Projetos APTA no Departamento de Descentralização do Desenvolvimento, Polo Regional Centro Sul

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INOVAÇÃO TECNOLÓGICA PARA O AGRONEGÓCIO PAULISTA ILPF APTA REGIONAL 2017 - 2027

n° SGP 1895

A Bioeconomia propõe Sistemas agropecuários de produção sustentável, que contribuam para a melhoria da qualidade do solo, uso racional da água e que possa mitigar a emissão de gases de efeito estufa, o que são essenciais na agricultura moderna. A Integração-Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) é o sistema de produção que objetiva a recuperação de áreas degradadas, utilizando-se a agricultura, com a finalidade de produção de grãos para minimizar os custos operacionais para a recuperação das pastagens e, o aproveitamento dos nutrientes residuais na formação da nova pastagem. Além, da lavoura e da pastagem, utiliza-se o fator arbóreo, com proposta para o incremento de renda da propriedade, dos índices de produção animal. Com o presente cenário, este tem por objetivo avaliar os espaçamentos entre linhas de plantas, atributos físicos, químicos e biológicos do solo, teor de água no solo, além da produção de massa de matéria seca da parte aérea e radicular da forragem em sistemas integrados de produção. O projeto com 6 (seis) experimentos serão realizados em Unidades de Pesquisas (Presidente Prudente, Andradina, Colina, Brotas e Pindamonhangaba) pertencente a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios – APTA e mais uma área de referência na Unidade do DSMM da CATI, em Ataliba Leonel – Mandurí, SP., de Novembro de 2017 a Novembro de 2019 em diferentes tipos de solos. O delineamento experimental utilizado será em Faixas, com quatro repetições e compostos por cinco tratamentos: T1 – integração lavoura-pecuária, sem o componente arbóreo (pleno sol); T2 – sistema agrossilvipastoril, com sombreamento de 1 linha de eucalipto, com densidade de 250 arvores/ha (T20); T3 - sistema agrossilvipastoril, com sombreamento de 1 linha de eucalipto, com densidade de 125 arvores/ha (T40); T4 - sistema agrossilvipastoril, com sombreamento de 1 linha de eucalipto, com densidade de 62 arvores/ha (T80); T5 – sistema agrossilvipastoril, com sombreamento de 1 linha de eucalipto, com densidade de 32 arvores/ha (T160). Serão efetuadas avaliações: desenvolvimento inicial das plântulas de eucalipto, atributos químicos e físicos do solo, teor de água e sistema radicular das plantas cultivadas e produção de forragem em quatro espaçamentos a partir das linhas de eucalípto (1,0; 2,0; 4,0 e 8,0 metros). Os resultados obtidos serão submetidos à análise de variância e as médias comparadas pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade.

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  SILVIO TAVARES      Apta Regional / IZ

Aceleração da fase de decomposição de processo de compostagem de lodos de esgoto e agroindustriais visando o uso dos compostos na agricultura

n° SGP 1822

Após longo e custoso processo de tratamento de efluentes sanitários, agroindustriais e das atividades pecuárias como a bovinocultura e suinocultura, o lodo gerado é invariavelmente destinado a aterros, pois normalmente não atende normas para uso direto em solos agrícolas, necessitando de pós-tratamento para sua melhoria. Há tecnologias importadas como a secagem térmica e incineração que utilizam altas temperaturas, elevados gastos energéticos, e geram gases tóxicos que necessitam de tratamentos. Há perdas de matéria orgânica, carbono, nitrogênio e enxofre que empobrecem o resíduo para uso agrícola. O lodo seco/incinerado é encaminhado a aterros sanitários. Alternativa para o pós-tratamento seria o processo de compostagem tradicional, que é muito eficiente, produzindo compostos de alta qualidade para agricultura. Contudo, o processo demanda enormes áreas de pátio, especialmente na fase de decomposição que consome metade do prazo para produção do composto, que é de 120 dias. Há custos operacionais com máquinas/operadores para condução do processo, e exposição de funcionários a riscos de contaminação. Neste cenário, foi desenvolvida e está sendo comercializada a máquina recicladora de lixo 5Ecos, aceleradora de compostagem. Restos de alimentos e hortifrutis processados em 24h resultam em produto cuja caracterização física assemelha-se a composto orgânico, com teores de água de 5-15%, eliminando vetores como insetos e facilitando seu manuseio e transporte. Contudo, a caracterização química dos compostos e testes de germinação mostra a impossibilidade de seu uso como substrato de planta, composto ou condicionador de solos. O desafio desta proposta é preencher essa lacuna no mercado brasileiro, no que concerne ao pós-tratamento de resíduos sólidos, desenvolvendo um protocolo para realizar a fase de decomposição de resíduos inteiramente dentro do equipamento, cujas características de construção assemelhasse a reator aeróbio, e gerar compostos orgânicos, reciclando nutrientes e reduzindo custos com fertilizantes químicos na produção agrícola. A fase de humificação da compostagem poderá ser conduzida no equipamento e/ou em pilhas no campo, demandando áreas menores de pátio e baixos custos operacionais. Para tanto serão confrontados 03 cenários de compostagem: (i) máquina recicladora 5Ecos; (ii) pilhas no campo; (iii) ensaio de respirometria no laboratório. Os ensaios serão conduzidos concomitantemente, utilizando 03 lodos (esgoto, agroindustrial e suinocultura) e 02 materiais estruturantes (poda de árvore de cidade triturada e bagacilho/maravalha), que serão balanceados com relação C/N em torno de 30/1 e teor de água de 50%, totalizando 36 tratamentos. Dados de temperatura e umidade serão coletados diariamente norteando o revolvimento e irrigação dos materiais, além do monitoramento constante dos teores de matéria orgânica, C, N-total, N-NO3-, N-NH4+, e demais nutrientes de plantas, metais pesados, coliformes termotolerantes, Salmonella sp, ovos de helmintos e cistos de protozoários, e grau de humificação. Vencidos os desafios tecnológicos e científicos da proposta, tais parâmetros diários compilados servirão como banco de dados para Fase II da proposta, que visará automação total da máquina e reformulação do processo, por meio de software que coordene a detecção de temperatura e umidade por meio de sensores, a coleta instantânea de amostras, e determinações automáticas dos elementos que balizam a compostagem por meio de técnicas fotônicas.

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  Edna Ivani Bertoncini      Apta Regional / IAC

AÇÃO DO NPK ENRIQUECIDO COM X-TEND B-CON NO VIGOR E NA PRODUTIVIDADE DA CANA-DE-AÇUCAR: EXPERIMENTO CASA DE VEGETAÇÃO E EM CAMPO

n° SGP 1659

1. HIPÓTESE:

A aplicação da fonte X-TEND B-CON irá favorecer a brotação precoce das gemas de cana-de-açúcar, oferecendo maior vigor e arranque inicial do sistema radicular e parte aérea quando comparada apenas a fertilizante convencional no sulco do plantio. Na soqueira irá permitir melhoria do perfilhamento e consequentemente a produtividade e qualidade de colmos.

 

2. OBJETIVO:

Avaliar efeito da fonte X-TEND B-CON (fertilizante organomineral), de acordo com as doses estabelecidas do produto, sobre desenvolvimento prévio da brotação, vigor e arranque inicial da parte aérea e sistema radicular das gemas cana-de-açúcar quando comparadas ao tratamento controle: Experimento de casa de vegetação. As gemas serão provenientes da parte inferior ou mediana do colmo. No experimento de campo e em cana soca serão avaliados o perfilhamento e a produtividade e qualidade tecnológica dos colmos.

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  André Cesar Vitti      Apta Regional / IAC

Determinação da Curva de Crescimento para Validação Genética de Duas Linhagens de Suínos

n° SGP 1562

A carne suína no Brasil é produzida com tecnologia, não deixando nada a desejar aos países desenvolvidos, sendo que cientistas e indústria trabalham concomitantemente com o objetivo do aprimoramento dos sistemas produtivos, atendendo assim tanto os anseios tecnológicos do complexo agroindustrial quanto às exigências dos consumidores.

Em 2010 a suinocultura brasileira foi representada por mais de 50 mil produtores com um plantel de 1,65 milhões de matrizes tecnificadas. Produziu o equivalente a 3,24 milhões de toneladas, exportou 1,34 bilhões de dólares, gerou um milhão de empregos na cadeia e a nível mundial é classificada como quarto maior produtor e quarto maior exportador de carne suína. Em 1970 o plantel era de 31,5 milhões de cabeças e a produção havia sido de 705 mil toneladas. Em 2010, com 34 milhões de cabeças a produção aumentou para 3,24 milhões de toneladas. Portanto em 36 anos o crescimento do plantel foi de apenas 7,94% enquanto que a produção aumentou 360% (PORKWORLD, 2010). Em 2014 o Brasil tinha um rebanho de 37,9 milhões cabeças e produziu mais de 3,43 milhões de toneladas (IBGE, 2016).

Esses números exemplificam a evolução tecnológica do setor nesse período, graças a um forte trabalho nas áreas de genética, nutrição e manejo, melhorando a produtividade, o peso ao abate e as características da carcaça e da carne. Dentre os fatores que contribuem na evolução da suinocultura destaca-se o melhoramento genético que visa produzir animais com maior precocidade sexual e capacidade reprodutiva; maior velocidade de crescimento, maior eficiência alimentar e maior rendimento de carne. Na suinocultura nacional atual, os programas de melhoramento genético e de plano nutricional de suínos têm enfatizado a deposição de carne magra, em detrimento à gordura, a fim de satisfazer a demanda de um mercado cada vez mais competitivo.

Como destacaram Resende et. al. (2008) a eficiência dos programas de melhoramento genético depende basicamente de duas ações do geneticista: a criação e a identificação de genótipos superiores. E, em ambas as ações, a seleção desempenha papel fundamental na definição dos cruzamentos a serem realizados, visando a criação de novos genótipos e, na indicação dos indivíduos superiores a serem usados comercialmente ou em novos ciclos de seleção.   

Para verificação do potencial genético, as análises de dados de medidas repetidas são de fundamental importância na produção animal, pois incluem as situações em que as unidades experimentais ou indivíduos, de diferentes subpopulações ou tratamentos (sexo, raça, entre outros), são analisados ao longo de diversas condições de avaliação (tempo, doses etc). E, as curvas de crescimento na produção animal, destacam-se entre essas análises de medidas repetitivas, pois relacionam os pesos (y) e as idades (t) dos animais, por meio de modelos não-lineares (Davidian e Giltinan, 1996; Paz, 2002).

Dentre as diversas aplicações das curvas de crescimento na avaliação da produtividade animal, pode-se ressaltar: a) resumir em três ou quatro parâmetros, as características de crescimento da população, pois alguns parâmetros dos modelos não-lineares utilizados possuem interpretação biológica; b) avaliar o perfil de respostas de tratamentos ao longo tempo; c) estudar as interações de respostas das subpopulações ou tratamentos com o tempo; d) identificar em uma população os animais mais pesados em idades mais jovens; essas informações podem ser obtidas investigando-se o relacionamento entre o parâmetro k das curvas de crescimento, que expressam a taxa de declínio na taxa de crescimento relativa, e o peso limite do animal ou peso assintótico (Sandland & Mcgilchrist, 1979; Draper & Smith, 1980; Davidian & Giltinam, 1996); e) obter a variância entre e dentro de indivíduos de grande interesse nas avaliações genéticas (Mansour et al., 1991).

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  SIMONE RAYMUNDO DE OLIVEIRA      Apta Regional / IZ

DETERMINAÇÃO DE PROCESSO DE SECAGEM DE FOLHAS DE OLIVEIRA (Olea europaea L.)

n° SGP 1299

Introdução

As oliveiras conhecidas cientificamente como Olea europaea L., família Oleaceae., são árvores nativas da parte oriental do Mar Mediterrâneo. O chá das folhas de oliveiras possui grandes quantidades de potássio, magnésio, maganês, fósforo, selênio, cobre e zinco, sendo considerado 300% mais poderoso que o chá verde. Possui ação antioxidante sendo indicado em afecções cardiovasculares, hipertensões moderadas, prevenção de arteriosclerose além de possuir efeito diurético, ação hipotensora, hipoglicemiante, antisséptico, antiobiótico, antipirético e simpaticolítico. O chá também pode ser utilizado no alívio do cansaço, fadiga, estresse, prisão de ventre, e auxilia no fortalecimento dos cabelos, unhas e sobre a pele, diminuindo marcas de expressão (GEORGIA, 2016).

A nutricionista Lucilia Diniz (DINIZ, 2016) afirma em seu blog que estudos da University of Michigan Health System apontam evidências de que a substância oleuropeína limpa o açúcar do sangue, ou seja, a infusão age com muito rigor nas gorduras acumuladas na região abdominal. As substâncias minerais presentes em alta concentração nas folhas são altamente antioxidantes, sendo ultra eficientes contra o envelhecimento e ainda estimulantes do metabolismo, que elimina gorduras com mais rapidez. Ela ainda arrisca recomendar que para o chá começar a mostrar seus benefícios, o indicado é que se ingira de 3 a 4 xícaras por dia, em um período de 3 a 4 meses.

De acordo com estudos de Brown et al. (2010), de Bock et al. (2013), El & Karakaya (2009), Soler-Rivas et al. (2000), Mijatovik et al. (2011) e Dekanski et al. (2009) é possível listar os 10 maiores benefícios do chá de oliveira para boa forma e saúde, e entender para que serve e quais propriedades se destacam.

1. Auxilia no emagrecimento

A folha de oliveira é rica em diversos compostos (sendo o principal a oleuropeína) que estão presentes em quantidades bem menores no óleo de oliva, motivo pelo qual as propriedades do chá de oliveira podem ser um pouco diferentes daquelas do azeite. É possível afirmar que o chá de oliveira pode ajudar a emagrecer por 3 motivos:

a) Diminuição das inflamações - ainda que mais pesquisas sejam necessárias, o mais importante estudo sobre os efeitos da folha de oliveira no emagrecimento foram feitos na Universidade de Southern Queensland, na Austrália. No artigo publicado em 2010 no American Journal of Nutrition, pesquisadores afirmam terem descoberto importantes propriedades do extrato de folha de oliveira na luta contra o sobrepeso. Para a Dra. Lindsay Brown, pesquisadora que liderou o estudo, as folhas de oliveira podem ajudar a emagrecer graças às suas propriedades anti-inflamatórias, uma vez que as inflamações são umas das maiores vilãs do sobrepeso.

b) Aumento da sensibilidade à insulina - em um estudo feito com pessoas acima do peso, a suplementação com extrato de folhas de oliveira (com alta concentração de oleuropeína e hidroxitirosol) feita durante seis semanas foi responsável por um aumento de 15% na sensibilidade à insulina. E apesar de haver menos insulina em circulação, ainda assim os níveis de glicose na corrente sanguínea chegaram a cair quase que pela metade, evidenciando a atuação da folha de oliveira no controle da glicemia sanguínea. Na prática, menos insulina significa um menor acúmulo de gordura na região abdominal e uma necessidade também menor de consumir mais calorias para regular os níveis de glicose.

c) Aceleração do metabolismo - ainda que o mecanismo de ação não seja totalmente conhecido, acredita-se que o chá de oliveira estimule o metabolismo devido à sua atuação na glândula tireoide e nas catecolaminas, que são neurotransmissores (como a adrenalina e a noradrenalina) secretados pela glândula suprarrenal e que podem acelerar a queima de gorduras. Por esse motivo, diz-se que o chá de oliveira queima gorduras, pois o metabolismo acelerado exige mais energia, e se esta não chega através da alimentação, o corpo é obrigado a retirá-la do excesso de gordura.

2. Protege o coração

Além de colaborar com a perda de peso, podemos dizer que esse é um dos maiores benefícios do chá de oliveira: a diminuição dos riscos de complicações cardíacas. Alguns dos compostos presentes na folha da oliveira inibem a oxidação do LDL – o mau colesterol – e evitam assim que ele se deposite nas paredes das artérias, causando arteriosclerose e infarto.

3. Controla a Pressão

Os compostos fitoquímicos do chá de oliveira (sobretudo a oleuropeína) também reduzem as inflamações (que por sinal são a maior causa de doenças cardíacas) e estimulam a circulação, relaxando as artérias e causando uma diminuição na pressão arterial. Além de evidentemente reduzir os riscos de condições associadas à pressão alta, esses benefícios do chá de oliveira também trazem mais proteção ao coração, que poderá se ver livre de variações no fluxo sanguíneo e também nas arritmias.

4. Diminui o Colesterol

A oleuropeína, substância encontrada na folha de oliveira, reduz a oxidação das lipoproteínas de baixa densidade – ou LDL, o colesterol ruim. Ao ser oxidada, a molécula de colesterol vai diretamente para a parede das artérias, onde irá estimular o acúmulo de células inflamatórias e causar a formação de uma placa, o que, como já vimos, poderá eventualmente causar entupimento do vaso sanguíneo e provocar um infarto.

5. Protege o Fígado

Mais um dos benefícios do chá de oliveira para quem está precisando emagrecer é a sua propriedade hepatoprotetora, ou seja, o chá mantém o fígado trabalhando de maneira adequada, o que evita o acúmulo de gordura no órgão (condição conhecida como esteatose hepática) e permite que as toxinas sejam eliminadas de maneira eficiente.

6. Previne o Envelhecimento Precoce

O chá de oliveira é rico em antioxidantes que protegem o corpo contra a ação dos radicais livres, prolongando assim a saúde e prevenindo o envelhecimento precoce. Nas folhas de oliveira podemos encontrar os antioxidantes resveratrol (o mesmo que também está presente na uva), tirosol, oleuropeína e hidroxitirosol, sendo estes dois últimos dois dos fitoquímicos mais importantes para nossa saúde. Embora pouco conhecido, o hidroxitirosol é certamente merecedor de mais atenção por nossa parte, uma vez que seu potencial antioxidante é maior inclusive que o do chá verde. Apesar da importância das duas bebidas, o hidroxitirosol tem uma capacidade de absorção de radicais livres 10 vezes maior que a do chá verde.

7. Fortalece o Sistema Imunológico

Alguns compostos encontrados na folha de oliveira (oleuropeína, hidroxitirosol, flavonóides e polifenóis) são responsáveis pelo fortalecimento das linhas de defesa do organismo contra vírus, fungos e bactérias. Assim, o consumo regular de chá de oliveira pode fortalecer o sistema imunológico e auxiliá-lo na prevenção e combate a diversas doenças, como herpes, pneumonia, gripe, infecções dentárias e de ouvido.

8. Combate a Osteoporose

Em um estudo publicado recentemente na revista “Osteoporosis International” pesquisadores demonstraram que a oleuropeína presente nas folhas de oliveira foi capaz de estimular tanto um aumento do número quanto da atividade das células ósseas (osteoblastos). Ainda de acordo com os responsáveis pelo estudo, a oleuropeína pode ser utilizada para aumentar a produção de osteoblastos, o que por sua vez pode prevenir a perda de massa óssea associada ao envelhecimento e também à osteoporose.

9. É um diurético natural

Estudos têm evidenciado outra propriedade da oleuropeína: sua capacidade para atuar como um diurético natural. O consumo regular de chá de oliveira pode ajudá-lo a reduzir a retenção de líquido e também aumentar a eliminação de toxinas – dois fatores importantes para quem está precisando perder peso. E graças às suas propriedades antibacterianas e antivirais, o chá de oliveira pode atuar na prevenção e tratamento das infecções urinárias e dos cálculos biliares.

10. Possui Propriedades anti-inflamatórias

Os mesmos flavonoides que fornecem tantos outros benefícios do chá de oliveira também conferem a ele propriedades anti-inflamatórias. E você já sabe que, ao reduzir inflamações no corpo, você pode diminuir significativamente as causas e os sintomas de inúmeras doenças, como a dor crônica, artrite, doença cardíaca e até mesmo alguns tipos de câncer.

Objetivo

O objetivo do estudo é avaliar o processo de secagem de folhas de oliveira em secador de bandeja de gabinete, com circulação e renovação de ar.

Metodologia

As folhas recém-colhidas serão encaminhadas ao laboratório de pós-colheita e processamento do Polo Centro Sul/APTA sendo então lavadas em água corrente. O excesso de água será removido por agitação dos galhos e as folhas serão separadas manualmente. A seguir, serão pesadas porções de 100g de amostras de folhas colocadas em sacos de papel Kraft, sendo separadas quatro amostras para controle, o qual será pesado de hora em hora até 12 horas de secagem a 40ºC em secador de bandeja de gabinete, com circulação e renovação de ar. Também serão preparadas amostras em triplicata que serão retiradas de hora em hora para determinação da umidade e consequentemente da curva de secagem das folhas.

Todo esse material será submetido à análise de sólidos totais e umidade, além de cinzas pelas seguintes metodologias:

a) teor de sólidos totais (%): determinado pelo método gravimétrico no 964.22 da AOAC, 2000;

b) teor de umidade (%): determinado por diferença do numeral 100 e o teor de sólidos totais;

c) cinzas (%): pelo método gravimétrico nº 940.26 da AOAC (1997).

Paralelamente, será efetuada a secagem natural, por exposição ao sol, procedendo-se da mesma maneira no preparo do material, o qual será arranjado em superfície limpa até secagem completa das folhas.

Referências

AOAC.  ASSOCIATION OF OFICIAL ANALYTICAL CHEMISTS.  Official methods of analysis.  16th ed. Washington D.C.: AOAC, 1997. v.2.

AOAC. Association of Official Analytical Chemists. Official methods of analysis.  Edited by Patricia Cunniff .17th ed., v.2., cap.37, 42 e 44, 2000.

BROWN, L; CAMPBELL, F.; POUDYAL, H. Olive leaf extract attenuates cardiac, hepatic, and metabolic changes in high carbohydrate–, high fat–fed rats. The Journal of Nutrition (2010) n.140, p.946-953 (may). doi:10.3945/jn.109.117812.  Disponível em http://jn.nutrition.org/content/140/5/946.full.

de BOCK M.; DERRAIK, J.G.; BRENNAN C.M.; BIGGS, J.B.; MORGAN, P.E.; HODGKINSON, S.C.; HOFMAN, P.L.; CUTFIELD, W.S. Olive (Olea europaea L.) leaf polyphenols improve insulin sensitivity in middle-aged overweight men: a randomized, placebo-controlled, crossover trial. PLoS One (2013), v.8, n.3. doi: 10.1371/journal.pone.0057622. Disponível em http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23516412.

DEKANSKI, D.; JANICIJEVIC-HUDOMAL, S.; TADIC, V.; MARKOVIC, G.; ARSIC, I.; MITROVIC, D.M. Phytochemical analysis and gastroprotective activity of an olive leaf extract. Journal of the Serbian Chemical Society (2009), v.74, n.4, p.367 (apr.). Disponível em http://connection.ebscohost.com/c/articles/39342378/phytochemical-analysis-gastroprotective-activity-

DINIZ, L. O poder do chá de folha de oliveira. Acessado em 22/08/2016. Disponível em http://luciliadiniz.com/o-poder-cha-de-folha-de-oliveira/

EL, S.N.; KARAKAYA, S. Olive tree (Olea europaea) leaves: potential beneficial effects on human health. Nutrition Review (2009), n.67, p.632–638. Disponível em http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19906250.

GEORGIA, N. Chá de oliveira – para que serve? Acessado em 11/08/2016. Disponível em http://www.remedio-caseiro.com/cha-de-oliveira-para-que-serve/

MIJATOVIC, S.A.; TIMOTIJEVIC, G.S.; MILJKOVIC, D.M.; RADOVIC, J.M.; MAKSIMOVIC-IVANIC, D.D.; DEKANSKI, D.P.; STOSIC-GRUJICIC, S.D. Multiple antimelanoma potential of dry olive leaf extract . Intitute of Journal of Cancer (2011), v.128, n.8, p.1955-1965 (apr.). doi: 10.1002/ijc.25526.. Disponível em http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20568104.

SOLER-RIVAS, C.; ESPIN, J.C.; WICHERS, H.J. Oleuropein and related compounds. Journal of Science and Food Agriculture (2000), v.80, n.715, p.1013–1023 (may). Disponível em  http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/%28SICI%291097-0010%2820000515%2980:7%3C1013::AID-JSFA571%3E3.0.CO;2-C/abstract.

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  Patricia Prati      Apta Regional / ITAL

Avaliação fitotécnica de clones de cana-de-açúcar obtidos pelo Programa Cana do IAC

n° SGP 1246
Essa pesquisa consiste no trabalho de Elaine Cristina Batista, aluna de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Sanidade, Segurança Alimentar e Ambiental, do Instituto Biológico, sob minha orientação. Trata-se de projeto multidisciplinar e multi-institucional, envolvendo o Polo Regional Centro Sul (Dra. Luciana Ap. Carlini-Garcia), o Instituto Biológico (Elaine C. Batista) e o Centro de Cana do IAC (doutores Marcos G.A. Landell, Mauro A. Xavier e Luciana R. Pinto) e o agrônomo Marcio A. P. Bidóia, também do Centro de Cana.
Trata-se análise, por meio de abordagem de modelos mistos, dos dados referentes à avaliação do desempenho de 39 clones de cana-de-açúcar, obtidos pelo Programa Cana IAC-APTA, em três localidades na região produtora de Ribeirão Preto-SP, durante três cortes (anos). Serão estimados os valores genotípicos de cada clone em cada ambiente (combinação locais x cortes) e na média dos ambientes, para fins de seleção, bem como será estudada a interação genótipos x ambientes. Os clones selecionados poderão resultar em novas cultivares, que venham atender às demandas do setor sucroalcooleiro.
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  Luciana Aparecida Carlini Garcia      Apta Regional / IAC

Adubação nitrogenada consecutiva em áreas colhidas sem queima: Experimento de longo prazo

n° SGP 1205

O objetivo desse trabalho esta sendo em avaliar as alterações em longo prazo da adubação nitrogenada no solo e nas plantas de cana-de-açúcar e a influência do efeito residual e aproveitamento do N-fertilizante na resposta da cultura garantido a sustentabilidade do sistema de produção: aspectos agronômicos, econômicos e ambientais. O experimento foi implantado em Piracicaba-SP, no delineamento de blocos ao acaso e 4 repetições, em março/2007 com o cultivar IACSP92-1099 desenvolvida no Pólo Centro Sul, APTA. Doses de N-fertilizante foram aplicadas após a brotação da 1ª soqueira (0, 60, 120 e 180 kg ha-1) e os tratamentos foram reaplicados durante quatro soqueiras, até a colheita da 4ª soqueira em setembro/2012. Nesse período foi desenvolvida a tese de doutorado de Helio Antonio Wood Joris, intitulada: “Nitrogênio na produção de cana-de-açúcar: aspectos agronômicos e ambientais”. Nessa tese foram avaliadas as alterações no solo, acúmulo de macronutrientes e produtividade de colmos. No último ciclo, entre outubro/2011 e setembro/2012, as parcelas foram divididas para avaliação da inoculação com bactérias diazotróficas e aplicação de 100 kg ha-1 de N em cada tratamento de adubação nitrogenada em longo prazo, com implantação de microparcelas e aplicação de 15N-sulfato de amônio para avaliação do aproveitamento do N-fertilizante pelas plantas. Com correção adequada do solo, a adubação nitrogenada promoveu melhorias nas condições químicas do solo. O acúmulo de nutrientes aumentou com as doses de N aplicadas, e a ordem de acúmulo dos nutrientes foi K>N>Ca>Mg>S>P. Em todas as soqueiras avaliadas, ocorreu aumento linear na produtividade de colmos, com um incremento médio de 175 kg de colmos para cada kg de N-fertilizante aplicado. Considerando o balanço de entradas e saídas de N do sistema, a quantidade média necessária para reposição do N exportado foi 69 kg de N ha-1 ciclo-1, que representa 38,3% da maior dose aplicada (180 kg ha-1). A inoculação com bactérias diazotróficas beneficiou a nutrição mineral das plantas, porém resultou em produtividade de colmos inferior à aplicação de N-fertilizante. O aproveitamento de 15N-fertilizante foi maior nas condições de ausência de aplicação de N nas soqueiras anteriores (44,2%) que nas doses 60 (34,3%), 120 (24,8%) e 180 (31,8%). A inoculação com bactérias diazotróficas não substitui a adubação nitrogenada. O solo é a principal fonte de N para as plantas de cana-de-açúcar, porém a obtenção de altas produtividades depende de doses elevadas de N-fertilizante para a manutenção do sistema.

Após esse ciclo de 4 socas com reaplicação de doses de N nos respectivos tratamentos, as parcelas foram mantidas e foi reinstalado o experimento com a variedade IACSP95-5094 que já ocorreu o ciclo de cana-planta (safra 2013-14) com tratamentos contendo quatro doses de N, 0, 30, 60 e 90 kg/ha e na cana soca (safra 2014/2015) as doses de N foram mantidas como no primeiro ciclo(0, 60, 120 e 180 kg/ha de N). Atualmente (2016) a cultura já esta na segunda soca (colheita do terceiro corte prevista para agosto/setembro de 2016). 

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  André Cesar Vitti      Apta Regional / IAC

Fatores Determinantes nas Diferenças Regionais na Contribuição do Rendimento e da Área na Produção Agrícola Paulista, 1983 a 2015.

n° SGP 1184

Este artigo procurará medir o crescimento da produtividade das principais culturas, nos 40 EDRs do Estado de São Paulo, no período 1983 a 2015. Tem por objetivo determinar as diferenças regionais de rendimento agrícola de uma mesma atividade e as contribuições das participações da produtividade da terra e da área para a produção agrícola. Tendo em vista que no período proposto o setor agropecuário passou por transformações quer pela adoção de tecnologias modernas poupadoras de terra, como também da especialização regional em determinadas atividades agrícolas conforme pode ser observado no trabalho de Olivette et al (2003) o qual estudou o crescimento da produtividade das 15 principais culturas, nas regiões administrativas do Estado de São Paulo, no período 1983 a 2002.

              A busca de geração e adoção de inovações tecnológicas é o grande mecanismo para a criação de oportunidades de crescimento do setor agropecuário a longo prazo. Dadas a inexistência de fronteiras agrícolas no Estado de São Paulo, a heterogeneidade dos solos e a consequente utilização de áreas de baixo potencial de produção, é de suma importância avaliar como ocorreu o desenvolvimento da agricultura paulista em suas diferentes regiões, sendo a produtividade das lavouras um dos indicadores existentes para aferir esse progresso tecnológico.

              Assim, o conhecimento das possíveis diferenças regionais de rendimento agrícola de uma mesma atividade e a contribuição dessa participação da produtividade no crescimento da produção é um indicador no estabelecimento das diferentes estratégias tanto no processo de geração quanto no de adoção de tecnologia para o setor rural (VEIGA FILHO e NEGRI NETO, 2002).

              O objetivo especifico deste estudo consiste em um exercício analítico sobre as tendências empíricas observáveis, nas últimas décadas, na produção agrícola paulista, em suas diversas regiões. Para tanto, serão calculadas e analisadas as contribuições da área e da produtividade da terra para a expansão ou retração da produção dos principais produtos agrícolas quanto ao valor da produção do Estado de São Paulo, dos 40 Escritórios de Desenvolvimento Rural (EDRs), no período 1983 a 2015.

As informações sobre a área e a produção agrícola no Estado de São Paulo, no período 1983 a 2015, para os 40 EDRs, serão obtidas dos levantamentos por município efetuados pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) e Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI). Serão considerados os subperíodos de 1984-1993, 1994-2000, 2001-2009 e 2010-2015 para o cálculo da contribuição da área e rendimento para a produção agrícola.

Dada a grande diversidade das atividades agrícolas desenvolvidas no Estado, para o presente estudo, serão consideradas culturas mais representativas em valor da produção, dentre os produtos de origem vegetal, no ano agrícola 2014/15, provenientes do banco de dados do IEA.

Como as diversas regiões paulistas apresentam características variáveis entre si, para os EDRs será adotado procedimento similar ao do Estado para a escolha dos produtos vegetais, ou seja, pelo valor da produção.

A metodologia escolhida é a proposta por VERA FILHO e TOLLINI (1979), que emprega taxas de crescimento da área[1] e da produção ob­tidas de análise de regressão múltiplas, pelo método dos mínimos quadrados ordinários.

              Para produção tem-se:

 

 

e para a área

 

onde:

Pt e At representam, respectivamente, produção e área plantada no ano t.

e representam as taxas de crescimento da produção e área plantada.

Serão calculadas para cada cultura as contribuições do aumento da área (CA) e do aumento do rendimento (CR) para o aumento da produção. Assim:

 

 

              As estimativas da contribuição da expansão da área e do rendimento para o aumento da produção de lavouras do Estado serão assim obtidas:

 

 

 

onde:

CAj = contribuição da área da região j;

CAij = contribuição da área para o aumento da produção do i-ésimo produto da região j;

Pij = valor médio da produção do i-ésimo produto da região j dividido pelo valor total da produção de lavouras na região j; e

CRj = contribuição do rendimento para o aumento da produção de lavouras na região j.

              As estimativas das contribuições agregadas, por região (EDR), serão obtidas calculando-se a média ponderada a partir da CA de cada produto nas regiões, tendo por base a participação do valor da produção dos produtos em relação ao valor total da produção regional, para a safra 2014/15. No caso do Estado de São Paulo, será levado em consideração o valor total da produção estadual, para o conjunto das culturas selecionadas para o estudo.

 

[1]Para as culturas de: banana, cana-de-açúcar, laranja, limão, manga e tangerina serão consideradas as áreas em produção, no ano agrícola em questão.

 

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  Raquel Castellucci Caruso Sachs      Apta Regional / IEA

Manejo dos ambientes de produção (AmbiManejo)

n° SGP 1176

A proposta “Manejo dos ambientes de produção da cana-de-açúcar” está vinculada ao projeto AMBICANA, com participação dos pesquisadores Dr. Hélio do Prado, Centro de Cana/IAC-APTA (coordenador) e Dr. André Cesar Vitti, APTA Polo Centro Sul. O objetivo do referido projeto é desenvolver toda a sistemática de manejo, mediante conhecimento prévio dos tipos de solo e ambiente de produção (Projeto AMBICANA), em relação às épocas de plantio e corte, formas e épocas de preparo do solo, correção e adubação, utilização de resíduos da agroindústria e interação das variedades exigentes (responsivas) em relação às estáveis e ou rústicas.

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  André Cesar Vitti      Apta Regional / IAC

Genotipagem molecular em acessos do Complexo Saccharum para uso no melhoramento genético de cana-de-açúcar

n° SGP 1173

Inicialmente, gostaria de informar que este projeto vem sendo desenvolvido sob minha coordenação, pela aluna do curso de Pós Graduação do Insituto BIológico, Fernanda Keiko Martins Yamauchi Oriolo. Os trabalho resulta de parceria com o Centro de Cana, onde os genótipos estão preservados e analisados. Maiores detalhes podem ser encontrados no projeto, que segue em anexo. A seguir, resumo do projeto.

As cultivares modernas de cana-de-açúcar são provenientes de cruzamentos interespecíficos, especialmente entre S. officinarum, cujas plantas tem alto teor de sacarose e baixo teor de fibra e suscetibilidade a várias doenças, e S. spontaneum, que apresentam plantas vigorosas, com bom perfilhamento, resistência a doenças, capacidade de rebrota, alto teor de fibras e baixo teor de sacarose. A base genética da cana cultivada é estreita, pois os cultivares são proveniente de cruzamentos entre um grupo pequeno de genitores. Os materiais comerciais têm cerca de 80% de seus cromossomos provenientes de S. officinarum e entre 10 e 20% dos cromossomos originários de S. spontaneum, sendo que essas proporções se devem ao fato de que os programas de melhoramento sempre buscaram genótipos com altos teores de sacarose, visando produção de açúcar e alto.

No entanto, atualmente, vem crescendo a demanda por novas cultivares, que além de serem produtivas em termos de sacarose, também apresentem alto teor de fibra a ser utilizada para produzir de etanol celulósico e energia elétrica, o que é vantajoso para o Brasil em termos de desenvolvimento sócio-econômico e de preservação ambiental. Em função dessa demanda, é necessário introgredir genes de espécies do Complexo Saccharum nas cultivares modernas, para aumentar o teor de fibra e também transferir resistência a doenças e a estresses abióticos como déficit hídrico.

Diante desse cenário, o Programa Cana do IAC vem introduzindo novos acessos do Complexo Saccharum em seu banco de Germoplasma, via incorporação de genótipos da Coleção Mundial de Cana, sediada em Canal Point (EUA), e da coleção do BSES da Austrália.

Para que sejam utilizados de modo eficiente no programa de melhoramento, todos esses acessos que foram importados precisam ser caracterizados genotipicamente, via marcadores moleculares, e fenotipicamente para os caracteres de interesse.

É nesse contexto que se insere o presente projeto de pesquisa, que consiste em genotipar 96 acessos do Complexo Saccharum, provenientes da Coleção Mundial de Cana, sendo a maioria deles genótipos de S. spontaneum, espécie portadora dos genes relacionados ao elevado teor de fibras e resistências a estresses bióticos e abióticos. A genotipagem se dará por meio de marcadores microssatélites e, como resultado, serão obtidos os perfis moleculares de cada um desses acessos, que serão armazenados no banco de dados. Esses perfis são de grande utilidade, podendo-se citar, por exemplo, as seguintes aplicações: a) ao obter o perfil molecular de um novo acesso a ser incorporado ao banco de germoplasma, pode-se compará-lo aos perfis previamente existentes na coleção, evitando-se duplicação de acessos; b) durante as fases do processo de melhoramento genético, é possível monitorar os genótipos nos campos experimentais, por meio de seus perfis moleculares, evitando trocas de materiais; c) é possível confirmar se um dado genótipo é de fato um híbrido, de acordo com o que foi planejado na execução dos cruzamentos.

Também com base nas informações dos marcadores, serão realizadas nesse trabalho, análises estatístico-genéticas, visando estimar a variabilidade genética contida nesses acessos e determinar como ela está estruturada entre e dentro das espécies avaliadas.

Os dados genotípicos produzidos nessa pesquisa, juntamente com dados provenientes da caracterização fenotípica desses materiais a ser iniciada nos próximos meses pelo Centro de Cana, possibilitarão direcionar os cruzamentos entre os materiais modernos (clones superiores e cultivares) já caracterizados, com esses acessos selvagens, visando obter novos genótipos que atendam à demanda de bioenergia e resistência a doenças e estresses abióticos, otimizando o processo de melhoramento genético de modo a torná-lo mais rápido e eficiente.

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  Luciana Aparecida Carlini Garcia      Apta Regional / IAC

Avaliação da Sustentabilidade de Sistemas de Produção da Cana-de-açúcar no Estado de São Paulo: Uma proposta metodológica e de modelo conceitual ? SustenAgro

n° SGP 1112

A sustentabilidade atualmente figura como item fundamental para conferir competitividade às cadeias agropecuárias. E quanto mais competitiva a cadeia, maiores são as barreiras não tarifárias impostas pelos competidores nacionais e internacionais. Cada vez mais clientes, consumidores, governos, legislação, comércio internacional e mídia exercem fortes pressões sobre os elos das cadeias de produção agropecuária. Para reagir a essas pressões, devem-se lançar mãos de ferramentas atualmente disponíveis como: implementação de sistemas de gestão de qualidade no campo, boas práticas agrícolas, organização das propriedades e dos elos da cadeia, busca por certificação e rastreabilidade. Essas ferramentas servem para reunir evidências de que os processos estão seguindo normas e regras compatíveis com os requisitos da sustentabilidade. Assim torna-se possível a transposição de barreiras não tarifárias e com isso o suprimento da demanda dos clientes finais, cada vez mais preocupados com a origem dos produtos que adquirem. O presente projeto tem por objetivo desenvolver uma Metodologia, intitulada Método SustenAgro, para a avaliação da sustentabilidade de sistemas de produção com grande expressividade para a agricultura nacional: a priori a cana-de-açúcar. Para testar a sua aplicabilidade para a avaliação da sustentabilidade de modo geral serão realizados testes para sua aplicação nos sistemas de produção mais representativos de cana-de-açúcar no estado de São Paulo.

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  Sérgio Alves Torquato      Apta Regional / IEA

SOJA MICRONIZADA SOBRE O DESEMPENHO E DIGESTIBILIDADE DE LEITÕES NA FASE INICIAL E EFEITOS RESIDUAIS NAS FASES DE CRESCIMENTO E TERMINAÇÃO

n° SGP 1094

Visto que o desmame é uma fase de grande estresse para o leitão, buscam-se ingredientes que possam ser inseridos na dieta de leitões desmamados, estimulando o consumo, melhorando a digestibilidade das dietas e reduzindo o nível de transtornos alimentares no pós-desmame. O farelo de soja (FS), apesar de ser uma opção economicamente viável traz consigo vários fatores que dificultam seu uso in natura. Nesse contexto, surge a soja micronizada (SM), que é tratada termicamente e reduzida a partículas pequenas, sendo capaz de inibir fatores antinutricionais da soja, além de aumentar a solubilidade e facilitar a assimilação de seus nutrientes. Com o objetivo de avaliar o efeito da substituição do farelo de soja por soja micronizada na dieta de leitões desmamados, será realizado experimento no Setor de Suinocultura do Instituto de Zootecnia e na UPD de Tanquinho. Serão testados cinco níveis de substituição do FS pela SM (0%, 25%, 50%, 75% e 100%). O experimento será dividido em três períodos: Período 1 - ensaio de desempenho da fase inicial, o qual serão utilizados 70 leitões com peso homogêneo e idade de 21 dias, distribuídos em blocos completos casualizados (definidos pelo peso inicial e sexo) com cinco tratamentos, sete repetições (blocos) por tratamento e dois animais por unidade experimental (baia), serão avaliados ganho de peso, consumo de ração, conversão alimentar, índice de diarreia e viabilidade econômica. Período 2- ensaio de desempenho nas fases de crescimento/terminação para a avaliação dos efeitos residuais do primeiro período sobre o desempenho, consumo alimentar residual (CAR), características de carcaça, qualidade da carne e proteômica, sendo utilizado os mesmos animais do Período 1. Período 3 - ensaio de digestibilidade, no qual serão utilizados 25 leitões em gaiolas metabólicas com cinco repetições por tratamento, utilizando o método da coleta total de fezes e urina e, testando as mesmas dietas experimentais do Período 1. Os dados serão analisados através do programa MIXED do SAS.

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  SIMONE RAYMUNDO DE OLIVEIRA      Apta Regional / IZ

Avaliação do valor econômico de matrizes suínas de diferentes genótipos

n° SGP 1093

A evolução na produção e na produtividade suinícola das últimas décadas está fortemente vinculada aos avanços no melhoramento genético, na nutrição e na sanidade. O alto padrão exigido para a carne suína impulsiona os cientistas e a indústria para trabalharem concomitantemente com o objetivo do aprimoramento dos sistemas produtivos e das tecnologias envolvidas na produção, bem como a melhoria nos padrões de abate do animal, atendendo assim tanto a demanda tecnológica do complexo agroindustrial quanto às exigências dos consumidores.

Fatores genéticos e não genéticos influenciam a qualidade da carne. Entre os não genéticos, podem ser citadas as condições da granja, do transporte, do abate e do processamento (DE VRIES et al., 2000). A importância dos fatores genéticos pode ser verificada através de diferenças substanciais de herdabilidade entre e dentro de raças. A herdabilidade para a maioria das características da carne suína varia de 0,15 a 0,50 (SELLIER, 1998).

O tipo de produto que se deseja obter com a produção de suínos, ou seja, o mercado consumidor alvo é quem direciona a escolha do material genético que será usado, porque determinados genes herdados contribuem para a qualidade dos produtos obtidos após o abate, devendo-se, por isso, considerar as diferenças genéticas existentes entre raças, reprodutores e linhagens disponíveis no mercado.

Neste contexto a utilização de reprodutores de alto valor genético tem contribuído para o atendimento desta demanda por melhores animais que atendam às necessidades de qualidade de consumidores, tanto frigoríficos, entreposto de carnes e indústrias processadoras quanto do consumidor final. A utilização de suínos comerciais de alto potencial genético é importante para a obtenção de progênies que apresentem carcaças magras, com maior quantidade e qualidade da carne.

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  SIMONE RAYMUNDO DE OLIVEIRA      Apta Regional / IZ

Avaliação do Desempenho Zootécnico de Duas Linhagens de Suínos

n° SGP 934

Serão avaliadas as curvas de crescimento e, carcaça e alguns parâmetros de qualidade carne de duas linhagens de suínos AGPIC 337 e AGPIC 426  para a validação dos sistemas de melhoramento genético. As curvas de crescimento serão obtidas pelos dados do desempenho zootécnico de 82 suínos, machos imunocastrados e fêmeas, dos 23 Kg aos 135 Kg de Peso Vivo. O rendimento em carne magra, o pH e a cor serão coletadas de todos os animais após o abate realizado em frigorífico comercial.  

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  SIMONE RAYMUNDO DE OLIVEIRA      Apta Regional / IZ

Efeito da aplicação do Componente N1 na formação de raízes, brotação de colmos, desenvolvimento vegetativo, qualidade tecnológica e produtividade da cana-de-açúcar.

n° SGP 922

Os objetivos desta proposta será avaliar os efeitos do uso do adubo biológico gerado a partir da mistura de Componente N1 juntamente com conteúdo ruminal ou esterco bovino em processo denominado “Compostagem Líquida Contínua” (CLC). Esse produto oriundo dessa biofabrica tem a finalidade de estimular o desenvolvimento do sistema radicular e brotação inicial das gemas de cana-de-açúcar (ensaio 1). No ensaio 2, em condições de campo,  além das considerações acima, o produto poderá propiciará melhor desenvolvimento da cultura, produtividade e qualidade tecnológica de colmos quando comparados apenas ao tratamento controle representado pela fertilização mineral. Para atingir os objetivos acima serão desenvolvidos dois experimentos, um em casa de vegetação para observar a brotação das gemas e desenvolvimento inicial das plantas de cana-de-açúcar (Ensaio 1), e outro em condições de campo, que será desenvolvido durante 3 ciclos agrícolas consecutivos (ensaio 2).

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  Edna Ivani Bertoncini      Apta Regional / IAC

VIABILIZAÇÃO DA MISTURA DE VINHAÇA CONCENTRADA COM ADUBOS NITROGENADOS PARA ADUBAÇÕES DE CANAVIAIS COLHIDOS SEM QUEIMA: Aspectos Agronômicos e Ambientais

n° SGP 913

O presente estudo refere-se à caracterização da vinhaça concentrada que permite tornar economicamente viável a sua aplicação em canaviais colhidos sem queima. O projeto objetiva avaliar a possibilidade de aplicação de fontes nitrogenadas juntamente com a vinhaça concentrada, de modo a fornecer adubação nitrogenada e potássica à cultura, em apenas uma aplicação no campo. Na mistura vinhaça - adubos nitrogenados há perdas de nitrogênio por volatilização, que podem trazer consequências ambientais e econômicas. O estudo contempla determinar quais são as perdas e quantificá-las para cada fonte de adubos nitrogenados, determinando qual a mistura e fonte mais apropriadas que maximizem a eficiência da mistura, viabilizando a substituição das adubações nitrogenadas e potássicas convencionais em uma única aplicação da mistura, e aumente o raio econômico de aplicação da vinhaça concentrada.
Desta forma, os trabalhos a serem conduzidos nessa pesquisa contribuirão para a adoção de práticas ambientalmente corretas, desde o transporte, até a utilização de novas fontes nitrogenadas junto com a vinhaça para a sua aplicação. O projeto iniciou-se em 2014, com a primeira parte de caracterização e primeiro ensaio de volatilização finalizados em outubro/2015. Uma segunda etapa foi incorporada ao projeto, visando o refinamento dos dados sobre a volatilização de adubos nitrogenados compostos com ureia protegida, que foi a opção mais segura encontrada na etapa anterior do projeto. Esta nova fase iniciou-se em novembro de 2015 e será finalizada em outubro de 2016, compreendendo dois ensaios de volatilização realizados no verão e inverno, de modo a assegurar-se da eficácia do processo em condições de alta e baixa temperatura do ambiente.

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  Edna Ivani Bertoncini      Apta Regional / IAC

Diagnóstico de efluentes da suinocultura nas bacias do Piracicaba, Capivari, Jundiaí (PCJ) e tratamento em estação piloto

n° SGP 912

A criação de suínos em baías, caracterizada pela concentração de animais por área, exige cuidados higiênicos que reduzam a proliferação de moscas e bactérias, e proporcione bem estar animal. A lavagem diária das baías é o método mais usado para limpeza das baías, e consomem volume de água equivalente a 50 a 200 litros/matriz, considerando 01 matriz = 10 animais. Menores volumes usados de água usados produzem efluentes brutos com valores de DBO em torno de 50.000-60.000 mg L-1, e volumes maiores dejetos menos concentrados, em torno de 30.000 mg L-1. O potencial poluidor dos dejetos de suínos é cerca de quatro vezes ao dos dejetos humanos, e além da carga orgânica, são concentrados em nitrogênio, fósforo, e apresentam contaminantes como coliformes, ovos de helmintos, salmonella, e metais pesados como Cu e Zn. Dejetos de suinocultura durante anos foram despejados in natura em solos vizinhos às granjas, que em muitos casos já se encontram contaminados, com riscos de contaminação das águas subterrâneas. Em outros casos foram lançados diretamente em águas superficiais. Levantamento grosseiro aponta em torno de 25.000 suínos sendo criados na bacia do PCJ, demandando grande volume de água de lavagem, e cargas orgânicas elevadas sendo lançadas sem tratamento no meio. Dados ambientais da suinocultura paulista são escassos. Nem mesmo as agências agrícolas e ambientais os possuem. O objetivo desta proposta é identificar e levantar dados sobre a atividade, especialmente no que concernem as fontes de captação e consumo da águas nas granjas da bacia, assim como diagnosticar qual a situação do tratamento e destino dos dejetos. A caracterização química e microbiológica de efluentes brutos e tratados permitirá conhecer o real impacto da atividade no meio, e possibilitará a tomada de decisão, por exemplo, quanto a possíveis mudanças na dieta dos animais e manejo da água na granja, assim como quanto ao tratamento e destino dos dejetos por suinocultores, técnicos e legisladores. Estas metas serão executadas por meio de visitas técnicas realizadas pelos técnicos da equipe, em pelo menos 80% das granjas identificadas com atividade na bacia, e por meio de coleta e caracterização de pelo menos 40 amostras de efluentes. Ao mesmo tempo será construído um sistema piloto de tratamento de dejetos em uma granja com capacidade para 160 animais em fase de terminação - que gera alto volume de dejetos concentrados – em unidade de pesquisa da Secretaria da Agricultura e Abastecimento de São Paulo, na microbacia do Ribeirão Guamium, bacia do Rio Piracicaba. O sistema piloto abrangerá todas as fases do tratamento, testando processos que sejam eficazes, práticos e economicamente viáveis ao produtor, e que possa gerar renda extra a atividade, como produção de composto orgânico, biogás, e água para reuso agrícola ou mesmo para reutilização na lavagem das baías. O sistema será construído em 03 meses, e testado e monitorado com mais de 200 análises químicas e microbiológicas ao longo de um ano, e também, será efetuado estudo de viabilidade econômica para cada fase do sistema e para o sistema global, de modo a fornecer dados suficientes para tomada de decisões técnicas e econômicas, tornando-se modelo demonstrativo regional. Pretende-se, assim, com a aplicação dos resultados desta proposta, reduzir a demanda de água da suinocultura, nesta região, em que os conflitos pelos usos múltiplos da água são constantes, e ao mesmo tempo reduzir a carga orgânica lançada na bacia pela atividade, convertendo-a em composto orgânico para fertilização sustentável dos solos da região, e em biogás que reduziria custos com energia elétrica e melhoraria a qualidade de vida dos moradores vizinhos a granja. As diversas alternativas de tratamento de dejetos geraria efluentes que poderiam ser usados na irrigação agrícola, aumentando a produtividade agrícola em função do aporte de água e nutrientes, fornecidos de modo mais balanceado às plantas, ou nos casos em que áreas vizinhas as granjas já não possam mais receber efluentes em função de contaminação, destinar o efluente final polido e desinfetado para reuso na própria lavagem das baías.

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  Edna Ivani Bertoncini      Apta Regional / IZ

Viabilidade da olivicultura como agronegócio: Avaliação da matéria prima produzida por cultivares de oliveiras implantadas no estado de São Paulo por meio da extração e caracterização química e sensorial dos azeites.

n° SGP 911

A produção de azeitonas no estado de São Paulo ainda é incipiente, concentrando-se na região da Serra da Mantiqueira, e da Serra da Bocaína. Atualmente, estima-se em 300-400 ha plantados com oliveiras em São Paulo. Estudos iniciais de zoneamento climático indicam possibilidade de expansão da olivicultura, que necessita de quantidade de horas de frio para diferenciação das gemas vegetativas em reprodutivas, principal dificuldade para implantação das oliveiras em condições subtropicais. Contudo, ainda não há uma avaliação da qualidade do produto colhido e do azeite processado, nestas condições, que possa assegurar a viabilidade da olivicultura como agronegócio, apesar do interesse crescente de inúmeros investidores nos últimos anos. O objetivo desta proposta é avaliar a produtividade, o rendimento, e a qualidade do azeite produzido por cultivares mais plantados no estado: Arbequina, Arbosana, Koroneiki, e Picual, obtidos de 04 propriedades representativas de regiões produtoras do estado. Durante dois ciclos da cultura serão avaliadas a produção e qualidade do azeite produzido de 20 árvores de cada cultivar, cultivados em condições climáticas e tratos culturais diversificados. Serão instaladas estações meteorológicas nas propriedades de modo a obter dados da caracterização climática das regiões e determinação de graus-dias e número de horas de frio, obtendo dados de florescimento, frutificação e colheita para cada condição climática, que possam auxiliar na construção de zoneamento climático na cultura em São Paulo e outros estados brasileiros. Tais dados, também, auxiliarão no conhecimento do ciclo fenológico dos cultivares, uma vez que as propriedades agrícolas escolhidas para o estudo encontram-se em posições de relevo (800-900 m; 1100-1200 m e 1900 m de altitude), tipo de solo e condições climáticas muito diversas. O ponto de maturidade das azeitonas, em cada caso, será determinado pela interpolação de dados obtidos do teste de coloração da polpa e mesocarpo, pelo índice de Jaen, pela consistência da polpa obtida pelo uso de penetrômetro, e pelo rendimento em azeite, construindo a curva de maturação dos frutos para cada cultivar e condição climática. Tais avaliações serão efetuadas em três coletas a partir da mudança de coloração do fruto de verde para avermelhado e violeta. Análises físico-químicas e sensoriais serão realizadas nos azeites produzidos. Antes e após a primeira colheita, os pomares passarão por tratos culturais padronizados, como poda das árvores reduzindo excessos vegetativos, análises de solo, com recomendação de calagem, e fertilizações com nitrogênio, fósforo, potássio, boro, cobre e zinco, e fertilizações foliares de Cu e Zn, em épocas adequadas ao ciclo vegetativo da planta. Ênfase especial será dada a fertilização com nitrogênio, que será fornecida descontando os teores de N-amoniacal e N-nitrico presentes nos solo, e prontamente absorvidos pela planta, de modo a evitar fornecimento excessivo do elemento, que privilegia o desenvolvimento vegetativo em detrimento ao florescimento e frutificação da cultura. Será realizado controle de pragas, doenças e manejo da entrelinha da cultura. Nova colheita será realizada no segundo ano de cultivo, repetindo as determinações do ponto de maturidade dos frutos em cada situação, extração do azeite, e avaliação da qualidade por meio de análises químicas e sensoriais. Os tratos culturais serão repetidos neste segundo ano de projeto, objetivando avaliação ao longo prazo dos olivais. Serão comparados os dados de produtividade, rendimento em azeite e sua qualidade nos dois anos de cultivo. Também, será possível avaliar possíveis diferenças de qualidade entre azeites produzidos a partir do mesmo cultivar nas diferentes condições de clima. No caso de produção de azeites monovarietais de qualidade, serão realizados blends que valorizem suas características, criando misturas harmoniosas, que serão avaliadas quanto aos parâmetros físico-químicos e sensoriais. Os resíduos gerados na extração do azeite (água de lavagem das azeitonas, água de vegetação e bagaço) serão quantificados, caracterizados quimicamente, e confrontados com normas ambientais que permitam seu reuso in natura e/ou tratados em solo agrícola. A aquisição de máquina extratora de azeites permitirá esta avaliação preliminar dos azeites produzidos, além de outros inúmeros outros estudos que auxiliem o agricultor nacional na produção de azeites competitivos. Maior conhecimento sobre a técnica de extração será obtido e repassado aos produtores, podendo ocorrer aperfeiçoamento/adaptação da máquina extratora de azeite. Análises físico-químicas de azeites serão aprimoradas, e será fortalecido o grupo de análise sensorial, permitindo maior auxílio a órgãos fiscalizadores da qualidade de azeites importados e nacionais, como o MAPA-Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O grupo de pesquisadores e técnicos, com competência em áreas do conhecimento correlatas, dado que a oliveira é cultura exótica em nossas condições, obterá maior conhecimento no manejo da cultura, e nas técnicas de colheita, conservação do fruto, extração, conservação de azeites, e confecção de blends harmoniosos, de modo a propor soluções viáveis aos gargalos encontrados pelos produtores de azeitonas e extratores de azeites nacionais. Com dados climatológicos obtidos será possível avançar em conhecimentos fisiológicos sobre a cultura em condições subtropicais, que auxiliarão em zoneamentos climáticos e possivelmente expansão da área cultivada com oliveiras em São Paulo e outros estados brasileiros.

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  Edna Ivani Bertoncini      Apta Regional / IAC

Promovendo a dispersão dos polinizadores e os serviços de polinização em agroecosistemas de algodoeiro no Brasil e nos EU

n° SGP 903

Estima-se que 60% da agricultura do mundo depende de polinização animal sendo fundamentais para melhorar a quantidade, qualidade e estabilidade da produção agrícola. As abelhas são os polinizadores mais importantes das plantas, sendo assim indispensáveis para manter o funcionamento dos ecossistemas naturais e a produção agrícola mundial. As abelhas nativas prestam serviços de polinização significativos, sendo capazes de diminuir deficiências de polinização de cultivos e até de eliminar os altos custos da apicultura. No entanto, a polinização de culturas realizada por abelhas nativas tem sido questionada visto que a abundância e viabilidade das populações podem ser temporal e espacialmente instáveis pois, dependem de características da paisagem, embora exista pouco conhecimento a respeito. Neste estudo, nós testaremos três hipóteses sobre a viabilidade populacional de polinizadores e a sua interação com características da paisagem: (1) Capacidade de vôo: Espécies de abelhas com tamanho corporal maiores tem maior capacidade de dispersão que abelhas de menor tamanho, quando estas encontram-se em uma paisagem com as mesmas caracteristicas; (2) Diversidade genética e conectividade da paisagem: Populações de abelhas nativas que se encontram em fazendas com maior proporção de habitat natural ao redor tem maior diversidade genética e fluxo gênico; e (3) Produção agrícola: Fazendas que mantem maior conectividade da paisagem para os polinizadores geram maiores produtividades.  Existe um grande potencial para melhorar a produção agrícola ao mesmo tempo que se melhora a conservação da biodiversidade. Estudos em sistemas agrícolas de frutas indicam que a composição da paisagem, específicamente a proporção e a distância do habitat natural, prediz a densidade de abelhas nativas nestas culturas. No entanto, esses estudos não tem pesquisado os mecanismos que explicam este padrão na dinâmica das populações de abelhas nem as respostas específicas que as diferentes espécies tem frente as diferentes características da paisagem. Neste projeto nós propomos uma analise genética de populações, bem como averiguar a influência da conectividade da paisagem, e os serviços de polinização de 8 espécies de abelhas nativas usando uma combinação de marcadores genômicos, modelagem espacial e anaálise econômica. Além da variação do tamanho corporal, as espécies escolhidas tem grande variação em outras características biológicas, representando uma ampla gama de polinizadores do algodoeiro, uma plantação pouco estudada no Brasil e nos Estados Unidos.

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  Maria Imaculada Zucchi      Apta Regional / IAC

REVISÃO SISTEMÁTICA E META-ANÁLISE EM ESTUDOS COM ADUBAÇÃO VERDE EM CANA-DE-AÇÚCAR

n° SGP 825

Revisão sistemática é uma revisão planejada para responder a uma pergunta específica que utiliza métodos explícitos e sistemáticos para identificar, selecionar e avaliar criticamente os estudos, bem como analisar os dados dos estudos incluídos na revisão.  A meta-análise ou metanálise é um método estatístico utilizado para integrar os resultados dos estudos incluídos em uma revisão sistemática. O termo também é utilizado para se referir a revisões sistemáticas que utilizam a meta-análise.
A meta-análise se desenvolveu inicialmente nas ciências sociais, na educação, na medicina e, mais tarde, na agropecuária, sendo hoje aplicada em todas as áreas de conhecimento em que se pretende reunir estudos com o objetivo de se concluir sobre o caminho percorrido, os erros e acertos e auxiliar na projeção de novos estudos (Lovatto et al., 2007). Apesar de Smith e Glass (1977) serem considerados pela literatura como os pioneiros em meta-analise, os seus fundamentos são muito anteriores aos trabalhos desses autores.
Fisher (1935) afirmou que ao se realizar testes de hipóteses em experimentos independentes, estes podem não ser significativos, mas na associação deles as probabilidades são em geral mais baixas, podendo ser significativas. Em 1932 Fisher propôs um método para combinar os valores de p, lançando a ideia de valores de probabilidade acumulativos. Seguindo essa linha de pensamento os primeiros trabalhos que se interessaram pela problemática da combinação dos resultados de vários experimentos independentes foram realizados por Cochran (1954), mas o método desenvolvido por Mantel & Haenszel (1959) se tornou um dos principais nessa área. Muitos autores acham que esses métodos serviram como base estatística para a moderna meta-análise.
Muitas vezes o grande volume de informações pode dificultar a contextualização do problema com erros de interpretação ou análise. Nesse sentido, essa síntese melhora o poder dos testes estatísticos para avaliação dos efeitos dos tratamentos, sendo mais precisa a estimativa do tamanho do efeito. A meta-análise permite ainda, em caso de resultados aparentemente discordantes, obter uma visão geral da situação (Boissel et al., 1989; Boissel, 1994; D’Agostino & Weintraub, 1995).
O número de meta-análises publicado no domínio das ciências animais e agrícola tem aumentado nos últimos anos (Lovatto & Sauvant, 2002; Martin & Sauvant, 2002; Offner et al., 2003; Eugêne et al., 2004; Hauptli et al., 2007) sinalizando que esse procedimento possa se tornar rotina nesse campo da ciência.

O projeto na linha de revisão sistemática e meta-analise têm como o objetivo sintetizar a evidência científica e a situação atual do conhecimento sobre adubação verde em cana-de-açúcar, estimando com maior precisão o tamanho do efeito de tratamento e permitindo um melhor planejamento de pesquisas futuras.

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  Edmilson José Ambrosano      Apta Regional / IAC

Adubação verde na produção de tomate salada e alface em cultivos agroecológicos de base familiar

n° SGP 824

~~O agricultor familiar enfrenta vários desafios dentro e fora da propriedade que têm que ser resolvidos pela própria unidade familiar. Uma das grandes dificuldades na produção familiar é se conseguir o equilíbrio das receitas da unidade, reduzindo-se os custos de produção. O uso de fontes alternativas de fertilizantes pode contribuir para a redução de custos de produção e geração de renda extra, sendo assim, a utilização da adubação verde é uma prática de fundamental importância. Dentre as espécies mais utilizadas, as Fabaceae (leguminosas) se destacam por apresentarem características que promovem o incremento de matéria orgânica, nitrogênio e restabelecem a fertilidade do solo, com grande economia ao produtor e melhoria ao sistema solo-planta. Dentro dos sistemas agrícolas ecológicos de base familiar a produção de hortaliças é o mais comum, sendo a produção de tomate em sistemas protegidos aquele que mais remunera o produtor, garantindo sua permanência no campo e seu crescimento como unidade produtiva de base familiar. O presente trabalho tem por objetivo estudar o desempenho de um hibrido de tomate ( Sahel ou similar), de porte indeterminado, quanto aos componentes de produção, qualidade dos frutos, ataque de pragas, estado nutricional, transferência de nitrogênio, quantificação da FBN dos adubos verdes, e ocorrência natural de micorrizas, em sistema de cultivo agroecológico em ambiente protegido, submetido a diferentes sistemas de adubação verde, intercalar  ou produzida fora e aplicada na área de estudo na presença e ausência da aplicação de preparado homeopático (phosphorus 100 CH). Será proposto, ainda, um modelo de controle alternativo de pragas e doenças visando à produção agroecológica. Será desenvolvido experimento de campo, em cultivo protegido, para avaliar o desempenho do tomate hibrido Sahel em delineamento de blocos ao acaso, em esquema fatorial 4x2 sendo eles: 3 adubos verdes e uma testemunha e 2 aplicações homeopáticas, com e sem phosphorus CH100, totalizando 8 tratamentos com seis repetições.Os adubos verdes serão utilizados como fonte alternativa de nitrogênio e a homeopatia como auxiliar na liberação de nutrientes. Os adubos verdes (feijão - mungo (Vigna radiata L.) e tremoço-branco (Lupinus albus L.)) serão semeados no momento do transplantio das mudas de tomates. Esses dois tratamentos serão conduzidos em consórcio com o tomateiro perfazendo duas linhas de plantas espaçadas de 0,40 m e na densidade de semeadura de 20 plantas por metro linear, que além de promoverem a adubação verde também produzem grãos comerciais que poderão ser vendidos, gerando renda extra. O outro tratamento é Crotalária júncea (Crotalaria juncea L.) que será produzida em uma área adjacente ao do telado e transportada até os canteiros definitivos. Essa prática do transporte de material vegetal é comum para economizar espaço dentro da estufa. A crotalária não se adaptaria ao cultivo intercalar devido à época de desenvolvimento do tomate (inverno), onde o fator fotoperíodo iria impedir o desenvolvimento desse adubo verde.  Esses tratamentos e mais uma testemunha sem adubo verde serão avaliados com e sem homeopatia (phosphorus 100 CH, na escala centesimal hahnemanniana), na concentração de 0,5ml/l, com aplicação semanal, conduzido em esquema duplo cego, sendo o tratamento sem homeopatia o álcool 70%, usado na formulação do phosphorus 100 CH. A parcela experimental será constituída por um canteiro com área total de 5,7 m2, com 12 plantas dispostas em fileiras duplas (seis plantas de cada lado), no espaçamento de 0,80 m entre linhas e 0,60 m entre plantas na mesma fileira, resultando em uma população de plantas de aproximadamente 20.000 plantas por hectare. As plantas serão conduzidas pelo sistema de haste dupla sem poda apical. Os dados serão coletados em oito plantas da parcela central, em um total de seis colheitas. As características componentes da produção analisadas serão as seguintes: produção total de frutos (PTF), que representa a massa média de frutos por planta nas diferentes etapas de colheita; produção de frutos comerciais (PCF), que corresponde à massa média dos frutos classificados dentro dos padrões comerciais nas diferentes colheitas; quantidade total de frutos (QTF), obtido pela média por planta de todos os frutos colhidos nas diferentes datas; quantidade comercial de frutos (QCF), obtido pela média por planta de todos os frutos classificados dentro dos padrões comerciais; massa média de frutos comerciais (MFC), que constitui a relação entre PCF e QCF. Serão amostradas folhas dos adubos verdes e do tomate para determinar a transferência de nitrogênio da fixação biológica do nitrogênio através da técnica isotópica do delta nitrogênio-15. Será amostrado solo das parcelas experimentais para fins de caracterizar a fertilidade do solo e de plantas para caracterizar quimicamente e determinar, nos adubos verdes, a quantidade de N fixado. No segundo ano de experimentação o tomate será substituído por alface e se avaliará o efeito residual do nitrogênio da adubação verde aplicada anteriormente no tomateiro. Os três melhores tratamentos obtidos nesse experimento com tomate, serão avaliados em duas propriedades orgânicas de Piracicaba, de forma participativa, para que a adoção da tecnologia seja a mais rápida possível e os benefícios do projeto estejam disponíveis aos produtores orgânicos de base familiar. Será realizada análise econômica dos resultados de produtividade em face da utilização da adubação verde. Com os resultados obtidos espera-se selecionar o manejo mais adequado para utilização de leguminosas adubos verdes em cultivo agroecológico protegido quanto ao aumento dos componentes de produção e a diminuição da ocorrência de pragas, doenças e diminuição dos custos de produção (menor uso de insumos); quantificar a fixação biológica do nitrogênio dos adubos verdes utilizados; determinar a transferência de nitrogênio dos adubos verdes e sua real contribuição ao sistema, através da técnica do delta nitrogênio-15; explorar o potencial da utilização da homeopatia na liberação de nutrientes dos adubos verdes para o tomateiro e posteriormente a alface; com a análise econômica possibilitar ao agricultor a identificação dos pontos críticos do custo de produção.  Serão realizados também dois dias de campo com o intuito de difundir a técnica de produção de tomate em cultivo protegido utilizando-se fertilizante alternativo vindo do adubo verde para  técnicos e produtores. Haverá a participação de outras unidades de pesquisas (CENA/USP) e universidades (FOP/UNICAMP, ESALQ/USP), além do IAC, IZ/APT. Haverá, também, a participação de alunos de iniciação científica, graduação e pós-graduação no projeto.

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  Edmilson José Ambrosano      Apta Regional / IAC

Dinâmica do nitrogênio no cultivo consorciado do tomateiro com leguminosas adubos verdes em sistema de plantio direito sobre palha de milho

n° SGP 799

~~Na horticultura de base ecológica, a adubação verde é especialmente importante, uma vez que a disponibilidade de fontes de N é limitada e a consorciação possibilita a pronta disponibilidade de N para a cultura principal. A cobertura vegetal representa a essência do Sistema de Plantio Direto (SPD). Nesse contexto o milho proporciona alto potencial de produção de fitomassa, com elevada relação C/N, garantindo a manutenção de cobertura do solo, dentro da quantidade mínima preconizada e por maior tempo de permanência na superfície, além de boa remuneração na exploração do milho verde. Nos estudos empregaremos o método de isótopos que são de grande importância e levam a resultados que contribuem de forma significativa para o aumento da produção mundial de alimentos, desvendando fenômenos naturais. Os principais elementos de interesse nos estudos de dinâmica da matéria orgânica são o Carbono (C) e o Nitrogênio (N), e apresentam ao menos um isótopo que pode ser utilizado como traçador para os estudos dos elementos no sistema solo-planta. Usaremos a técnica da abundância de 15N e a técnica de variação da abundância natural de 13C na determinação das taxas de decomposição pois temos uma variação de cobertura vegetal de plantas C3 (adubos verdes) para C4 (milho) ou de C4 (milho) para C3 (adubos verdes). No processo de seleção de cultivares de tomate, o tomate cereja apresenta boa produtividade, sendo uma opção para agricultores que pretendem produzir com baixo uso de insumos e será empregado no estudo.

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  Edmilson José Ambrosano      Apta Regional / IAC

Características do trato genital e qualidade ovocitária de vacas Nelore longevas

n° SGP 774

Nos bovinos, existe uma lacuna de informação sobre como a senilidade afeta a fisiologia reprodutiva e a qualidade dos gametas. O maior entrave na realização de estudos sobre a influencia da idade na reprodução dos bovinos deriva da  dificuldade de encontrar material experimental adequado, visto que as fazendas comercias descartam seus animais antes de atingir 14 anos. Alguns criadores conservam animais senis por motivos de estimação ou interesse econômico, sendo muitos deles destinados à produção de embriões por meio de superovulação e coleta de embriões ou, mais frequentemente, coleta de  oócitos, fecundação e desenvolvimento in vitro (FIV).  Excepcionalmente, instituições de pesquisa em produção animal, como a APTA, conservam essa categoria de animais como estoque de material genético ou como residuo de programas de melhoramento. Considerando que muitos desses animais encontram-se ainda ciclando e produzindo, os mesmos são um material valioso para realizar estudos sobre a influencia da idade na fisiologia reprodutiva e na viabilidade de gametas e embriões. A presente propsota objetiva:

-           Caracterizar a condição ovariana e uterina de vacas longevas Bos taurus indicus

-           Estabelecer a população folicular e a qualidade ovocitária de vacas longevas Bos taurus indicus

-           Caracterizar a composição proteica e expressão genica do útero, liquido folicular e ovocitos

-           Avaliar se a longevidade resulta em aumento da incidência de anomalias cromossômicas dos descendentes

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  Rafael Herrera Alvarez      Apta Regional / IZ
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O SGP (Sistema de Gestão de Pesquisa) foi implementado em todas as unidades APTA, para centralizar o controle de todos os projetos desenvolvidos sob sua supervisão. [Ler mais]

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