onde cada vaso receberá dois brotos de cada cultivar de couve, com aproximadamente 30 dias dos seguintes materiais provenientes do banco de germoplasma do IAC: “Verde escura”, “Pires 2” e “Orelha de elefante”. Cada tratamento será composto por cinco repetições, distribuídas em blocos ao acaso em condições semi controladas de casa de vegetação.

Passadas quatro semanas ao plantio será realizada a contagem do número de folhas da parte aérea de cada planta de cada tratamento, bem como massa fresca e seca, através da utilização de uma balança digital e de estufa de ventilação forçada a 60ºC por 48 horas respectivamente. Também será realizada a quantificação da altura (cm) de cada muda com o auxílio de uma trena manual. O desenvolvimento do sistema radicular de cada planta será avaliado através da quantificação do comprimento da raiz principal (cm) com auxílio de trena manual, após delicada limpeza e lavagem em água corrente.

Durante o desenvolvimento do ensaio será realizada a quantificação da incidência de doenças fúngicas e bacterianas, que possam se instalar naturalmente em cada cultivar. Em caso positivo, o material será encaminhado aos laboratórios de sanidade vegetal da APTA Polo Centro Oeste-Bauru para identificação e determinação de controle. Também serão realizadas adubações necessárias para o bom desenvolvimento da cultura, bem como irrigação manual quando necessário.

Dessa forma pretende-se determinar se o uso de coletores solares no preparo de substratos para a produção de mudas de couve, obtidas através de brotos, pode incrementar o desenvolvimento e vigor das mesmas antes de serem transplantadas para o campo, contribuindo de maneira sustentável para a melhora na produção agrícola da cadeia produtiva de hortaliças.

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  Juliana Cristina Sodário Cruz      Apta Regional / IAC

Determinação da Curva de Crescimento para Validação Genética de Duas Linhagens de Suínos

n° SGP 1562

A carne suína no Brasil é produzida com tecnologia, não deixando nada a desejar aos países desenvolvidos, sendo que cientistas e indústria trabalham concomitantemente com o objetivo do aprimoramento dos sistemas produtivos, atendendo assim tanto os anseios tecnológicos do complexo agroindustrial quanto às exigências dos consumidores.

Em 2010 a suinocultura brasileira foi representada por mais de 50 mil produtores com um plantel de 1,65 milhões de matrizes tecnificadas. Produziu o equivalente a 3,24 milhões de toneladas, exportou 1,34 bilhões de dólares, gerou um milhão de empregos na cadeia e a nível mundial é classificada como quarto maior produtor e quarto maior exportador de carne suína. Em 1970 o plantel era de 31,5 milhões de cabeças e a produção havia sido de 705 mil toneladas. Em 2010, com 34 milhões de cabeças a produção aumentou para 3,24 milhões de toneladas. Portanto em 36 anos o crescimento do plantel foi de apenas 7,94% enquanto que a produção aumentou 360% (PORKWORLD, 2010). Em 2014 o Brasil tinha um rebanho de 37,9 milhões cabeças e produziu mais de 3,43 milhões de toneladas (IBGE, 2016).

Esses números exemplificam a evolução tecnológica do setor nesse período, graças a um forte trabalho nas áreas de genética, nutrição e manejo, melhorando a produtividade, o peso ao abate e as características da carcaça e da carne. Dentre os fatores que contribuem na evolução da suinocultura destaca-se o melhoramento genético que visa produzir animais com maior precocidade sexual e capacidade reprodutiva; maior velocidade de crescimento, maior eficiência alimentar e maior rendimento de carne. Na suinocultura nacional atual, os programas de melhoramento genético e de plano nutricional de suínos têm enfatizado a deposição de carne magra, em detrimento à gordura, a fim de satisfazer a demanda de um mercado cada vez mais competitivo.

Como destacaram Resende et. al. (2008) a eficiência dos programas de melhoramento genético depende basicamente de duas ações do geneticista: a criação e a identificação de genótipos superiores. E, em ambas as ações, a seleção desempenha papel fundamental na definição dos cruzamentos a serem realizados, visando a criação de novos genótipos e, na indicação dos indivíduos superiores a serem usados comercialmente ou em novos ciclos de seleção.   

Para verificação do potencial genético, as análises de dados de medidas repetidas são de fundamental importância na produção animal, pois incluem as situações em que as unidades experimentais ou indivíduos, de diferentes subpopulações ou tratamentos (sexo, raça, entre outros), são analisados ao longo de diversas condições de avaliação (tempo, doses etc). E, as curvas de crescimento na produção animal, destacam-se entre essas análises de medidas repetitivas, pois relacionam os pesos (y) e as idades (t) dos animais, por meio de modelos não-lineares (Davidian e Giltinan, 1996; Paz, 2002).

Dentre as diversas aplicações das curvas de crescimento na avaliação da produtividade animal, pode-se ressaltar: a) resumir em três ou quatro parâmetros, as características de crescimento da população, pois alguns parâmetros dos modelos não-lineares utilizados possuem interpretação biológica; b) avaliar o perfil de respostas de tratamentos ao longo tempo; c) estudar as interações de respostas das subpopulações ou tratamentos com o tempo; d) identificar em uma população os animais mais pesados em idades mais jovens; essas informações podem ser obtidas investigando-se o relacionamento entre o parâmetro k das curvas de crescimento, que expressam a taxa de declínio na taxa de crescimento relativa, e o peso limite do animal ou peso assintótico (Sandland & Mcgilchrist, 1979; Draper & Smith, 1980; Davidian & Giltinam, 1996); e) obter a variância entre e dentro de indivíduos de grande interesse nas avaliações genéticas (Mansour et al., 1991).

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  SIMONE RAYMUNDO DE OLIVEIRA      Apta Regional / IZ

Seleção de genótipos de café arábica, robusta, Coffea dewevrei e derivados de híbridos interespecíficos com tolerância à seca no IAC.

n° SGP 1560

O déficit hídrico é um dos fatores de ambiente que pode limitar o crescimento e a produção de cafeeiros. Atualmente, com previsão de mudanças climáticas e aquecimento global em nosso planeta, a identificação de genótipos de cafeeiros com tolerância à seca é de fundamental importância para a sobrevivência e sustentabilidade da cafeicultura brasileira. No Instituto Agronômico existem materiais genéticos de diferentes origens que se constituem em fontes de tolerância à seca. Este Plano de Ação visa selecionar cafeeiros com tolerância à seca em condições de campo e em casa de vegetação (condições controladas). Em condições de campo pretende-se avaliar genótipos de Coffea arabica procedentes da Etiópia, híbridos F1 dessas seleções com cultivares elites, clones e progênies de C. dewevrei, C. canephora e cafeeiros derivados de híbridos interespecíficos, que serão conduzidos na Fazenda Santa Eliza e também Pólo do Nordeste Paulista de mococa, SP. Em condições controladas de casa de vegetação serão avaliados dez genótipos de cafeeiros que foram previamente identificados como tolerantes à seca no campo A atividade de experimento em casa de vegetação será realizada na Fazenda Santa Eliza do IAC. Nos experimentos em condição de campo, os cafeeiros serão avaliados subjetivamente por meio do índice de turgescência (IT), em época de seca acentuada, e também em relação a determinação do Potencial hídrico foliar, com auxílio da Bomba de Scholander, Conteúdo Relativo de Água (CRA) e teor de umidade do solo.  Nos experimentos em condições controladas, de casa de vegetação, serão realizadas avaliações para determinar o potencial hídrico foliar,CRA, teor de umidade do solo, biometria das plantas, massas fresca e seca da parte aérea e do sistema radicular.

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  Julieta Andrea Silva de Almeida      IAC

Monitoramento Agrometeorológico, Fenológico e Fitossanitário para o café no Estado de SP e relação com variações ou mudanças climáticas locais.

n° SGP 1558

Será conduzido um sistema de monitoramento agrometeorológico e fenológico para a cultura do café arábica no Estado de São Paulo. Para o monitoramento agrometeorológico serão utilizados dados meteorológicos da rede de estações meteorológicas convencionais e automáticas que fazem parte do CIIAGRO/IAC (Centro Integrado de Informações Agrometeorológicas/IAC), os quais darão suporte para simulação de modelo de balanço hídrico seqüencial decendial para monitoramento das regiões produtoras de café no estado (THORNTHWAITE; MATHER, 1955). Para o monitoramento climático serão acompanhados outros  locais produtores de café no estado de SP. O monitoramento fenológico será realizado por meio de levantamentos de campo quinzenais/mensais de acordo com incidência de pragas e doenças, em lavouras cafeeiras localizadas em Mococa, Franca, Caconde e Campinas, devido a disponibilidade de áreas sem controle quiímico. Os dados coletados de clima e fenologia serão utilizados em modelos agrometeorológicos e fenológicos de estimativa de épocas de floração e de maturação e estimativa de quebra relativa de produtividade do cafeeiro (Camargo et al. (2003), Zacharias et al. (2008), Nunes et. al. (2010) e Bardin-Camparotto et al. (2012). Durante a execução do projeto, os produtos gerados serão constantemente reavaliados e aprimorados, tanto no aspecto do conteúdo (nível de detalhamento das informações), como nos aspectos e qualidade da divulgação (programas computacionais, interface de geração de mapas e boletins). As informações geradas no monitoramento agrometeorológico e fenológico do café no Estado de São Paulo, alimentarão a página do Ciiagro/IAC e posteriormente do SIMAFF-Café, disponibilizando aos usuários.Outra forma de se obter as informações do monitoramento é por meio da página do SIMAFF-Café, hospedadas nos servidores das instituições parceiras (IAC, DaTerra Coffee,Cooxupé e Embrapa). Os dados coletados de clima,serão comparados com dados armazenados no banco de dados do Ciiagro, para posterior averiguação de mudanças ou variabilidade climática ao logo do tempo (de acordo com periodo anterior e dados armazenados). Com esses dados ainda será aplicado modelos de estimativas de produtividade e comparado com dados reais (IEA) sendo assim possível validar os modelos existentes para cada localidade dentro do estado de SP. O mesmo ocorrerá para as doenças e pragas avaliadas, podendo obter-se um parâmetro de ocorrência de determinada praga/doença e sua evoluação ao longo do ciclo e sua infuência na qualidade do fruto. Ainda será analisada a ocorrência de pragas e doenças correlacionadas com as condições de clima da safra atual.

Esse projeto (SGP) abrange dois planos de ação, que estão envolvidos em projetos distintos. O Projeto referente a ampliação do monitoramento agrometerológico tem duração de 4 anos e é continuidade de um projeto que se encerrou em dezembro de 2016, no qual os dados de clima, fenologia e fitossanidade serão encaminhados para abastecimento de uma plataforma on line (SIMAFE- sistema integrado de monitoramento agrometeorológico, fenológico e fitossanitário para a cultura do café), plataforma esta em fase final de desenvolvimento que estará alojada na página da Embrapa, com links diretos disponiveis em outros sites de instituições como IAC, Procafé, IAPAR, de acordo com interesse e necessidade de cada órgão.

O segundo projeto, abrangerá 2 anos (minimo de 2 ciclos) se refere ao monitoramento climático e fenológico de 4 localidades (Caconde, Campinas, Franca e Mococa). Esse projeto está ligado a outros projetos onde após a colheita os grãos cereja serão encaminhados a laboratórios específicos para outros estudos que deverão ser correlacionados com as condições climáticas de cultivo (Avaliações: presença de fungos, danos causados por pragas e doenças, classificação do grão e qualidade da bebida, indicadores ambientais observados durante o ciclo em cada localidade e influência das condições de clima nos sólidos solúveis em resíduos de cascas utilizadas em sub produtos). Essas outras etapas serão realizadas por pesquisadores alocados no Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital).

A pesquisadora em questão é coordenadora geral do projeto: Mudanças climáticas e sua influência no Monitoramento Agrometeorológico, na produtividade, na Sanidade do grão pós-colheita, qualidade da bebida e utilização de subproduto na alimentação humana e impactos ambientais. Para tanto é repsonsável pelo Plano Gerencial, ou seja, deverá promover reuniões periódicas e outros eventos necessários para acompanhamento do andamento e evolução de todos os demais projetos envolvidos, denominados Planos de ação, com verba orçamentária específica para tal.

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  Angelica Prela Pantano      IAC

Intercâmbio de dados e informações entre o IRSG e o IEA para analisar o suprimento de borracha natural no Brasil

n° SGP 1555

Este projeto consiste em uma parceria entre o Instituto de Economia Agrícola (IEA) e o Grupo Internacional de Estudo da Borracha (IRSG) e tem como objetivo a troca de informações sobre as estatísticas da cultura da seringueira e de seu produto a borracha. O IRSG produz e analisa estatísticas agrícolas da seringueira e produção de borracha natural para 36 países do mundo exceto Brasil concentrando 97% da produção mundial de borracha. Esses dados são compartilhados apenas com os membros do grupo. Nessa parceria o IEA será o fornecedor oficial dos dados do Brasil (IBGE, CONAB, Indústrias) e receberá todos os dados do IRSG.

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  Marli Dias Mascarenhas Oliveira      IEA

Peixe da Ilha: um novo modelo de produção de peixes marinhos no Brasil"

n° SGP 1553

O atual sistema brasileiro de produção de peixes marinhos ocorre em tanques-rede cujas panagens (redes) são de nylon multifilamento. O multifilamento é um substrato ideal para o desenvolvimento de incrustações biológicas, acarretando diversos problemas econômicos e ambientais à produção. A malha de cobre é eficiente em reduzir as bioincrustações além de reduzir os riscos de escape dos peixes por ocasião das trocas de panagens. Além da falta de equipamentos apropriados, a carência em conhecimento técnico faz com que o monocultivo do bijupirá predomine e o potencial de outras espécies nativas não seja explorado. Uma destas espécies é o olhete, que apresenta elevado valor de mercado no BrasilO objetivo deste projeto é o de desenvolver um modelo de processo produtivo de peixes marinhos (olhete, bijupirá) utilizando tanques-rede de panagens de cobre. Paralelamente, pretende-se avaliar a viabilidade da pré-engorda destas espécies em sistemas de recirculação de água salgada, visando o povoamento dos tanques-rede com animais de maior peso e mais resistentes. Os resultados advindos deste projeto darão origem a uma proposta de inovação que absorvida pela cadeia produtiva ampliará a viabilidade econômica e a sustentabilidade da piscicultura marinha em ambientes costeiros. Como produto final, esperamos ofertar ao mercado um processo inovador de cultivo de duas espécies nativas de alto valor econômico, baseado em metodologias de manejo cientificamente testadas e em um processo produtivo em harmonia com o meio ambiente.

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  Eduardo Gomes Sanches      IP

Boas práticas de manejo na produção de juvenis de tilápia do Nilo

n° SGP 1550

Mundialmente, o grande volume de produtos da aquicultura advém de pequenas e médias propriedades e no Brasil, a aquicultura familiar também contribui significativamente para a produção de pescado. No oeste do Estado de São Paulo, os produtores de tilápias em tanques-rede destacam o elevado preço da ração e a falta de qualidade e oferta de juvenis e alevinos de tilápia como os principais problemas do setor. Neste sentido, a produção de juvenis de tilápia do Nilo para abastecer a fase de engorda desta espécie em sistema de tanques-rede representa uma interessante opção de obtenção de renda e diversificação da produção para produtores familiares. Uma maneira de melhorar a eficiência deste sistema é reduzir os gastos com o arraçoamento, que representa o maior custo de produção. Em estudo recente realizado por nosso grupo de pesquisa (Processo Fapesp 2013/18721-6), testamos a inclusão de substratos de bambu para produção de perifiton em tanques-rede e verificamos que, dependendo da biomassa de peixe estocada e do manejo alimentar adotado (com ou sem restrição), a inclusão do substrato pode reduzir até 40% da ração ofertada, diminuindo também o tempo de cultivo em até 55 dias. Em continuidade a este estudo, justificamos a necessidade de avaliar a inclusão de substratos na produção de juvenis de tilápia do Nilo (peso médio de 2 a 40 g), com o objetivo de desenvolver um modelo produtivo: mais eficiente e rentável para que, em pequenos módulos produtivos, pequenos produtores possam obter renda e sustentar a atividade em longo prazo. Um experimento em parcelas subdivididas, com 2 fatores principais (com substrato e sem substrato) e 2 fatores secundários (alimentação com 100% e com 50 % da porção diária recomendada) com 3 repetições será instalado em 6 viveiros escavados com dois hapas em cada um, sendo cada unidade experimental representada por um hapa. Serão avaliados: o desempenho produtivo, a mortalidade acumulada, a sanidade, o conteúdo estomacal, viabilidade técnica e econômica e os serviços ecossistêmicos prestados por este sistema de produção.

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  Fabiana Garcia Scaloppi      IP

RESGATE DA PESCA NO RESERVATÓRIO DE TRÊS IRMÃOS, BAIXO RIO TIETÊ: RECURSOS, TECNOLOGIAS E ASPECTOS SOCIAIS E ECONÔMICOS

n° SGP 1549

A pesca constitui-se em importante atividade econômica, social e cultural no mundo, na qual produz emprego, renda e alimento para as comunidades e população em geral. Entretanto, esta atividade necessita ser melhor administrada para orientar os usuários na preservação do ambiente aquático e dos recursos visando políticas pesqueiras mais adequadas ao setor.

              A atividade pesqueira continental no Estado de São Paulo é praticada principalmente em áreas represadas e em trechos livres de grandes rios. Em função da política de geração de energia elétrica, bem como do avanço crescente de processos de industrialização em diferentes regiões do Estado, os grandes rios tornaram-se importantes hidrovias no transporte de grãos e outros produtos, sendo secundária sua importância como geradores de alimentos proveniente da pesca (CASTRO et al., 2004), quando comparados aos rios da Amazônia e reservatórios do Nordeste do Brasil. No entanto, vale destacar a atividade pesqueira de pequena escala como geradora de renda, alimento e emprego para as populações ribeirinhas e para aqueles que vivem no entorno dos reservatórios, os chamados pescadores de barragens (PETRERE, 1996).

             As informações sobre as coletas e análises de peixes obtidas através de fichas de desembarque diárias são ferramentas muito importantes no planejamento futuro da pesca nos rios e reservatórios.

Essas informações são úteis para aplicação de medidas de manejo como a estocagem de peixes ou peixamento, de forma a contribuir para a sustentabilidade da pesca. Tais estudos contribuem para a preservação do meio aquático, da atividade pesqueira, ou seja, para que não falte emprego ao pescador, lazer aos usuários (pesca esportiva) e que tenha sempre pescado na mesa da população em geral.

            O presente projeto tem como objetivo gerar e resgatar informações da pesca no reservatório de Três Irmãos através de dados secundários e primários, levando em conta os aspectos sócio-econômicos dos pescadores, a estrutura e dinâmica da atividade e o monitoramento da produção, esforço pesqueiro e CPUE durante dois anos.

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  Paula Maria Gênova de Castro Campanha      IP

Metarhizium anisopliae (Metsch.) Sorokin formulado em microescleródios e pó molhável, no manejo da cigarrinha-das-raízes (Hemiptera: Cercopidae) em pastagem

n° SGP 1547

As cigarrinhas das raízes (Hemiptera: Cercopidae) são consideradas as principais pragas das pastagens, causando danos em cerca de 10 milhões de hectares de gramíneas, com prejuízos de até 90% nas pastagens. As principais espécies de cigarrinhas que atacam as pastagens são: Deois flavopicta, D. schach, Zulia entreriana e Mahanarva fimbriolata, sendo as três primeiras as mais importantes para o Centro-Sul, especialmente em pastagens de Urochloa (syn. Brachiaria) decumbens.

O controle biológico, com o fungo Metarhizium anisopliae é uma alternativa cada vez mais recomendada para o manejo da população de cigarrinhas, reduzindo-a a níveis de danos não econômicos. A recomendação de dosagem de M. anisopliae pode variar de 50 a 500g de conídios puros ha-1, sendo aplicado no início da estação chuvosa, devendo-se reaplicar visando melhores condições para atuação do fungo sobre as ninfas e adultos do inseto. Ainda, fungo entomopatogênico deve ser aplicado em pastagens com 25 a 40 cm de altura, com o objetivo de evitar a ação indesejável da radiação ultravioleta. A condição climática também é indispensável, com umidade relativa do ar acima de 60% e temperaturas de 25 a 27oC.

Entretanto, propõe-se o desenvolvimento desta pesquisa com o objetivo de avaliar a eficiência agronômica de bioinseticida a base do fungo M. anisopliae formulado em microescleródios e pó molhável, nas doses de 1,0 e 2,0 kg p.c. ha-1, no controle de ninfas de cigarrinhas das raízes.

Para tanto, será conduzido um experimento em pastagem de U. decumbens com histórico de ocorrência da cigarrinha-das-raízes, na região Noroeste do Estado de São Paulo, no período de dezembro de 2016 a abril de 2017.

O delineamento experimental será em blocos casualizados com seis tratamentos e quatro repetições. As unidades experimentais serão constituídas por área de oito metros de largura e dez metros de comprimento, totalizando 80m2.

Previamente, será efetuada amostragem para detecção de infestação e distribuição populacional da cigarrinha-das-raízes na pastagem. Posteriormente, ponderando a infestação de ninfas de cigarrinhas na área experimental, será realizada a aplicação dos produtos. Para o bioinseticida formulado em microescleródios, a aplicação deverá ser efetuada por atomizador costal motorizado, enquanto que para o bioinseticida na formulação pó molhável e o inseticida padrão tiametoxam + lambdacialotrina será utilizado pulverizador pressurizado a CO2, com barra equipada com quatro pontas de pulverização do tipo leque (XR 11003), espaçadas de 0,50m, sob pressão constante de 2,0 bar e volume de calda de 300 L ha-1.

A aplicação será conduzida no período da tarde (anoitecer), evitando radiação solar, ou seja, considerando condições climáticas (umidade relativa e temperatura) favoráveis à aplicabilidade de fungos entomopatogênicos, as quais deverão ser registradas na ocasião da aplicação.

O produto tiametoxam + lambdacialotrina (Engeo Pleno®), devidamente registrado para o controle de cigarrinha-das-pastagens, será utilizado como padrão de controle, ponderando recomendação técnica.

Em caso de reinfestação do inseto-praga na área experimental, poderá ser efetuada a reaplicação dos defensivos.

Para avaliação populacional da cigarrinha-das-raízes serão realizadas contagens quinzenais de ninfas em ponto amostral de 0,25 x 0,25m (0,0625m2) por parcela, aos 0, 15, 30, 45, 60, 75 e 90 dias após a primeira aplicação.

Os dados obtidos serão extrapolados para população de ninfas m2-1 e, submetidos à análise de variância pelo teste F e comparação de médias pelo teste de Duncan (P ≤ 0,05), utilizando o programa AgroEstat.

A porcentagem de eficiência dos defensivos no controle da cigarrinha das raízes em pastagem de U. decumbens, em relação à área sem aplicação de defensivo (testemunha), será calculada pela fórmula de Abbott (1925).

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  Marcelo Francisco Arantes Pereira / APTA      Apta Regional / IB

EFEITO DA TERAPIA COM CÉLULAS-TRONCO NA PRODUÇÃO OOCITÁRIA E EMBRIONÁRIA DE FÊMEAS BOVINAS E BUBALINAS

n° SGP 1546

Atualmente, 40,6% da produção mundial de embriões bovinos (1.275.874 embriões) é derivada de embriões in vitro (IETS, 2014). O Brasil é líder em tecnologia e na produção in vitro de embriões (PIVE). No entanto, alguns entraves ainda impedem o desenvolvimento sustentável dessa tecnologia, dentre eles a existência de indivíduos que apresentam reduzida PIVE. Na atualidade, a utilização de células-tronco tem apresentado resultados promissores na recuperação da funcionalidade de diversos órgãos. O transplante de células-tronco autólogas (provenientes do mesmo indivíduo) nos ovários pode aumentar a quantidade de folículos e melhorar a qualidade dos oócitos, com impacto positivo na PIVE. Ainda, existe a possibilidade do transplante de células-tronco alogênicas (provenientes de outro indivíduo), que permite a melhora quali-quantitativa dos oócitos com aumento direto na PIVE. Além disso, existe a possibilidade de que animais de baixo mérito genético produzam oócitos, embriões e consequentemente, indivíduos, provenientes de doadoras de alto valor genético. O presente projeto propõe investigar a produção oocitária e embrionária de fêmeas bovinas e bubalinas submetidas à terapia com células-tronco autólogas e alogênicas, tendo como objetivos: 1) determinar a população folicular ovariana; 2) avaliar a quantidade e qualidade dos oócitos recuperados; e 3) analisar a PIVE em fêmeas bovinas e bubalinas após o transplante de células-tronco autólogas e alogênicas nos ovários. A hipótese deste projeto é de que o transplante com células-tronco autólogas ou alogênicas nos ovários aumente a quantidade e a qualidade dos oócitos e consequentemente melhore a PIVE. Os resultados provenientes desses estudos poderão contribuir para a multiplicação de indivíduos com mérito genético e produtivo, com impacto na eficiência da indústria láctea e cárnea de bovinos. Além disso, servirão como base para pesquisas em humanos e animais, que visam a recuperação da reserva folicular ovariana e o restabelecimento da fertilidade.

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  Fabio Morato Monteiro      IZ

Caracterização de propriedades cafeeiras com relação às boas práticas agrícolas

n° SGP 1545

O sistema agroindustrial do café vem ao longo dos anos passando por significativas alterações, existindo por parte das grandes redes varejistas e dos consumidores uma crescente preocupação com a forma de produção em relação aos critérios socioambientais na cultura do café. Como consequência, existe uma demanda crescente por cafés sustentáveis certificados e o Brasil está entre os países produtores capazes de atender a esse segmento do mercado, sendo atualmente o maior fornecedor de cafés sustentáveis do mercado mundial. Para que se mantenha e possa expandir essa posição, faz-se necessária a implantação de políticas públicas e privadas no sentido de inserir novos cafeicultores nesse mercado de cafés diferenciados, exigindo ações que visem à adequação das propriedades agrícolas às Boas Práticas Agrícolas (BPAs). Essa adequação passa por programas de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), que devem ser realizados de acordo com o perfil ou desempenho dos cafeicultores, em dada região produtora. Nesse sentido, a separação em “clusters” surge como uma estratégia para viabilizar a certificação em grupos. 
O projeto possui quatro (4) Planos de Ação, com a participação de três (3) diferentes instituições consorciadas: IAC; UFLA e INCAPER.  O projeto prevê ações regionais nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Espirito Santo. Sob coordenação do IAC são dois planos de ação sendo um o Plano Gerencial e o outro "Caracterização de grupos de cafeicultores no Estado de São Paulo"
O objetivo do presente estudo é validar o procedimento metodológico de separação por cluster levando em consideração o desempenho de grupos de propriedades rurais em relação às BPAs no cultivo de café, visando à identificação de políticas de ATER, focadas nas necessidades desses agricultores.

 

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  Sérgio Parreiras Pereira      IAC

Título do Projeto: Levantamento e caracterização de espécies e raças de Xanthomonas spp em tomate de mesa nas principais regiões produtoras do Estado de São Paulo e avaliação da sensibilidade à casugamicina isolada e em associação com fertilizantes foliar

n° SGP 1544

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Poucos trabalhos foram feitos para caracterização de espécies de Xanthomonas spp em tomate para mesa.  A própria recomendação de produtos registrados para cultura e doença é genérica.  Consultando a base de dados do MAPA (Ministério da Agricultura  Pecuária e Abastecimento) para mancha-bacteriana o agente causal é citado como Xanthomonas vesicatoria sendo que 4 espécies estão envolvidas como causadoras de mancha-bacteriana e não se conhece para a região produtora de tomate in natura do Estado de São Paulo, que representa 25% da produção nacional, como  estas populações estão distribuídas e a sensibilidade ao tratamento químico.   Pereira (2010) faz uma ampla avaliação de isolados, para tomate de mesa, mas dos 81 isolados avaliados, somente 1 (CNPH 2008-35) é de São Paulo. Diversos autores estudaram a sensibilidade destes isolados à estreptomicina e cúpricos, mas uma nova busca de ativos, quer utilizados isoladamente ou em associação com outras linhas de produtos, tais como indutores de resistência, bioestimulantes ou fertilizantes abre uma nova frente de possibilidades,  paralelamente aos trabalhos de melhoramento genético e métodos culturais.  Dada a pouca disponibilidade de produtos registrados no mercado, a avaliação mais criteriosa da casugamicina, em associação com fertilizantes e indutores de resistência por ser uma alternativa, uma vez que, esta molécula encontra-se registrada para várias culturas no Brasil, entre elas o tomate, tem ação fungicida e bactericida e não se conhece as possíveis interações com fertilizantes foliares e indutores de resistência, que afetam vários processos fisiológicos e morfológicos nas plantas.  Um ponto que deve ser considerado é que este levantamento deve ser especifico para as macro-regiões produtoras de São Paulo aonde poderemos saber, em cada macro-região, quais são as espécies e raças envolvidas.
 

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  LUIS OTÁVIO SAGGION BERIAM      IB

Plataforma de Sistemas de Informações para a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA)

n° SGP 1543

O objetivo do projeto é o de proporcionar aos técnicos da instituição e usuários externos cadastrados, uma ampla gama de informações e conhecimentos atualizados e criar um espaço para promover o encontro de competências em ciência, tecnologia e inovação nas diversas áreas do conhecimento voltadas para a gestão dos agronegócios.

Este projeto refere-se a concepção e ao desenvolvimento de uma Plataforma de Sistemas de Informações para a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAASP).
A Plataforma irá reunir e integrar um conjunto de informações sobre pesquisadores, bases de dados e portais específicos em um único ambiente, além de hospedar outras ferramentas projetadas para geração de informação e conhecimento com acesso aos membros da instituição e usuários externos cadastrados, utilizando protocolos padrões de internet.

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  Orlando Melo de Castro      APTA

IDENTIFICAÇÃO DE BACTÉRIAS DO GÊNERO Dickeya CAUSADORAS DE QUADROS DE PODRIDÃO MOLE EM NÍVEIS ESPECÍFICOS E INFRA-SUBESPECIFICOS

n° SGP 1541

~~Há várias ocorrências da antiga E. chrysanthemi, num grande número de plantas hospedeiras, sem que se tenha feito a identificação em nível de patovar  ou então de biovar. Praticamente, todas as referências bibliográficas de ocorrências de Dickeya spp. em nosso país são anteriores a 2005, quando foi proposto o gêneroDickeya em substituição à antiga Erwinia chrysanthemi, subdividindo-o em seis novas espécies (chrysanthemi, dianthicola, dieffenbacheae, paradisíaca, parthenii e zeae),. Além disso, em 2014 também foi proposta a criação de uma nova espécie -  D solani. Da mesma maneira, as linhagens incorporadas à Coleção de Culturas do Instituto Biológico também apresentaram o mesmo problema e deverão ter sua identificação refeita, à luz das novas regras de identificação para o gênero. Todas essas linhagens tiveram a patogenicidade confirmada em seus respectivos hospedeiros homólogos. Essas linhagens deverão ser submetidas a testes bioquímicos com o objetivo de enquadrá-las dentro das novas espécies descritas (D. chrysanthemi, D. dadantii, D. dianthicola, D. dieffenbachiae, D. paradisíaca e D. zeae). Juntamente com a caracterização fenotípica, essas linhagens também serão estudadas pela técnica de análise de multilocus, baseada nos genes gyrB, recA, rpoD e dnaX, utilizando-se como padrões as linhagens tipo de cada uma das novas espécies de Dickeya, que estão incorporadas na Coleção de Culturas IBSBF. Além disso, também serão conduzidos testes biológicos, através de inoculações nos hospedeiros homólogos e enfoque especial deverá ser dado para as inoculações cruzadas entres as linhagens originárias de plantas ornamentais, com o objetivo de se determinar se há ou não especificidade entre linhagens/hospedeiros.

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  LUIS OTÁVIO SAGGION BERIAM      IB

ESTUDO DO EFEITO DE DE NITROGENIO POR HIDROPONIA EM CAFEEIROS COM MANCHA AUREOLADA

n° SGP 1540

A mancha aureolada do cafeeiro, descrita no Brasil pela primeira vez em 1956, era doença de importância secundária, causando problemas principalmente em viveiros, na produção de mudas, porém sem ter importância econômica. Nos últimos dez anos, essa bacteriose vem se tornando importante problema fitossanitário para a cultura, principalmente nos Estados de São Paulo e de Minas Gerais. Por se tratar de um problema relativamente novo, em cultura de interesse econômico para São Paulo, Minas Gerais e para o Brasil, ampliar os conhecimentos sobre a interação deste patógeno com o cafeeiro e com fatores que o favorecem ou desfavorecem é de suma importância.Observações prévias indicam que o excesso de nitrogênio pode aumentar a incidência da mancha aureolada em cafeeiros, e, embora este fenômeno seja conhecido em outras espécies, ainda não foi estudado para este patossistema.Já existem materiais genéticos de café com resistência total ou parcial à mancha aureolada, no entanto estes materiais ainda não foram estudados com relação ao seu comportamento quando submetidos à deficiência ou excesso de N.Há diferenças significativas de virulência entre linhagens, contudo é de grande importância relacionar estes dados e avaliar os efeitos da variação nutricional na severidade das linhagens.Estudos para avaliar o efeito de aumento ou redução do nitrogênio sobre a incidência da mancha aureolada, bem como sobre o comportamento de cultivares resistentes e suscetíveis em condições de falta ou excesso de nitrogênio poderão auxiliar o desenvolvimento de um manejo adequado para o controle desta moléstia, visando à sustentabilidade da cafeicultura brasileira.

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  LUIS OTÁVIO SAGGION BERIAM      IB

Prova de Ganho de Peso de Sertãozinho

n° SGP 1538

A Prova de Ganho de Peso de Sertãozinho (PGP) é um teste de desempenho individual onde os animais são avaliados por meio de um índice (IPGP) que leva em conta o ganho diário em confinamento e o peso final padronizado aos 378 dias. É um processo de eficiência comprovada para seleção de reprodutores, já que, tanto o ganho de peso, como o peso final, possuem herdabilidade alta, fazendo com que indivíduos que se destacam nesses atributos possam transmitir com grande probabilidade essas características a seus filhos. O Centro APTA Bovinos de Corte oferece, também, a oportunidade de avaliação da Eficência na Conversão de Alimentos. A avaliação consiste em um teste de desempenho individual onde os animais são avaliados por meio da característica Consumo Alimentar Residual (CAR). O CAR é baseado no consumo individual e no ganho de peso diário e possibilita a identificação de animais que para o mesmo ganho consomem menos alimento, diminuindo os custos de produção e tornando o sistema mais sustentável.

Normas de participação:

1.   O número mínimo de animais participantes por grupamento genético ou raça deve ser 20 (vinte) e ser representado por pelo menos dois criatórios.

2.   Sugere-se que a seleção dos animais para participarem da PGP seja decorrente do controle de desenvolvimento ponderal, realizado pela Associação respectiva. É importante que o criador interessado entre em contato com sua Associação no sentido de atender às exigências do item 3.

    3.  Os animais enviados à PGP deverão ser nascidos de 30 de agosto a 30 de novembro do ano anterior e controlados pelas respectivas Associações, comprovado por cópia do Certificado de Controle. Deverão ser identificados, de maneira clara e em local visível, bem como acompanhados de atestados de vacinações contra carbúnculo sintomático e aftosa, além de exame negativo para brucelose e tuberculose, bem como com informações sobre peso ao nascer.

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  Joslaine Noely dos santos Gonçalves Cyrillo      IZ

AVALIAÇÃO FENOTÍPICA DA EFICIÊNCIA ALIMENTAR E PRODUTIVA, E DO PERFIL METABÓLICO DE MATRIZES NELORE

n° SGP 1537

A avaliação da variação fenotípica da eficiência alimentar em vacas de corte é essencial para aumentar o conhecimento sobre o impacto do uso de animais mais eficientes na reprodução e produtividade. O objetivo do presente projeto é quantificar a variação fenotípica de características de eficiência alimentar de novilhas no período de lactação, a fim de elucidar o efeito da classe do consumo alimentar residual (CAR) em características de produção e reprodução de matrizes. Sessenta novilhas da raça Nelore (30 por ano) serão avaliadas durante a primeira produção (até desmama do primeiro bezerro), para determinação da eficiência alimentar (CARp-100 e CAR100-200) e das associações desta com tamanho esquelético, composição corporal (obtida por ultrassonografia), comportamento ingestivo (registrado pelo sistema de alimentadores inteligentes), temperatura da superfície da pele (obtida por termografia infravermelha), produção (peso do bezerro antes e após a mamada) e composição do leite, crescimento do bezerro até a desmama, e metabolismo endócrino, energético, proteico e mineral por meio de indicadores metabólicos. As fêmeas permanecerão 228 dias (28 dias adaptação + 200 dias parto ao desmame) em piquete com cochos de alimentador inteligente (Intergado, Contagem, MG, Brasil) para a avaliação do consumo de matéria seca (em 200 dias após o parto), e demais variáveis. A associação entre o valor genético genômico do CAR obtido na fase pós-desmama (CARANO) e CARp-100 e CAR100-200 também será determinada. Além disso, com o banco de dados histórico será avaliada a relação entre eficiência alimentar ao ano e posterior eficiência reprodutiva, por meio de comparações de médias e de correlações fenotípicas e genéticas entre CARANO e características reprodutivas (dias ao parto e perímetro escrotal dos machos). Os resultados gerados com o desenvolvimento do projeto são importantes para fomentar a avaliação, seleção e uso de animais de maior eficiência alimentar para produção de carne.

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  MARIA EUGENIA ZERLOTTI MERCADANTE      IZ

Comunidade Aquática e Monitoramento da Qualidade da Água da Área de Preservação Ambiental Permanente - APP do Parque Dr. Fernando Costa

n° SGP 1536

~~Estadual Dr. Fernando Costa, acompanhando a qualidade da água através da análise de parâmetros físicos e químicos e, da toxicidade utilizando-se o ensaio com o embrião de peixe Danio rerio. A pesquisa se dará por meio de coletas sazonais de amostras de água, de perifiton, zooplâncton, ictiofauna e registro fotográfico de anfíbios, com vistas à obtenção de informações para geração de um banco de dados das espécies presentes no sistema hídrico existente na APP do parque, visando a elaboração futura de um plano de manejo e recuperação dessa área. Visa também, disseminar as informações levantadas ao público em geral sob a óptica da educação ambiental. Os trabalhos serão realizados com metodologias apropriadas para coleta de organismos em lago, cujos números aferidos servirão de parâmetros para subsidiar estudos mais aprofundados.~~Na cidade de São Paulo, informações acerca de dados científicos e a identificação de espécies aquáticas em parques urbanos são escassas mesmo tratando-se de áreas protegidas pela legislação, como em áreas de proteção permanente - APP. Também é grande a falta de fiscalização e controle do abandono de espécies exóticas e não nativas em ambientes como parque e praças, revelando uma necessidade grande de melhores proposições para educação ambiental e manejo das áreas de conservação do município. O presente trabalho visa minimizar as lacunas nesse segmento, tratando de realizar um levantamento dos organismos da comunidade aquática (perifiton, zooplâncton e ictiofauna) da Área de Preservação Permanente do Parque

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  Cíntia Badaró Pedroso      IP

Efeitos in vitro e in vivo de fungicidas no desenvolvimento de Aphanomyces spp. em ovos de Danio rerio

n° SGP 1535

~~Resumo da proposta (até 1.600 caracteres):
O oomiceto mais comum que acomete os peixes é do gênero Saprolegnia spp., porém outros   menos conhecidos causam infecções semelhantes como aqueles pertencentes ao  gênero Aphanomyces ssp. A matéria orgânica proveniente de ovos mortos, excretas e resto de alimentos aliada a baixa qualidade da água constituem os fatores principais para a proliferação desses organismos.  Os oomicetos são conhecidos como mofos aquáticos por serem saprófagos, mas não são mais considerados fungos. Atualmente eles pertencem ao reino Chromista. Após 2004, o filo Oomycota foi designado a este novo reino, devido as  características da substância da parede celular e dos zoósporos, que os diferenciam dos fungos verdadeiros. Os produtos mais utilizados com ação “fungicida” são o peróxido de hidrogênio, formaldeído, azul de metileno, permanganato de potássio, cloreto de sódio e bronopol. O objetivo principal do presente projeto é avaliar a ação fungicida do bronopol, azul de metileno, peróxido de hidrogênio e formol no desenvolvimento das hifas de Aphanomyces spp., em meio de cultura e nos ovos de Danio rerio, verificando-se a eclosão e viabilidade dos mesmos. Os experimentos serão realizados em três etapas. Na etapa I o fungo será isolado, identificado e cultivado em ágar levedura, após a coleta dos mesmos em ovos de D. rerio e na água de cultivo. Na etapa II serão realizados ensaios in vitro, em delineamento experimental inteiramente casualizado com 7 tratamentos (concentrações dos produtos na solução aplicada nos poços) e três repetições, onde serão medidos os halos de inibição das diferentes concentrações dos fungicidas no crescimento das hifas de Aphanomyces ssp., em poços de 5mm de diâmetros feitos em placas de Petri e meio de cultura específico. Na etapa III, serão feitos ensaios in vivo com ovos recém fertilizados de D. rerio oriundos do Laboratório de Criação de Danio rerio pertencente a Unidade Laboratorial de Referência em Patologia de Organismos Aquáticos do Centro de Pesquisa em Aquicultura (CPA), expondo os ovos à concentrações subletais dos fungicidas em placas com 24 poços e 2ml de solução por um período de 96 horas. Os dados dos ensaios in vitro serão submetidos à ANOVA após à análise de normalidade e homogeneidade de variância e, posteriormente, suas médias serão comparadas pelo teste de Tukey. Nos ensaios in vivo, a diferença entre as concentrações testadas será verificada através de estatística paramétrica, visando a determinação da CENO (concentração mais elevada que estatisticamente não teve efeito observado significativo) e CEO (concentração que estatisticamente provocou um efeito observado significativo), utilizando-se o programa estatístico TOXSTAT.
                                                 

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  Cíntia Badaró Pedroso      IP
  Sobre

O SGP (Sistema de Gestão de Pesquisa) foi implementado em todas as unidades APTA, para centralizar o controle de todos os projetos desenvolvidos sob sua supervisão. [Ler mais]

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