Detalhes do projeto SGP 1564

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Manejo de Cosmopolites sordidus (Germ., 1824) com o fungo Beauveria bassiana (Bals.) Vuill., na cultura da banana

Coordenador(a): Marcelo Francisco Arantes Pereira / APTA

Vigência do projeto

01/02/2017 até 28/12/2017

Unidade responsável

DDD, Polo Regional Centro Norte

IB, Centro de Sanidade Vegetal

Área Estratégica

entomologia

Linha de Pesquisa

Sanidade Vegetal

 

A banana tem importância econômica para o Brasil, destacando-se como a segunda fruta em área colhida, quantidade produzida, valor da produção e consumo. A produção nacional de banana está distribuída nas 27 unidades da Federação, com área colhida de 485 mil hectares, produção de 6,9 milhões de toneladas e rendimento médio de 14,2 kg ha-1.

A broca-do-rizoma Cosmopolites sordidus (Germar, 1824) (Coleoptera: Curculionidae) é um inseto disseminado por todas as regiões do Brasil e constitui-se a principal praga da bananicultura. As larvas de C. sordidus abrem galerias no rizoma e na base do pseudocaule e, os sintomas manifestam-se como amarelecimento, com posterior seca das folhas e morte da gema apical. Verifica-se também diminuição no tamanho e peso dos frutos, com perdas de 20 a 50% na produção. Indiretamente, os prejuízos são devidos ao tombamento de plantas, por falta de um sistema radicular vivo e, por propiciar a entrada de micro-organismos fitopatogênicos, entre os quais se destaca o fungo Fusarium oxysporum f. sp. cubense, causador da doença conhecida como “Mal do Panamá”. Em variedades suscetíveis ao "Mal do Panamá", como a banana “Maçã”, as perdas podem chegar a 100% na produção.

Dentre os métodos de controle para a broca-do-rizoma, se destaca o controle biológico com o fungo Beauveria bassiana (Bals.) Vuill. (Deuteromycotina: Hyphomycetes). A aplicação de B. bassiana é recomendada pela utilização do fungo em grãos de arroz inteiros ou moídos, ou pincelamento de suspensão do inóculo (pasta) sobre a superfície de iscas tipo “telha” ou “queijo”, na proporção de 100 a 150 iscas ha-1.

Entretanto, o objetivo do presente estudo será de validar a tecnologia de aplicação de B. bassiana em formulação granulada (arroz + fungo) e em pó, em iscas tipo “telha”, bem como de avaliar a aplicabilidade do microrganismo na formulação pó molhável, em sistema de irrigação por micro aspersão e, de doses, formulações e modalidades de aplicação do fungo entomopatogênico no controle da broca do rizoma, junto a produtores de banana, nas regiões Noroeste e do Vale do Ribeira, do Estado de São Paulo.

Para tanto, serão conduzidos ensaios de campo em culturas de banana, cultivada sob espaçamento de 2,0 x 2,0m, na Estância Vidal, do Produtor Márcio de Paula Vidal e no Sítio Nossa Senhora Aparecida, do proprietário Aparecido Cabral , no Município de Aparecida D’Oeste, SP, e no Sítio Carapiranga, do produtor Sérgio Haiek, no Município de Registro, SP.

O modelo experimental será em três setores de aproximadamente 3.333m2, totalizando 10.000m2, considerando a divisão da área cultivada em função do sistema de irrigação por micro aspersão. Os tratamentos aplicados nos respectivos setores serão: 1 – B. bassiana em iscas tipo “telha” + irrigação por micro aspersão; 2 – B. bassiana em iscas tipo “telha” e; 3 – irrigação por micro aspersão.

As aplicações do bioinseticida serão efetuadas em iscas tipo “telha” (0,40 a 0,50m de comprimento), na dose de 20g. isca-1 de fungo + arroz (formulação granulada) ou em pó, distribuindo o equivalente a 100 iscas ha-1 (setores 1 e 2). As iscas serão colocadas com a parte seccionada voltada para o solo, ao lado das touceiras. No sistema de irrigação por microaspersão (setores 1 e 3) o produto microbiano, na formulação pó molhável, será diluído em caixa d’água de 300L (exclusiva para a finalidade), na dose equivalente a 5,0 kg p.c. ha-1. Para avaliação de doses, formulação e modalidades de aplicação do fungo B. bassiana serão desenvolvidos três experimentos em lavouras de banana Nanica, sob o delineamento de blocos ao acaso, com seis e sete tratamentos, e quatro repetições.

As aplicações dos métodos de controle descritos deverão ser conduzidas de janeiro de 2017 a maio/junho de 2018, em intervalos quinzenais ou mensais, levando em consideração a infestação de C. sordidus na cultura da banana e condições climáticas favoráveis para fungos entomopatogênicos.

Amostragens da broca-do-rizoma serão efetuadas quinzenalmente ou mensalmente, nas próprias iscas tratadas com B. bassiana, contando os insetos vivos e infectados pelo fungo. Ainda, ao término das aplicações, serão distribuídas dez iscas sem o fungo nos setores, inclusive na área com aplicação apenas em irrigação por microaspersão (setor 3), para quantificação do inseto-praga.

Nos experimentos para avaliação de doses, formulação e modalidades de aplicação de B. bassiana, serão conduzidas três aplicações do bioinseticida e, posteriormente serão distribuídas cinco iscas sem aplicações de defensivos por parcela, para contagem de brocas. Os dados obtidos serão submetidos à análise de variância pelo teste F e, comparação de médias pelo teste de Tukey. 

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O SGP (Sistema de Gestão de Pesquisa) foi implementado em todas as unidades APTA, para centralizar o controle de todos os projetos desenvolvidos sob sua supervisão. [Ler mais]

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